# CID G71.1 dá Direito a Auxílio-Doença ou BPC em 2026?

**URL:** <https://www.ribeirocavalcante.com.br/cid-g71-1-auxilio-doenca-bpc-inss-2026>

**Lang:** pt-BR

---

[Direito Previdenciário](https://www.ribeirocavalcante.com.br/direito-previdenciario/) 20 min de leitura Por: [Amanda Ribeiro Cavalcante](https://www.ribeirocavalcante.com.br/autor/amanda/) | OAB/CE 51.361

# CID G71.1 dá Direito a Auxílio-Doença ou BPC em 2026?

Publicado em: 30/07/2026

Conteúdo revisado por Amanda Ribeiro Cavalcante, advogada — OAB/CE 51.361, em 30/07/2026 Facebook WhatsApp Compartilhar **Breve resumo** O CID G71.1 não gera benefício automático: o INSS paga quando a perícia constata incapacidade para o seu trabalho, e não pelo nome da doença. Com contribuições válidas, o caminho é o auxílio-doença ou a aposentadoria por incapacidade permanente; sem contribuições, é o BPC/LOAS, que exige CadÚnico e renda familiar per capita inferior a 1/4 do salário mínimo.

Você recebeu o laudo com o CID G71.1 (Distrofia Miotônica de Steinert), levou ao INSS achando que o diagnóstico bastava, e voltou para casa com a perícia dizendo que “não há incapacidade laborativa”? Isso acontece todos os dias. E o motivo é simples: o INSS não paga benefício por causa do nome da doença. Ele paga porque a pessoa não consegue mais trabalhar. A Distrofia Miotônica de Steinert é uma doença genética, progressiva e sem cura. Isso está reconhecido em decisões da Justiça Federal, que já a descreveram exatamente assim: “doença congênita, grave, progressiva e incurável”. Mas para o perito do INSS, o que decide o pedido é outra coisa: o quanto a fraqueza muscular, a miotonia (dificuldade de relaxar o músculo), a fadiga e o comprometimento respiratório impedem você de exercer a SUA profissão. Aqui vai a resposta direta. Existem três caminhos possíveis com o CID G71.1: o benefício por incapacidade temporária (o antigo auxílio-doença), quando você tem contribuições e a incapacidade é reversível ou ainda está sendo avaliada; a aposentadoria por incapacidade permanente (antiga [aposentadoria por invalidez](https://www.ribeirocavalcante.com.br/aposentadoria-por-invalidez/)), quando não há mais como voltar ao trabalho; e o BPC/LOAS, no valor de R$ 1.621,00 em 2026, para quem nunca contribuiu ou perdeu a [qualidade de segurado](https://www.ribeirocavalcante.com.br/qualidade-segurado-periodo-de-graca/), desde que a renda familiar seja baixa. Neste texto você vai entender qual dos três se aplica ao seu caso, quais documentos realmente mudam o resultado da perícia, e o que fazer quando o pedido é negado. Sem juridiquês. Conteúdo da página

## Quem tem CID G71.1 tem direito automático ao auxílio-doença?

Não. Não existe benefício automático por CID no Brasil. O benefício por incapacidade temporária exige três coisas ao mesmo tempo, segundo o art. 59 da Lei 8.213/91: estar incapaz para o trabalho por mais de 15 dias, ter qualidade de segurado e ter cumprido a carência de 12 contribuições mensais (art. 25 da mesma lei).

Vamos destravar cada um desses três pontos, porque é aí que a maioria dos pedidos morre.

**Incapacidade para o trabalho:** a lei fala em incapacidade para a “atividade habitual”. Ou seja, para o SEU trabalho, não para qualquer trabalho. Um pedreiro com fraqueza muscular progressiva nos membros e quedas frequentes está incapaz mesmo que consiga, teoricamente, exercer alguma função sentado. Isso importa muito no CID G71.1, porque a doença atinge força e coordenação.

**Qualidade de segurado:** é estar “dentro” do INSS. Quem trabalha com carteira assinada tem automaticamente. Quem parou de contribuir mantém a qualidade por 12 meses após a última contribuição (o chamado [período de graça](https://www.ribeirocavalcante.com.br/qualidade-segurado-periodo-de-graca/)), prorrogável para 24 meses em algumas situações, como quem tem mais de 120 contribuições. Quem está desempregado registrado pode somar mais 12 meses.

**Carência:** 12 contribuições mensais. Se você começou a contribuir há 5 meses e ficou incapaz, em regra não tem direito, salvo se a incapacidade decorrer de acidente ou de doença isenta de carência.

**Atenção:** se você entrou no INSS já sabendo do diagnóstico de Steinert, o INSS pode negar alegando “doença preexistente à filiação”. Isso só derruba o pedido se a incapacidade já existia antes de você começar a contribuir. Doença preexistente com agravamento posterior gera direito, e a Justiça reconhece isso com frequência em doenças progressivas.

Sobre o valor: o benefício por incapacidade temporária corresponde a 91% do salário de benefício, que é a média dos seus salários de contribuição desde 07/1994. Se essa média é de R$ 3.000, o benefício fica em torno de R$ 2.730 por mês. E nunca abaixo do piso, que em 2026 é o salário mínimo de R$ 1.621,00 fixado pelo Governo Federal. O teto do INSS em 2026 é de R$ 8.157,41.

## A Distrofia Miotônica de Steinert isenta a carência de 12 meses?

Não de forma automática. O art. 26, II, combinado com o art. 151 da Lei 8.213/91 dispensa a carência para uma lista de doenças graves definida em ato conjunto dos Ministérios da Saúde e da Previdência. A Distrofia Miotônica de Steinert não aparece nominalmente nessa lista. Ou seja: a isenção precisa ser pedida e fundamentada, não vem de graça.

Vale ser honesto com você aqui, porque muito conteúdo na internet promete o contrário. A lista do art. 151 traz nomes como tuberculose ativa, hanseníase, [esclerose múltipla](https://www.ribeirocavalcante.com.br/esclerose-multipla-doenca-invalidez/), paralisia irreversível, [cardiopatia grave](https://www.ribeirocavalcante.com.br/cardiopatia-grave-auxilio-doenca-invalidez/), doença de Parkinson e neoplasia maligna. Steinert não está escrita ali.

Mas existem dois argumentos que costumam ser usados na via administrativa e, principalmente, na judicial:

- **Enquadramento por equivalência clínica:** quando a doença já evoluiu para paralisia irreversível de membros ou para cardiopatia grave (o comprometimento cardíaco é uma das manifestações conhecidas do quadro), o enquadramento passa a ser possível pelas hipóteses que JÁ estão na lista.
- **Gravidade e progressividade demonstradas em laudo:** o próprio texto da lei fala em doença que torne o segurado incapaz e que seja especificada em lista, o que abre discussão sobre a taxatividade dessa lista. Há decisões judiciais admitindo a dispensa quando a gravidade é inequívoca.

**Importante:** se você já tem 12 contribuições, esqueça essa discussão. Ela só interessa a quem contribuiu por menos de um ano. Nesse caso, o pedido de dispensa de carência deve ser escrito e protocolado desde o início, com o laudo detalhando o estágio da doença, e não deixado para depois.

Para entender como funcionam os requisitos gerais dos três benefícios, vale ler o guia completo sobre [benefícios do INSS por doença e como pedir em 2026](https://www.ribeirocavalcante.com.br/beneficios-inss-por-doenca/), que trata do procedimento comum a todas as patologias.

## E se eu nunca contribuí ao INSS? O BPC/LOAS vale para o CID G71.1?

Vale, e é o caminho mais usado por quem tem a doença desde jovem e nunca conseguiu se manter empregado. O BPC/LOAS, previsto no art. 20 da Lei 8.742/93, paga um salário mínimo (R$ 1.621,00 em 2026) sem exigir uma única contribuição, desde que a renda familiar por pessoa seja inferior a 1/4 do salário mínimo, hoje R$ 405,25.

São dois requisitos que andam juntos, e os dois são analisados separadamente pelo INSS:

- **Impedimento de longo prazo:** impedimento físico, mental, intelectual ou sensorial com efeitos por pelo menos 2 anos. Em doença progressiva e incurável, esse requisito costuma ser o mais fácil de demonstrar, porque a evolução é documentada em anos de acompanhamento neurológico.
- **Renda:** soma da renda de todos que moram na casa, dividida pelo número de pessoas. O resultado precisa ficar abaixo de R$ 1.621,00 por pessoa.

**Exemplo prático:** imagine uma família de 4 pessoas em que apenas o pai trabalha e recebe um salário mínimo de R$ 1.621,00. A divisão dá R$ 405,25 por pessoa, exatamente no limite. Como a lei exige renda INFERIOR a 1/4, o pedido tende a ser negado no critério de renda. Nesse tipo de situação, a discussão passa a ser a exclusão de despesas com medicamentos e tratamentos do cálculo, algo que a jurisprudência admite em determinadas condições.

Duas diferenças que ninguém conta antes: o BPC não tem 13º salário e não gera [pensão por morte](https://www.ribeirocavalcante.com.br/pensao-por-morte-2026/) para a família. Além disso, no BPC você passa por duas avaliações, uma médica e uma social, feita por assistente social do INSS. A avaliação social pergunta sobre sua rotina, se você consegue tomar banho sozinho, cozinhar, sair de casa, usar transporte. Responda com a sua realidade nos dias ruins, não no melhor dia do mês.

Um detalhe operacional: o BPC exige inscrição atualizada no CadÚnico. Se o cadastro estiver desatualizado há mais de 2 anos, o sistema simplesmente não deixa o pedido seguir. Atualize no CRAS do seu bairro ANTES de dar entrada.

## Quando o caso vira aposentadoria por incapacidade permanente?

Quando a incapacidade é total e definitiva, sem possibilidade de reabilitação para outra função. É o que dizem os artigos 42 e seguintes da Lei 8.213/91: a aposentadoria por invalidez é devida ao segurado incapacitado total e permanentemente para o exercício de suas atividades. Em decisões da Justiça Federal envolvendo o CID G71.1, peritos judiciais já concluíram exatamente por incapacidade “total e definitiva”.

Quem tem cid g71. 1 tem direito automático ao auxílio-doença? — foto: tima miroshnichenko Na prática, o caminho quase nunca é direto. O que se observa com frequência nesses processos é uma sequência: primeiro o INSS concede o benefício temporário por 6 meses, depois marca nova perícia, depois prorroga, e só quando a progressão fica evidente nos exames é que se discute a conversão em permanente. Quem tem doença degenerativa precisa saber disso para não se desesperar na primeira alta.

O cálculo mudou com a reforma da Previdência. Hoje a aposentadoria por incapacidade permanente é de 60% da média de todos os salários de contribuição, mais 2% por cada ano de contribuição que passar de 20 anos (homem) ou 15 anos (mulher).

**Exemplo:** imagine uma mulher com 20 anos de contribuição e média salarial de R$ 2.000. O cálculo é 60% + (5 anos × 2%) = 70% de R$ 2.000 = R$ 1.400. Como está abaixo do piso, o benefício sobe para R$ 1.621,00, o salário mínimo de 2026.

Existe um ponto que muita gente com Steinert avançado não pede porque não sabe que existe: o **acréscimo de 25%**. Se você precisa de ajuda permanente de outra pessoa para atividades básicas, o valor do benefício sobe 25%, e esse acréscimo pode até ultrapassar o teto do INSS. Um benefício de R$ 2.000 passa a R$ 2.500. Isso deve ser requerido expressamente, com o laudo dizendo que há necessidade de assistência de terceiro.

Vale a comparação com outras doenças degenerativas para entender a lógica do INSS. O raciocínio aplicado ao [auxílio-doença na doença de Parkinson](https://www.ribeirocavalcante.com.br/beneficios-inss-por-doenca/cid-g20-doenca-de-parkinson/) e às [sequelas de AVC na aposentadoria por invalidez](https://www.ribeirocavalcante.com.br/beneficios-inss-por-doenca/cid-i69-sequelas-de-avc/) é o mesmo: o que pesa é a perda funcional documentada ao longo do tempo.

## Qual caminho escolher: temporário, permanente ou BPC?

A escolha depende de uma pergunta só: você tem contribuições válidas ao INSS? Se sim, o caminho é o benefício por incapacidade (temporário ou permanente). Se não, é o BPC/LOAS, que paga R$ 1.621,00 fixos em 2026. Veja o quadro abaixo antes de dar entrada, porque pedir o benefício errado custa meses.

| Critério | Incapacidade temporária | Incapacidade permanente | BPC/LOAS |
| --- | --- | --- | --- |
| Precisa ter contribuído? | Sim, 12 meses (com exceções) | Sim, 12 meses (com exceções) | Não |
| Exige renda baixa? | Não | Não | Sim, até R$ 405,25 por pessoa |
| Valor | 91% da média, piso R$ 1.621,00 | 60% da média + 2% por ano extra | R$ 1.621,00 fixo |
| Tem 13º salário? | Sim | Sim | Não |
| Gera pensão por morte? | Não se aplica | Sim | Não |
| Perícias de revisão | Frequentes, a cada 6 meses em média | A cada 2 anos, com isenção após 55 anos e 15 de benefício | A cada 2 anos |
| O que você precisa provar | Incapacidade para a sua função | Incapacidade total e definitiva | Impedimento de 2+ anos e renda |

Uma observação que evita frustração: se você tem qualidade de segurado, não peça BPC. Além de valer menos em muitos casos, o BPC não gera pensão por morte para o cônjuge ou filhos. E se você não tem qualidade de segurado, insistir no auxílio-doença é perder tempo, mesmo que a doença seja gravíssima.

## Como comprovar a incapacidade na perícia do INSS

Levando um laudo que descreva LIMITAÇÃO FUNCIONAL, não apenas o diagnóstico. Um documento que diz só “paciente portador de CID G71.1, em acompanhamento” não sustenta nada. A perícia média do INSS dura poucos minutos, e o perito decide com o que está no papel na mesa dele.

O laudo forte responde, em texto, a estas perguntas:

- Qual a data de início da doença e a data de início da INCAPACIDADE (são coisas diferentes, e a segunda define desde quando o benefício é devido);
- Qual a força muscular medida, em quais grupos musculares, e como isso limita movimentos específicos (subir escada, levantar peso, segurar ferramenta, dirigir);
- Se há miotonia com dificuldade de soltar objetos, e o risco disso na função exercida;
- Se há comprometimento respiratório ou cardíaco documentado em exame;
- Se a doença é progressiva e irreversível, com essas palavras;
- Se há necessidade de auxílio de outra pessoa para atividades do dia a dia;
- Qual a profissão do paciente e por que ela é incompatível com o quadro atual.

**Dica de ouro:** peça ao seu médico assistente que escreva a profissão exata no laudo e a frase “incapaz para a atividade de [profissão]”. O perito do INSS não é obrigado a adivinhar o que você faz. Quando o laudo liga a limitação à função, a chance de o resultado sair como “incapacidade” cresce muito.

Leve também o histórico: exames de eletroneuromiografia, teste genético do gene DMPK, ecocardiograma, espirometria, receitas de uso contínuo, relatórios de fisioterapia, encaminhamentos. Um único laudo recente vale menos do que uma pasta que mostra a doença piorando ao longo dos anos. É exatamente isso que caracteriza o “impedimento de longo prazo” no BPC e a permanência na aposentadoria.

**Cuidado:** não minimize seus sintomas na perícia por vergonha ou educação. É comum a pessoa responder “vou levando” quando o perito pergunta como está. Essa frase entra no laudo. Descreva o que você NÃO consegue mais fazer, com exemplos concretos do seu dia.

## Passo a passo para dar entrada no pedido

Todo o pedido é feito pela internet, no [Meu INSS](https://meu.inss.gov.br) ou pelo telefone 135, sem precisar ir à agência para protocolar. A perícia é marcada pelo próprio sistema. O prazo legal de resposta do INSS é de até 45 dias, mas na prática o agendamento da perícia costuma ser o gargalo maior.

- **1.** Acesse o Meu INSS (site ou aplicativo) com sua conta gov.br;
- **2.** Clique em “Novo Pedido” e digite “incapacidade temporária” (para auxílio-doença) ou “Benefício Assistencial à Pessoa com Deficiência” (para BPC);
- **3.** Anexe TODOS os documentos médicos em PDF antes de concluir. O sistema permite anexar, e muita gente pula essa etapa;
- **4.** Guarde o número do protocolo e a data do Requerimento (DER). Essa data define desde quando o dinheiro é devido;
- **5.** Compareça à perícia com os ORIGINAIS. Chegue com antecedência: falta injustificada gera arquivamento do pedido;
- **6.** Acompanhe o resultado na aba “Consultar Pedidos”. Se aparecer “indeferido”, baixe a carta de concessão/indeferimento em PDF.

Documentos que você precisa separar:

- RG e CPF;
- Carteira de trabalho e/ou carnês de contribuição (GPS);
- Laudo médico detalhado, com CID G71.1, data de início da incapacidade, limitações e assinatura com CRM;
- Todos os exames e relatórios, do mais antigo ao mais novo;
- Comprovante de residência;
- Para o BPC: CadÚnico atualizado e comprovantes de renda de todos os moradores da casa.

Antes de protocolar, releia três documentos: o laudo médico (ele diz sua profissão e a data de início da incapacidade?), o extrato CNIS que você baixa no próprio Meu INSS (mostra contribuições suficientes e sem lacunas?) e, se houver, a carta de indeferimento anterior (qual foi o motivo exato da negativa?). O erro que mais derruba pedidos com CID G71.1 é laudo que nomeia a doença e cala sobre a limitação. Se quiser, nossa equipe pode ler esses documentos e apontar o que está faltando antes de você gastar uma perícia.

Fale agora com um advogado especialista

[Falar com Advogado no WhatsApp](https://www.ribeirocavalcante.com.br/ads/wpp.html)

## O INSS negou. E agora?

Você tem duas vias, e elas não se anulam. A administrativa é o recurso à Junta de Recursos, com prazo de 30 dias contados da ciência da decisão. A judicial é a ação na Justiça Federal ou no Juizado Especial Federal, onde um perito nomeado pelo juiz, e não pelo INSS, examina você.

Quem tem cid g71. 1 tem direito automático ao auxílio-doença? — foto: raj tuladhar Na prática, a via judicial pesa mais em doença neuromuscular progressiva. O motivo é técnico: o perito judicial responde a quesitos escritos, formulados pelo seu advogado, obrigando o exame a tratar de força muscular, capacidade respiratória e data de início da incapacidade. Na perícia administrativa, ninguém pergunta nada disso por escrito.

Nos processos que envolvem o CID G71.1, o padrão que se observa é o perito judicial fixar a data de início da incapacidade em um ano específico do passado, com base nos exames antigos. Isso tem efeito direto no bolso: se a incapacidade começou antes do requerimento, os atrasados são devidos desde o pedido administrativo, com correção. É por isso que guardar a papelada velha vale dinheiro.

Detalhe do processo que quase ninguém avisa: entre a distribuição da ação e a perícia judicial costuma haver uma intimação pedindo esclarecimentos ou documentos complementares. É nessa etapa que muita gente perde prazo por não acompanhar. Quem tem advogado constituído recebe a intimação no sistema eletrônico.

Você também pode pedir tutela de urgência, ou seja, o pagamento imediato antes do fim do processo, quando há prova robusta da incapacidade e risco à subsistência. O Código de Processo Civil autoriza isso. Em doença incurável e progressiva, com laudos consistentes, esse pedido faz sentido e deve constar da petição inicial. Para conferir o texto da lei que rege os benefícios, você pode consultar a [Lei 8.213/91 no portal do Planalto](https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l8213cons.htm) e a [Lei 8.742/93, que criou o BPC](https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l8742.htm).

## Perguntas frequentes sobre CID G71.1 e benefícios do INSS

### Quem recebe BPC pode trabalhar de carteira assinada?

Pode, e o benefício não é cancelado de imediato: ele é suspenso. Se o contrato de trabalho terminar, o BPC pode ser reativado sem novo processo completo, bastando requerimento. Existe também o auxílio-inclusão, pago à pessoa com deficiência que recebia BPC e passou a trabalhar com remuneração de até dois salários mínimos, no valor de meio salário mínimo. A regra foi criada justamente para que a pessoa não tenha medo de tentar trabalhar e perder tudo. Comunique a admissão ao INSS para evitar cobrança de valores recebidos indevidamente.

### Filho maior de idade com Steinert pode receber pensão por morte do pai?

Sim, em situações específicas. A Lei 8.213/91 prevê como dependente o filho inválido ou com [deficiência intelectual](https://www.ribeirocavalcante.com.br/deficiencia-intelectual-bpc-direitos/), mental ou grave, sem limite de idade, desde que a condição seja anterior ao falecimento do segurado. Isso significa que um filho de 40 anos com incapacidade comprovada e reconhecida como preexistente pode habilitar-se à pensão. É preciso perícia do INSS para atestar a invalidez ou a deficiência grave e sua data de início. Reúna todo o histórico médico anterior ao óbito, porque a data é o ponto central da análise.

### Posso ser demitido enquanto recebo o benefício por incapacidade?

Durante o afastamento com benefício do INSS, o contrato de trabalho fica suspenso, e a [demissão sem justa causa](https://www.ribeirocavalcante.com.br/demissao-sem-justa-causa-direitos/) não pode ocorrer nesse período. Se o benefício terminar e o INSS considerar você apto, você deve retornar ao trabalho. Se o médico da empresa discordar do INSS e não liberar seu retorno, existe o chamado “limbo previdenciário”, situação em que ninguém paga. Nesse caso, a Justiça do Trabalho costuma responsabilizar a empresa pelos salários do período. Guarde o ASO e o e-mail ou documento em que a empresa recusou seu retorno.

### O benefício por incapacidade permanente é para sempre?

Não necessariamente. O INSS pode convocar o beneficiário para nova perícia de revisão, em regra a cada 2 anos, no programa de revisão administrativa. A convocação chega por carta e pelo Meu INSS, e não comparecer gera suspensão do pagamento. Existe isenção de revisão para quem tem 55 anos ou mais e recebe o benefício há pelo menos 15 anos, e também para maiores de 60 anos. Em doença degenerativa e incurável, o histórico de exames é o que sustenta a manutenção do benefício nas revisões. Nunca descarte laudos antigos.

### Quem recebe benefício do INSS por Steinert tem direito a isenção de imposto de renda?

Depende do enquadramento. A legislação do imposto de renda isenta os proventos de aposentadoria de portadores de determinadas doenças graves, entre elas a paralisia irreversível e incapacitante e a cardiopatia grave. A Distrofia Miotônica de Steinert não aparece com esse nome na lista, mas quando o quadro evoluiu para paralisia irreversível ou cardiopatia grave, o enquadramento passa a ser discutível e frequentemente é reconhecido com laudo de serviço médico oficial. O pedido é feito à Receita Federal ou ao órgão pagador, com laudo que aponte a doença e a data em que ela foi contraída.

### Vale a pena entrar com novo pedido no INSS em vez de recorrer?

Em algumas situações sim, principalmente quando a negativa foi por falta de documentos e você agora tem laudo melhor. Mas há um custo escondido: o novo requerimento gera nova data de entrada, e os atrasados passam a contar dessa data, não da anterior. Se a incapacidade já existia no primeiro pedido, recorrer ou ir à Justiça preserva os valores retroativos. A escolha entre recorrer e repetir o pedido deve levar em conta quanto tempo se passou e o motivo escrito na carta de indeferimento.

## CID G71.1: Não Deixe a Negativa do INSS Encerrar o Assunto

Faça isso hoje, nesta ordem. Primeiro, separe fisicamente três coisas: o laudo médico mais recente, a pasta com todos os exames antigos em ordem de data, e a carta de indeferimento do INSS, se ela existir. Essa carta é a peça mais importante do conjunto, porque nela está escrito o motivo exato da negativa, e a estratégia muda completamente se o motivo foi “não constatada incapacidade” ou “falta de qualidade de segurado”.

Segundo, baixe seu extrato CNIS no Meu INSS. Ele mostra em duas páginas se você tem as 12 contribuições e se está dentro do período de graça. Terceiro, se o caminho for o BPC, vá ao CRAS atualizar o CadÚnico antes de qualquer outra providência.

Com esses documentos em mãos, mande mensagem. O que acontece em concreto: a gente lê o laudo e a negativa, diz qual dos três benefícios se aplica ao seu caso, aponta o que falta no laudo para a perícia entender a limitação e explica se o caminho é recurso administrativo ou ação judicial. Isso é dito antes de qualquer contratação, para você decidir com informação na mão.

Fale agora com um advogado especialista

[Falar com Advogado no WhatsApp](https://www.ribeirocavalcante.com.br/ads/wpp.html)

[#-auxílio-doença-e-aposentadoria](https://www.ribeirocavalcante.com.br/tag/auxilio-doenca-e-aposentadoria/) [#aposentadoria por incapacidade permanente doença progressiva](https://www.ribeirocavalcante.com.br/tag/aposentadoria-por-incapacidade-permanente-doenca-progressiva/) [#auxílio-doença negado perícia](https://www.ribeirocavalcante.com.br/tag/auxilio-doenca-negado-pericia/) [#BPC LOAS distrofia muscular](https://www.ribeirocavalcante.com.br/tag/bpc-loas-distrofia-muscular/) [#CID G71.1](https://www.ribeirocavalcante.com.br/tag/cid-g71-1/) [#cid-g71.1-(distrofia-miotônica-de-steinert):-afastamento](https://www.ribeirocavalcante.com.br/tag/cid-g71-1-distrofia-miotonica-de-steinert-afastamento/) [#distrofia miotônica de Steinert INSS](https://www.ribeirocavalcante.com.br/tag/distrofia-miotonica-de-steinert-inss/)

### Artigos Relacionados

Direito Previdenciário ## Benefícios do INSS por Doença: Como Pedir em 2026 Descubra seus direitos aos benefícios do INSS por doença em 2026. Saiba quem tem direito, como pedir e o que&hellip; 04/07/2026

Direito Previdenciário ## Auxílio-Doença CID I42: Como Pedir e Quando Tem Direito Saiba como pedir o auxílio-doença com CID I42, quais documentos precisa e quando o INSS concede o benefício temporário para&hellip; 09/07/2026

Direito Previdenciário ## CID D61 dá Direito a Auxílio-Doença do INSS em 2026? O CID D61 (aplasia medular) dá direito a auxílio-doença, aposentadoria por incapacidade ou BPC/LOAS. Veja regras, documentos e o que&hellip; 26/07/2026

### Deixe sua Pergunta Cancelar resposta

## Web Stories [### Brazil Investor Visa for Uzbek Entrepreneurs 2026](https://www.ribeirocavalcante.com.br/web-stories/brazil-investor-visa-uzbek-entrepreneurs-2026/) [### Foreigners Buying Rural Land in Brazil: 2026 Limits](https://www.ribeirocavalcante.com.br/web-stories/foreigners-rural-land-brazil-2026-limits/) [### Auxílio-Doença por Câncer CID C49: Como Pedir em 2026](https://www.ribeirocavalcante.com.br/web-stories/auxilio-doenca-cancer-cid-c49-2026/) [### Tagrisso pelo SUS Negado? Veja Como Conseguir na Justiça](https://www.ribeirocavalcante.com.br/web-stories/tagrisso-sus-negado-conseguir-justica/) [### Bryst pelo SUS Negado? Como Conseguir na Justiça](https://www.ribeirocavalcante.com.br/web-stories/bryst-pelo-sus-negado-como-conseguir-na-justica/) [### Repactuação de Dívidas em 2026: Como Renegociar na Lei](https://www.ribeirocavalcante.com.br/web-stories/repactuacao-dividas-cdc-2026/)

[Ver Todas &rarr;](https://www.ribeirocavalcante.com.br/web-stories/)