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    "excerpt": "O CID K57 (diverticulite) não garante benefício automático: o INSS exige prova de incapacidade. Veja como pedir auxílio-doença, BPC ou invalidez.",
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    "content_markdown": "Você recebeu um atestado com o código **CID K57** (doença diverticular do intestino, que inclui a diverticulite), está sem conseguir trabalhar e agora a dúvida é uma só: o INSS vai pagar alguma coisa? A resposta honesta é: depende menos do diagnóstico e muito mais de conseguir provar que você está incapaz de exercer a sua função.\n\nIsso incomoda, mas é o que diz a lei. A Lei nº 8.213/91 não concede benefício por causa de um código. Ela concede por causa da **incapacidade para o trabalho**. Duas pessoas com o mesmo K57.3 podem sair da perícia com resultados opostos: um pedreiro que não pode fazer força abdominal e um analista que trabalha sentado.\n\nLeia também:\n[Benefícios do INSS por Doença: Como Pedir em 2026](https://www.ribeirocavalcante.com.br/beneficios-inss-por-doenca/)\n\nNa prática, o que decide os casos de diverticulite é a **complicação**. Internação, perfuração, abscesso, peritonite, fístula, estenose, cirurgia de urgência, colostomia ou ileostomia, reinternações, pós-operatório arrastado e crises que voltam a cada poucos meses. Quanto mais disso estiver escrito no laudo, mais difícil fica para o perito dizer que você está apto.\n\nExistem três caminhos possíveis, e eles não são intercambiáveis: o auxílio por incapacidade temporária (o antigo [auxílio-doença](https://www.ribeirocavalcante.com.br/auxilio-doenca/)), o **[BPC/LOAS](https://www.ribeirocavalcante.com.br/direito-previdenciario/beneficio-de-prestacao-continuada/)** para quem nunca contribuiu e tem renda familiar baixa, e a aposentadoria por incapacidade permanente. Cada um exige uma coisa diferente de você. Escolher o caminho errado é o motivo número um de negativa logo na porta de entrada.\n\nVamos destravar isso de forma prática: quais são os requisitos de cada benefício, o que o seu laudo médico precisa dizer (e quase nunca diz), quais documentos levar e o que fazer se o INSS negar. Se quiser a visão geral de todos os benefícios, leia também nosso guia sobre [benefícios do INSS por doença e como pedir em 2026](https://www.ribeirocavalcante.com.br/beneficios-inss-por-doenca/).\n\nLeia também:\n[CID G82 INSS: Auxílio-Doença, Aposentadoria e BPC/LOAS](https://www.ribeirocavalcante.com.br/beneficios-inss-por-doenca/cid-g82-paraplegia-e-tetraplegia/)\n\n<a id=\"cid-k57-da-direito-a-auxilio-doenca-automaticamente\"></a>\n## CID K57 dá direito a auxílio-doença automaticamente?\n\nNão. Nenhum CID garante benefício sozinho. Para receber o auxílio por incapacidade temporária você precisa cumprir três requisitos previstos nos artigos 59 a 63 da Lei nº 8.213/91: ter [qualidade de segurado](https://www.ribeirocavalcante.com.br/qualidade-segurado-periodo-de-graca/), ter pelo menos **12 contribuições mensais** de [carência](https://www.ribeirocavalcante.com.br/carencia-inss-guia-completo/) e estar incapaz de trabalhar por mais de 12 meses corridos.\n\nQualidade de segurado significa estar “dentro” do INSS. Se você é empregado com carteira assinada, está coberto. Se é contribuinte individual ou facultativo, precisa estar com as guias em dia ou dentro do chamado [período de graça](https://www.ribeirocavalcante.com.br/qualidade-segurado-periodo-de-graca/), que em regra é de 12 meses após a última contribuição e pode ir a 24 meses em algumas situações.\n\nA carência de 12 contribuições é a parte que pega mais gente. Quem voltou ao mercado há 5 meses e teve uma crise grave de diverticulite costuma ser indeferido por falta de carência, mesmo com a incapacidade reconhecida pelo perito. É frustrante, mas é a regra.\n\nHá exceção: a lei dispensa a carência em caso de **acidente de qualquer natureza** e em doenças especificadas em lista do Ministério da Saúde e da Previdência. A diverticulite comum não está nessa lista. Mas atenção a um detalhe pouco explorado: se a incapacidade decorreu de uma **cirurgia de urgência com complicação**, vale discutir o enquadramento com um advogado, porque o quadro clínico pode ter natureza diversa da doença de base.\n\n**Importante:** se você é empregado com carteira assinada, os **primeiros 15 dias** de afastamento são pagos pela empresa. O INSS só paga do 16º dia em diante. Por isso o pedido só faz sentido quando o atestado indica afastamento superior a 15 dias (ou a soma de atestados pela mesma causa, dentro de 60 dias, passa disso).\n\nSobre valores: em 2026, o auxílio corresponde a 91% da média dos seus salários de contribuição, respeitando o piso de **R$ 1.621,00** ([salário mínimo](https://www.ribeirocavalcante.com.br/salario-minimo-em-2025/) fixado pelo Governo Federal para 2026) e o teto do INSS de **R$ 1.621,00**. Quem sempre contribuiu pelo mínimo recebe o piso.\n\n<a id=\"quem-nunca-contribuiu-pode-receber-bpc-loas-por-diverticulite\"></a>\n## Quem nunca contribuiu pode receber BPC/LOAS por diverticulite?\n\nPode, mas em um cenário específico. O BPC/LOAS é assistencial: não exige nenhuma contribuição ao INSS. Em troca, exige dois requisitos duros, previstos no artigo 20 da Lei nº 8.742/93 (LOAS): renda familiar por pessoa **inferior a 1/4 do salário mínimo** e impedimento de longo prazo, de no mínimo **2 anos**. O valor é fixo: R$ 1.621,00.\n\nEm 2026, 1/4 do salário mínimo equivale a R$ 405,25 por pessoa. O cálculo soma toda a renda das pessoas que moram na mesma casa e divide pelo número de moradores do grupo familiar definido em lei.\n\n**Exemplo prático:** imagine uma casa com quatro pessoas (você, cônjuge e dois filhos menores), em que só o cônjuge trabalha e recebe um salário mínimo de R$ 1.621,00. A divisão por 4 dá exatamente R$ 405,25 por pessoa. Nesse limite, o pedido de BPC é viável. Se entrar na casa mais R$ 200 de qualquer renda, a conta estoura o critério.\n\nO segundo requisito é o que mais confunde. O BPC não fala de “incapacidade para o trabalho”, fala de **impedimento de longo prazo**. A avaliação é dupla: perícia médica e avaliação social. O assistente social quer saber como a doença afeta sua vida concreta: se você consegue sair de casa, carregar peso, manter uma rotina, usar transporte público.\n\nEm quadros de K57, o que sustenta o BPC não é a crise isolada. É o quadro crônico e complicado: colostomia ou ileostomia definitiva, desnutrição, dor abdominal persistente, incontinência, reinternações frequentes, múltiplas cirurgias. Esse conjunto precisa estar escrito nos laudos, e com projeção de duração superior a 2 anos.\n\nAntes de pedir, você precisa estar inscrito no **CadÚnico**, atualizado nos últimos 24 meses. Sem CadÚnico em dia, o pedido é barrado antes mesmo da perícia. Isso se resolve no CRAS do seu município, levando documentos de todos os moradores da casa e comprovante de endereço.\n\n**Atenção:** o BPC não paga 13º salário e não gera [pensão por morte](https://www.ribeirocavalcante.com.br/pensao-por-morte-2026/) para os seus dependentes. Também é revisto periodicamente. Se a sua situação melhorar ou a renda da família subir, o benefício pode ser suspenso. Já o auxílio-doença e a aposentadoria por incapacidade pagam abono anual.\n\n<a id=\"quando-a-diverticulite-da-direito-a-aposentadoria-por-invalidez\"></a>\n## Quando a diverticulite dá direito à aposentadoria por invalidez?\n\nQuando a incapacidade é **total e permanente**, sem possibilidade de reabilitação para qualquer atividade que garanta seu sustento. A base está nos artigos 42 a 47 da Lei nº 8.213/91. Exige qualidade de segurado e, em regra, as mesmas 12 contribuições de carência do auxílio-doença.\n\nDiverticulite simples raramente chega nesse patamar. O que chega são as sequelas: colectomia extensa com síndrome do intestino curto, ostomia definitiva, fístulas recorrentes, hérnia incisional grande que impede esforço, infecções de repetição, quadro associado a outras doenças graves.\n\nUm ponto que muita gente ignora: a análise não é puramente médica. A jurisprudência admite a chamada **incapacidade social**. Idade avançada, baixa escolaridade e histórico de trabalho braçal pesam na avaliação, porque uma pessoa de 58 anos com ensino fundamental e 30 anos de obra não tem para onde ser reabilitada. Esse argumento costuma ser decisivo na via judicial.\n\nO cálculo mudou com a reforma da Previdência. Hoje a aposentadoria por incapacidade permanente é, em regra, **60% da média de todos os salários de contribuição desde 1994**, mais 2% por cada ano de contribuição que passar de 20 anos (homem) ou 15 anos (mulher). O piso é R$ 1.621,00 e o teto é R$ 8.157,41 em 2026.\n\nExiste uma exceção importante: quando a incapacidade decorre de **acidente de trabalho ou doença ocupacional**, o valor é de 100% da média. Se o seu quadro de K57 se agravou por condições de trabalho (jornada sem pausa para alimentação ou uso de banheiro, por exemplo), isso merece ser discutido tecnicamente, inclusive com emissão de CAT pela empresa.\n\nA mesma lógica de “a doença não basta, a limitação é que decide” vale para outros quadros. Vale comparar com o que escrevemos sobre [como funciona a aposentadoria por invalidez após AVC](https://www.ribeirocavalcante.com.br/beneficios-inss-por-doenca/cid-i69-sequelas-de-avc/), em que o foco também está nas sequelas funcionais, não no diagnóstico.\n\n<a id=\"qual-beneficio-pedir-no-seu-caso-compare-os-tres-caminhos\"></a>\n## Qual benefício pedir no seu caso? Compare os três caminhos\n\nA escolha depende de uma pergunta só: você contribuiu para o INSS? Se sim, o caminho é auxílio-doença ou aposentadoria por incapacidade. Se não, e a renda da família for inferior a R$ 405,25 por pessoa em 2026, o caminho é o BPC/LOAS. Veja o que cada um exige de você.\n\n| O que considerar | Auxílio por incapacidade temporária | BPC/LOAS | Aposentadoria por incapacidade permanente |\n| --- | --- | --- | --- |\n| Precisa ter contribuído? | Sim | Não | Sim |\n| Carência | 12 contribuições | Não existe | 12 contribuições |\n| Tipo de limitação exigida | Temporária, acima de 12 meses | Impedimento de longo prazo (2 anos ou mais) | Total e permanente |\n| Critério de renda familiar | Não | Sim, abaixo de R$ 405,25 por pessoa | Não |\n| Valor em 2026 | 91% da média (R$ 1.621,00 a R$ 8.157,41) | R$ 1.621,00 fixo | 60% da média + 2% por ano extra |\n| Paga 13º? | Sim | Não | Sim |\n| O que exige de você | CNIS em dia + laudo com limitação funcional | CadÚnico atualizado + perícia + avaliação social | Laudos de longo prazo + histórico ocupacional |\n\n**Dica de ouro:** antes de pedir qualquer coisa, baixe o seu extrato do CNIS no aplicativo Meu INSS. Ele mostra todas as contribuições reconhecidas. Se faltam meses que você sabe que trabalhou, resolva isso **antes** da perícia, porque indeferimento por falta de carência não se resolve na sala do perito.\n\n<a id=\"como-comprovar-a-incapacidade-por-k57-na-pericia-do-inss\"></a>\n## Como comprovar a incapacidade por K57 na perícia do INSS?\n\nCom laudo que descreva **limitação funcional**, não apenas diagnóstico. A perícia do INSS dura poucos minutos, muitas vezes entre 10 e 15. Um atestado que diz só “K57.3, afastar 30 dias” não diz ao perito o que você não consegue fazer. E o que o perito não lê, ele não considera.\n\nEsse é o ponto que mais derruba pedidos relacionados a doenças do aparelho digestivo. O médico assistente escreve o diagnóstico porque é isso que a prática clínica pede. Mas o INSS não avalia doença, avalia capacidade laborativa. São duas linguagens diferentes, e o laudo precisa ser traduzido para a segunda.\n\nUm laudo útil para o INSS descreve, de forma expressa:\n\n- CID completo, com o subcódigo (K57.2 com perfuração é muito diferente de K57.3 sem perfuração);\n- data do início da doença e data do início da incapacidade (DID e DII), que não são a mesma coisa;\n- histórico de crises, internações e cirurgias, com datas;\n- o que você **não consegue** fazer: levantar peso, permanecer em pé por horas, manter jornada sem pausas para banheiro, viajar, trabalhar em ambiente sem acesso sanitário;\n- medicação em uso e efeitos colaterais que afetem o trabalho;\n- prognóstico e tempo estimado de afastamento;\n- se há ostomia, descrever os cuidados e a periodicidade das trocas.\n\nLeve também os **exames de imagem** em papel: tomografia de abdome, colonoscopia, relatórios de internação, descrição cirúrgica, resumo de alta. Exame não substitui laudo, mas é o que dá lastro objetivo ao que o médico escreveu. Na sala da perícia, documento que está na pasta em casa não existe.\n\nOutro detalhe: descreva a sua função real, não o cargo. “Auxiliar de serviços gerais” não diz nada. “Carrego sacos de 25 kg por 8 horas, sem banheiro próximo” diz tudo. O perito vai perguntar o que você faz. Essa resposta, dita com clareza, é parte da prova.\n\n**Cuidado:** não minimize os sintomas na perícia por vergonha ou educação. É muito comum a pessoa responder “estou melhorzinho” quando perguntada como está. Essa frase vai para o laudo pericial e pesa contra você. Responda o que é verdade, incluindo o que você deixou de conseguir fazer no último mês.\n\n<a id=\"como-pedir-o-beneficio-pelo-meu-inss-passo-a-passo\"></a>\n## Como pedir o benefício pelo Meu INSS, passo a passo\n\nTodo o pedido é feito online, pelo aplicativo ou site [Meu INSS\r\n\r\n](https://meu.inss.gov.br), com login gov.br. Não é preciso ir a uma agência para protocolar. O prazo legal de análise é de até 30 dias para o pedido administrativo, contado do protocolo, embora na prática a espera pela perícia possa ser maior.\n\nO caminho concreto:\n\n- Acesse o Meu INSS e faça login com a conta gov.br (nível prata ou ouro, para evitar bloqueios);\n- toque em “Novo pedido” e busque **“Benefício por Incapacidade”** (para auxílio-doença e aposentadoria por incapacidade) ou **“Benefício Assistencial à Pessoa com Deficiência”** (BPC);\n- confirme seus dados e informe a data em que parou de trabalhar;\n- anexe os documentos em PDF ou foto legível: atestados, laudos, exames, relatório de alta;\n- agende a perícia médica na unidade disponível e **anote o número do protocolo**;\n- compareça com os documentos **originais em papel**, mesmo tendo anexado tudo;\n- acompanhe o resultado em “Consultar pedidos”. A carta de concessão ou de indeferimento aparece ali para download.\n\nDocumentos que você precisa reunir:\n\n- RG e CPF;\n- carteira de trabalho ou carnês de contribuição;\n- laudos e atestados médicos detalhados, com assinatura, CRM e data recente;\n- exames (tomografia, colonoscopia), relatórios de internação e descrição cirúrgica;\n- comprovante de residência;\n- para BPC: CadÚnico atualizado e comprovantes de renda de todos os moradores;\n- para quem é empregado: declaração da empresa sobre a função exercida.\n\nExiste ainda a possibilidade de análise documental sem perícia presencial em algumas situações, pelo chamado Atestmed, quando o atestado preenche requisitos de forma. Mas atenção: ele tem limite de duração de benefício e exige atestado com informações completas, incluindo CID e prazo de afastamento. Atestado rasurado ou sem assinatura legível é rejeitado de plano.\n\nAntes de protocolar, tenha em mãos três peças: o **laudo médico detalhado com limitação funcional**, o **extrato do CNIS** e, se já houve pedido anterior, a **carta de indeferimento**. O erro que mais derruba pedidos de K57 é o laudo genérico, que informa o diagnóstico e o tempo de afastamento mas não diz uma palavra sobre o que a pessoa deixou de conseguir fazer. Se quiser, nossa equipe pode ler esses documentos e apontar o que está faltando antes de você gastar uma perícia.\n\nFale agora com um advogado especialista\n[ Falar com Advogado no WhatsApp](https://www.ribeirocavalcante.com.br/ads/wpp.html)\n\n<a id=\"o-inss-negou-o-beneficio-o-que-fazer-agora\"></a>\n## O INSS negou o benefício: o que fazer agora?\n\nVocê tem duas vias. A primeira é o **recurso administrativo** ao Conselho de Recursos da Previdência Social, com prazo de **30 dias** contados da ciência da decisão, protocolado pelo próprio Meu INSS. A segunda é a **ação judicial**, que não depende de esgotar o recurso administrativo.\n\nO primeiro passo é ler a carta de indeferimento, não o resumo da tela. Ela traz o motivo exato. As frases mais comuns são “não foi constatada incapacidade laborativa”, “não cumprida a carência”, “perda da qualidade de segurado” e, no BPC, “renda per capita superior ao limite legal”. Cada uma dessas frases pede uma estratégia diferente.\n\n- **Negado por falta de incapacidade:** aqui a disputa é de prova médica. Recurso com laudo novo e mais detalhado faz sentido. No Judiciário, haverá perícia por médico nomeado pelo juiz, independente do INSS;\n- **Negado por carência:** verifique o CNIS. Vínculos antigos sem registro, períodos de contribuinte individual não lançados e trabalho rural podem ser comprovados e somados;\n- **Negado por perda de qualidade de segurado:** muitas vezes a pessoa estava em período de graça e o sistema não considerou. Comprovante de desemprego e registro no sistema de emprego ajudam a estender esse prazo;\n- **BPC negado por renda:** a jurisprudência admite excluir da conta gastos comprovados com tratamento e medicação, além de outros benefícios de um salário mínimo recebidos por idoso ou pessoa com deficiência na mesma casa.\n\n**Lembre-se:** se você continua incapaz, não deixe o tempo passar sem nenhum pedido. É possível protocolar novo requerimento com documentação médica atualizada enquanto o recurso corre. Ficar meses parado só aumenta o risco de perder a qualidade de segurado e cair fora do sistema.\n\nUma observação de quem acompanha esses processos: entre o pedido e a decisão final costuma aparecer uma segunda exigência de documentos, muitas vezes por carta ou aviso no aplicativo. É nesse ponto que boa parte das pessoas desiste, achando que já foi negado. Não é negativa. É etapa. A regra do processo administrativo federal é dar oportunidade de complementar.\n\nVale conhecer a [Lei nº 8.213/91 no portal do Planalto](https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l8213cons.htm) e consultar a jurisprudência consolidada no [site do Superior Tribunal de Justiça](https://www.stj.jus.br) sobre incapacidade e critério de renda do BPC. São as duas bases que sustentam quase todo pedido nessa matéria.\n\n<a id=\"perguntas-frequentes-sobre-cid-k57-e-beneficios-do-inss\"></a>\n## Perguntas Frequentes sobre CID K57 e benefícios do INSS\n\n<a id=\"posso-ser-demitido-enquanto-recebo-auxilio-doenca-por-diverticulite\"></a>\n### Posso ser demitido enquanto recebo auxílio-doença por diverticulite?\n\nNão. Durante o recebimento do auxílio por incapacidade temporária o contrato de trabalho fica suspenso, e a demissão nesse período é inválida. A estabilidade de 12 meses após a alta, prevista na Lei nº 8.213/91, só existe quando o benefício é acidentário (código B91), ou seja, quando a doença tem relação com o trabalho. Na diverticulite comum, classificada como benefício previdenciário (B31), não há essa estabilidade automática. Por isso é relevante discutir se houve agravamento por condições laborais e se cabe emissão de CAT pela empresa.\n\n<a id=\"preciso-de-advogado-para-pedir-o-beneficio-no-inss\"></a>\n### Preciso de advogado para pedir o benefício no INSS?\n\nPara o pedido administrativo, não. Qualquer pessoa pode protocolar sozinha pelo Meu INSS, sem custo. O advogado se torna importante em três situações: quando houve indeferimento, quando o CNIS tem lacunas que precisam ser comprovadas, e quando o caso vai para o Judiciário, onde a representação é obrigatória nas instâncias superiores. Em pedido simples, com carência cumprida e laudo bem feito, muita gente resolve só. Quando a negativa já veio, aí a análise técnica da carta de indeferimento faz diferença real.\n\n<a id=\"quem-recebe-bpc-pode-trabalhar-de-carteira-assinada\"></a>\n### Quem recebe BPC pode trabalhar de carteira assinada?\n\nPode, com consequências. A lei prevê que o BPC fique suspenso, não cancelado, quando a pessoa com deficiência exerce atividade remunerada. Se o trabalho terminar, é possível pedir a reativação sem passar por toda a análise novamente, desde que os requisitos continuem presentes. Também existe a regra do aprendiz, que permite acumular por período limitado. O que não se pode fazer é trabalhar sem comunicar ao INSS: a detecção posterior gera cobrança de valores recebidos indevidamente.\n\n<a id=\"recebo-auxilio-doenca-e-o-beneficio-foi-cessado-posso-pedir-prorrogacao\"></a>\n### Recebo auxílio-doença e o benefício foi cessado. Posso pedir prorrogação?\n\nSim. Chama-se Pedido de Prorrogação (PP) e deve ser feito nos **15 dias finais** antes da data de cessação do benefício (a DCB que consta na carta). Se o prazo passou, não existe mais prorrogação: o caminho é um novo requerimento. Se a prorrogação for negada, cabe Pedido de Reconsideração (PR) em 30 dias. Esse controle de datas é o que mais causa prejuízo, porque perder a janela dos 15 dias significa interromper o pagamento e começar tudo de novo.\n\n<a id=\"quem-e-mei-ou-autonomo-tem-direito-a-auxilio-doenca-por-k57\"></a>\n### Quem é MEI ou autônomo tem direito a auxílio-doença por K57?\n\nTem, se estiver com as contribuições em dia. O MEI contribui mensalmente pelo DAS e, cumprida a carência de 12 meses, tem direito ao benefício no valor de um salário mínimo, R$ 1.621,00 em 2026. O contribuinte individual que paga por GPS precisa checar se recolheu sobre a alíquota correta, porque recolhimento de 11% pelo plano simplificado limita o valor ao piso. Guias atrasadas pagas depois do início da incapacidade, em regra, não contam para a carência.\n\n<a id=\"o-inss-pode-pedir-que-eu-faca-cirurgia-para-liberar-o-beneficio\"></a>\n### O INSS pode pedir que eu faça cirurgia para liberar o benefício?\n\nNão. A Lei nº 8.213/91 é expressa: o segurado é obrigado a submeter-se a exames e tratamentos, mas **tratamento cirúrgico e transfusão de sangue são facultativos**. Recusar uma colectomia ou uma cirurgia de urgência eletiva não pode ser usado como motivo de indeferimento ou cessação. Se a carta de negativa trouxer esse fundamento, ele é frágil e merece recurso. O que o INSS pode exigir é que você siga tratamento clínico e compareça a processo de reabilitação profissional quando indicado.\n\n<a id=\"cid-k57-como-garantir-seu-direito-ao-afastamento-e-ao-beneficio\"></a>\n## CID K57: Como Garantir seu Direito ao Afastamento e ao Benefício\n\nComece pelo que está na sua mão hoje. Separe, em ordem: o laudo médico mais recente, os exames de imagem e relatórios de internação, o extrato do CNIS baixado no Meu INSS e, se houver, a carta de indeferimento. Se a negativa veio por escrito, ela é a peça mais importante do conjunto, porque é nela que está o motivo exato que precisa ser atacado.\n\nDepois, volte ao seu médico com um pedido específico: que o laudo descreva a **limitação funcional**, as datas de início de doença e de incapacidade, o histórico de crises e cirurgias, e o tempo estimado de afastamento. Esse único ajuste muda a conversa na perícia. Se o caso for de renda baixa sem contribuição, o primeiro endereço é o CRAS, para atualizar o CadÚnico.\n\nSe quiser conferir se o caminho escolhido é o certo, mande uma mensagem com esses documentos. O que acontece em concreto: a gente lê o laudo e o CNIS, diz se o caso tem base legal, aponta qual dos três benefícios se aplica e qual documento ainda está faltando, antes de qualquer contratação. Se você quer entender o panorama completo, veja também nossos textos sobre [auxílio-doença na doença de Parkinson](https://www.ribeirocavalcante.com.br/beneficios-inss-por-doenca/cid-g20-doenca-de-parkinson/) e o guia geral de [benefícios do INSS por doença](https://www.ribeirocavalcante.com.br/beneficios-inss-por-doenca/).\n\nFale agora com um advogado especialista\n[ Falar com Advogado no WhatsApp](https://www.ribeirocavalcante.com.br/ads/wpp.html)",
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            "name": "inss negou auxílio-doença o que fazer",
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    "faq": [
        {
            "question": "CID K57 dá direito a auxílio-doença?",
            "answer": "Não de forma automática. O benefício depende da perícia reconhecer incapacidade para a sua atividade específica, o que é mais comum em quadros com crises repetidas, cirurgia, colostomia ou complicações como abscesso e fístula."
        },
        {
            "question": "Quantos dias de afastamento a diverticulite dá?",
            "answer": "Até 15 dias de atestado quem paga é a empresa; a partir do 16º dia o pedido vai para o INSS. O prazo final é fixado pelo perito conforme a gravidade e a recuperação pós-cirúrgica."
        },
        {
            "question": "Quem nunca contribuiu pode receber benefício com CID K57?",
            "answer": "Pode pleitear o BPC/LOAS se a diverticulite gerar impedimento de longo prazo (dois anos ou mais) e a renda familiar por pessoa for inferior a 1/4 do salário mínimo, com CadÚnico atualizado no CRAS."
        },
        {
            "question": "Quais documentos levar à perícia do INSS por diverticulite?",
            "answer": "Leve laudo médico com CID, data de início da doença e da incapacidade, relatórios de internação e cirurgia, colonoscopia, tomografia, receitas de uso contínuo e carteira de trabalho ou declaração da função exercida."
        },
        {
            "question": "O INSS negou o benefício por diverticulite, o que fazer?",
            "answer": "Você pode apresentar recurso administrativo à Junta de Recursos em até 30 dias ou ingressar com ação judicial. Em ambos os casos vale reforçar o laudo com a descrição das limitações funcionais, não só o diagnóstico."
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            "text": "CID K57 dá direito a auxílio-doença automaticamente?",
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            "text": "Quem nunca contribuiu pode receber BPC/LOAS por diverticulite?",
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            "text": "Quando a diverticulite dá direito à aposentadoria por invalidez?",
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            "text": "Qual benefício pedir no seu caso? Compare os três caminhos",
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            "text": "Como comprovar a incapacidade por K57 na perícia do INSS?",
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            "text": "Posso ser demitido enquanto recebo auxílio-doença por diverticulite?",
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            "text": "Preciso de advogado para pedir o benefício no INSS?",
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            "text": "Quem recebe BPC pode trabalhar de carteira assinada?",
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            "text": "Recebo auxílio-doença e o benefício foi cessado. Posso pedir prorrogação?",
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