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    "content_markdown": "Seu atestado veio com o código CID M23 (transtornos internos do joelho), você entregou na empresa, ficou afastado e agora precisa entender o que o INSS vai fazer com o seu caso. Talvez você já tenha marcado a perícia e esteja com medo de ouvir “apto para o trabalho” mesmo mancando. Ou talvez o pedido já tenha sido negado e você não saiba se vale a pena insistir.\n\nVamos direto ao ponto: o CID M23 não garante benefício nenhum. Nem [auxílio-doença](https://www.ribeirocavalcante.com.br/auxilio-doenca/), nem aposentadoria. Isso vale para lesão de menisco, ruptura de ligamento cruzado, instabilidade crônica do joelho e qualquer outra subdivisão do M23. O que o INSS analisa é uma coisa diferente do diagnóstico: se a sua lesão te impede de exercer o seu trabalho.\n\nLeia também:\n[Benefícios do INSS por Doença: Como Pedir em 2026](https://www.ribeirocavalcante.com.br/beneficios-inss-por-doenca/)\n\nEssa é a crença errada que faz muita gente perder o pedido. A pessoa chega na perícia com um laudo que diz “M23.2, ruptura antiga de menisco medial” e acha que está resolvido. O perito lê, examina o joelho por três minutos e conclui que não há incapacidade. Porque no papel não estava escrito o que realmente importa: quanto tempo você consegue ficar de pé, se você sobe escada, se agacha, se carrega peso, se dirige.\n\nNeste texto você vai entender os três caminhos possíveis dentro do INSS quando o problema é o joelho: o benefício por incapacidade temporária (o antigo auxílio-doença), o BPC/LOAS para quem não tem contribuições, e a aposentadoria por incapacidade permanente. Também vai ver quais documentos separar, o que trava o pedido na prática e o que fazer quando vem a negativa.\n\n<a id=\"o-cid-m23-da-direito-a-auxilio-doenca-do-inss\"></a>\n## O CID M23 dá direito a auxílio-doença do INSS?\n\nPode dar, mas o CID sozinho não decide nada. Para receber o benefício por incapacidade temporária você precisa de três coisas ao mesmo tempo: [qualidade de segurado](https://www.ribeirocavalcante.com.br/qualidade-segurado-periodo-de-graca/), carência de 12 contribuições mensais (art. 25 da Lei 8.213/91) e incapacidade para o seu trabalho comprovada na perícia médica federal. Faltando uma, o pedido é negado.\n\nLeia também:\n[CID T93 dá Direito a Auxílio-Doença? Como Pedir em 2026](https://www.ribeirocavalcante.com.br/beneficios-inss-por-doenca/cid-t93-sequelas-de-fraturas-de-membros/)\n\nQualidade de segurado significa estar “dentro” do INSS. Quem trabalha com carteira assinada está automaticamente. Quem é autônomo ou MEI precisa estar em dia com as guias. Quem parou de contribuir mantém a proteção por um tempo (o chamado [período de graça](https://www.ribeirocavalcante.com.br/qualidade-segurado-periodo-de-graca/)), em regra 12 meses após a última contribuição, que pode se estender em algumas situações previstas na lei.\n\nA carência de 12 contribuições é dispensada quando a lesão no joelho vem de acidente de qualquer natureza ou de acidente de trabalho. Caiu de uma escada na obra e rompeu o ligamento cruzado? Nesse caso não se exige o ano de contribuições, basta ser segurado. Isso está expresso na Lei 8.213/91 e é um dos pontos mais ignorados por quem contribui há poucos meses.\n\nOutro detalhe que gera confusão: para quem é empregado com carteira assinada, os primeiros 15 dias de afastamento são pagos pela empresa. O INSS só entra a partir do 16º dia. Se o seu afastamento por causa do joelho durou 10 dias, não existe pedido a fazer ao INSS. Se passou de 15, aí sim.\n\n**Importante:** a incapacidade avaliada é para a SUA atividade, não para qualquer trabalho. Um pedreiro com instabilidade crônica de joelho (M23.5) tem chance real de reconhecimento. O mesmo diagnóstico em quem trabalha sentado, num escritório, tende a ser considerado compatível com o trabalho. Por isso a descrição da sua função no requerimento é tão decisiva quanto o laudo.\n\nSe você quer entender o funcionamento geral desses pedidos antes de continuar, vale ler o guia sobre [benefícios do INSS por doença e como pedir em 2026](https://www.ribeirocavalcante.com.br/beneficios-inss-por-doenca/), que reúne o passo a passo comum a todos os CIDs.\n\n<a id=\"quem-nunca-contribuiu-pode-receber-bpc-loas-por-lesao-no-joelho\"></a>\n## Quem nunca contribuiu pode receber BPC/LOAS por lesão no joelho?\n\nSim. O BPC/LOAS, previsto no art. 20 da Lei 8.742/93, não exige nenhuma contribuição ao INSS. Ele paga um [salário mínimo](https://www.ribeirocavalcante.com.br/salario-minimo-em-2025/) mensal, R$ 1.621,00 em 2026 conforme valor fixado pelo Governo Federal, para pessoa com deficiência que comprove impedimento de longo prazo (mínimo de 2 anos) e renda familiar per capita de até 1/4 do salário mínimo, ou seja, R$ 405,25.\n\nEsse é o caminho de quem perdeu a qualidade de segurado. Muita gente trabalhou anos sem registro, ou parou de contribuir há muito tempo, e chega ao INSS achando que não tem nada. Tem, se a renda da casa couber no limite e a limitação do joelho for realmente duradoura.\n\nAtenção ao cálculo da renda. Somam-se os rendimentos de todos que moram na casa e divide-se pelo número de pessoas.\n\n**Exemplo prático:** imagine uma casa com 4 pessoas onde só o filho trabalha, recebendo R$ 1.621,00. A renda per capita fica em R$ 405,25, exatamente no limite. Se esse mesmo filho ganhasse R$ 1.700,00, a per capita subiria para R$ 405,25 e o pedido seria negado pelo critério de renda, mesmo com o impedimento no joelho comprovado.\n\nExistem exclusões e deduções que o INSS às vezes não aplica de ofício, como despesas com fraldas, medicamentos e tratamentos não fornecidos pelo SUS. Além disso, os tribunais reconhecem que o limite de 1/4 pode ser flexibilizado diante da situação real de miserabilidade da família, entendimento que se firmou a partir do julgamento da ADI 1.232 e discussões posteriores no STF. Na prática, isso significa que uma negativa por renda de R$ 420,00 per capita não é o fim do caminho.\n\nOutro ponto: no BPC a avaliação é dupla. Além do exame médico, existe uma avaliação social feita por assistente social do INSS, que analisa barreiras do dia a dia (moradia, transporte, escada em casa, distância do posto de saúde). Quem só se prepara para a parte médica costuma se surpreender com as perguntas do assistente social.\n\nÉ obrigatório também estar com o CadÚnico atualizado antes de requerer. Sem isso, o sistema barra o pedido antes mesmo da perícia.\n\n<a id=\"quando-o-joelho-pode-gerar-aposentadoria-por-incapacidade-permanente\"></a>\n## Quando o joelho pode gerar aposentadoria por incapacidade permanente?\n\nA aposentadoria por incapacidade permanente (antiga [aposentadoria por invalidez](https://www.ribeirocavalcante.com.br/aposentadoria-por-invalidez/)), do art. 42 da Lei 8.213/91, exige incapacidade total e permanente para qualquer atividade, impossibilidade de reabilitação profissional, qualidade de segurado e carência de 12 contribuições, dispensada em caso de acidente de trabalho ou doença ocupacional. É o benefício mais difícil de obter.\n\nUm transtorno interno do joelho isolado raramente é considerado incapacidade total e permanente. Afinal, existe cirurgia, existe fisioterapia, existe a possibilidade de mudar de função. O INSS parte do princípio de que a pessoa pode ser reabilitada para uma atividade que não exija esforço nos membros inferiores.\n\nOnde o cenário muda: quando há sequela definitiva após múltiplas cirurgias, quando o joelho está associado a outras doenças (coluna, quadril, obesidade grave, doença vascular), e quando a idade e a escolaridade do segurado tornam a reabilitação irreal. Um trabalhador rural de 58 anos, com quarta série, que só sabe trabalhar com a força do corpo, não é reabilitável na prática. Os tribunais chamam isso de incapacidade social e levam esses fatores em conta.\n\nNa experiência de quem acompanha esses pedidos, o pente-fino do INSS costuma tratar joelho como quadro reversível quase por padrão. É por isso que a documentação precisa mostrar o histórico completo: quantas cirurgias, quantos anos de tratamento, quais tentativas de retorno ao trabalho fracassaram. O tempo de doença é argumento.\n\nExiste também o caminho intermediário, que muita gente esquece: a reabilitação profissional. O INSS pode manter o benefício e encaminhar você para requalificação. Enquanto o programa não termina, o pagamento continua. E se a reabilitação for considerada inviável, abre-se a porta da aposentadoria. Recusar-se a participar sem justificativa, por outro lado, é motivo de cessação.\n\nPara comparar como funciona um quadro em que a permanência costuma ser mais aceita, veja o texto sobre [como funciona a aposentadoria por invalidez em casos de sequelas de AVC](https://www.ribeirocavalcante.com.br/beneficios-inss-por-doenca/cid-i69-sequelas-de-avc/). A lógica de prova é a mesma, o que muda é o grau de reversibilidade.\n\n<a id=\"qual-dos-tres-beneficios-se-encaixa-no-seu-caso\"></a>\n## Qual dos três benefícios se encaixa no seu caso?\n\nA escolha depende de dois fatores: se você tem contribuições ao INSS e se a limitação do joelho é temporária ou definitiva. Errar a porta de entrada custa meses. Um pedido de aposentadoria feito por quem tem lesão recente volta como negativa, quando o correto seria pedir o benefício temporário.\n\n| Caminho | Exige contribuição? | O que você precisa provar | Valor de referência 2026 |\n| --- | --- | --- | --- |\n| Benefício por incapacidade temporária | Sim, 12 meses (dispensa em acidente) | Que não consegue exercer a SUA função agora | 91% do salário de benefício, mínimo R$ 1.621,00, teto R$ 8.157,41 |\n| BPC/LOAS | Não | Impedimento de 2 anos ou mais + renda per capita até R$ 405,25 | R$ 1.621,00 fixos, sem 13º |\n| Aposentadoria por incapacidade permanente | Sim, 12 meses (dispensa em acidente) | Incapacidade total, permanente e não reabilitável | 60% da média + 2% por ano acima de 20 anos de contribuição (mulher: acima de 15) |\n\nRepare na diferença de valor. O BPC paga um salário mínimo fixo e não gera 13º nem [pensão por morte](https://www.ribeirocavalcante.com.br/pensao-por-morte-2026/). Já o benefício por incapacidade calculado sobre contribuições pode ficar bem acima disso. Quem tem contribuições deve sempre tentar primeiro o caminho previdenciário.\n\n**Dica de ouro:** se você não tem certeza da sua situação contributiva, baixe o extrato CNIS no [Meu INSS\r\n\r\n](https://meu.inss.gov.br/) antes de pedir qualquer coisa. É nele que aparecem os vínculos e as lacunas. Muita gente descobre ali que tem contribuições esquecidas de anos atrás e, portanto, direito ao benefício previdenciário em vez do BPC.\n\n<a id=\"o-que-trava-o-pedido-de-quem-tem-cid-m23\"></a>\n## O que trava o pedido de quem tem CID M23?\n\nO que mais derruba pedidos com M23 é o laudo incompleto. Um atestado com diagnóstico e CID, sem descrição de limitação funcional, é praticamente inútil na perícia. O perito precisa de dados objetivos: grau de flexão, presença de derrame articular, resultado de ressonância, tempo de tratamento e restrição específica de movimentos.\n\nPense no papel que está na sua mão. Se ele diz apenas “paciente portador de M23.2, sugiro afastamento por 60 dias”, o perito não tem base para reconhecer nada. O laudo forte diz outra coisa: descreve que o paciente apresenta limitação de flexão, dor à marcha em terreno irregular, incapacidade de agachamento e de subir escadas, e que essas limitações são incompatíveis com atividade que exija permanência em pé por jornada de 8 horas.\n\nSegundo motivo de negativa: a lacuna no tratamento. Se a última consulta registrada é de dois anos atrás, o INSS entende que o problema se resolveu. Consultas periódicas, receitas, sessões de fisioterapia e pedidos de exame formam uma linha do tempo que sustenta a alegação de doença ativa.\n\nTerceiro: a descrição genérica da profissão. “Auxiliar de serviços gerais” não diz nada ao perito. É preciso detalhar o que você faz: carrega sacos de 30 kg, sobe e desce escadas, trabalha em pé 8 horas, opera pedal, agacha para limpar. Essa descrição é o que conecta a lesão à incapacidade.\n\nE existe o contra-argumento do INSS que você precisa conhecer na versão forte dele: transtorno interno do joelho, em regra, tem tratamento cirúrgico consolidado e boa taxa de recuperação funcional; portanto, a limitação seria temporária e compatível com readaptação. Esse é o raciocínio do parecer que nega. Só se responde a ele com prova de que, no seu caso concreto, a cirurgia já foi feita e não resolveu, ou de que a limitação persiste apesar do tratamento correto.\n\n**Cuidado:** nunca minimize os sintomas na perícia por vergonha ou por educação. Frases como “estou levando, dá pra ir tocando” entram no relato e viram fundamento de negativa. Responda com precisão: quantos metros consegue andar, se acorda com dor, se precisa de apoio para levantar, quantas vezes por semana toma analgésico.\n\n<a id=\"como-pedir-o-beneficio-pelo-meu-inss-e-quais-documentos-separar\"></a>\n## Como pedir o benefício pelo Meu INSS e quais documentos separar\n\nO pedido é feito pelo site ou aplicativo Meu INSS, com login gov.br, sem precisar ir à agência para protocolar. A perícia é agendada eletronicamente e, no fim, o sistema gera o comprovante com data, hora e endereço. Guarde o número do protocolo: é a data dele que define o início do benefício, se concedido.\n\nPasso a passo:\n\n- Acesse o [portal do INSS no gov.br](https://www.gov.br/inss/pt-br) ou o app Meu INSS e faça login;\n- Vá em “Novo Pedido” e busque “Benefício por Incapacidade Temporária” (ou “Benefício Assistencial à Pessoa com Deficiência”, para o BPC);\n- Preencha os dados profissionais com detalhe, descrevendo as tarefas físicas da função;\n- Anexe os documentos médicos em PDF ou foto legível antes de concluir;\n- Anote a data da perícia e compareça com os ORIGINAIS, cópia não substitui;\n- Após a perícia, acompanhe o resultado na aba “Consultar Pedidos”.\n\nDocumentos que você precisa levar:\n\n- RG e CPF;\n- Carteira de trabalho (CTPS) ou carnês/guias de contribuição;\n- Comprovante de residência;\n- Atestados e laudos médicos recentes, com CID e descrição da limitação funcional;\n- Exames de imagem: ressonância magnética, raio-X, ultrassom do joelho, com o relatório escrito;\n- Relatórios cirúrgicos e de internação, se houve cirurgia;\n- Receitas de medicamentos e comprovantes de fisioterapia;\n- Para o BPC: CadÚnico atualizado e comprovantes de renda de todos os moradores da casa.\n\nAntes de acionar a Justiça, existe uma etapa que a maioria pula: o recurso administrativo. Contra a negativa cabe recurso ao Conselho de Recursos da Previdência Social, com prazo de 30 dias contados da ciência da decisão. Nele você pode juntar documentos novos, inclusive um laudo mais detalhado que corrija exatamente o ponto usado para negar. É mais rápido e mais barato que processo judicial.\n\nAntes de recorrer, tenha em mãos três papéis: a carta de comunicação de decisão do INSS (aquela que traz a expressão “não foi constatada incapacidade laborativa”), o laudo do seu médico com a limitação funcional descrita e o extrato CNIS. O erro que mais derruba recursos é justamente juntar um laudo novo que repete o diagnóstico e não responde ao motivo da negativa. Nossa equipe pode ler esses documentos e apontar o que está faltando antes de você protocolar.\n\nFale agora com um advogado especialista\n[ Falar com Advogado no WhatsApp](https://www.ribeirocavalcante.com.br/ads/wpp.html)\n\n<a id=\"perguntas-frequentes-sobre-cid-m23-e-beneficios-do-inss\"></a>\n## Perguntas frequentes sobre CID M23 e benefícios do INSS\n\n<a id=\"qual-a-diferenca-entre-cid-m23-e-cid-m17\"></a>\n### Qual a diferença entre CID M23 e CID M17?\n\nO M23 trata de transtornos internos do joelho, ou seja, lesões de estruturas internas como menisco e ligamentos, muitas vezes de origem traumática. O M17 é a gonartrose, o desgaste da cartilagem da articulação do joelho, tipicamente degenerativo e progressivo. Para o INSS a diferença importa porque o M17 tende a ser visto como quadro que piora com o tempo, enquanto o M23 é frequentemente tratado como reversível por cirurgia. Não é raro o mesmo paciente ter os dois códigos nos laudos, e nesse caso vale apresentar ambos.\n\n<a id=\"posso-trabalhar-recebendo-auxilio-doenca-por-lesao-no-joelho\"></a>\n### Posso trabalhar recebendo auxílio-doença por lesão no joelho?\n\nNão. O benefício por incapacidade temporária pressupõe que você está impedido de trabalhar. Se o INSS identificar vínculo ativo com remuneração durante o período, o benefício é cessado e pode haver cobrança dos valores recebidos. Existe exceção quando a pessoa tem mais de uma atividade e a incapacidade atinge somente uma delas: nesse caso, pode receber o benefício em relação à atividade impedida. Mas isso precisa estar declarado no requerimento desde o início, não descoberto depois pelo cruzamento de dados.\n\n<a id=\"o-que-faco-se-o-beneficio-for-cortado-antes-de-eu-melhorar\"></a>\n### O que faço se o benefício for cortado antes de eu melhorar?\n\nQuando o benefício é concedido com data de cessação já definida (a alta programada) e você continua incapaz, é preciso pedir a prorrogação. O pedido de prorrogação se faz pelo Meu INSS nos 15 dias anteriores à data de cessação. Perdido esse prazo, o benefício encerra e você terá que fazer um novo requerimento, com nova fila de perícia. Muita gente perde meses por não saber dessa janela. Marque a data de cessação no celular assim que sair a carta de concessão.\n\n<a id=\"lesao-no-joelho-no-trabalho-da-direito-a-auxilio-acidente\"></a>\n### Lesão no joelho no trabalho dá direito a auxílio-acidente?\n\nPode dar. O [auxílio-acidente](https://www.ribeirocavalcante.com.br/auxilio-acidente-beneficio-inss/) é devido quando, depois da consolidação da lesão, sobra sequela que reduz a capacidade de trabalho, ainda que você volte a trabalhar. Ele corresponde a 50% do salário de benefício e é pago junto com o salário. É diferente do benefício por incapacidade: não exige que você esteja afastado. Para lesões de menisco e ligamento decorrentes de acidente de trabalho, com sequela definitiva de instabilidade ou perda de movimento, é um pedido que costuma ser esquecido pelo segurado.\n\n<a id=\"a-empresa-pode-me-demitir-depois-do-afastamento-pelo-joelho\"></a>\n### A empresa pode me demitir depois do afastamento pelo joelho?\n\nSe o afastamento foi por acidente de trabalho e você recebeu o benefício acidentário, existe estabilidade de 12 meses após o retorno, garantida pela Lei 8.213/91. Nesse período a [demissão sem justa causa](https://www.ribeirocavalcante.com.br/demissao-sem-justa-causa-direitos/) é inválida. Em afastamentos comuns, não acidentários, não há estabilidade automática, mas a demissão de trabalhador ainda doente pode ser questionada. Guarde o CAT (Comunicação de Acidente de Trabalho). Se a empresa não emitiu, o próprio trabalhador, o sindicato ou o médico podem emitir.\n\n<a id=\"preciso-fazer-a-cirurgia-antes-de-pedir-o-beneficio\"></a>\n### Preciso fazer a cirurgia antes de pedir o benefício?\n\nNão. Aguardar cirurgia é, por si, um período de incapacidade em muitos casos, principalmente se o trabalho exige esforço com as pernas. Se você está na fila do SUS ou esperando autorização do plano de saúde, junte o pedido cirúrgico e o comprovante de agendamento ou de espera. Isso demonstra doença ativa e tratamento em curso. Vale lembrar que, para planos de saúde, a ANS fixa prazo máximo de 21 dias úteis para autorização de cirurgia, pela RN 566/2022.\n\n<a id=\"cid-m23-nao-espere-a-negativa-virar-prazo-perdido\"></a>\n## CID M23: Não Espere a Negativa Virar Prazo Perdido\n\nComece hoje pela parte física. Separe três coisas: a carta de decisão do INSS (se já houve pedido), o laudo médico mais recente com a descrição do que o joelho impede você de fazer, e o extrato CNIS baixado no Meu INSS. Se a negativa veio por escrito, ela é a peça mais importante do conjunto, porque é nela que está o motivo exato que precisa ser combatido.\n\nConfira também a data de cessação do seu benefício, se ele estiver ativo, e o prazo de 30 dias do recurso administrativo, se ele foi negado. São esses dois números que definem se você ainda está no caminho mais curto ou se vai precisar recomeçar.\n\nQuando você manda mensagem para o escritório, a conversa é objetiva: a gente lê os documentos, diz se o caso tem base legal, aponta qual dos três caminhos (temporário, BPC ou permanente) se encaixa na sua situação e explica o que ainda falta de prova, antes de qualquer contratação. Se o material não sustentar o pedido, você vai ouvir isso com clareza.\n\nFale agora com um advogado especialista\n[ Falar com Advogado no WhatsApp](https://www.ribeirocavalcante.com.br/ads/wpp.html)\n\nSe o seu caso envolve outras doenças além do joelho, vale ver como funcionam pedidos com quadros neurológicos, como no [auxílio-doença por doença de Parkinson](https://www.ribeirocavalcante.com.br/beneficios-inss-por-doenca/cid-g20-doenca-de-parkinson/), porque a soma de diagnósticos muda bastante a análise da incapacidade.",
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            "question": "Quem tem CID M23 e nunca contribuiu ao INSS pode receber algo?",
            "answer": "Pode pleitear o BPC/LOAS, que não exige contribuições. É necessário comprovar impedimento de longo prazo (mínimo de 2 anos) e renda familiar por pessoa inferior a 1/4 do salário mínimo, com CadÚnico atualizado."
        },
        {
            "question": "Lesão no joelho pode gerar aposentadoria por incapacidade permanente?",
            "answer": "Sim, quando a limitação é definitiva e insuscetível de reabilitação para qualquer trabalho. Casos com artrose secundária avançada, múltiplas cirurgias sem sucesso ou instabilidade grave têm mais chance de reconhecimento."
        },
        {
            "question": "Quais documentos levar na perícia com CID M23?",
            "answer": "Leve laudo médico recente com o CID, descrição da limitação funcional e do tratamento, ressonância ou raio-X, receitas, relatórios de fisioterapia, atestados anteriores e comprovante da sua função exercida."
        },
        {
            "question": "O que fazer se o INSS negar o benefício por lesão no joelho?",
            "answer": "Você pode apresentar recurso administrativo em até 30 dias da ciência da negativa ou ingressar com ação judicial. Antes disso, reforce a prova médica, pois a negativa costuma decorrer de laudo genérico, sem detalhar a limitação."
        }
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        {
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            "text": "O CID M23 dá direito a auxílio-doença do INSS?",
            "anchor": "o-cid-m23-da-direito-a-auxilio-doenca-do-inss"
        },
        {
            "level": 2,
            "text": "Quem nunca contribuiu pode receber BPC/LOAS por lesão no joelho?",
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        {
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            "text": "Quando o joelho pode gerar aposentadoria por incapacidade permanente?",
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        },
        {
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            "text": "Qual dos três benefícios se encaixa no seu caso?",
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        {
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            "text": "O que trava o pedido de quem tem CID M23?",
            "anchor": "o-que-trava-o-pedido-de-quem-tem-cid-m23"
        },
        {
            "level": 2,
            "text": "Como pedir o benefício pelo Meu INSS e quais documentos separar",
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        {
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            "text": "Perguntas frequentes sobre CID M23 e benefícios do INSS",
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        {
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            "text": "Qual a diferença entre CID M23 e CID M17?",
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        {
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            "text": "Posso trabalhar recebendo auxílio-doença por lesão no joelho?",
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            "text": "O que faço se o benefício for cortado antes de eu melhorar?",
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            "text": "Lesão no joelho no trabalho dá direito a auxílio-acidente?",
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            "text": "A empresa pode me demitir depois do afastamento pelo joelho?",
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            "text": "Preciso fazer a cirurgia antes de pedir o benefício?",
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