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    "title": "CID D69.3 dá Auxílio-Doença? Direitos no INSS em 2026",
    "excerpt": "CID D69.3 (púrpura trombocitopênica) dá direito a auxílio-doença, BPC ou aposentadoria? Veja requisitos, laudo correto e o que fazer se o INSS negar.",
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    "content_markdown": "Você recebeu um laudo com o CID D69.3 (púrpura trombocitopênica), suas plaquetas caem sem aviso, o médico pediu afastamento e o INSS negou dizendo que “não há incapacidade laborativa”. Se isso aconteceu com você, entenda uma coisa antes de qualquer outra: o INSS não paga benefício por diagnóstico. Ele paga por incapacidade comprovada. O CID D69.3 no atestado, sozinho, não garante nada.\n\nEssa é a diferença que faz o pedido ser aceito ou negado. Duas pessoas com o mesmo CID D69.3 podem ter destinos opostos no INSS: uma volta ao trabalho em 90 dias e não recebe nada, outra é aposentada por incapacidade permanente. O que separa as duas não é a doença. É o que está escrito no laudo sobre o que a pessoa não consegue mais fazer.\n\nLeia também:\n[Benefícios do INSS por Doença: Como Pedir em 2026](https://www.ribeirocavalcante.com.br/beneficios-inss-por-doenca/)\n\nNeste artigo você vai entender os três caminhos possíveis: o [auxílio-doença](https://www.ribeirocavalcante.com.br/auxilio-doenca/) (hoje chamado benefício por incapacidade temporária), o BPC/LOAS para quem não tem contribuições suficientes, e a aposentadoria por incapacidade permanente. Vai ver quais documentos separar, o que o perito do INSS realmente olha, e o que fazer quando a carta de negativa chega com aquela frase padrão “não foi constatada incapacidade para o trabalho”.\n\nSe você já tentou uma vez e foi negado, não jogue os papéis fora. A negativa é justamente a peça mais importante para o próximo passo. Vamos por partes.\n\n<a id=\"o-que-e-o-cid-d69-3-para-o-inss-e-por-que-o-diagnostico-nao-basta\"></a>\n## O que é o CID D69.3 para o INSS e por que o diagnóstico não basta?\n\nPara o INSS, o CID D69.3 é apenas um código de classificação. A Lei 8.213/1991, nos artigos 59 a 63, condiciona o benefício à incapacidade para o trabalho por mais de 15 dias consecutivos, não ao nome da doença. Não existe “lista de CIDs que aposentam”. Existe prova de limitação funcional.\n\nLeia também:\n[CID K51 dá Direito a Auxílio-Doença? Como Pedir em 2026](https://www.ribeirocavalcante.com.br/beneficios-inss-por-doenca/cid-k51-retocolite-ulcerativa/)\n\nA púrpura trombocitopênica idiopática tem um comportamento que complica a vida de quem pede benefício: ela varia. Há períodos em que a contagem de plaquetas se estabiliza e a pessoa trabalha normalmente. Há períodos de queda, com risco de sangramento, hematomas espontâneos e necessidade de tratamento contínuo. E há casos refratários, que não respondem ao tratamento.\n\nO perito do INSS vê você em um dia específico. Se esse dia cair num momento de estabilidade, e o seu laudo disser apenas “portador de PTI, CID D69.3, afastar por 60 dias”, o resultado quase sempre é o mesmo: apto. Porque o perito não tem como saber o que acontece nas outras semanas.\n\nRepare na diferença entre dois textos possíveis no mesmo atestado. O primeiro: “paciente com PTI, CID D69.3, necessita afastamento”. O segundo: “paciente com PTI refratária, plaquetas em contagem X na última coleta, com episódios recorrentes de sangramento, corticoterapia contínua, risco hemorrágico incompatível com atividade que exige esforço físico e manuseio de ferramentas cortantes, comparecimento hospitalar quinzenal para controle”. O segundo laudo descreve incapacidade. O primeiro descreve uma doença.\n\n**Importante:** a perícia do INSS avalia a sua capacidade para o SEU trabalho, não para qualquer trabalho. Um ajudante de obra e um analista de dados com o mesmo CID D69.3 e as mesmas plaquetas podem ter conclusões periciais diferentes. Por isso o laudo precisa dizer qual é a sua função e por que ela é incompatível com o seu quadro.\n\n<a id=\"quem-tem-direito-ao-auxilio-doenca-com-cid-d69-3-em-2026\"></a>\n## Quem tem direito ao auxílio-doença com CID D69.3 em 2026?\n\nTem direito quem cumpre três requisitos ao mesmo tempo: ser segurado do INSS, ter no mínimo 12 contribuições mensais (carência do art. 25, I, da Lei 8.213/1991) e comprovar incapacidade temporária para o trabalho habitual por mais de 15 dias. O valor mínimo em 2026 é de R$ 1.621,00, o [salário mínimo](https://www.ribeirocavalcante.com.br/salario-minimo-em-2025/) fixado pelo Governo Federal.\n\nVamos destravar cada requisito, porque é neles que a maioria dos pedidos morre antes mesmo da perícia.\n\n<a id=\"qualidade-de-segurado\"></a>\n### Qualidade de segurado\n\nVocê precisa estar “dentro” do INSS na data em que ficou incapaz. Quem trabalha com carteira assinada está automaticamente. Quem parou de contribuir tem o chamado [período de graça](https://www.ribeirocavalcante.com.br/qualidade-segurado-periodo-de-graca/): em regra 12 meses após a última contribuição, podendo chegar a 24 ou 36 meses em situações específicas previstas na Lei 8.213/1991.\n\n<a id=\"carencia-de-12-meses\"></a>\n### Carência de 12 meses\n\nRegra geral: 12 contribuições. Existe a dispensa de carência prevista no art. 26, II, da Lei 8.213/1991, para acidentes e para doenças da lista oficial (Portaria Interministerial MTP/MS nº 22/2022). A púrpura trombocitopênica não consta nominalmente nessa lista. Mas atenção: se a PTI for secundária a uma condição que está na lista, ou se houver quadro que se enquadre em outra hipótese legal, o pedido de dispensa pode ser discutido. É análise caso a caso.\n\n<a id=\"doenca-preexistente-o-argumento-que-mais-derruba-pedido\"></a>\n### Doença preexistente: o argumento que mais derruba pedido\n\nEssa é a alegação mais forte que o INSS usa contra quem tem CID D69.3. Diz o art. 59, §1º, da Lei 8.213/1991: quem já era incapaz antes de se filiar ao INSS não recebe. E como a PTI muitas vezes é diagnosticada anos antes, o servidor cruza a data do primeiro laudo com a data da filiação e nega.\n\nO contra-argumento está na própria lei: a exclusão não vale quando há **agravamento ou progressão** da doença. E a PTI é justamente uma condição que cursa em surtos. Ter o diagnóstico em 2019 e trabalhar normalmente até 2025 prova que você era capaz. A incapacidade nasceu depois, com o agravamento.\n\n**Dica de ouro:** junte a prova de que você trabalhou APÓS o diagnóstico. Carteira de trabalho, contracheques, extrato do CNIS. Isso desmonta a tese de preexistência melhor que qualquer argumento jurídico: mostra que você era capaz, e a capacidade se perdeu depois.\n\n<a id=\"e-se-voce-nao-tem-contribuicoes-o-bpc-loas-para-cid-d69-3\"></a>\n## E se você não tem contribuições? O BPC/LOAS para CID D69.3\n\nQuem nunca contribuiu ou perdeu a [qualidade de segurado](https://www.ribeirocavalcante.com.br/qualidade-segurado-periodo-de-graca/) pode pedir o BPC/LOAS, que paga um salário mínimo (R$ 1.621,00 em 2026). Dois requisitos: impedimento de longo prazo de no mínimo 2 anos e renda familiar por pessoa igual ou inferior a 1/4 do salário mínimo, ou seja, R$ 405,25 em 2026.\n\nO BPC é assistencial, não previdenciário. Você não precisa ter pagado um centavo ao INSS. Mas ele exige duas coisas que o auxílio-doença não exige.\n\nA primeira é o **impedimento de longo prazo**: não basta estar incapaz agora, precisa haver limitação com duração mínima de 2 anos. Aqui a avaliação é dupla: perícia médica e avaliação social. O assistente social vai perguntar coisas concretas: se você consegue sair de casa sozinho, se depende de alguém para tarefas, quantas vezes por mês vai ao hospital, se precisou parar de estudar.\n\nA segunda é a **renda per capita**. Soma-se a renda de todos que moram na casa e divide pelo número de pessoas.\n\n**Exemplo prático:** imagine uma casa com 4 pessoas onde só a mãe trabalha, ganhando R$ 1.621,00. A renda por pessoa é R$ 1.621,00, exatamente no limite de 1/4 do salário mínimo. Se entrar mais R$ 100 de renda na casa, o critério estoura e o pedido é indeferido pelo sistema, mesmo com a perícia favorável.\n\nAqui entra um ponto que muita gente não sabe. O Supremo Tribunal Federal já reconheceu que o critério de 1/4 não é absoluto: em situações de miserabilidade comprovada, gastos altos com medicamento, transporte para tratamento e fraldas podem ser descontados do cálculo. Isso não funciona no balcão do INSS, mas funciona na Justiça, com prova documental. Guarde TODA nota fiscal de farmácia e recibo de transporte.\n\nAntes de pedir o BPC, é obrigatório estar inscrito e com dados atualizados no [Cadastro Único (CadÚnico)\r\n\r\n](https://www.gov.br/pt-br/servicos/inscrever-se-no-cadastro-unico-para-programas-sociais). Cadastro desatualizado há mais de dois anos é motivo de indeferimento automático, sem análise médica nenhuma. É o tipo de erro que custa meses.\n\n<a id=\"quando-o-cid-d69-3-pode-dar-aposentadoria-por-incapacidade-permanente\"></a>\n## Quando o CID D69.3 pode dar aposentadoria por incapacidade permanente?\n\nA aposentadoria por incapacidade permanente (antiga [aposentadoria por invalidez](https://www.ribeirocavalcante.com.br/aposentadoria-por-invalidez/)) exige incapacidade total e permanente, insuscetível de reabilitação profissional. Também pede qualidade de segurado e 12 contribuições. Em 2026, o valor vai do piso de R$ 1.621,00 ao teto do INSS de R$ 8.157,41, conforme a média das suas contribuições.\n\n“Total” significa que você não consegue exercer nenhuma atividade que garanta seu sustento. “Permanente” significa que não há expectativa razoável de recuperação. Nos casos de CID D69.3, isso normalmente aparece em quadros refratários: PTI que não responde a corticoide, que não respondeu a esplenectomia, com sangramentos recorrentes e internações frequentes.\n\nExiste um caminho que quase ninguém considera, e é o mais realista: começar pelo auxílio-doença. Você recebe o benefício temporário, faz as perícias de revisão, e o próprio histórico de renovações vira prova. Três anos de benefício renovado, com plaquetas baixas em todos os exames, é um argumento muito mais forte do que pedir aposentadoria de saída.\n\nOutro ponto: o INSS pode encaminhar você para **reabilitação profissional** em vez de aposentar. Isso não é negativa. É a Previdência tentando te recolocar em função compatível. Se a limitação for parcial, esse é o caminho legal previsto. Recusar reabilitação sem justificativa técnica pode levar à cessação do benefício.\n\n**Atenção:** aposentadoria por incapacidade permanente não é definitiva para sempre. O INSS pode convocar você para perícia de revisão, com exceções legais para segurados a partir de 60 anos. Continue guardando exames e relatórios mesmo depois de aposentado.\n\nPara entender como esse raciocínio funciona em outras doenças de curso progressivo, vale comparar com o que discutimos sobre [aposentadoria por invalidez em casos de sequelas de AVC](https://www.ribeirocavalcante.com.br/beneficios-inss-por-doenca/cid-i69-sequelas-de-avc/) e sobre o [auxílio-doença na doença de Parkinson](https://www.ribeirocavalcante.com.br/beneficios-inss-por-doenca/cid-g20-doenca-de-parkinson/). A lógica da prova é a mesma: função perdida, não nome da doença.\n\n<a id=\"qual-caminho-escolher-auxilio-doenca-bpc-ou-aposentadoria\"></a>\n## Qual caminho escolher: auxílio-doença, BPC ou aposentadoria?\n\nA escolha depende de duas perguntas simples: você tem 12 contribuições ao INSS e está dentro do período de graça? E a limitação é temporária ou vai durar mais de 2 anos? Quem contribuiu vai pela via previdenciária. Quem não contribuiu e tem renda por pessoa até R$ 405,25 vai pelo BPC.\n\n| Critério | Auxílio-doença (B31) | BPC/LOAS (B87) | Aposentadoria por incapacidade (B32) |\n| --- | --- | --- | --- |\n| Precisa ter contribuído? | Sim, 12 meses | Não | Sim, 12 meses |\n| Limite de renda familiar? | Não | Sim, até R$ 405,25 por pessoa | Não |\n| Tipo de limitação exigida | Temporária, mais de 15 dias | Impedimento por 2 anos ou mais | Total e permanente |\n| Valor em 2026 | R$ 1.621,00 até o teto de R$ 8.157,41 | R$ 1.621,00 fixo | R$ 1.621,00 até o teto de R$ 8.157,41 |\n| Gera 13º salário? | Sim | Não | Sim |\n| Avaliação social obrigatória? | Não | Sim | Não |\n| Deixa dependente com pensão? | Sim | Não | Sim |\n\nRepare na última linha da tabela: o BPC não deixa [pensão por morte](https://www.ribeirocavalcante.com.br/pensao-por-morte-2026/) e não gera 13º. Se você tem contribuições, mesmo antigas, vale muito conferir o CNIS antes de partir direto para o BPC. É comum a pessoa achar que “não deu tempo” e descobrir 14 contribuições esquecidas de um emprego de 2018.\n\nUm detalhe que a maioria ignora: você pode fazer os dois pedidos administrativos, em momentos diferentes. Se o auxílio-doença for negado por falta de carência, o BPC segue disponível como alternativa. Não são caminhos que se anulam. Uma visão geral de todas essas portas está no nosso guia sobre [benefícios do INSS por doença e como pedir em 2026](https://www.ribeirocavalcante.com.br/beneficios-inss-por-doenca/).\n\n<a id=\"o-que-realmente-derruba-o-pedido-de-quem-tem-purpura-trombocitopenica\"></a>\n## O que realmente derruba o pedido de quem tem púrpura trombocitopênica?\n\nNa experiência de quem acompanha esses pedidos, três falhas se repetem: laudo médico que só traz o CID sem descrever limitação, ausência de série histórica de hemogramas, e perda do prazo de 30 dias para recurso administrativo depois da negativa. Nenhuma delas tem a ver com a gravidade da doença.\n\nVamos ao detalhe de cada uma.\n\n[\n\n![CID D69.3 dá auxílio-doença? O que decide o INSS](https://cdn.ribeirocavalcante.com.br/web-stories/poster-cid-d69-3-da-auxilio-doenca-o-1788700676.webp)\n\n](https://www.ribeirocavalcante.com.br/web-stories/cid-d69-3-purpura-trombocitopenica-inss/)\n\n⚡ Web Story\n[CID D69.3 dá auxílio-doença? O que decide o INSS](https://www.ribeirocavalcante.com.br/web-stories/cid-d69-3-purpura-trombocitopenica-inss/)\n[Ver história visual ›](https://www.ribeirocavalcante.com.br/web-stories/cid-d69-3-purpura-trombocitopenica-inss/)\n\n\n**Laudo genérico.** Aquele atestado de três linhas, “paciente portador de D69.3, solicito afastamento por 30 dias”, é praticamente um convite à negativa. O perito precisa ler: qual a sua profissão, quais tarefas você não consegue mais executar, qual o risco concreto (sangramento, hematoma, fadiga), qual o tratamento em curso, qual a frequência das consultas e a previsão de evolução.\n\n**Falta de histórico.** Um único hemograma mostra um dia. Uma sequência de hemogramas de 12, 18, 24 meses mostra um padrão. Se o seu quadro oscila, é exatamente o padrão que precisa aparecer. Peça as cópias no laboratório e organize por data, do mais antigo ao mais recente.\n\n**O texto da negativa.** Na carta do INSS costuma vir a frase “não foi constatada incapacidade laborativa” ou “parecer contrário da perícia médica federal”. Muita gente lê isso, se conforma e joga o papel fora. Errado. Esse documento traz a data de início da doença fixada pelo perito (a DID) e a data de início da incapacidade (a DII). São esses dois números que se ataca no recurso.\n\nHá ainda o problema da postura no dia da perícia. Existe uma tentação natural de “aguentar firme” e responder que está bem. Não minta nem exagere: descreva o mês, não o dia. Diga quantas vezes teve sangramento no último mês, quantos dias faltou ao trabalho, quantas internações teve no ano.\n\n**Cuidado:** se você faltar à perícia sem justificar pelo Meu INSS, o requerimento é arquivado e você perde a data de entrada do pedido (DER). Isso significa perder também os valores retroativos que seriam pagos desde aquela data. Reagende sempre pelo aplicativo, nunca simplesmente deixe de comparecer.\n\n<a id=\"como-pedir-o-beneficio-passo-a-passo-e-o-que-fazer-se-for-negado\"></a>\n## Como pedir o benefício passo a passo e o que fazer se for negado\n\nO pedido é feito pelo [Meu INSS](https://meu.inss.gov.br) ou pelo telefone 135. Se negado, você tem 30 dias para apresentar recurso à Junta de Recursos, sem custo e sem advogado obrigatório. Também é possível ir direto à Justiça Federal, onde causas de até 60 salários mínimos tramitam no Juizado Especial.\n\n<a id=\"passo-a-passo-pelo-meu-inss\"></a>\n### Passo a passo pelo Meu INSS\n\n- Entre no Meu INSS com a conta gov.br (nível prata ou ouro).\n- Clique em “Novo Pedido” e digite “Benefício por Incapacidade Temporária” (ou “Benefício Assistencial à Pessoa com Deficiência”, se for o BPC).\n- Confirme seus dados e o endereço, porque a agência da perícia é definida por ele.\n- Anexe os documentos em PDF, em arquivos separados e nomeados (“hemograma_2025”, “relatorio_hematologista”).\n- Guarde o número do protocolo e a data de entrada do requerimento (DER).\n- Acompanhe a data da perícia na aba “Consultar Pedidos”. A convocação não vem por telefone.\n\n<a id=\"documentos-para-separar\"></a>\n### Documentos para separar\n\n- RG e CPF.\n- Carteira de trabalho e/ou carnês de contribuição.\n- Relatório médico atualizado (nos últimos 30-90 dias), com CID D69.3, descrição da limitação funcional, tratamento em curso e CRM legível.\n- Série de hemogramas em ordem cronológica.\n- Relatórios de internação, se houver, e receitas dos medicamentos em uso.\n- Atestados de afastamento anteriores e comprovantes de falta ao trabalho.\n- Para o BPC: comprovante do CadÚnico atualizado e notas de gastos com medicamento e transporte.\n\n<a id=\"se-vier-a-negativa\"></a>\n### Se vier a negativa\n\nBaixe o “Resultado da Perícia” e a “Comunicação de Decisão” no Meu INSS. Leia a DII fixada. Em seguida, escolha: recurso administrativo em 30 dias, novo requerimento com laudo reforçado, ou ação judicial. Na via judicial, quem decide não é o perito do INSS, mas um perito nomeado pelo juiz, e o laudo que você juntou pesa muito mais.\n\nEm situações de urgência, é possível pedir tutela de urgência (art. 300 do [Código de Processo Civil](https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2015/lei/l13105.htm)), que permite ao juiz determinar o pagamento antes da sentença. Não é automático: exige prova médica robusta e demonstração de risco real, como estar sem renda e sem acesso a tratamento.\n\nAntes de acionar a Justiça, separe três documentos: o relatório do hematologista com descrição da limitação funcional, a série de hemogramas em ordem de data, e a comunicação de decisão do INSS com a negativa. O erro que mais derruba esses casos é o relatório médico que traz apenas o diagnóstico e a data, sem uma linha sobre o que você deixou de conseguir fazer. Se quiser, nossa equipe lê esses documentos e diz onde está a lacuna antes de você protocolar qualquer coisa.\n\nFale agora com um advogado especialista\n[ Falar com Advogado no WhatsApp](https://www.ribeirocavalcante.com.br/ads/wpp.html)\n\n<a id=\"perguntas-frequentes-sobre-cid-d69-3-e-beneficios-do-inss\"></a>\n## Perguntas frequentes sobre CID D69.3 e benefícios do INSS\n\nAbaixo, dúvidas que aparecem com frequência e que não couberam nas seções anteriores.\n\n<a id=\"quem-tem-cid-d69-3-pode-ser-demitido-durante-o-afastamento\"></a>\n### Quem tem CID D69.3 pode ser demitido durante o afastamento?\n\nDurante o período em que você está recebendo benefício por incapacidade, o contrato de trabalho fica suspenso e a [demissão sem justa causa](https://www.ribeirocavalcante.com.br/demissao-sem-justa-causa-direitos/) não pode acontecer. Ao voltar, se o benefício foi acidentário (B91), existe estabilidade de 12 meses prevista na Lei 8.213/1991. No benefício comum (B31), não há essa estabilidade automática. Mas a demissão logo após a alta, sem exame médico demissional adequado, pode ser questionada na Justiça do Trabalho como discriminatória, especialmente se a empresa sabia da doença crônica.\n\n<a id=\"quem-tem-purpura-trombocitopenica-tem-isencao-de-imposto-de-renda\"></a>\n### Quem tem púrpura trombocitopênica tem isenção de Imposto de Renda?\n\nA isenção de Imposto de Renda sobre proventos de aposentadoria vale para uma lista fechada de doenças graves definida em lei, que inclui neoplasia maligna, [cardiopatia grave](https://www.ribeirocavalcante.com.br/cardiopatia-grave-auxilio-doenca-invalidez/), nefropatia grave, entre outras. A púrpura trombocitopênica não consta nominalmente nessa lista. Isso não impede o pedido quando existe outra condição associada que se enquadre, ou quando há entendimento judicial reconhecendo equivalência de gravidade. É análise individual, com laudo de serviço médico oficial. Não assuma a isenção sem confirmar.\n\n<a id=\"posso-trabalhar-recebendo-auxilio-doenca-por-cid-d69-3\"></a>\n### Posso trabalhar recebendo auxílio-doença por CID D69.3?\n\nNão na mesma atividade que gerou o afastamento. Se o INSS identificar vínculo ativo com remuneração durante o benefício, o pagamento é cessado e pode haver cobrança de devolução dos valores. Existe uma exceção: quem tem mais de um vínculo pode receber auxílio-doença referente a apenas um deles, se estiver incapaz somente para aquela função. Nesse caso, informe a situação no requerimento desde o início. Omitir a informação é o que gera a cobrança depois.\n\n<a id=\"o-que-e-a-alta-programada-e-o-que-fazer-quando-ela-chega\"></a>\n### O que é a “alta programada” e o que fazer quando ela chega?\n\nAlta programada é a data de cessação já marcada na concessão do benefício, sem nova perícia. Se você continua incapaz naquela data, precisa pedir prorrogação. O pedido de prorrogação (PP) deve ser feito nos 15 dias que antecedem a data de cessação, pelo Meu INSS ou pelo 135. Perdido esse prazo, o benefício cessa e você terá que abrir um novo requerimento, com nova perícia e possível perda de valores. Marque essa data no celular.\n\n<a id=\"quanto-tempo-demora-para-o-inss-decidir\"></a>\n### Quanto tempo demora para o INSS decidir?\n\nO prazo legal de análise administrativa gira em torno de 45 dias após a perícia, mas a fila de agendamento pericial costuma ser o gargalo real e varia muito por região. Se o pedido está paralisado muito além do prazo, existe a possibilidade de ação judicial para forçar a análise. Antes disso, registre reclamação na Ouvidoria da Previdência e guarde o número do protocolo: ele serve de prova da demora.\n\n<a id=\"menor-de-idade-com-cid-d69-3-pode-receber-algum-beneficio\"></a>\n### Menor de idade com CID D69.3 pode receber algum benefício?\n\nSim, pelo BPC/LOAS. Criança e adolescente não têm capacidade laborativa a avaliar, então a análise se concentra no impedimento de longo prazo e nas barreiras que a condição cria na vida escolar e social. A perícia considera restrição de atividades físicas, faltas escolares por internação e necessidade de acompanhamento constante de um responsável. O requerimento é feito pelo representante legal, e o critério de renda familiar de até R$ 405,25 por pessoa se aplica igualmente.\n\n<a id=\"cid-d69-3-como-garantir-seu-direito-ao-beneficio-do-inss\"></a>\n## CID D69.3: Como Garantir Seu Direito ao Benefício do INSS\n\nO próximo passo é físico e você pode dar hoje. Abra uma pasta e coloque três coisas dentro dela: o relatório do seu hematologista com data recente, os hemogramas dos últimos dois anos em ordem cronológica, e o extrato do CNIS baixado no Meu INSS para conferir suas contribuições.\n\nSe o INSS já negou, a comunicação de decisão é a peça mais importante desse conjunto. É nela que está escrita a razão da negativa e as datas fixadas pelo perito. Sem esse papel, qualquer análise fica no chute.\n\nCom esses documentos em mãos, mande mensagem. A gente lê o que você tem, diz se o caso tem base legal, aponta o que está faltando no laudo e qual dos três caminhos (auxílio-doença, BPC ou aposentadoria por incapacidade) se encaixa na sua situação. Isso é dito antes de qualquer contratação, para você decidir com informação e não com medo.\n\nFale agora com um advogado especialista\n[ Falar com Advogado no WhatsApp](https://www.ribeirocavalcante.com.br/ads/wpp.html)",
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        {
            "question": "CID D69.3 dá direito a auxílio-doença?",
            "answer": "Pode dar, desde que a perícia reconheça incapacidade para o trabalho e você tenha qualidade de segurado e 12 contribuições. O laudo precisa descrever as limitações concretas, não apenas o código da doença."
        },
        {
            "question": "Quem tem CID D69.3 pode se aposentar por invalidez?",
            "answer": "Só quando a incapacidade é total, permanente e sem possibilidade de reabilitação profissional. Casos com plaquetopenia grave refratária a tratamento e episódios hemorrágicos recorrentes têm mais chance de reconhecimento."
        },
        {
            "question": "O que fazer quando o INSS nega o benefício por púrpura trombocitopênica?",
            "answer": "Baixe o resultado da perícia e a comunicação de decisão no Meu INSS e apresente recurso administrativo em até 30 dias, ou ingresse com ação judicial. Reforce o pedido com hemogramas em série e relatório detalhado do hematologista."
        },
        {
            "question": "Quem nunca contribuiu ao INSS pode receber algo com CID D69.3?",
            "answer": "Sim, pelo BPC/LOAS, que paga um salário mínimo a quem tem deficiência de longo prazo (mais de 2 anos) e renda familiar por pessoa abaixo de 1/4 do salário mínimo, incluindo crianças e adolescentes."
        },
        {
            "question": "Púrpura trombocitopênica garante isenção de Imposto de Renda?",
            "answer": "Não. A isenção vale apenas para a lista fechada de doenças graves da Lei 7.713/88, que não menciona a púrpura. A isenção só seria possível se houvesse outra doença listada associada, comprovada por laudo oficial."
        }
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            "text": "O que é o CID D69.3 para o INSS e por que o diagnóstico não basta?",
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            "text": "Quem tem direito ao auxílio-doença com CID D69.3 em 2026?",
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            "text": "Doença preexistente: o argumento que mais derruba pedido",
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            "text": "E se você não tem contribuições? O BPC/LOAS para CID D69.3",
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            "text": "Quando o CID D69.3 pode dar aposentadoria por incapacidade permanente?",
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            "text": "Qual caminho escolher: auxílio-doença, BPC ou aposentadoria?",
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            "text": "O que realmente derruba o pedido de quem tem púrpura trombocitopênica?",
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            "text": "Como pedir o benefício passo a passo e o que fazer se for negado",
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