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    "title": "CID L40 dá Direito a Auxílio-Doença? Como Pedir em 2026",
    "excerpt": "Psoríase grave com CID L40 dá direito a auxílio-doença, BPC ou aposentadoria? Veja o que provar na perícia do INSS e o que fazer se negaram em 2026.",
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    "content_markdown": "Você recebeu um atestado com o código CID L40 (psoríase), as lesões voltaram com força, o tratamento não segura mais as crises e o INSS negou seu pedido dizendo que “não foi constatada incapacidade”. Se isso aconteceu com você, entenda o ponto que muda tudo: o INSS não concede benefício por diagnóstico. Ele concede por **incapacidade**. Ter psoríase grave, mesmo nas formas mais severas, não gera direito automático a nada.\n\nEssa é a crença errada que faz a maioria das pessoas perder o benefício. Elas chegam na perícia com um atestado escrito “psoríase, CID L40, afastar por 30 dias” e nada mais. O perito lê, examina a pele, marca “apto” e o processo acaba ali. O que faltava não era doença. Faltava a **descrição da limitação funcional**: o que exatamente você não consegue mais fazer no seu trabalho.\n\nLeia também:\n[Benefícios do INSS por Doença: Como Pedir em 2026](https://www.ribeirocavalcante.com.br/beneficios-inss-por-doenca/)\n\nExistem três caminhos possíveis, e cada um tem exigências diferentes. O auxílio por incapacidade temporária (o antigo [auxílio-doença](https://www.ribeirocavalcante.com.br/auxilio-doenca/)) exige que você seja segurado do INSS. A aposentadoria por incapacidade permanente exige incapacidade total e definitiva. E o BPC/LOAS, previsto na Lei 8.742/93, não exige nenhuma contribuição, mas exige renda familiar baixíssima e impedimento de longo prazo.\n\nNeste texto você vai ver o que precisa constar no laudo, quais documentos separar, como funciona a perícia e o que fazer quando a negativa chega. Se quiser o panorama completo dos [benefícios do INSS por doença em 2026](https://www.ribeirocavalcante.com.br/beneficios-inss-por-doenca/), o guia do cluster explica as regras gerais de cada um.\n\n<a id=\"psoriase-grave-cid-l40-da-direito-a-auxilio-doenca\"></a>\n## Psoríase grave (CID L40) dá direito a auxílio-doença?\n\nPode dar, se ficarem provados três pontos: incapacidade para o seu trabalho, [qualidade de segurado](https://www.ribeirocavalcante.com.br/qualidade-segurado-periodo-de-graca/) e [carência](https://www.ribeirocavalcante.com.br/carencia-inss-guia-completo/) de 12 contribuições mensais, conforme os artigos 59 e 60 da Lei 8.213/91. O valor é 91% da média dos salários de contribuição, com piso de R$ 1.621,00 ([salário mínimo](https://www.ribeirocavalcante.com.br/salario-minimo-em-2025/) de 2026) e teto de R$ 1.621,00.\n\nLeia também:\n[Mieloma Múltiplo no INSS: Auxílio e Aposentadoria 2026](https://www.ribeirocavalcante.com.br/beneficios-inss-por-doenca/cid-c90-mieloma-multiplo/)\n\nQualidade de segurado significa estar “dentro” do sistema. Quem trabalha com carteira assinada está. Quem contribui como autônomo ou MEI em dia também. Quem parou de contribuir mantém a proteção por um período chamado [período de graça](https://www.ribeirocavalcante.com.br/qualidade-segurado-periodo-de-graca/), que costuma ser de 12 meses depois da última contribuição, podendo se estender em algumas situações previstas na lei.\n\nA carência de 12 meses tem uma exceção pouco conhecida: quando a incapacidade decorre de acidente de qualquer natureza ou de doença listada em ato conjunto dos Ministérios competentes, ela é dispensada. A psoríase não figura nessa lista. Ou seja: se você contribuiu 5 meses e a crise incapacitou, o pedido tende a ser negado por falta de carência, mesmo com laudo excelente.\n\nNa prática, as formas que mais convencem o perito são aquelas em que a limitação é visível e mensurável. Psoríase pustulosa generalizada (L40.1), com internações e crises febris. Psoríase palmoplantar (L40.3), que rompe a pele das mãos e dos pés e impede preensão, uso de calçado de segurança e permanência em pé. E artropatia psoriásica (L40.5), em que a dor e a rigidez articular limitam andar, subir escada e carregar peso.\n\n**Exemplo prático:** imagine um cozinheiro segurado com placas extensas e fissuras nas mãos, que trabalha em ambiente quente e úmido e precisa manipular alimentos. Se a média dos salários de contribuição dele for R$ 2.400,00, o auxílio sairia por volta de R$ 2.184,00 (91% da média), respeitada a trava legal da média dos 12 últimos salários.\n\nRepare no detalhe: não é a psoríase em si que incapacita, é o encontro dela com a atividade. O mesmo quadro que impede o cozinheiro pode não impedir um analista que trabalha sentado. Por isso o laudo precisa falar da *sua* função, com o nome dela escrito.\n\n<a id=\"e-se-eu-nao-contribuo-para-o-inss-como-funciona-o-bpc-loas-na-psoriase\"></a>\n## E se eu não contribuo para o INSS? Como funciona o BPC/LOAS na psoríase\n\nQuem nunca contribuiu ou perdeu a qualidade de segurado pode pedir o BPC/LOAS, benefício assistencial de um salário mínimo (R$ 1.621,00 em 2026), previsto no art. 203, V, da Constituição e na Lei 8.742/93. Exige renda familiar per capita de até 1/4 do salário mínimo, ou seja, R$ 405,25 por pessoa, e impedimento de longo prazo de no mínimo 2 anos.\n\nDuas diferenças importantes em relação ao auxílio-doença. Primeira: o BPC não paga 13º salário e não gera [pensão por morte](https://www.ribeirocavalcante.com.br/pensao-por-morte-2026/) para a família. Segunda: aqui não se fala em “incapacidade para o trabalho” e sim em **impedimento de longo prazo**, que é a barreira física, mental, intelectual ou sensorial que, em interação com o ambiente, limita sua participação plena na sociedade.\n\nPara o BPC, a avaliação é dupla: passa por perícia médica **e** por avaliação social do INSS. A assistente social vai perguntar como você se veste, se consegue calçar sapato, se sai de casa, se sofre constrangimento pelas lesões visíveis, se depende de alguém para higiene e curativos. Responda com a realidade dos dias ruins, não com a média otimista.\n\nAntes de tudo isso, é obrigatório estar com o **Cadastro Único (CadÚnico)** atualizado no CRAS do seu município. Sem CadÚnico válido, o sistema simplesmente não deixa concluir o requerimento. Esse é um travamento burocrático que atrasa meses.\n\n**Importante:** a conta da renda per capita soma o que entra na casa e divide pelo número de moradores do grupo familiar. Se três pessoas moram juntas e a renda total é R$ 1.300,00, a per capita fica em cerca de R$ 405,25, acima do limite de R$ 405,25. Nesses casos limítrofes, gastos altos e contínuos com medicação e tratamento podem ser levados à Justiça para discutir a miserabilidade.\n\n<a id=\"quando-a-psoriase-vira-aposentadoria-por-incapacidade-permanente\"></a>\n## Quando a psoríase vira aposentadoria por incapacidade permanente?\n\nA aposentadoria por incapacidade permanente (antiga [aposentadoria por invalidez](https://www.ribeirocavalcante.com.br/aposentadoria-por-invalidez/)) exige incapacidade total e insuscetível de reabilitação para qualquer atividade que garanta seu sustento. Desde a Reforma da Previdência (EC 103/2019), o valor é 60% da média de todos os salários de contribuição, mais 2% por ano que exceder 20 anos de contribuição (15 para mulheres).\n\nNa psoríase, esse cenário aparece nos casos refratários: a pessoa já passou por tratamentos tópicos, fototerapia, imunossupressores e imunobiológicos, com crises que retornam e internações repetidas. Ou nos casos de artropatia psoriásica avançada, com deformidade articular e perda funcional consolidada. Aqui o argumento não é “não melhora”, é “já se tentou tudo e a limitação permaneceu”.\n\nExiste um caminho intermediário que muita gente ignora: a **reabilitação profissional**. Se você não pode mais exercer sua função, mas poderia exercer outra, o INSS deve encaminhar para reabilitação e manter o benefício até a conclusão. Alguns segurados recebem alta pura e simples quando o correto seria esse encaminhamento. É um ponto de discussão frequente.\n\nTambém vale saber que a lei prevê acréscimo de 25% no valor da aposentadoria por incapacidade permanente quando o beneficiário precisa da assistência permanente de outra pessoa. É situação excepcional na psoríase isolada, mas pode ocorrer em quadros com comprometimento articular grave associado. A lógica é a mesma discutida nos casos de [aposentadoria por invalidez por sequelas de AVC](https://www.ribeirocavalcante.com.br/beneficios-inss-por-doenca/cid-i69-sequelas-de-avc/).\n\nIdade, escolaridade e histórico profissional pesam. A jurisprudência dos tribunais federais reconhece a chamada incapacidade social: alguém com 58 anos, ensino fundamental incompleto e vida inteira em serviço braçal dificilmente será realocado no mercado. Esse argumento precisa estar no pedido, com carteira de trabalho anexada, não só no laudo médico.\n\n<a id=\"o-que-trava-o-pedido-o-laudo-que-so-escreve-cid-l40\"></a>\n## O que trava o pedido: o laudo que só escreve “CID L40”\n\nO erro que mais derruba pedidos por psoríase é o atestado genérico. Um papel de três linhas com “paciente portador de psoríase, CID L40, necessita afastamento por 60 dias” não prova incapacidade. A perícia do INSS dura poucos minutos, e o perito decide com o que está escrito. Laudo sem descrição funcional equivale, na prática, a laudo inexistente.\n\nUm laudo que sustenta o pedido costuma trazer:\n\n- CID específico (L40.0, L40.1, L40.3, L40.5) e, na artropatia, os códigos musculoesqueléticos associados\n- Extensão das lesões e área corporal acometida, com localização (mãos, pés, tronco, couro cabeludo)\n- Índices clínicos objetivos usados pelo dermatologista para medir gravidade\n- Histórico de tratamentos já tentados e a resposta a cada um, incluindo imunossupressores e imunobiológicos\n- Internações, atendimentos de urgência e datas das crises\n- Comorbidades: artrite psoriásica, quadro depressivo, doenças metabólicas associadas\n- **A limitação funcional concreta**: não pode ficar em pé por mais de X minutos, não consegue preensão firme, não pode usar EPI, não pode ter contato com produtos químicos, calor ou umidade\n- A relação expressa com a sua função, com o nome do cargo escrito no laudo\n- Prognóstico: doença crônica, evolução por crises, previsão de retorno ou não\n\n**Dica de ouro:** leve fotos datadas das lesões nas fases de crise. Psoríase melhora e piora. Se a perícia cair num período de remissão parcial, o registro fotográfico das crises anteriores, junto com receitas e notas de compra de medicação, é o que mostra o quadro real ao longo do tempo.\n\nOutro ponto que enfraquece o pedido é o vazio no prontuário. Quem se automedica, compra pomada na farmácia e não vai à consulta chega à perícia sem histórico. A linha do tempo do adoecimento (início dos sintomas, piora, tratamentos, afastamentos) é montada com papel: guias, receitas, exames, atestados de trabalho.\n\n<a id=\"o-que-o-inss-alega-para-negar-e-como-responder\"></a>\n## O que o INSS alega para negar (e como responder)\n\nA negativa mais comum em psoríase é a de doença preexistente à filiação, com base no art. 59, §1º, da Lei 8.213/91. Mas o mesmo artigo garante o benefício quando a incapacidade decorre de **progressão ou agravamento** da doença depois do ingresso no INSS. É exatamente o que acontece numa doença crônica que evolui por crises.\n\nVale conhecer a versão forte do argumento contrário, porque ela não é absurda. O INSS diz: a psoríase é doença crônica de curso variável, tratável, e a maioria das pessoas diagnosticadas segue trabalhando; conceder benefício por diagnóstico transformaria o CID L40 em passaporte automático, o que a lei não autoriza. Está certo nessa parte. Por isso a resposta não é “tenho psoríase”, é “tenho esta limitação, nesta função, comprovada por estes documentos”.\n\nOutras alegações que aparecem na comunicação de decisão do INSS:\n\n- **“Não constatada incapacidade laborativa”**: o perito viu a doença, mas não viu limitação descrita. Aqui a saída é recurso com laudo complementar detalhado.\n- **“Ausência de qualidade de segurado”**: você já estava fora do período de graça na data do início da incapacidade. Vale checar vínculos não lançados no CNIS.\n- **“Carência não cumprida”**: menos de 12 contribuições. Confira se há períodos antigos, contribuições como autônomo ou tempo rural que não constam.\n- **“Renda per capita superior ao limite”** (BPC): recontar o grupo familiar e discutir gastos com saúde.\n\nUma observação de quem lida com esses pedidos no dia a dia: boa parte das negativas por “ausência de incapacidade” não vem de má vontade do perito, vem de silêncio no documento. Quando o relatório médico descreve o gesto que a pessoa não consegue mais fazer, a conversa muda de patamar.\n\n<a id=\"auxilio-doenca-bpc-ou-aposentadoria-qual-exige-o-que-de-voce\"></a>\n## Auxílio-doença, BPC ou aposentadoria: qual exige o quê de você\n\nA escolha não é livre: ela depende da sua situação contributiva e da renda da sua casa. Quem contribui e tem 12 meses de carência pede auxílio por incapacidade temporária. Quem nunca contribuiu e tem renda per capita de até R$ 405,25 pede BPC. Veja o que cada caminho cobra de você:\n\n[\n\n![CID L40: psoríase grave dá auxílio-doença?](https://cdn.ribeirocavalcante.com.br/web-stories/poster-cid-l40-psoriase-grave-da-aux-1788805019.webp)\n\n](https://www.ribeirocavalcante.com.br/web-stories/cid-l40-psoriase-grave-auxilio-doenca-2026/)\n\n⚡ Web Story\n[CID L40: psoríase grave dá auxílio-doença?](https://www.ribeirocavalcante.com.br/web-stories/cid-l40-psoriase-grave-auxilio-doenca-2026/)\n[Ver história visual ›](https://www.ribeirocavalcante.com.br/web-stories/cid-l40-psoriase-grave-auxilio-doenca-2026/)\n\n\n| Critério | Auxílio por incapacidade temporária | BPC/LOAS | Incapacidade permanente |\n| --- | --- | --- | --- |\n| Precisa ter contribuído? | Sim, 12 meses de carência | Não | Sim, 12 meses (regra geral) |\n| Limite de renda familiar? | Não | Sim, até R$ 405,25 por pessoa | Não |\n| Valor em 2026 | 91% da média (piso R$ 1.621,00, teto R$ 8.157,41) | R$ 1.621,00 fixo | 60% da média + 2% por ano acima de 20 (15 para mulher) |\n| Tem 13º salário? | Sim | Não | Sim |\n| O que precisa provar | Incapacidade temporária para a sua função | Impedimento de longo prazo (2 anos+) e baixa renda | Incapacidade total e definitiva para qualquer trabalho |\n| Etapa extra no pedido | Perícia médica | CadÚnico + perícia + avaliação social | Perícia médica e, às vezes, reabilitação prévia |\n| Gera pensão por morte? | Não se aplica | Não | Sim |\n\n**Atenção:** não dá para acumular BPC com auxílio-doença ou aposentadoria. E quem recebe BPC e volta a trabalhar formalmente pode ter direito ao auxílio-inclusão, equivalente a 50% do benefício, ou seja, R$ 810,50 em 2026, dentro das condições da Lei 14.176/2021.\n\n<a id=\"como-pedir-o-beneficio-pelo-meu-inss-passo-a-passo\"></a>\n## Como pedir o benefício pelo Meu INSS: passo a passo\n\nO pedido é feito pelo [Meu INSS\r\n\r\n](https://meu.inss.gov.br) ou pelo telefone 135, sem precisar ir à agência para protocolar. Depois de agendada a perícia, o comparecimento é presencial. Guarde o número do protocolo: é por ele que você acompanha a situação e conta prazos.\n\n**Cuidado:** não deixe passar a data da perícia. Faltar sem justificativa faz o requerimento ser arquivado, e você terá que começar tudo de novo, o que pode empurrar a data de início do benefício para frente e fazer você perder meses de pagamento retroativo.\n\nOrdem prática:\n\n- **1.** Entre no Meu INSS com a conta gov.br. Se for BPC, atualize antes o CadÚnico no CRAS.\n- **2.** Busque “Benefício por Incapacidade” (para auxílio-doença/aposentadoria) ou “Benefício Assistencial à Pessoa com Deficiência” (BPC).\n- **3.** Anexe os documentos em PDF ou foto legível, um a um. Documento cortado ou ilegível costuma ser ignorado.\n- **4.** Confira a data e o local da perícia na aba de agendamentos e imprima o comprovante.\n- **5.** Vá à perícia com os originais na mão, não só cópias.\n- **6.** Acompanhe o resultado pelo protocolo. Se negado, baixe a comunicação de decisão: ela traz o motivo exato do indeferimento.\n\nDocumentos para separar:\n\n- RG, CPF e comprovante de residência\n- Carteira de trabalho e/ou carnês e guias de contribuição (GPS)\n- Extrato do CNIS, que você tira no próprio Meu INSS\n- Laudo médico detalhado, recente, com CID específico e limitação funcional\n- Relatório do dermatologista e, se houver artropatia, do reumatologista\n- Exames, biópsias, prontuário, resumos de internação\n- Receitas e notas fiscais de medicação, especialmente imunobiológicos\n- Atestados usados para faltar ao trabalho e comprovantes de afastamento pela empresa\n- Para BPC: comprovante de CadÚnico e declaração de renda de todos os moradores\n\nSe a negativa vier, cabe recurso administrativo à Junta de Recursos do INSS no prazo de **30 dias** contados da ciência da decisão. Não é obrigatório recorrer administrativamente antes de ir à Justiça: a negativa administrativa já basta para ajuizar ação. Em muitos casos, com laudo novo em mãos, o caminho judicial é o mais direto, porque a perícia judicial é feita por médico nomeado pelo juiz.\n\nAntes de recorrer, tenha três papéis em mãos: a **comunicação de decisão do INSS** (com o motivo escrito do indeferimento), o **laudo médico com descrição da limitação funcional** e o **extrato do CNIS**. O erro que mais derruba recurso é insistir no mesmo atestado genérico que já foi rejeitado, sem acrescentar nada novo sobre o que você não consegue fazer no trabalho. Se quiser, nossa equipe faz a leitura desses documentos e aponta o que está faltando antes de você protocolar.\n\nFale agora com um advogado especialista\n[ Falar com Advogado no WhatsApp](https://www.ribeirocavalcante.com.br/ads/wpp.html)\n\n<a id=\"perguntas-frequentes-sobre-cid-l40-e-beneficios-do-inss\"></a>\n## Perguntas frequentes sobre CID L40 e benefícios do INSS\n\n<a id=\"posso-ser-demitido-por-causa-da-psoriase\"></a>\n### Posso ser demitido por causa da psoríase?\n\n[Demissão sem justa causa](https://www.ribeirocavalcante.com.br/demissao-sem-justa-causa-direitos/) é permitida, mas se ficar demonstrado que a dispensa ocorreu por causa da doença, ela pode ser considerada discriminatória. A Lei 9.029/95 e a jurisprudência do [Tribunal Superior do Trabalho](https://www.tst.jus.br) tratam do tema, admitindo reintegração ou indenização em casos de doença estigmatizante. Psoríase com lesões visíveis pode se encaixar nessa discussão, dependendo da prova. Guarde e-mails, mensagens, comentários de chefia e o histórico de atestados entregues à empresa antes da dispensa. Enquanto você recebe auxílio-doença, o contrato fica suspenso e a demissão não pode ocorrer.\n\n<a id=\"os-primeiros-15-dias-de-afastamento-quem-paga\"></a>\n### Os primeiros 15 dias de afastamento quem paga?\n\nPara o empregado com carteira assinada, os primeiros 15 dias de afastamento são pagos pela empresa, e o INSS assume a partir do 16º dia, conforme a Lei 8.213/91. Por isso o pedido ao INSS só faz sentido quando o afastamento passa desses 15 dias. Um detalhe que gera confusão: se você se afastar por 10 dias, voltar e se afastar de novo pela mesma doença dentro de 60 dias, os períodos podem ser somados. Já contribuintes individuais e MEI podem pedir desde o primeiro dia de incapacidade.\n\n<a id=\"o-beneficio-vai-ser-cortado-sem-aviso-o-que-e-a-alta-programada\"></a>\n### O benefício vai ser cortado sem aviso? O que é a alta programada?\n\nSim, o INSS costuma fixar uma data de cessação já na concessão, a chamada alta programada (DCB). Quando essa data chega, o pagamento simplesmente para. Se você continua incapaz, precisa pedir prorrogação nos **15 dias anteriores** à cessação, pelo Meu INSS, na opção “Pedido de Prorrogação”. Perdido esse prazo, o caminho é novo requerimento, com nova perícia e possível intervalo sem receber. Anote a DCB no celular com alarme: essa data é o ponto onde mais gente perde o benefício por desatenção.\n\n<a id=\"posso-trabalhar-recebendo-auxilio-doenca-por-psoriase\"></a>\n### Posso trabalhar recebendo auxílio-doença por psoríase?\n\nNão na atividade que gerou o afastamento. Se o INSS constatar que você exerceu a mesma função durante o benefício, pode cessar o pagamento e cobrar os valores recebidos. Existe uma situação distinta: quem tem mais de um vínculo pode receber benefício em relação a um deles e continuar no outro, se a incapacidade for específica. É um cenário que exige análise dos dois contratos e das exigências físicas de cada função, porque o INSS tende a interpretar qualquer atividade registrada como sinal de capacidade.\n\n<a id=\"quanto-tempo-demora-a-analise-e-cabe-pedido-de-urgencia\"></a>\n### Quanto tempo demora a análise e cabe pedido de urgência?\n\nO INSS tem prazos administrativos para concluir requerimentos, mas na prática a espera varia muito conforme a fila de perícias da região. Quando o atraso é excessivo, é possível ir à Justiça pedir a análise. No processo judicial, o juiz pode conceder tutela de urgência (liminar), determinando o pagamento antes da sentença, quando há laudo consistente e risco à subsistência. Ações previdenciárias até 60 salários mínimos, R$ 97.260,00 em 2026, correm nos Juizados Especiais Federais, que costumam ser mais rápidos.\n\n<a id=\"psoriase-conta-como-deficiencia-para-aposentadoria-da-pessoa-com-deficiencia\"></a>\n### Psoríase conta como deficiência para aposentadoria da pessoa com deficiência?\n\nPode contar, em casos graves com limitação funcional duradoura. A Lei Complementar 142/2013 criou a aposentadoria da pessoa com deficiência, com redução de tempo de contribuição conforme o grau (leve, moderado ou grave), avaliado por perícia médica e social do INSS. É diferente da aposentadoria por incapacidade: aqui você continua trabalhando, apenas se aposenta mais cedo. Vale investigar quando a psoríase é acompanhada de artropatia psoriásica com comprometimento articular consolidado e a pessoa já tem longo histórico contributivo.\n\n<a id=\"como-garantir-seus-direitos-no-cid-l40-sem-perder-tempo\"></a>\n## Como garantir seus direitos no CID L40 sem perder tempo\n\nComece hoje pelo que é físico. Separe em uma pasta: documento com foto, CNIS impresso do Meu INSS, laudo do dermatologista com CID específico e descrição do que você não consegue mais fazer, receitas e notas dos medicamentos, e todos os atestados entregues à empresa. Se o INSS já negou, a comunicação de decisão é a peça mais importante do conjunto, porque é ela que diz o motivo exato e define a estratégia.\n\nDepois, marque uma consulta pedindo ao médico um relatório funcional, não um atestado de três linhas. Leve por escrito a lista de tarefas do seu trabalho: pegar peso, ficar em pé, usar luva, ter contato com calor, produto químico ou água. É o cruzamento entre a doença e essas tarefas que o perito precisa ler. O mesmo raciocínio se aplica a outras doenças crônicas, como se vê nos pedidos de [auxílio-doença por doença de Parkinson](https://www.ribeirocavalcante.com.br/beneficios-inss-por-doenca/cid-g20-doenca-de-parkinson/).\n\nSe quiser uma leitura técnica antes de decidir, mande mensagem com esses documentos. A gente diz se o caso tem base legal, qual dos três caminhos (auxílio, BPC ou aposentadoria) se encaixa na sua situação contributiva e o que precisa ser reforçado, antes de qualquer contratação. Se faltar documento, dizemos qual buscar e onde.\n\nFale agora com um advogado especialista\n[ Falar com Advogado no WhatsApp](https://www.ribeirocavalcante.com.br/ads/wpp.html)",
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    "faq": [
        {
            "question": "CID L40 dá direito a auxílio-doença automaticamente?",
            "answer": "Não. O diagnóstico de psoríase isolado não gera benefício. É necessário demonstrar que as lesões, dores ou crises impedem o exercício da sua atividade específica, além de manter qualidade de segurado e a carência de 12 contribuições."
        },
        {
            "question": "Quem tem CID L40 e nunca contribuiu pode receber algo do INSS?",
            "answer": "Sim, pelo BPC/LOAS, no valor de um salário mínimo, desde que a psoríase cause impedimento de longo prazo (dois anos ou mais) e a renda familiar por pessoa seja inferior a 1/4 do salário mínimo."
        },
        {
            "question": "Como fazer o laudo médico para a perícia do INSS por psoríase?",
            "answer": "O relatório deve indicar o CID, a área corporal acometida, os tratamentos já usados e sem resposta, as crises e, principalmente, quais tarefas do seu trabalho ficaram inviáveis, como pegar peso, usar luvas ou ter contato com calor e químicos."
        },
        {
            "question": "Psoríase grave pode virar aposentadoria por incapacidade permanente?",
            "answer": "Pode, quando a incapacidade é total e não há possibilidade de reabilitação para nenhuma atividade que garanta o sustento, situação comum em quadros extensos, com artrite psoriásica associada ou falha de todas as linhas de tratamento."
        },
        {
            "question": "O INSS negou meu pedido alegando doença preexistente. O que fazer?",
            "answer": "Cabe recurso à Junta de Recursos em 30 dias ou ação judicial. A negativa cai quando se prova que a incapacidade surgiu depois da filiação, por agravamento ou progressão da doença, com prontuários, exames e histórico de tratamento datados."
        }
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            "text": "Psoríase grave (CID L40) dá direito a auxílio-doença?",
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        },
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            "text": "E se eu não contribuo para o INSS? Como funciona o BPC/LOAS na psoríase",
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            "text": "Quando a psoríase vira aposentadoria por incapacidade permanente?",
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            "text": "O que trava o pedido: o laudo que só escreve &#8220;CID L40&#8221;",
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            "text": "O que o INSS alega para negar (e como responder)",
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            "text": "Auxílio-doença, BPC ou aposentadoria: qual exige o quê de você",
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            "text": "Como pedir o benefício pelo Meu INSS: passo a passo",
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            "text": "Perguntas frequentes sobre CID L40 e benefícios do INSS",
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            "text": "Posso ser demitido por causa da psoríase?",
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            "text": "O benefício vai ser cortado sem aviso? O que é a alta programada?",
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            "text": "Posso trabalhar recebendo auxílio-doença por psoríase?",
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