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    "title": "CID G24 Dá Direito a Auxílio-Doença? Como Pedir em 2026",
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    "content_markdown": "Você recebeu um laudo com o código CID G24 (distonia) e agora está tentando entender se tem direito a se afastar do trabalho e receber benefício do INSS. Talvez já tenha ido à perícia e ouvido que “não há incapacidade”. Talvez tenha entrado no Meu INSS, feito o pedido e recebido a carta com a palavra “indeferido” sem explicação nenhuma.\n\nA resposta direta é esta: a distonia (CID G24) pode dar direito a [auxílio-doença](https://www.ribeirocavalcante.com.br/auxilio-doenca/), a aposentadoria por incapacidade permanente ou ao [BPC/LOAS](https://www.ribeirocavalcante.com.br/direito-previdenciario/beneficio-de-prestacao-continuada/). Mas nenhum desses benefícios é concedido por causa do código. O INSS não paga por diagnóstico. Ele paga por **incapacidade comprovada** ou por **impedimento de longo prazo**.\n\nLeia também:\n[Benefícios do INSS por Doença: Como Pedir em 2026](https://www.ribeirocavalcante.com.br/beneficios-inss-por-doenca/)\n\nEssa é a crença errada que derruba a maioria dos pedidos. Muita gente chega à perícia com um atestado de três linhas escrito “paciente portador de distonia, CID G24.3, afastar por 60 dias”. Isso não prova nada para o perito. O que prova é a descrição do que você **não consegue mais fazer**: segurar ferramenta, digitar por oito horas, dirigir, manter a cabeça em posição neutra, falar sem travar.\n\nDuas pessoas com o mesmo G24.3 (torcicolo espasmódico) podem ter resultados opostos no mesmo dia, na mesma agência. Uma é auxiliar administrativa. A outra é motorista de caminhão. A doença é igual, a incapacidade não. Nas próximas linhas você vai entender qual dos três caminhos serve para o seu caso, o que precisa estar escrito no laudo, e o que fazer se o benefício já foi negado.\n\n<a id=\"o-cid-g24-da-direito-automatico-a-beneficio-do-inss\"></a>\n## O CID G24 dá direito automático a benefício do INSS?\n\nNão. Não existe lista oficial de “doenças que aposentam”. A Lei 8.213/91 exige incapacidade para o trabalho, não diagnóstico. As únicas exceções na lei são de *[carência](https://www.ribeirocavalcante.com.br/carencia-inss-guia-completo/)*, não de concessão automática: algumas doenças graves dispensam as 12 contribuições, mas ainda assim exigem perícia que reconheça incapacidade.\n\nLeia também:\n[CID I27.0 (Hipertensão Pulmonar): Afastamento, Auxílio-Doença e Aposentadoria em 2026: Guia Completo](https://www.ribeirocavalcante.com.br/beneficios-inss-por-doenca/cid-i27-0-hipertensao-pulmonar/)\n\nVale entender como o G24 aparece nos documentos. O CID-10 divide a distonia em subgrupos, e o seu laudo provavelmente traz um deles:\n\n- **G24.0**: distonia induzida por medicamentos\n- **G24.1 e G24.2**: distonias idiopáticas (familiar e não familiar)\n- **G24.3**: torcicolo espasmódico, a distonia cervical\n- **G24.4**: distonia orofacial\n- **G24.5**: blefaroespasmo (contração das pálpebras)\n- **G24.8 e G24.9**: outras distonias e distonia não especificada\n\nPara o direito previdenciário, esse detalhe importa por um motivo prático: o perito vai confrontar a região afetada com a sua função. Blefaroespasmo grave em quem opera empilhadeira é um problema de segurança evidente. Distonia de mão em quem trabalha como costureira ou instrumentista impede a atividade principal. Distonia cervical em quem passa o dia ao volante compromete o campo de visão.\n\nTambém é comum o G24 vir acompanhado de outros códigos que mudam o cenário, como G20 (Parkinson), G25 (outros transtornos do movimento) ou G80. Se o seu laudo tem mais de um CID, todos devem ser levados à perícia. Em quadros de Parkinson, por exemplo, a análise segue caminho próprio, e vale ler nosso guia sobre [auxílio-doença por Parkinson e como pedir ao INSS](https://www.ribeirocavalcante.com.br/beneficios-inss-por-doenca/cid-g20-doenca-de-parkinson/).\n\n**Importante:** a incapacidade avaliada é sempre em relação à *sua* atividade, não a qualquer trabalho. Se você é pedreiro e a distonia impede esforço com os braços, não interessa que você “poderia trabalhar de porteiro”. Isso só entra na discussão de reabilitação profissional, em outra etapa.\n\n<a id=\"como-funciona-o-auxilio-doenca-para-quem-tem-distonia\"></a>\n## Como funciona o auxílio-doença para quem tem distonia?\n\nO auxílio por incapacidade temporária (B31) exige três coisas: [qualidade de segurado](https://www.ribeirocavalcante.com.br/qualidade-segurado-periodo-de-graca/), carência de 12 contribuições mensais e incapacidade reconhecida em perícia. O valor em 2026 corresponde a 91% do salário de benefício, com piso de R$ 1.621,00 ([salário mínimo](https://www.ribeirocavalcante.com.br/salario-minimo-em-2025/) fixado pelo Governo Federal) e teto do INSS de R$ 1.621,00.\n\nSe você tem carteira assinada, o caminho começa na empresa. Os primeiros 15 dias de afastamento são pagos pelo empregador, conforme a CLT. Do 16º dia em diante, o pagamento passa a ser do INSS, e é aí que você precisa entrar com o pedido pelo [portal do INSS\r\n\r\n](https://www.gov.br/inss/pt-br) ou pelo aplicativo Meu INSS.\n\nSe você é autônomo, MEI ou contribuinte individual, não existe esse período de 15 dias pago por ninguém. Você pede direto ao INSS, e a data de início do benefício tende a ser a data do requerimento. Por isso, atrasar o pedido é perder dinheiro que não volta.\n\n**Exemplo prático:** imagine um segurado com salário de contribuição médio de R$ 3.000,00. O auxílio-doença gira em torno de 91% do salário de benefício apurado pelo INSS, o que ficaria na faixa de R$ 2.700,00 mensais, sempre respeitando o piso de R$ 1.621,00 e o teto de R$ 8.157,41. O cálculo exato depende de toda a sua média contributiva desde 1994.\n\nA carência de 12 contribuições tem exceções. Acidente de qualquer natureza dispensa carência. Doenças graves listadas em portaria conjunta do Ministério da Previdência e do Ministério da Saúde também. A distonia isolada normalmente não está nessa lista, mas se o quadro é secundário a uma condição listada, a discussão muda. Vale conferir seu histórico.\n\nOutro ponto que pega muita gente: o benefício vem com **DCB**, a data de cessação programada, a chamada alta programada. Se você chegar nessa data e ainda estiver incapaz, precisa pedir prorrogação, o “PP”, nos 15 dias que antecedem a cessação. Perdido o prazo, o benefício cai e você recomeça tudo.\n\n<a id=\"e-se-eu-nao-contribuo-para-o-inss-o-bpc-loas-para-distonia\"></a>\n## E se eu não contribuo para o INSS? O BPC/LOAS para distonia\n\nQuem nunca contribuiu ou perdeu a qualidade de segurado pode buscar o BPC/LOAS por deficiência. Não há carência nem exigência de contribuição. Paga-se um salário mínimo, R$ 1.621,00 em 2026. Exige-se renda familiar por pessoa inferior a 1/4 do salário mínimo, ou seja, menos de R$ 405,25, e impedimento de longo prazo de no mínimo 2 anos.\n\nRepare na diferença de conceito. No auxílio-doença, discute-se incapacidade para trabalhar. No BPC, discute-se **impedimento** físico, mental, intelectual ou sensorial que, em interação com barreiras do ambiente, limita a participação plena na sociedade por pelo menos dois anos. É um olhar mais amplo. A distonia generalizada ou segmentar, que afeta marcha, fala e uso das mãos, se encaixa nesse raciocínio com mais naturalidade.\n\nO BPC tem duas avaliações, e a segunda é a que as pessoas esquecem:\n\n- **Perícia médica** do INSS, que analisa o impedimento e sua duração;\n- **Avaliação social**, feita por assistente social, que registra como você vive: se precisa de ajuda para se vestir, tomar banho, cozinhar, sair de casa, se abandonou estudo ou trabalho, quem cuida de você.\n\nAntes de qualquer pedido de BPC, é obrigatório estar com o **CadÚnico** atualizado no CRAS do seu município. Sem isso, o requerimento é indeferido por questão formal, e o sistema costuma devolver a mensagem de cadastro inexistente ou desatualizado. Leve RG, CPF, comprovante de endereço e dados de todos que moram na casa.\n\n**Cuidado:** o critério de renda de 1/4 do mínimo não é absoluto na Justiça. Gastos altos e contínuos com medicamentos, fisioterapia e fraldas podem ser deduzidos da renda familiar em ação judicial. Mas guarde as notas fiscais. Sem comprovante de gasto, esse argumento não se sustenta.\n\n<a id=\"quando-a-distonia-leva-a-aposentadoria-por-incapacidade-permanente\"></a>\n## Quando a distonia leva à aposentadoria por incapacidade permanente?\n\nA aposentadoria por incapacidade permanente (antiga invalidez, B32) exige incapacidade total e definitiva para qualquer atividade que garanta sustento, sem possibilidade de reabilitação. Também pede qualidade de segurado e, em regra, 12 contribuições. Desde a Reforma da Previdência, o valor parte de 60% da média de todos os salários, mais 2% por ano de contribuição acima de 20 anos (homem) ou 15 anos (mulher).\n\nÉ importante ser honesto sobre o que o INSS argumenta do outro lado. A tese do órgão, e ela tem força, é que boa parte das distonias focais responde a tratamento e permite readaptação. Um blefaroespasmo tratado ou uma distonia cervical estabilizada não impedem, por si, todo tipo de trabalho. Por isso, o perito raramente concede invalidez de primeira em quadro focal isolado.\n\nO cenário muda quando existe:\n\n- distonia generalizada ou multissegmentar, com perda de marcha e de autonomia;\n- histórico documentado de várias linhas de tratamento sem resposta;\n- associação com Parkinson, parkinsonismo, sequela neurológica ou quadro psiquiátrico secundário;\n- idade avançada e baixa escolaridade, que reduzem na prática a chance de reabilitação;\n- anos consecutivos de auxílio-doença renovado, sem melhora clínica.\n\nEsse último item é o mais subestimado. Quando alguém está no quinto ou sexto prazo de auxílio-doença pelo mesmo CID, o próprio histórico administrativo passa a ser prova de que a incapacidade não é temporária. O INSS costuma insistir na renovação temporária, e a discussão sobre a conversão em permanente muitas vezes só avança na via judicial.\n\nHá ainda o adicional de 25%. Quem se aposenta por incapacidade permanente e precisa de assistência de outra pessoa em atividades básicas do dia a dia tem direito a um acréscimo de 25% sobre o valor do benefício, previsto no art. 45 da Lei 8.213/91. Esse acréscimo é devido mesmo que o valor final ultrapasse o teto. É um direito frequentemente ignorado em quadros neurológicos avançados, como acontece também nas [sequelas de AVC e a aposentadoria por invalidez](https://www.ribeirocavalcante.com.br/beneficios-inss-por-doenca/cid-i69-sequelas-de-avc/).\n\n<a id=\"qual-dos-tres-beneficios-se-aplica-ao-seu-caso\"></a>\n## Qual dos três benefícios se aplica ao seu caso?\n\nA escolha depende de dois fatos objetivos: se você tem contribuições recentes ao INSS e se a renda da sua casa dividida pelo número de moradores fica abaixo de R$ 405,25. Se contribui, o caminho é previdenciário. Se não contribui e a renda é baixa, é o BPC. Veja o comparativo:\n\n| Item | Auxílio-doença (B31) | Aposentadoria por incapacidade (B32) | BPC/LOAS (B87) |\n| --- | --- | --- | --- |\n| Precisa ter contribuído? | Sim | Sim | Não |\n| Carência | 12 contribuições (com exceções) | 12 contribuições (com exceções) | Não tem |\n| Exige renda baixa? | Não | Não | Sim: menos de R$ 405,25 por pessoa |\n| O que precisa provar | Incapacidade temporária para a sua função | Incapacidade total e definitiva | Impedimento de longo prazo (2 anos ou mais) |\n| Valor em 2026 | 91% do salário de benefício (mín. R$ 1.621,00, máx. R$ 8.157,41) | 60% da média + 2% por ano extra (mín. R$ 1.621,00) | R$ 1.621,00 fixos |\n| Recebe 13º? | Sim | Sim | Não |\n| Etapas obrigatórias | Perícia médica | Perícia médica | CadÚnico + perícia + avaliação social |\n| Duração | Até a data da alta programada | Permanente, com revisões periódicas | Enquanto durarem os requisitos, revisão a cada 2 anos |\n\nVale notar que os caminhos não são excludentes ao longo do tempo. Quem recebeu auxílio-doença, perdeu a qualidade de segurado depois e continua incapaz pode migrar para o BPC. E quem recebe BPC e volta a contribuir constrói a possibilidade de um benefício previdenciário futuro. O panorama geral de todos esses pedidos está reunido no nosso guia sobre [benefícios do INSS por doença e como pedir em 2026](https://www.ribeirocavalcante.com.br/beneficios-inss-por-doenca/).\n\n<a id=\"o-que-o-perito-do-inss-precisa-ler-no-seu-laudo\"></a>\n## O que o perito do INSS precisa ler no seu laudo?\n\nA perícia do INSS costuma durar entre 10 e 15 minutos. Nesse tempo, o perito lê o que você levou e faz um exame rápido. Um atestado que só informa “distonia, CID G24” não sustenta concessão. O laudo útil descreve limitação funcional, tempo de doença, tratamentos tentados e a incompatibilidade com a sua atividade concreta.\n\nPeça ao seu médico assistente que o relatório traga, de forma expressa:\n\n- o CID completo com subdivisão (G24.3, G24.5, G24.8) e a data aproximada do início dos sintomas;\n- a descrição do que a distonia impede: quantos minutos você mantém a postura, se há tremor, dor, perda de força, quedas, dificuldade de fala ou de visão;\n- os tratamentos já feitos, com nomes e resultados: medicação, fisioterapia, aplicações periódicas, cirurgia, e a resposta obtida em cada um;\n- a frequência de crises e o tempo de recuperação após cada uma;\n- uma frase que ligue a limitação à profissão, do tipo “incompatível com atividade que exija permanência ao volante” ou “impede uso repetitivo das mãos”;\n- prognóstico e prazo estimado de afastamento;\n- assinatura, CRM e data recente. Laudo com mais de 90 dias enfraquece.\n\nLeve também exames de imagem, receitas de uso contínuo, comprovantes de aplicações, prontuário do SUS ou do plano, e a carteira de trabalho. A CTPS não é detalhe: é ela que mostra ao perito qual esforço a sua função exige. Quem descreve a rotina de trabalho por escrito, em uma folha simples, ajuda o perito a enxergar o conflito entre a doença e a tarefa.\n\nEm atendimentos sobre transtornos do movimento, o padrão que mais aparece é o mesmo: o segurado tem doença real, tratamento em curso e documentação médica farta, mas nenhum papel diz o que ele deixou de conseguir fazer. O perito não deduz limitação, ele registra o que está escrito.\n\n**Dica de ouro:** na perícia, não minimize. Muita gente, por vergonha ou orgulho, responde “vou levando”, “dá pra fazer com esforço”. Essa frase entra no laudo pericial. Descreva o pior dia, não o melhor. E se doer ou travar durante o exame, diga na hora.\n\n[\n\n![CID G24 dá direito a auxílio-doença? Como pedir](https://cdn.ribeirocavalcante.com.br/web-stories/poster-cid-g24-da-direito-a-auxilio-d-1788891405.webp)\n\n](https://www.ribeirocavalcante.com.br/web-stories/cid-g24-distonia-auxilio-doenca/)\n\n⚡ Web Story\n[CID G24 dá direito a auxílio-doença? Como pedir](https://www.ribeirocavalcante.com.br/web-stories/cid-g24-distonia-auxilio-doenca/)\n[Ver história visual ›](https://www.ribeirocavalcante.com.br/web-stories/cid-g24-distonia-auxilio-doenca/)\n\n\n<a id=\"como-pedir-o-beneficio-pelo-meu-inss-passo-a-passo\"></a>\n## Como pedir o benefício pelo Meu INSS, passo a passo\n\nO pedido é feito pelo [Meu INSS](https://meu.inss.gov.br), no site ou aplicativo, com login gov.br. Não é preciso ir à agência para requerer. Anexe todos os documentos médicos no ato do pedido, em PDF ou foto legível, e guarde o número do protocolo. O INSS tem prazo legal de até 45 dias para decidir, contados do requerimento completo.\n\n- **Passo 1:** entre no Meu INSS com CPF e senha gov.br.\n- **Passo 2:** clique em “Novo Pedido” e digite “incapacidade temporária” (auxílio-doença), “incapacidade permanente” ou “Benefício Assistencial à Pessoa com Deficiência”.\n- **Passo 3:** confirme seus dados e responda se possui laudos. Anexe tudo: relatório, exames, receitas, CTPS.\n- **Passo 4:** escolha entre análise documental (Atestmed, sem perícia presencial, quando disponível) ou perícia agendada. Em quadros crônicos e complexos como distonia, a perícia presencial costuma ser mais segura, porque permite exame físico.\n- **Passo 5:** anote data, hora e agência. Chegue com antecedência e leve os originais.\n- **Passo 6:** acompanhe o resultado em “Consultar Pedidos”. Se sair “indeferido”, baixe a **carta de concessão/indeferimento** e o **resumo do laudo pericial**. São esses dois arquivos que revelam o motivo real da negativa.\n\nDocumentos básicos para qualquer um dos três pedidos: RG e CPF, comprovante de residência, carteira de trabalho ou carnês de contribuição, relatório médico detalhado, exames, receitas e, no caso do BPC, o número do CadÚnico e a composição da renda familiar.\n\nAntes de protocolar, separe três papéis e olhe para eles com atenção: o relatório médico atualizado, o extrato do [CNIS](https://www.ribeirocavalcante.com.br/cnis/) (que mostra suas contribuições) e, se já houve negativa, o resumo do laudo pericial. O erro que mais derruba pedido de distonia é o relatório que descreve a doença e cala sobre a limitação funcional, e o segundo mais comum é a falta de contribuição no mês do início da incapacidade, que aparece só no CNIS. Se quiser, nossa equipe lê esses documentos e diz se o pedido está pronto para ser protocolado ou se falta peça.\n\nFale agora com um advogado especialista\n[ Falar com Advogado no WhatsApp](https://www.ribeirocavalcante.com.br/ads/wpp.html)\n\n<a id=\"beneficio-negado-por-distonia-o-que-fazer-antes-de-ir-a-justica\"></a>\n## Benefício negado por distonia: o que fazer antes de ir à Justiça?\n\nExistem dois caminhos após a negativa. O recurso administrativo ao Conselho de Recursos da Previdência Social tem prazo de 30 dias contados da ciência da decisão. O caminho judicial não exige recurso prévio, mas exige negativa administrativa. Novo pedido idêntico, sem prova nova, tende a ser negado outra vez.\n\nO primeiro movimento é ler o motivo. As negativas de distonia caem quase sempre em três frases padronizadas no laudo:\n\n- “não constatada incapacidade laborativa”: o perito viu a doença, mas não viu limitação. Aqui, o problema é de prova funcional, e o recurso precisa vir com relatório novo e mais descritivo;\n- “não cumprida a carência” ou “[período de graça](https://www.ribeirocavalcante.com.br/qualidade-segurado-periodo-de-graca/) expirado”: o problema é contributivo. A discussão passa a ser sobre a data de início da incapacidade e sobre vínculos não registrados no CNIS;\n- “incapacidade anterior à filiação”: o INSS entende que a doença já existia quando você começou a contribuir. Contra isso, o argumento é o agravamento posterior, o que exige histórico médico com datas.\n\nNo recurso administrativo, dá para juntar documentos novos e pedir nova perícia. O julgamento pelas Juntas de Recursos, órgão vinculado ao [Ministério da Previdência Social](https://www.gov.br/previdencia/pt-br), leva meses e não tem prazo curto garantido. Na via judicial, o juiz nomeia um perito independente, que não é do INSS, e é essa perícia que decide o caso.\n\nEntre a distribuição da ação e a perícia judicial normalmente há uma etapa em que o juízo pede que você complemente a documentação médica. É nesse ponto que boa parte das pessoas perde o fio e deixa o processo esvaziado de prova. Vale marcar consulta com o médico assistente já no início do processo, para não correr atrás depois.\n\n**Atenção:** se você recebeu auxílio-doença e ele cessou, o pedido correto pode não ser “novo benefício”, mas restabelecimento do benefício cessado, com pagamento retroativo desde a cessação indevida. Pedir a coisa errada custa meses de atraso.\n\n<a id=\"perguntas-frequentes-sobre-cid-g24-e-beneficios-do-inss\"></a>\n## Perguntas frequentes sobre CID G24 e benefícios do INSS\n\n<a id=\"posso-ser-demitido-enquanto-recebo-auxilio-doenca-por-distonia\"></a>\n### Posso ser demitido enquanto recebo auxílio-doença por distonia?\n\nDurante o recebimento do auxílio-doença, o contrato de trabalho fica suspenso, e a [demissão sem justa causa](https://www.ribeirocavalcante.com.br/demissao-sem-justa-causa-direitos/) nesse período é considerada inválida. Ao receber alta do INSS, você deve se apresentar à empresa com o comunicado de decisão. Se a distonia tiver relação com o trabalho e houver CAT emitida, o benefício é acidentário (B91), o que garante estabilidade de 12 meses após o retorno, além do recolhimento de FGTS durante o afastamento. Guarde o comprovante de comparecimento na empresa: ele evita discussão de abandono de emprego.\n\n<a id=\"quem-recebe-bpc-pode-trabalhar-de-carteira-assinada\"></a>\n### Quem recebe BPC pode trabalhar de carteira assinada?\n\nSim, e o benefício não é cancelado de imediato. A Lei Orgânica da Assistência Social prevê que a pessoa com deficiência que passa a exercer atividade remunerada tem o BPC suspenso, não extinto. Terminado o vínculo, é possível pedir a reativação sem passar por nova avaliação, desde que os requisitos continuem presentes. Existe ainda o auxílio-inclusão, pago a quem recebia BPC por deficiência e começou a trabalhar com remuneração de até dois salários mínimos, no valor de meio salário mínimo. Consulte a situação no Meu INSS antes de assinar contrato.\n\n<a id=\"perdi-meu-emprego-ha-dois-anos-ainda-tenho-qualidade-de-segurado\"></a>\n### Perdi meu emprego há dois anos. Ainda tenho qualidade de segurado?\n\nDepende. Após parar de contribuir, existe o chamado período de graça, em regra de 12 meses. Ele sobe para 24 meses quando você tem mais de 120 contribuições sem perda anterior da qualidade de segurado, e ganha 12 meses adicionais em caso de desemprego comprovado, chegando a até 36 meses. A comprovação de desemprego pode ser feita por registro no sistema do Ministério do Trabalho ou por outros meios aceitos. Baixe seu extrato CNIS no Meu INSS: é ele que mostra a última contribuição e permite contar esse prazo.\n\n<a id=\"o-inss-pode-cortar-minha-aposentadoria-por-incapacidade-depois-de-concedida\"></a>\n### O INSS pode cortar minha aposentadoria por incapacidade depois de concedida?\n\nPode. A aposentadoria por incapacidade permanente está sujeita a revisões periódicas por meio de convocação para nova perícia, o chamado “pente-fino”. A dispensa dessa revisão ocorre para quem tem 55 anos ou mais e ao menos 15 anos de recebimento do benefício, entre outras hipóteses previstas em lei. Se você for convocado, comparecer é obrigatório: a ausência gera suspensão e depois cessação. Leve documentação médica atualizada, porque a perícia de revisão avalia a situação atual, não a de quando o benefício foi concedido.\n\n<a id=\"atestado-do-neurologista-serve-para-conseguir-o-atestmed-sem-pericia\"></a>\n### Atestado do neurologista serve para conseguir o Atestmed sem perícia?\n\nServe para tentar, mas há requisitos formais rígidos. O documento precisa estar legível, com data recente, identificação do profissional com CRM ou registro no conselho, diagnóstico ou CID, e prazo estimado de repouso expresso em dias. Sem prazo de afastamento escrito, o sistema rejeita. A análise documental é usada para afastamentos mais curtos e não serve para aposentadoria por incapacidade permanente nem para BPC. Em quadros crônicos de distonia, a perícia presencial tende a permitir uma avaliação mais completa da limitação funcional.\n\n<a id=\"preciso-pagar-advogado-antes-de-saber-se-tenho-direito\"></a>\n### Preciso pagar advogado antes de saber se tenho direito?\n\nNão. O requerimento administrativo no Meu INSS pode ser feito por você mesmo, sem custo e sem advogado. A orientação jurídica se torna importante quando há negativa, quando o CNIS apresenta lacunas, quando a discussão é sobre data de início da incapacidade ou quando o caso exige ação judicial. Em ações previdenciárias, os honorários costumam ser combinados sobre o resultado, o que dispensa pagamento antecipado, mas isso deve estar claro por escrito no contrato antes de qualquer assinatura.\n\n<a id=\"cid-g24-e-beneficios-do-inss-organize-seus-documentos-hoje\"></a>\n## CID G24 e Benefícios do INSS: Organize Seus Documentos Hoje\n\nO próximo passo é físico e pode ser feito hoje. Separe quatro coisas: RG e CPF, a carteira de trabalho, o relatório médico mais recente do seu neurologista e o extrato CNIS baixado no Meu INSS. Se você já pediu e foi negado, a peça mais importante é a carta de indeferimento e o resumo do laudo pericial, porque neles está escrito, em uma linha, o motivo exato da recusa.\n\nDepois disso, olhe o relatório médico e procure a frase que descreve o que você não consegue mais fazer no trabalho. Se ela não existir, volte ao consultório antes de protocolar qualquer pedido. É esse ajuste, simples e barato, que muda a leitura da perícia.\n\nSe quiser uma segunda leitura desses papéis, mande mensagem. A gente diz se o caso tem base legal, qual dos três caminhos se ajusta à sua situação contributiva e o que ainda falta de documento, antes de qualquer contratação.\n\nFale agora com um advogado especialista\n[ Falar com Advogado no WhatsApp](https://www.ribeirocavalcante.com.br/ads/wpp.html)",
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        {
            "question": "CID G24 dá direito a auxílio-doença automaticamente?",
            "answer": "Não. O código apenas identifica a doença; o benefício depende de o perito reconhecer que os movimentos involuntários, dores ou posturas anormais impedem você de exercer sua função por mais de 15 dias."
        },
        {
            "question": "Quem tem CID G24 pode se aposentar por invalidez?",
            "answer": "Sim, quando a distonia é grave, refratária a tratamento e impede qualquer atividade que garanta sustento, sem chance de reabilitação profissional. Casos generalizados e com resposta ruim à toxina botulínica têm mais chance de reconhecimento."
        },
        {
            "question": "Nunca contribuí para o INSS. Tenho direito a algum benefício por distonia?",
            "answer": "Pode requerer o BPC/LOAS, que não exige contribuições, mas exige impedimento de longo prazo (mínimo de 2 anos) e renda familiar por pessoa abaixo de 1/4 do salário mínimo, comprovada pelo CadÚnico atualizado."
        },
        {
            "question": "O que o laudo médico precisa dizer para a perícia aprovar?",
            "answer": "Precisa constar o CID, o tempo de doença, os tratamentos já tentados, os exames que sustentam o diagnóstico e, principalmente, uma frase descrevendo quais tarefas do seu trabalho você não consegue mais executar."
        },
        {
            "question": "Fui indeferido pelo INSS. Preciso entrar na Justiça de imediato?",
            "answer": "Não necessariamente. Cabe recurso administrativo à Junta de Recursos em até 30 dias, com novos documentos médicos; se o motivo da negativa foi falta de carência ou de qualidade de segurado, a via judicial pode ser mais eficaz."
        }
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            "text": "O CID G24 dá direito automático a benefício do INSS?",
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            "text": "Como funciona o auxílio-doença para quem tem distonia?",
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            "text": "E se eu não contribuo para o INSS? O BPC/LOAS para distonia",
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            "text": "Quando a distonia leva à aposentadoria por incapacidade permanente?",
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            "text": "O que o perito do INSS precisa ler no seu laudo?",
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            "text": "Benefício negado por distonia: o que fazer antes de ir à Justiça?",
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            "text": "Perguntas frequentes sobre CID G24 e benefícios do INSS",
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            "text": "Atestado do neurologista serve para conseguir o Atestmed sem perícia?",
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