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    "content_markdown": "Você sofreu um assalto, um acidente grave ou passou por uma situação de violência no trabalho e desde então não consegue mais dormir, sente pânico ao sair de casa e não dá conta de voltar à rotina. O médico anotou o CID F43.1 (Transtorno de Estresse Pós-Traumático) no atestado. Agora você quer saber: isso dá direito a benefício do INSS?\n\nA resposta direta é: pode dar, sim. O CID F43.1 pode gerar auxílio por incapacidade temporária (o antigo [auxílio-doença](https://www.ribeirocavalcante.com.br/auxilio-doenca/)), aposentadoria por incapacidade permanente ou até o [BPC/LOAS](https://www.ribeirocavalcante.com.br/direito-previdenciario/beneficio-de-prestacao-continuada/), dependendo do seu caso. Mas atenção a este ponto, que é o que mais derruba pedido: o INSS não paga pelo diagnóstico. Ele paga pela **incapacidade de trabalhar** que a doença causa.\n\nLeia também:\n[Benefícios do INSS por Doença: Como Pedir em 2026](https://www.ribeirocavalcante.com.br/beneficios-inss-por-doenca/)\n\nOu seja, ter o laudo com F43.1 é o começo, não o fim. Duas pessoas com exatamente o mesmo diagnóstico podem ter respostas opostas na perícia: uma volta ao trabalho, a outra não consegue. O que separa as duas é a prova da limitação funcional, não a letra do CID.\n\nNeste guia você vai entender qual dos três benefícios encaixa no seu caso, quanto tempo de contribuição precisa, como montar o laudo que a perícia leva a sério e o que fazer quando o pedido é negado. Se quiser a visão geral de todos os [benefícios do INSS por doença](https://www.ribeirocavalcante.com.br/beneficios-inss-por-doenca/), comece por ali e depois volte para os detalhes do TEPT.\n\n<a id=\"o-cid-f43-1-da-direito-a-beneficio-do-inss\"></a>\n## O CID F43.1 dá direito a benefício do INSS?\n\nSim, o CID F43.1 pode dar direito a benefício, mas só se ele impedir você de exercer seu trabalho. Segundo a Lei 8.213/1991, o INSS concede auxílio quando a incapacidade dura mais de 15 dias. O diagnóstico sozinho não basta: é preciso comprovar que o transtorno limita a sua capacidade de produzir.\n\nLeia também:\n[CID C71: Auxílio-Doença sem Carência e Aposentadoria 2026](https://www.ribeirocavalcante.com.br/beneficios-inss-por-doenca/cid-c71-tumor-cerebral/)\n\nPense assim: o F43.1 é a “identidade” da doença. Mas o INSS não está comprando a identidade, está avaliando o efeito prático dela na sua vida de trabalho. Por isso o laudo não pode parar em “paciente com TEPT”. Ele precisa dizer o que você não consegue mais fazer.\n\nO TEPT costuma atingir com força quem trabalha exposto a situações de risco ou violência: vigilantes, bancários, motoristas de transporte de valores, policiais, socorristas e profissionais de saúde. Nesses casos, além do benefício comum, pode haver o enquadramento como **doença do trabalho**, o que muda a [carência](https://www.ribeirocavalcante.com.br/carencia-inss-guia-completo/) e traz mais direitos.\n\n**Importante:** se o TEPT teve origem em um evento ligado ao seu trabalho (assalto no expediente, acidente durante o serviço), o benefício pode ser acidentário. Isso dispensa a carência de 12 contribuições e garante estabilidade no emprego após o retorno. Guarde o boletim de ocorrência e a CAT (Comunicação de Acidente de Trabalho).\n\n<a id=\"auxilio-por-incapacidade-temporaria-quanto-tempo-de-contribuicao-preciso\"></a>\n## Auxílio por incapacidade temporária: quanto tempo de contribuição preciso?\n\nPara o auxílio por incapacidade temporária (antigo auxílio-doença), você precisa de [qualidade de segurado](https://www.ribeirocavalcante.com.br/qualidade-segurado-periodo-de-graca/) e, em regra, 12 contribuições mensais de carência, conforme o art. 25 da Lei 8.213/1991. O valor é 91% da média dos seus salários de contribuição, respeitando o piso de R$ 1.621,00 e o teto de R$ 8.157,41 em 2026.\n\nEsse é o benefício mais comum para o TEPT, porque muitos quadros são tratáveis. A ideia é: você fica afastado, faz tratamento, e quando melhorar, volta ao trabalho. O INSS costuma dar uma data para reavaliação (a chamada “alta programada”).\n\n**Exemplo prático:** imagine que você tenha média de contribuição de R$ 2.000,00. O auxílio sairia por volta de R$ 1.820,00 (91% da média). Agora imagine média de R$ 1.500,00: os 91% dariam R$ 1.365,00, abaixo do mínimo, então o INSS paga o piso de R$ 1.621,00.\n\nUma dúvida frequente: o TEPT não está na lista de doenças que dispensam carência (que inclui casos como neoplasia maligna e [cardiopatia grave](https://www.ribeirocavalcante.com.br/cardiopatia-grave-auxilio-doenca-invalidez/)). Então, se você não tiver as 12 contribuições, o pedido comum tende a ser negado. A exceção é justamente quando o transtorno vem de um acidente, aí a carência cai.\n\n**Fique atento:** os primeiros 15 dias de afastamento, para quem tem carteira assinada, são pagos pela empresa. O INSS só entra a partir do 16º dia. Para autônomos e contribuintes individuais, o INSS paga desde o início da incapacidade comprovada.\n\n<a id=\"quando-o-tept-vira-aposentadoria-por-incapacidade-permanente\"></a>\n## Quando o TEPT vira aposentadoria por incapacidade permanente?\n\nA aposentadoria por incapacidade permanente (antiga invalidez) é concedida quando o TEPT torna você incapaz de forma definitiva e sem chance de reabilitação para outra função, conforme o art. 42 da Lei 8.213/1991. Exige qualidade de segurado e, em regra, a mesma carência de 12 contribuições.\n\nDepois da Reforma da Previdência (Emenda Constitucional 103/2019), o cálculo mudou. Agora é 60% da média das contribuições mais 2% para cada ano que passar de 20 anos de contribuição (homem) ou 15 anos (mulher). Só em casos de acidente de trabalho ou doença ocupacional o benefício volta a ser integral (100% da média).\n\n**Caso real:** um motorista de transporte de valores vítima de assalto violento pode desenvolver TEPT tão grave que não consegue mais dirigir nem ficar em ambientes fechados. Se o perito confirmar que não há função que ele consiga exercer, o caminho é a aposentadoria, não o auxílio temporário.\n\nExiste um adicional que pouca gente conhece: se você precisar de ajuda permanente de outra pessoa para atividades básicas do dia a dia, tem direito a um acréscimo de 25% sobre o valor. Esse adicional pode até ultrapassar o teto do INSS. Para entender como funciona a incapacidade permanente na prática, vale ver também [como funciona a aposentadoria por invalidez em casos de AVC](https://www.ribeirocavalcante.com.br/beneficios-inss-por-doenca/cid-i69-sequelas-de-avc/), que segue a mesma lógica de prova.\n\n<a id=\"e-se-eu-nunca-contribui-o-bpc-loas-pode-ser-a-saida\"></a>\n## E se eu nunca contribuí? O BPC/LOAS pode ser a saída\n\nSe você tem TEPT grave mas nunca contribuiu para o INSS, ou perdeu a qualidade de segurado, ainda pode ter direito ao BPC/LOAS. É um benefício assistencial de um [salário mínimo](https://www.ribeirocavalcante.com.br/salario-minimo-em-2025/) (R$ 1.621,00 em 2026), previsto no art. 20 da Lei 8.742/1993, que não exige contribuição, mas cobra dois requisitos: impedimento de longo prazo e baixa renda familiar.\n\n![Pessoa deitada em sofá com as mãos na cabeça, sinalizando estresse ou dor.](https://cdn.ribeirocavalcante.com.br/2026/08/cid-f43-1-transtorno-de-estresse-pos-traumatico-afastamento-auxilio-doenca-e-aposentadoria-inline-1-660669-1787335542.jpg)\n*O cid f43. 1 dá direito a benefício do inss? — foto: timur weber*\n\nO impedimento de longo prazo significa que o transtorno deve limitar você por, no mínimo, dois anos. Não é qualquer crise passageira, é um quadro que afeta sua participação plena na sociedade e no trabalho por período prolongado.\n\nO critério de renda é o ponto que mais reprova: a renda familiar por pessoa precisa ser inferior a 1/4 do salário mínimo, ou seja, menos de R$ 405,25 em 2026. Soma-se a renda de todos que moram na casa e divide pelo número de pessoas.\n\n**Exemplo prático:** imagine uma família de 4 pessoas com renda total de R$ 1.600,00 por mês. Divide por 4 e dá R$ 400,00 por pessoa, abaixo do limite de R$ 405,25. Nesse caso, há chance de conseguir o BPC. O cadastro precisa estar atualizado no CadÚnico.\n\n**Lembre-se:** o BPC não paga 13º salário e não gera [pensão por morte](https://www.ribeirocavalcante.com.br/pensao-por-morte-2026/). É diferente da aposentadoria. Mas para quem está sem cobertura e com TEPT incapacitante, é muitas vezes a única porta aberta. Você pode conferir as regras oficiais no [portal do INSS\r\n\r\n](https://www.gov.br/inss/pt-br).\n\n<a id=\"como-comprovar-a-incapacidade-na-pericia-do-inss\"></a>\n## Como comprovar a incapacidade na perícia do INSS?\n\nA perícia médica do INSS decide o pedido, e ela avalia a incapacidade para o trabalho, não só o diagnóstico. Por isso o laudo precisa ir além do “paciente tem CID F43.1”. Deve descrever a limitação funcional concreta: crises, insônia, incapacidade de concentração, evitação de ambientes, medicação em uso e tempo de tratamento.\n\nNa prática, o que mais enfraquece o pedido de TEPT é o laudo genérico. Um documento que só cita o CID e uma frase de “afastar por 30 dias” dá ao perito margem para concluir que você está apto. O laudo forte conecta o sintoma à tarefa: “não consegue permanecer em ambiente com público”, “apresenta crises de pânico que impedem a direção de veículos”.\n\nLeve para a perícia estes documentos:\n\n- Laudo médico detalhado, com CID F43.1, descrição da limitação funcional e tempo previsto de incapacidade\n- Receitas e caixas dos remédios em uso (comprovam tratamento contínuo)\n- Relatórios de psicólogo ou psiquiatra, com histórico das sessões\n- Boletim de ocorrência e CAT, se o TEPT veio de assalto ou acidente\n- RG, CPF, carteira de trabalho e comprovante de residência\n- Todos os atestados anteriores, em ordem de data\n\n**Dica de ouro:** peça ao seu médico que escreva no laudo, com todas as letras, quais atividades da sua profissão você não consegue mais realizar. O perito do INSS não conhece sua rotina. Se o laudo não faz essa ponte entre a doença e o trabalho, ele presume que você pode trabalhar.\n\nNos transtornos psiquiátricos, a perícia costuma ser mais dura, porque não há exame de imagem que “mostre” o TEPT como uma radiografia mostra uma fratura. A prova é construída com histórico consistente. Por isso a continuidade do tratamento importa tanto: sumir do psiquiatra por meses enfraquece a alegação de incapacidade.\n\n<a id=\"auxilio-doenca-ou-aposentadoria-qual-pedir-no-seu-caso\"></a>\n## Auxílio-doença ou aposentadoria: qual pedir no seu caso?\n\nA escolha depende de o quadro ser reversível ou não. Se há previsão de melhora com tratamento, o caminho é o auxílio por incapacidade temporária. Se o TEPT é crônico e não há função que você consiga exercer, o pedido é de aposentadoria por incapacidade permanente. O BPC entra quando falta qualidade de segurado.\n\n[\n\n![CID F43.1 Dá Direito a Auxílio-Doença do INSS? 2026](https://cdn.ribeirocavalcante.com.br/web-stories/poster-cid-f43-1-da-direito-a-auxilio-1787336114.webp)\n\n](https://www.ribeirocavalcante.com.br/web-stories/cid-f43-1-auxilio-doenca-inss-2026/)\n\n⚡ Web Story\n[CID F43.1 Dá Direito a Auxílio-Doença do INSS? 2026](https://www.ribeirocavalcante.com.br/web-stories/cid-f43-1-auxilio-doenca-inss-2026/)\n[Ver história visual ›](https://www.ribeirocavalcante.com.br/web-stories/cid-f43-1-auxilio-doenca-inss-2026/)\n\n\n| Critério | Auxílio temporário | Aposentadoria permanente | BPC/LOAS |\n| --- | --- | --- | --- |\n| Precisa ter contribuído? | Sim (12 meses, salvo acidente) | Sim (12 meses, salvo acidente) | Não |\n| Duração da incapacidade | Temporária | Definitiva | Mínimo 2 anos |\n| Valor em 2026 | 91% da média (piso R$ 1.621) | 60% da média + 2% por ano extra | 1 salário mínimo (R$ 1.621) |\n| Exige baixa renda? | Não | Não | Sim (menos de R$ 1.621,00 por pessoa) |\n| Tem 13º? | Sim | Sim | Não |\n\nVocê não precisa “adivinhar” qual escolher no pedido. Ao requerer o benefício por incapacidade, o próprio INSS avalia se o caso é temporário ou permanente na perícia. O mesmo racional de prova vale para outras doenças neurológicas, como se vê no [auxílio-doença para Parkinson](https://www.ribeirocavalcante.com.br/beneficios-inss-por-doenca/cid-g20-doenca-de-parkinson/).\n\n<a id=\"como-pedir-o-beneficio-pela-internet-passo-a-passo\"></a>\n## Como pedir o benefício pela internet: passo a passo\n\nO pedido é feito pelo aplicativo ou site Meu INSS, sem sair de casa. Você agenda a perícia médica e recebe uma data. O prazo de resposta após a perícia é, em regra, de até 45 dias, segundo o INSS. Se for BPC, o requerimento também sai pelo Meu INSS, mas o CadÚnico precisa estar em dia.\n\nPasso a passo:\n\n- Acesse o [Meu INSS](https://meu.inss.gov.br) pelo app ou site e faça login com a conta gov.br\n- Clique em “Novo Pedido” e busque por “Benefício por Incapacidade” (ou “BPC” se for o caso)\n- Anexe os documentos digitalizados: laudos, receitas, atestados e documentos pessoais\n- Agende a data da perícia médica\n- Compareça no dia com os documentos originais na mão\n- Acompanhe o resultado pela própria plataforma\n\n**Cuidado:** não deixe o benefício “vencer” sem pedir prorrogação. A alta programada tem data. Se você continua incapaz, precisa solicitar a prorrogação nos 15 dias antes do fim, também pelo Meu INSS. Perder esse prazo faz o benefício cessar e obriga você a começar tudo de novo.\n\nAntes de acionar a Justiça ou entrar com o pedido, tenha três documentos em mãos: o laudo psiquiátrico detalhado com a limitação funcional, o histórico de contribuições (extrato CNIS) e, se houver, a carta de negativa do INSS. O erro que mais derruba esses pedidos é o laudo que descreve só o diagnóstico e esquece de dizer o que você não consegue mais fazer no trabalho. Se quiser, a nossa equipe lê esses documentos e diz se falta alguma peça antes de você protocolar.\n\nFale agora com um advogado especialista\n[ Falar com Advogado no WhatsApp](https://www.ribeirocavalcante.com.br/ads/wpp.html)\n\n<a id=\"o-que-fazer-se-o-inss-negar-o-beneficio\"></a>\n## O que fazer se o INSS negar o benefício?\n\nSe o INSS negar, você tem dois caminhos: o recurso administrativo, com prazo de 30 dias a partir da ciência da negativa, ou a ação judicial. Na negativa vem escrito o motivo, e ele é a peça mais importante para montar a defesa. Guarde esse documento.\n\n![Mão escrevendo em um formulário sobre uma mesa.](https://cdn.ribeirocavalcante.com.br/2026/08/cid-f43-1-transtorno-de-estresse-pos-traumatico-afastamento-auxilio-doenca-e-aposentadoria-inline-2-660669-1787335555.jpg)\n*O cid f43. 1 dá direito a benefício do inss? — foto: kampus production*\n\nO motivo mais comum de recusa em TEPT é “não constatada incapacidade laborativa”. Ou seja, o perito viu o diagnóstico mas concluiu que você pode trabalhar. Contra isso, você reúne provas novas: laudos mais completos, relatório de acompanhamento psiquiátrico, prova de internações ou crises.\n\nNo recurso administrativo, o caso vai para a Junta de Recursos. Entre o pedido e a resposta, é comum surgir uma segunda solicitação de documentos. É nesse ponto que muita gente desiste, achando que perdeu. Não desista: responda dentro do prazo indicado.\n\nNa via judicial, o juiz costuma nomear um perito independente do INSS. Isso muda o jogo em muitos casos de transtorno psiquiátrico, porque a avaliação tende a ser mais detalhada. Você pode consultar o texto oficial da [Lei 8.213/1991 no portal do Planalto](https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l8213cons.htm) para entender os fundamentos usados.\n\n<a id=\"perguntas-frequentes-sobre-cid-f43-1-e-beneficios-do-inss\"></a>\n## Perguntas frequentes sobre CID F43.1 e benefícios do INSS\n\n<a id=\"qual-a-diferenca-entre-cid-f43-0-f43-1-e-f43-2\"></a>\n### Qual a diferença entre CID F43.0, F43.1 e F43.2?\n\nOs três são reações a estresse, mas com gravidade e duração diferentes. O F43.0 é a reação aguda ao estresse, geralmente breve. O F43.1 é o Transtorno de Estresse Pós-Traumático, o mais grave e persistente, com maior impacto na capacidade de trabalho. O F43.2 é o transtorno de adaptação, em regra transitório. Para o F43.2, o auxílio temporário costuma ser o mais adequado. Já o F43.1 crônico pode levar à aposentadoria por incapacidade permanente. Em todos, o que decide é a incapacidade comprovada, não o código em si.\n\n<a id=\"recebo-seguro-desemprego-posso-pedir-auxilio-doenca-ao-mesmo-tempo\"></a>\n### Recebo seguro-desemprego. Posso pedir auxílio-doença ao mesmo tempo?\n\nNão é possível acumular [seguro-desemprego](https://www.ribeirocavalcante.com.br/seguro-desemprego-2026-quem-tem-direito/) com auxílio por incapacidade no mesmo período. São benefícios com finalidades opostas: um pressupõe que você está apto e procurando emprego, o outro pressupõe que você está incapaz de trabalhar. Se você fica incapaz durante o recebimento do seguro-desemprego, e ainda mantém qualidade de segurado, pode requerer o benefício por incapacidade. Nesse caso, o seguro-desemprego é suspenso. Reúna os laudos e faça o pedido pelo Meu INSS o quanto antes, para não perder a proteção previdenciária.\n\n<a id=\"posso-trabalhar-enquanto-recebo-o-auxilio-por-incapacidade\"></a>\n### Posso trabalhar enquanto recebo o auxílio por incapacidade?\n\nNão. O benefício existe justamente porque você está incapaz de trabalhar. Se o INSS descobrir que você exerceu atividade remunerada durante o recebimento, o benefício é cortado e pode haver cobrança dos valores pagos. A exceção é o retorno gradual em programa de reabilitação profissional coordenado pelo próprio INSS. Se você se sentir apto a exercer outra função, o correto é comunicar o INSS e passar por nova avaliação, não voltar ao trabalho por conta própria enquanto recebe.\n\n<a id=\"quanto-tempo-demora-para-o-inss-pagar-depois-da-pericia\"></a>\n### Quanto tempo demora para o INSS pagar depois da perícia?\n\nApós a perícia com resultado favorável, o INSS tem prazo de até 45 dias para implantar o benefício, segundo as regras do órgão. Na prática, esse prazo às vezes se estende por atraso na análise administrativa. Acompanhe pelo Meu INSS a situação do pedido. Se passar muito do prazo sem resposta, é possível registrar reclamação na Ouvidoria ou buscar orientação jurídica, inclusive com pedido judicial de análise, que força a Administração a decidir. Guarde o número do protocolo de tudo o que você fizer.\n\n<a id=\"se-o-tept-foi-causado-por-assalto-no-trabalho-muda-alguma-coisa\"></a>\n### Se o TEPT foi causado por assalto no trabalho, muda alguma coisa?\n\nMuda bastante. Quando o TEPT decorre de evento ligado ao trabalho, como assalto no expediente, ele pode ser tratado como doença ocupacional. Isso dispensa a carência de 12 contribuições, garante estabilidade de 12 meses no emprego após o retorno e, em caso de aposentadoria, permite cálculo mais vantajoso (integral). Para isso, é essencial ter a CAT (Comunicação de Acidente de Trabalho) e o boletim de ocorrência. Se a empresa se recusar a emitir a CAT, você, o médico ou o sindicato podem fazê-lo. Guarde toda a documentação do episódio.\n\n<a id=\"nao-deixe-o-tept-passar-sem-buscar-o-beneficio-que-e-seu\"></a>\n## Não deixe o TEPT passar sem buscar o benefício que é seu\n\nO caminho começa hoje, com organização. Separe três coisas: o laudo psiquiátrico que descreva não só o CID F43.1 mas o que você não consegue mais fazer no trabalho, o extrato das suas contribuições (CNIS, disponível no Meu INSS) e, se o INSS já negou, a carta de negativa. Se a recusa veio por escrito, ela é a peça mais importante do processo.\n\nCom esses documentos em mãos, o pedido fica muito mais forte na perícia. Se ainda não pediu, o próximo passo é agendar pelo Meu INSS. Se já pediu e foi negado, corra contra o prazo de 30 dias do recurso.\n\nQuando você nos manda uma mensagem, a gente lê seus documentos e diz se o caso tem base legal, qual dos três benefícios encaixa e qual o caminho, antes de qualquer contratação. Sem promessa de resultado, só uma leitura honesta da sua situação.\n\nFale agora com um advogado especialista\n[ Falar com Advogado no WhatsApp](https://www.ribeirocavalcante.com.br/ads/wpp.html)",
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        "alt": "Imagem representando CID F43.1 (Transtorno de Estresse Pós-Traumático): Afastamento, Auxílio-Doença e Aposentadoria — Ribeiro Cavalcante Advocacia"
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    "faq": [
        {
            "question": "O CID F43.1 dá direito a afastamento pelo INSS?",
            "answer": "Sim, desde que o Transtorno de Estresse Pós-Traumático torne o segurado incapaz de trabalhar. É preciso ter qualidade de segurado e, em regra, 12 contribuições de carência para o auxílio por incapacidade temporária."
        },
        {
            "question": "Quanto tempo de contribuição preciso para receber auxílio por CID F43.1?",
            "answer": "A carência padrão é de 12 contribuições mensais. Porém, se o TEPT decorrer de acidente de qualquer natureza ou acidente de trabalho, a carência é dispensada."
        },
        {
            "question": "Quem nunca contribuiu pode receber benefício com CID F43.1?",
            "answer": "Sim, por meio do BPC/LOAS, que não exige contribuições. É necessário comprovar deficiência de longa duração e renda familiar per capita inferior a 1/4 do salário mínimo."
        },
        {
            "question": "O que fazer se o INSS negar o benefício por TEPT?",
            "answer": "Você pode apresentar recurso administrativo em até 30 dias da negativa ou ingressar com ação judicial. A carta de indeferimento é essencial para embasar o novo pedido."
        },
        {
            "question": "TEPT causado por assalto no trabalho muda o benefício?",
            "answer": "Sim. Quando o transtorno tem origem no trabalho, pode ser reconhecido como acidentário (auxílio-acidente ou B91), o que dispensa carência e garante estabilidade de 12 meses após o retorno."
        }
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        {
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            "text": "O CID F43.1 dá direito a benefício do INSS?",
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            "text": "Auxílio por incapacidade temporária: quanto tempo de contribuição preciso?",
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        {
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            "text": "Quando o TEPT vira aposentadoria por incapacidade permanente?",
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        {
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            "text": "E se eu nunca contribuí? O BPC/LOAS pode ser a saída",
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            "text": "Como comprovar a incapacidade na perícia do INSS?",
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            "text": "Auxílio-doença ou aposentadoria: qual pedir no seu caso?",
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            "text": "Como pedir o benefício pela internet: passo a passo",
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        {
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            "text": "O que fazer se o INSS negar o benefício?",
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            "text": "Perguntas frequentes sobre CID F43.1 e benefícios do INSS",
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            "text": "Qual a diferença entre CID F43.0, F43.1 e F43.2?",
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            "text": "Recebo seguro-desemprego. Posso pedir auxílio-doença ao mesmo tempo?",
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            "text": "Quanto tempo demora para o INSS pagar depois da perícia?",
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