CID G37.3: o INSS paga, mas não pelo código
O que decide é a incapacidade provada
Por Lucas Ribeiro Cavalcante — OAB/CE 44.673
CID G37.3: o INSS paga, mas não pelo código
O que decide é a incapacidade provada
Por Lucas Ribeiro Cavalcante — OAB/CE 44.673
O laudo chegou com o CID G37.3, o médico falou em afastamento e você já pensou: como pago as contas mês que vem? A resposta começa em um detalhe que quase todos ignoram.
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O INSS não paga pelo diagnóstico. Paga porque você provou que a doença impede seu trabalho.
✘ Mito
Mito: atestado com CID G37.3 e 90 dias já garante o benefício
✓ Verdade
Verdade: sem limitação funcional descrita, o perito nega
Duas pessoas com o mesmo G37.3 saem da perícia com respostas opostas. Sequela leve costuma ser vista como capaz. Paraparesia, bexiga neurogênica e fadiga intensa mudam tudo.
Quanto tempo fica em pé
Se precisa de apoio ao andar
Perda de controle urinário
Dica
Dica de ouro: peça ao médico o CID principal G37.3 e também os das sequelas, como paraparesia (grupo G82) e bexiga neurogênica (N31). É a sequela documentada que abre portas.
R$ 1.621,00
Valor do BPC/LOAS em 2026, caminho para quem nunca contribuiu ao INSS
Existe doença que dispensa carência nesse quadro?
Sim. A esclerose múltipla (CID G35) está na lista oficial. O relatório precisa dizer isso com clareza.
Seu laudo pode já ter tudo que a perícia exige. Ou quase nada. Descubra antes de pedir.