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    "content_markdown": "Você recebeu o diagnóstico de uveíte (CID H20), está com a visão embaçada, dor nos olhos, sensibilidade à luz, e não consegue mais trabalhar do jeito que trabalhava. Talvez já tenha tentado o [auxílio-doença](https://www.ribeirocavalcante.com.br/auxilio-doenca/) e ouvido do perito do INSS a frase clássica: “não constatada incapacidade laborativa”. Ou talvez nem tenha pedido ainda, porque alguém disse que “uveíte não dá benefício”.\n\nEntão vamos direto ao ponto. O INSS não paga benefício por diagnóstico. Paga por **incapacidade**. Ninguém recebe auxílio-doença “por ter CID H20”. Recebe porque a uveíte, no caso dele, impede o exercício da atividade que ele exerce. Essa diferença é a razão de a maioria dos pedidos ser negada.\n\nLeia também:\n[Benefícios do INSS por Doença: Como Pedir em 2026](https://www.ribeirocavalcante.com.br/beneficios-inss-por-doenca/)\n\nExistem três caminhos possíveis, e você precisa saber em qual se encaixa antes de abrir qualquer requerimento. O **benefício por incapacidade temporária** (o antigo auxílio-doença), quando a limitação é passível de recuperação. A **aposentadoria por incapacidade permanente** (antiga [aposentadoria por invalidez](https://www.ribeirocavalcante.com.br/aposentadoria-por-invalidez/)), quando a perda visual é definitiva e total para o trabalho. E o **BPC/LOAS**, que não exige nenhuma contribuição ao INSS, mas exige renda familiar baixa e impedimento de longo prazo.\n\nNeste artigo você vai entender os requisitos de cada um, quanto tempo de contribuição é exigido, como montar um laudo que o perito não consiga ignorar e o que fazer quando a negativa chega. Se quiser a visão geral de todos os caminhos, veja nosso guia sobre [benefícios do INSS por doença e como pedir em 2026](https://www.ribeirocavalcante.com.br/beneficios-inss-por-doenca/).\n\n<a id=\"cid-h20-da-direito-a-auxilio-doenca-automaticamente\"></a>\n## CID H20 dá direito a auxílio-doença automaticamente?\n\nNão. Nenhum CID garante benefício automático. O benefício por incapacidade temporária exige três requisitos simultâneos previstos na Lei 8.213/91: [qualidade de segurado](https://www.ribeirocavalcante.com.br/qualidade-segurado-periodo-de-graca/), carência de 12 contribuições mensais (art. 25) e incapacidade para a atividade habitual comprovada em perícia médica federal. Sem os três, o pedido é negado, mesmo com laudo de oftalmologista.\n\nLeia também:\n[CID F84.2 dá Direito a BPC/LOAS? Como Pedir em 2026](https://www.ribeirocavalcante.com.br/beneficios-inss-por-doenca/cid-f84-2-sindrome-de-rett/)\n\nA uveíte é inflamação da parte interna do olho. Juridicamente, o que importa não é o nome, mas o que ela produz: dor, fotofobia, visão turva, crises recorrentes, perda de acuidade, risco de complicações. Esses efeitos é que podem gerar incapacidade.\n\nE aqui entra o ponto que decide o caso: **incapacidade é sempre comparada com a sua profissão**. A mesma uveíte produz resultados jurídicos diferentes conforme o trabalho.\n\n- **Soldador, torneiro mecânico, serralheiro:** exposição a luz intensa, calor e partículas. Uveíte ativa com fotofobia praticamente inviabiliza a função.\n- **Motorista profissional:** perda de acuidade ou visão dupla pode impedir até a renovação da CNH nas categorias C, D e E, o que é um argumento forte de incapacidade.\n- **Costureira, relojoeiro, conferente:** trabalho de foco próximo contínuo, que piora o quadro.\n- **Trabalhador rural:** sol direto, poeira, manuseio de ferramentas e animais, risco de acidente aumentado.\n- **Operador de telemarketing ou escritório:** aqui o INSS tende a resistir mais, e o laudo precisa detalhar a intolerância à tela e a necessidade de pausas.\n\n**Importante:** a uveíte frequentemente está ligada a doenças de base como espondilite ancilosante, [artrite reumatoide](https://www.ribeirocavalcante.com.br/aposentar-com-artrite-reumatoide/), doença de Behçet, sarcoidose, toxoplasmose, tuberculose ou HIV. Se é o seu caso, o pedido não deve ser feito só com o CID H20. A incapacidade tem que ser avaliada pelo conjunto, e isso muda completamente a força do requerimento.\n\nEm quadros de crises recorrentes, o argumento mais eficaz raramente é “estou cego”. É a **imprevisibilidade**: o trabalhador tem crises que o afastam por semanas, várias vezes ao ano, de forma incompatível com qualquer jornada regular. Esse raciocínio precisa estar escrito no laudo, com as datas das crises anteriores.\n\n<a id=\"quantas-contribuicoes-preciso-ter-para-pedir-o-beneficio\"></a>\n## Quantas contribuições preciso ter para pedir o benefício?\n\nA regra geral é 12 contribuições mensais de carência, conforme o art. 25 da Lei 8.213/91. A uveíte isolada não está na lista de doenças que dispensam carência do art. 26, II. Mas a dispensa pode valer se a doença de base estiver nessa lista, ou se a uveíte decorrer de acidente de qualquer natureza, hipótese em que a carência também não é exigida.\n\nAlém da carência, você precisa de **qualidade de segurado**, ou seja, estar “dentro” do INSS na data em que a incapacidade começou. Quem para de contribuir não perde a cobertura no dia seguinte: existe o chamado [período de graça](https://www.ribeirocavalcante.com.br/qualidade-segurado-periodo-de-graca/), que em regra é de 12 meses após a última contribuição e pode chegar a 24 meses para quem tem mais de 120 contribuições, além de prorrogação por mais 12 meses em caso de desemprego comprovado.\n\n**Exemplo prático:** imagine um contribuinte individual que recolheu de 2019 a 2023 e parou. A uveíte se agravou em 2024, dentro do período de graça. Mesmo sem contribuir no momento do pedido, ele pode ter direito, desde que o laudo fixe o *início da incapacidade* dentro desse intervalo. Por isso a data de início da doença e a data de início da incapacidade, no laudo, valem mais do que qualquer argumento.\n\nSobre o valor: o benefício por incapacidade temporária corresponde a 91% do salário de benefício, calculado sobre a média de todas as contribuições desde 1994, com piso igual ao [salário mínimo](https://www.ribeirocavalcante.com.br/salario-minimo-em-2025/) de 2026, fixado pelo Governo Federal em R$ 1.621,00, e teto previdenciário de R$ 8.157,41. Já a aposentadoria por incapacidade permanente é, na regra pós Reforma de 2019, 60% da média com acréscimo de 2% por ano de contribuição acima de 20 anos (homem) ou 15 anos (mulher).\n\n**Atenção:** se você é empregado com carteira assinada, os primeiros 15 dias de afastamento são pagos pela empresa. O benefício do INSS começa no 16º dia, desde que o requerimento seja feito em até 30 dias do afastamento. Passado esse prazo, o pagamento só retroage à data do pedido, e você perde o período anterior.\n\n<a id=\"e-se-eu-nunca-contribui-como-funciona-o-bpc-loas-com-uveite\"></a>\n## E se eu nunca contribuí? Como funciona o BPC/LOAS com uveíte\n\nQuem nunca contribuiu ou perdeu a qualidade de segurado pode pedir o BPC/LOAS, previsto na Lei 8.742/93. É um benefício assistencial de um salário mínimo, R$ 1.621,00 em 2026, que exige renda familiar por pessoa inferior a 1/4 do salário mínimo (R$ 405,25) e impedimento de longo prazo, com efeitos por no mínimo 2 anos.\n\nO BPC não é aposentadoria. Não gera 13º salário, não deixa [pensão por morte](https://www.ribeirocavalcante.com.br/pensao-por-morte-2026/) e é revisável a cada 2 anos. Mas é a única porta para quem está incapacitado e fora do sistema contributivo.\n\nDois requisitos, dois tipos de prova diferentes:\n\n- **Renda:** comprovada pelo Cadastro Único (CadÚnico), que precisa estar atualizado no CRAS do seu município. Sem CadÚnico atualizado, o pedido nem entra na fila de análise.\n- **Impedimento de longo prazo:** avaliado por perícia médica *e* por avaliação social do INSS. São duas avaliações, em datas diferentes, e faltar a uma delas arquiva o pedido.\n\nNo BPC, a análise não é “você pode trabalhar?”. É se a condição, combinada com barreiras do ambiente, limita a participação plena na vida social em igualdade com as demais pessoas. Para uveíte, isso significa descrever a dependência de terceiros para locomoção, a impossibilidade de sair sozinho em dias de sol, as internações, a frequência das crises.\n\n**Dica de ouro:** se a perda visual for severa e permanente, verifique a deficiência visual nos critérios legais de cegueira. Quem se enquadra como pessoa com deficiência visual grave tem caminho próprio, incluindo a aposentadoria da pessoa com deficiência (Lei Complementar 142/2013), que exige menos tempo de contribuição e não depende de incapacidade. Muita gente pede auxílio-doença quando teria direito a essa aposentadoria.\n\nNa prática, a maior parte das negativas de BPC que chegam ao escritório não cai pelo lado médico. Cai pela renda: um filho registrado em carteira morando na mesma casa, um benefício de outro morador contado indevidamente, o CadÚnico de três anos atrás. Vale conferir essa parte antes de discutir a doença.\n\n<a id=\"quando-a-uveite-gera-aposentadoria-por-incapacidade-permanente\"></a>\n## Quando a uveíte gera aposentadoria por incapacidade permanente?\n\nA aposentadoria por incapacidade permanente, prevista no art. 42 da Lei 8.213/91, exige incapacidade total e definitiva para qualquer atividade que garanta a subsistência, sem possibilidade de reabilitação profissional. Exige a mesma carência de 12 contribuições e qualidade de segurado. Se houver necessidade de assistência permanente de outra pessoa, há acréscimo de 25% sobre o valor.\n\nNa uveíte, isso normalmente aparece em quadros crônicos ou de repetição que já evoluíram para complicações: glaucoma secundário, catarata, edema macular, descolamento de retina, perda irreversível de acuidade. Uma crise isolada, tratada e resolvida, não aposenta ninguém, e é honesto dizer isso.\n\nEsse acréscimo de 25% é um detalhe que muita gente desconhece. Ele está no art. 45 da Lei 8.213/91 e vale quando o beneficiário depende de outra pessoa para atividades básicas. Sobre o piso de R$ 1.621,00, representa R$ 405,25 a mais por mês. Para cegueira total, a situação está expressamente no anexo da lei. Mesmo em quadros não listados, há decisões ampliando o adicional quando a dependência é comprovada.\n\nAntes de aposentar, o INSS costuma encaminhar o segurado à **reabilitação profissional**, para tentar realocar você em outra função. Você vai receber uma carta convocando para avaliação em uma Agência da Previdência Social. Ignorar essa convocação é uma das formas mais rápidas de ter o benefício cessado. Se a reabilitação for inviável pela sua idade, escolaridade e histórico ocupacional, isso precisa ser dito e documentado, não presumido.\n\nVale olhar também como esse raciocínio funciona em outras doenças com sequelas permanentes, como explicamos no artigo sobre [como funciona a aposentadoria por invalidez por AVC em 2026](https://www.ribeirocavalcante.com.br/beneficios-inss-por-doenca/cid-i69-sequelas-de-avc/). A lógica da prova é a mesma: limitação funcional descrita, não diagnóstico repetido.\n\n<a id=\"qual-caminho-pedir-no-meu-caso\"></a>\n## Qual caminho pedir no meu caso?\n\nA escolha depende de duas respostas: você tem 12 contribuições e qualidade de segurado? A limitação é recuperável ou definitiva? Pedir o benefício errado faz você perder meses na fila. A tabela abaixo resume o que cada caminho exige de você, com base na Lei 8.213/91 e na Lei 8.742/93.\n\n| Caminho | Precisa ter contribuído? | O que você precisa provar | Valor em 2026 | Duração |\n| --- | --- | --- | --- | --- |\n| Incapacidade temporária (auxílio-doença) | Sim, 12 contribuições + qualidade de segurado | Incapacidade para a SUA profissão, com prazo de recuperação | 91% da média, piso R$ 1.621,00, teto R$ 8.157,41 | Com data de cessação (alta programada), prorrogável |\n| Incapacidade permanente (invalidez) | Sim, 12 contribuições + qualidade de segurado | Incapacidade total, definitiva e irreabilitável | 60% da média + 2% por ano extra; +25% se precisar de ajuda | Permanente, com revisões periódicas |\n| BPC/LOAS | Não | Renda por pessoa abaixo de R$ 405,25 + impedimento de 2 anos ou mais | R$ 1.621,00 fixo, sem 13º | Revisão a cada 2 anos |\n| Aposentadoria da pessoa com deficiência | Sim, tempo reduzido conforme o grau | Deficiência visual avaliada por perícia, sem exigir incapacidade | Regra própria de cálculo | Permanente |\n\nSe você tem contribuições recentes, comece pelo benefício por incapacidade temporária. O INSS raramente concede aposentadoria por incapacidade permanente de primeira: o caminho normal é a concessão do temporário e, depois, a conversão. Já se não há contribuição nenhuma e a renda é baixa, o BPC é o pedido correto, e insistir em auxílio-doença só vai gerar negativa por falta de qualidade de segurado.\n\n<a id=\"como-provar-a-incapacidade-na-pericia-do-inss\"></a>\n## Como provar a incapacidade na perícia do INSS?\n\nA perícia do INSS dura, na média relatada por segurados, entre 10 e 15 minutos. O perito não vai ler 40 páginas. Ele precisa de um laudo que diga, em poucas linhas, qual é a limitação funcional, desde quando ela existe e por quanto tempo deve durar. Laudo que só repete “paciente com uveíte, CID H20, em tratamento” não sustenta concessão nenhuma.\n\nPeça ao seu oftalmologista um relatório que contenha, de forma expressa:\n\n- CID H20 e o subtipo (H20.0 aguda, H20.1 crônica, H20.2 lenticular, H20.9 não especificada), além do CID da doença de base, se houver;\n- **acuidade visual em cada olho**, com e sem correção, e o resultado do campo visual;\n- a frase que falta em quase todo laudo: *“o paciente está incapacitado para a função de [sua profissão] porque…”*, com a razão funcional (fotofobia, visão turva, impossibilidade de esforço, risco de acidente);\n- data de início da doença (DID) e **data de início da incapacidade (DII)**, que são coisas diferentes e decisivas para o período de graça;\n- histórico de crises com datas, internações, cirurgias, aplicações intravítreas;\n- medicamentos em uso (corticoide, imunossupressor, imunobiológico) e os efeitos colaterais que também limitam o trabalho;\n- prognóstico: tempo estimado de afastamento ou afirmação de caráter definitivo.\n\nLeve também exames de imagem, receitas, comprovantes de internação e, se possível, a descrição das suas tarefas no trabalho. Um documento subestimado: a **declaração da empresa ou o PPP** descrevendo exposição a luz, calor, poeira ou solventes. Isso conecta a doença à função, que é exatamente o elo que o perito precisa ver.\n\n**Cuidado:** não compareça à perícia com os documentos soltos em uma sacola, nem apenas em arquivo no celular. Leve cópias impressas, organizadas por data, e exija que o perito registre a entrega. Documento que você mostra mas não protocola simplesmente não existe depois, quando você precisar recorrer.\n\n<a id=\"como-pedir-pelo-meu-inss-passo-a-passo\"></a>\n## Como pedir pelo Meu INSS, passo a passo\n\nTodo o pedido é feito pelo portal [Meu INSS\r\n\r\n](https://meu.inss.gov.br) ou pelo telefone 135, sem precisar ir à agência para protocolar. O INSS tem prazo de 45 dias para decidir, conforme a Lei do Processo Administrativo Previdenciário. Quem é empregado deve pedir em até 30 dias do afastamento para receber desde o 16º dia.\n\n- **1.** Entre em meu.inss.gov.br com sua conta gov.br (nível prata ou ouro).\n- **2.** Busque “Pedir Benefício por Incapacidade” ou “Benefício Assistencial à Pessoa com Deficiência”, conforme o seu caso.\n- **3.** Anexe os documentos médicos em PDF. Esse é o momento do **Atestmed**, a análise documental sem perícia presencial, possível em afastamentos curtos. Para uveíte crônica, prefira a perícia presencial: o Atestmed costuma gerar concessões de poucos dias.\n- **4.** Agende a perícia na data oferecida. Se a agência disser que “não há vaga no sistema”, peça o número do protocolo e registre a tentativa.\n- **5.** Guarde o número do requerimento. É por ele que você acompanha o resultado em “Consultar Pedidos”.\n- **6.** Saiu o resultado? Baixe a **carta de concessão ou de indeferimento em PDF**. Nela vem o motivo, geralmente a frase “parecer médico contrário” ou “não cumprida a carência”.\n\nDocumentos para separar agora: RG e CPF, comprovante de residência, carteira de trabalho ou carnês/CNIS, laudos e exames oftalmológicos, receitas, relatório de internações e, no BPC, o comprovante de CadÚnico atualizado mais os documentos de renda de todos os moradores.\n\nAntes de protocolar, confira três papéis: o **laudo com a DII escrita**, o **CNIS** (para saber se sua qualidade de segurado está realmente ativa) e a **carta de indeferimento**, se já houve negativa. O erro que mais derruba pedidos de uveíte é laudo sem data de início da incapacidade e sem menção à profissão: com isso, o perito fixa a data que quiser, e às vezes ela cai fora do período de graça. Se quiser, nossa equipe lê esses três documentos e diz onde está o furo antes de você gastar uma nova perícia.\n\nFale agora com um advogado especialista\n[ Falar com Advogado no WhatsApp](https://www.ribeirocavalcante.com.br/ads/wpp.html)\n\n<a id=\"o-inss-negou-o-que-fazer-agora\"></a>\n## O INSS negou. O que fazer agora?\n\nNegativa não é fim de caminho. Você tem 30 dias da ciência da decisão para apresentar recurso à Junta de Recursos do CRPS, pelo próprio Meu INSS, sem custo e sem advogado obrigatório. Também pode ingressar direto com ação judicial, onde há perícia feita por médico nomeado pelo juiz, independente do INSS.\n\nTrês situações diferentes exigem respostas diferentes:\n\n- **Negado por “ausência de incapacidade”:** aqui o problema é prova médica. Recurso com laudo novo e detalhado, ou ação judicial para perícia independente.\n- **Negado por falta de carência ou de qualidade de segurado:** revise o CNIS. Períodos de trabalho sem registro, contribuições não computadas ou desemprego não comprovado são corrigíveis com documento, não com laudo.\n- **Benefício cessado antes da recuperação:** existe o **pedido de prorrogação (PP)**, que deve ser feito nos 15 dias finais antes da data de cessação. Perdeu o prazo? Resta o pedido de reconsideração ou novo requerimento.\n\n**Atenção:** se o INSS cessou seu benefício e você continua incapacitado, não volte a trabalhar só para “não ficar sem renda” sem antes registrar sua situação. Retorno ao trabalho é usado depois como prova de que você tinha capacidade, e isso enfraquece o pedido judicial.\n\nNa via judicial, o que mais pesa é a diferença entre o laudo do perito nomeado pelo juiz e o parecer do INSS. Nos Juizados Especiais Federais, o processo é gratuito para causas de até 60 salários mínimos e dispensa adiantamento de honorários periciais pela parte. Vale conhecer o [texto da Lei 8.213/91 no portal do Planalto](https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l8213cons.htm), principalmente os artigos 25, 26, 42, 45 e 59, para entender exatamente o que está sendo exigido de você.\n\n<a id=\"perguntas-frequentes-sobre-uveite-e-beneficios-do-inss\"></a>\n## Perguntas frequentes sobre uveíte e benefícios do INSS\n\n<a id=\"uveite-da-isencao-de-imposto-de-renda-na-aposentadoria\"></a>\n### Uveíte dá isenção de Imposto de Renda na aposentadoria?\n\nA uveíte isolada não está na lista da Lei 7.713/88, que prevê isenção do IR sobre proventos de aposentadoria para doenças graves específicas. Mas, se o quadro evoluiu para **cegueira**, a isenção se aplica: cegueira está expressamente entre as moléstias listadas. O pedido é feito ao órgão pagador (INSS ou regime próprio), com laudo de serviço médico oficial. Se a uveíte decorre de doença de base listada, como tuberculose ativa ou certas doenças autoimunes, a análise é feita sobre a doença principal.\n\n<a id=\"posso-ser-demitido-estando-em-tratamento-de-uveite\"></a>\n### Posso ser demitido estando em tratamento de uveíte?\n\nDurante o recebimento do benefício por incapacidade, o contrato de trabalho fica suspenso e a demissão não pode ocorrer. Ao receber alta do INSS e voltar, você não tem estabilidade automática, salvo se o caso for reconhecido como doença ocupacional, hipótese em que a lei garante 12 meses de estabilidade após a cessação do [auxílio-doença acidentário](https://www.ribeirocavalcante.com.br/auxilio-doenca-acidentario-o-que-e/). Uveíte por agente químico ou radiação no ambiente de trabalho pode se enquadrar. Isso depende de nexo técnico e deve ser discutido com o PPP em mãos.\n\n<a id=\"recebo-auxilio-doenca-e-posso-trabalhar-meio-periodo\"></a>\n### Recebo auxílio-doença e posso trabalhar meio período?\n\nNão. O benefício por incapacidade temporária é incompatível com o exercício da atividade que gerou o afastamento. Se o INSS identificar vínculo ativo ou recolhimento durante o período, o benefício é cessado e pode haver cobrança dos valores recebidos. Existem exceções discutidas na Justiça, como o segurado com dois vínculos distintos, incapacitado para um e apto para o outro. Mas essa situação deve ser declarada no requerimento, nunca omitida: a omissão é tratada como irregularidade.\n\n<a id=\"quanto-tempo-o-inss-leva-para-pagar-depois-da-concessao\"></a>\n### Quanto tempo o INSS leva para pagar depois da concessão?\n\nApós a concessão aparecer no Meu INSS, o primeiro crédito normalmente entra no calendário de pagamento do mês seguinte, conforme o final do número do benefício. O INSS divulga esse calendário anualmente no portal gov.br. Atrasados, quando devidos desde a data do requerimento, costumam vir em parcela separada. Se passarem 45 dias desde a concessão sem pagamento, registre reclamação pelo 135 e guarde o protocolo: ele é a prova da demora para eventual cobrança judicial.\n\n<a id=\"quem-e-mei-ou-autonomo-tem-os-mesmos-direitos\"></a>\n### Quem é MEI ou autônomo tem os mesmos direitos?\n\nSim, desde que as contribuições estejam em dia. O MEI recolhe 5% do salário mínimo e tem direito aos benefícios por incapacidade, mas o valor fica limitado ao piso de R$ 1.621,00 em 2026. O contribuinte individual que recolhe 11% (plano simplificado) também fica no piso. Já quem recolhe 20% sobre a remuneração pode receber mais. Atenção ao detalhe: guias pagas em atraso **não contam** para carência nem restabelecem qualidade de segurado retroativamente em muitos casos.\n\n<a id=\"preciso-mesmo-de-advogado-para-pedir\"></a>\n### Preciso mesmo de advogado para pedir?\n\nPara o pedido administrativo e para o recurso ao CRPS, não. Você faz sozinho pelo Meu INSS. A assistência jurídica passa a fazer diferença quando a negativa é por “ausência de incapacidade” e será preciso construir prova técnica, ou quando o CNIS está incompleto e há vínculos a comprovar. No Judiciário, a representação é necessária. O caminho de prova é parecido com o de outras doenças crônicas, como mostramos no artigo sobre [auxílio-doença por Parkinson e como pedir ao INSS em 2026](https://www.ribeirocavalcante.com.br/beneficios-inss-por-doenca/cid-g20-doenca-de-parkinson/).\n\n<a id=\"cid-h20-e-beneficios-do-inss-o-proximo-passo-e-juntar-tres-papeis\"></a>\n## CID H20 e Benefícios do INSS: o Próximo Passo é Juntar Três Papéis\n\nFaça isto hoje, nesta ordem. Primeiro: peça ao seu oftalmologista um relatório que escreva a acuidade visual de cada olho, a data de início da incapacidade e a frase ligando a limitação à sua profissão. Segundo: baixe o extrato CNIS no Meu INSS e confira se há 12 contribuições e se sua qualidade de segurado está ativa. Terceiro: se o INSS já negou, baixe a carta de indeferimento em PDF. Esse papel é a peça mais importante do seu caso, porque é nele que está escrito o motivo exato da recusa.\n\nCom esses três documentos, dá para saber qual caminho é o seu: temporário, permanente, BPC ou aposentadoria da pessoa com deficiência. Quando você manda mensagem, a gente lê o laudo, o CNIS e a negativa, diz se o caso tem base legal, aponta o que está faltando e explica qual é o caminho, antes de qualquer contratação. Se o problema for só o laudo, você vai saber e pode resolver sozinho.\n\nFale agora com um advogado especialista\n[ Falar com Advogado no WhatsApp](https://www.ribeirocavalcante.com.br/ads/wpp.html)",
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    "faq": [
        {
            "question": "CID H20 dá direito a auxílio-doença automaticamente?",
            "answer": "Não. O perito avalia se a uveíte impede o exercício da sua atividade específica. Um motorista ou soldador com visão comprometida tem chance maior de concessão que alguém em função administrativa com o mesmo diagnóstico."
        },
        {
            "question": "Quantas contribuições preciso ter para pedir benefício com CID H20?",
            "answer": "A carência padrão é de 12 contribuições mensais, além de manter a qualidade de segurado. Quem perdeu a qualidade precisa recontribuir antes de requerer, salvo situações de acidente ou doença considerada isenta de carência."
        },
        {
            "question": "Uveíte pode gerar aposentadoria por invalidez?",
            "answer": "Sim, quando as crises deixam sequelas permanentes, como glaucoma secundário, catarata ou perda visual irreversível, que impedem qualquer reabilitação profissional. É preciso laudo com acuidade visual medida em cada olho."
        },
        {
            "question": "O INSS negou meu pedido por uveíte. O que fazer?",
            "answer": "Baixe a carta de indeferimento no Meu INSS, identifique o motivo da recusa e apresente recurso ao CRPS em até 30 dias, reforçando laudos e exames. Também é possível ação judicial, onde a perícia é feita por médico nomeado pelo juiz."
        },
        {
            "question": "Quem nunca contribuiu tem direito a algum benefício com uveíte?",
            "answer": "Sim, pelo BPC/LOAS, que exige renda familiar por pessoa inferior a 1/4 do salário mínimo e impedimento de longo prazo (mínimo de 2 anos), avaliado por perícia médica e social do INSS."
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            "text": "CID H20 dá direito a auxílio-doença automaticamente?",
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            "text": "Quantas contribuições preciso ter para pedir o benefício?",
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            "text": "E se eu nunca contribuí? Como funciona o BPC/LOAS com uveíte",
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            "text": "Quando a uveíte gera aposentadoria por incapacidade permanente?",
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            "text": "Perguntas frequentes sobre uveíte e benefícios do INSS",
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