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    "content_markdown": "A dor não passa, a mão ou o pé ficou inchado, mudou de cor, esfria do nada, e qualquer toque parece uma queimadura. Você já tem o laudo com o CID M89.0 (Síndrome Dolorosa Regional Complexa, também chamada de Síndrome de Sudeck ou distrofia simpático-reflexa). Foi ao INSS, passou na perícia e ouviu que “não há incapacidade”. Ou pior: nem conseguiu chegar na perícia porque está há anos sem contribuir.\n\nA resposta direta é esta: o CID M89.0 não dá benefício automático. Não existe lei que diga “quem tem Sudeck recebe do INSS”. O que gera direito é a **incapacidade comprovada para o trabalho**, que é coisa diferente do diagnóstico. E é exatamente aí que a maioria dos pedidos morre.\n\nLeia também:\n[Benefícios do INSS por Doença: Como Pedir em 2026](https://www.ribeirocavalcante.com.br/beneficios-inss-por-doenca/)\n\nNa prática, existem três caminhos possíveis para quem tem SDRC, e eles não são alternativas que você escolhe por preferência: cada um depende da sua situação contributiva e da gravidade da limitação. São o auxílio por incapacidade temporária (o antigo [auxílio-doença](https://www.ribeirocavalcante.com.br/auxilio-doenca/)), a aposentadoria por incapacidade permanente (antiga [aposentadoria por invalidez](https://www.ribeirocavalcante.com.br/aposentadoria-por-invalidez/)) e o BPC/LOAS, que é para quem não tem [qualidade de segurado](https://www.ribeirocavalcante.com.br/qualidade-segurado-periodo-de-graca/) e tem renda familiar baixa.\n\nNeste texto você vai entender em qual dos três você se encaixa, o que precisa estar escrito no seu laudo para o perito não te negar, quais documentos separar e o que fazer quando a carta de indeferimento chega com aquela frase genérica “não constatada incapacidade laborativa”. Se quiser o panorama geral de todos os benefícios, vale ler também o guia sobre [benefícios do INSS por doença e como pedir em 2026](https://www.ribeirocavalcante.com.br/beneficios-inss-por-doenca/).\n\n<a id=\"o-cid-m89-0-garante-beneficio-automatico-do-inss\"></a>\n## O CID M89.0 garante benefício automático do INSS?\n\nNão. O CID M89.0 não está na lista do art. 151 da Lei 8.213/91, que reúne as doenças que dispensam [carência](https://www.ribeirocavalcante.com.br/carencia-inss-guia-completo/), nem na lista de doenças graves da Lei 7.713/88 para isenção de Imposto de Renda. Ou seja: o código serve para identificar a doença, mas o benefício depende de provar limitação funcional incompatível com o seu trabalho.\n\nLeia também:\n[BPC Síndrome de Edwards (Q91.0): Como Pedir em 2026](https://www.ribeirocavalcante.com.br/beneficios-inss-por-doenca/cid-q91-0-sindrome-de-edwards/)\n\nIsso confunde muita gente. A pessoa chega com um laudo de três linhas: “Paciente portador de SDRC, CID M89.0. Solicito afastamento.” Para o perito do INSS, esse papel diz quase nada. Ele não informa qual membro está afetado, qual o grau de perda de força, se há alodínia (dor ao toque leve), se a pessoa consegue fechar a mão, pegar peso, ficar em pé por quanto tempo.\n\nO ponto jurídico é simples de entender: no INSS, o CID é o “endereço” da doença. Quem decide o benefício é o **grau de limitação** e a **incompatibilidade com a atividade que você exerce**. A mesma SDRC no punho direito pode ser incapacitante para uma costureira e não ser para quem trabalha dando aulas.\n\n**Importante:** a lei previdenciária exige que o perito considere a *sua* profissão, não o trabalho em geral. Se você é auxiliar de produção e não consegue mais usar a mão dominante, o argumento de que “poderia exercer outra função” não vale sozinho, porque a reabilitação profissional é um procedimento formal do INSS, não uma suposição do laudo pericial.\n\nOutro detalhe que aparece muito nos laudos: alguns médicos usam o CID **G56.4** (causalgia) em vez de M89.0, sobretudo quando há lesão de nervo identificada. Outros usam M79.6 (dor em membro). Isso não invalida o pedido, mas pode gerar confusão administrativa. Se seus atestados alternam entre códigos, peça ao médico que unifique ou explique por escrito que se trata da mesma condição.\n\n<a id=\"quem-tem-sdrc-tem-direito-ao-auxilio-por-incapacidade-temporaria\"></a>\n## Quem tem SDRC tem direito ao auxílio por incapacidade temporária?\n\nSim, se você preencher três requisitos: ser segurado do INSS, ter no mínimo 12 contribuições mensais de carência (art. 25 da Lei 8.213/91) e comprovar na perícia incapacidade temporária para o seu trabalho. O valor é 91% da média de todos os salários de contribuição desde julho de 1994, com piso de R$ 1.621,00 em 2026.\n\nA carência de 12 meses tem uma exceção que interessa a quem tem SDRC: se a síndrome surgiu depois de um **acidente** (de qualquer natureza, inclusive de trabalho) ou de uma cirurgia decorrente de acidente, não há carência. E a SDRC costuma aparecer justamente após fraturas, entorses, imobilizações e cirurgias ortopédicas. Esse detalhe muda tudo para quem tinha pouco tempo de contribuição.\n\n**Exemplo prático:** imagine um segurado que contribuiu 7 meses como empregado, quebrou o punho num [acidente de moto](https://www.ribeirocavalcante.com.br/acidente-de-moto-auxilio-acidente/) e desenvolveu SDRC. Pela regra geral ele não teria carência. Mas, sendo acidentária a origem, o INSS não pode exigir as 12 contribuições. O que faz a diferença aqui é o laudo dizer expressamente que o quadro se instalou após o trauma.\n\n<a id=\"quanto-tempo-dura-o-beneficio-e-o-que-e-a-alta-programada\"></a>\n### Quanto tempo dura o benefício e o que é a “alta programada”\n\nQuando o benefício é concedido, o INSS fixa uma data de cessação (a DCB, que aparece na carta como “data de cessação do benefício”). Se a dor continua e você não tem condições de voltar, precisa pedir prorrogação. Esse pedido tem que ser feito **nos 15 dias anteriores** ao fim do benefício, pelo Meu INSS, na opção “Pedido de Prorrogação”.\n\n**Cuidado:** se você deixar passar a data e o benefício cessar, não existe prorrogação retroativa. Vai ter que fazer um pedido novo, começar da estaca zero e correr o risco de ficar meses sem renda nenhuma. Coloque a DCB no celular com alerta de 20 dias antes.\n\n<a id=\"quando-a-sdrc-leva-a-aposentadoria-por-incapacidade-permanente\"></a>\n## Quando a SDRC leva à aposentadoria por incapacidade permanente?\n\nA aposentadoria por incapacidade permanente exige incapacidade total e definitiva para qualquer atividade que garanta o sustento, sem possibilidade de reabilitação (art. 42 da Lei 8.213/91). Desde a Emenda Constitucional 103/2019, o valor é 60% da média de todas as contribuições, mais 2% por ano que exceder 20 anos de contribuição (15 anos, para mulheres).\n\nNa SDRC, esse cenário costuma aparecer quando a dor já cronificou, há atrofia, perda de mobilidade instalada, dependência de opioides ou bloqueios repetidos, e o quadro se espalhou para outro membro. Em muitos casos vem acompanhado de transtorno depressivo ou ansioso secundário à dor crônica, e esse ponto pesa: o conjunto das limitações é avaliado, não só o membro doente.\n\nNa prática, o caminho mais frequente não é pedir aposentadoria de entrada. É começar com o auxílio por incapacidade temporária e, nas revisões, demonstrar que o quadro não regride. Quem já lidou com muitos processos previdenciários percebe um padrão: o INSS resiste a reconhecer permanência enquanto ainda existe tratamento em curso, mesmo que esse tratamento só controle a dor e não devolva função.\n\nHá também o adicional de 25% previsto no art. 45 da Lei 8.213/91, para quem precisa de **assistência permanente de outra pessoa**. Em quadros graves de SDRC em membros superiores, com incapacidade de se vestir, se alimentar ou fazer higiene sozinho, esse adicional pode ser pedido. Ele incide sobre o valor do benefício e pode até ultrapassar o teto do INSS de R$ 8.157,41.\n\nA lógica de avaliação é parecida com a de outras doenças que geram sequelas funcionais duradouras, como se vê no caso de [aposentadoria por invalidez após AVC](https://www.ribeirocavalcante.com.br/beneficios-inss-por-doenca/cid-i69-sequelas-de-avc/): o que convence é a descrição da perda de função no dia a dia, não o nome da doença.\n\n<a id=\"e-se-eu-nao-tenho-qualidade-de-segurado-o-bpc-loas-para-sdrc\"></a>\n## E se eu não tenho qualidade de segurado? O BPC/LOAS para SDRC\n\nQuem nunca contribuiu ou perdeu a qualidade de segurado pode pedir o BPC/LOAS, previsto na Lei 8.742/93. Em 2026 ele paga um [salário mínimo](https://www.ribeirocavalcante.com.br/salario-minimo-em-2025/), R$ 1.621,00, sem 13º. Exige dois requisitos: impedimento de longo prazo (efeitos por no mínimo 2 anos) e renda familiar per capita de até 1/4 do salário mínimo, ou seja, R$ 405,25.\n\nPreste atenção na diferença conceitual, porque ela derruba muito pedido. No auxílio-doença se discute **incapacidade para o trabalho**. No BPC se discute **impedimento de longo prazo**, que é uma barreira física, mental, intelectual ou sensorial que, em interação com o ambiente, impede a participação plena na sociedade em igualdade com as outras pessoas. É um conceito mais amplo, e a avaliação é dupla: perícia médica *e* avaliação social do INSS.\n\nA avaliação social é a etapa que muita gente subestima. A assistente social vai perguntar coisas concretas: quem ajuda você a tomar banho, se consegue pegar ônibus, se usa bengala ou tipoia, se parou de trabalhar e quando, quem paga as contas da casa. Responda com o que é real no seu dia, não com o que você conseguia fazer há três anos.\n\n**Atenção:** antes de pedir BPC é obrigatório ter o **Cadastro Único (CadÚnico)** atualizado no CRAS, com todos os moradores da casa. Se o cadastro estiver desatualizado ou com pessoa a menos, o INSS indefere por renda sem nem olhar a parte médica. Atualize primeiro, peça depois.\n\nSobre o critério de renda: o limite legal é de 1/4 do salário mínimo, mas os tribunais admitem flexibilização quando há gasto elevado e permanente com saúde, medicação e transporte para tratamento. Na via judicial se discute o parâmetro de 1/2 salário mínimo (R$ 810,50 em 2026). Se sua renda per capita passa pouco de R$ 405,25 e você gasta com remédios para dor todos os meses, guarde as notas fiscais da farmácia. Elas viram prova.\n\n<a id=\"qual-caminho-serve-para-o-seu-caso\"></a>\n## Qual caminho serve para o seu caso?\n\nA escolha não é livre: depende de você ter ou não contribuições válidas. A tabela abaixo resume o que cada caminho exige, o que paga e o que você precisa ter em mãos. O valor mínimo em todos é R$ 1.621,00 em 2026, conforme o salário mínimo fixado pelo Governo Federal.\n\n| Caminho | Exige contribuição? | O que precisa provar | Valor em 2026 |\n| --- | --- | --- | --- |\n| Auxílio por incapacidade temporária | Sim, 12 meses (dispensado em caso de acidente) | Incapacidade temporária para a sua profissão | 91% da média, piso R$ 1.621,00, teto R$ 8.157,41 |\n| Aposentadoria por incapacidade permanente | Sim, 12 meses (mesma exceção) | Incapacidade total, definitiva e sem reabilitação possível | 60% da média + 2% por ano acima de 20 (homem) / 15 (mulher) |\n| BPC/LOAS | Não | Impedimento de longo prazo (2+ anos) + renda per capita até R$ 1.621,00 | R$ 1.621,00 fixo, sem 13º |\n\n**Dica de ouro:** se você contribuiu no passado e parou, antes de desistir do auxílio-doença confira o “[período de graça](https://www.ribeirocavalcante.com.br/qualidade-segurado-periodo-de-graca/)”. Quem para de contribuir mantém a qualidade de segurado por 12 meses, e esse prazo pode chegar a 24 ou 36 meses em algumas situações (desemprego comprovado e mais de 120 contribuições). Puxe o extrato CNIS no Meu INSS e veja a data da última contribuição.\n\n<a id=\"o-que-trava-o-pedido-de-quem-tem-m89-0-e-como-evitar\"></a>\n## O que trava o pedido de quem tem M89.0 (e como evitar)\n\nO motivo mais comum de negativa em SDRC é documental, não médico: laudo que registra o diagnóstico mas não descreve limitação funcional. A carta do INSS costuma trazer a frase “não foi constatada incapacidade laborativa”. Como a dor não aparece em exame de imagem, o que substitui a imagem é a **descrição objetiva do que você não consegue fazer**.\n\nEsse é o coração do problema. SDRC é uma doença de dor. Não tem raio-x que mostre alodínia. O perito tem 15, 20 minutos e um roteiro de sistema. Se o seu laudo não entrega os elementos prontos, ele preenche com o que vê: pessoa sentada, respondendo perguntas, aparentemente bem.\n\n<a id=\"o-que-um-laudo-forte-precisa-ter\"></a>\n### O que um laudo forte precisa ter\n\nPeça ao seu médico (ortopedista, neurologista ou médico da dor) que o relatório contenha, de forma expressa:\n\n- CID M89.0 e a data aproximada do **início da doença** e do início da incapacidade;\n- o evento que desencadeou o quadro (fratura, cirurgia, entorse, acidente) com data;\n- o membro afetado e se é o dominante;\n- sinais objetivos: edema, alteração de cor e temperatura, sudorese, atrofia, alodínia, hiperalgesia, rigidez;\n- limitação funcional medida: amplitude de movimento em graus, perda de força, tempo máximo em pé ou sentado, peso máximo que consegue erguer;\n- tratamentos já feitos e resposta: fisioterapia, bloqueios simpáticos, medicação, com nomes e períodos;\n- prognóstico: se há previsão de melhora e em quanto tempo, ou se o quadro é definitivo;\n- a frase que liga tudo: por que essa limitação é **incompatível com a função de [sua profissão]**.\n\nEsse último item é o que mais falta. O médico descreve a doença lindamente e não diz uma palavra sobre o trabalho. Leve a sua função escrita num papel: “auxiliar de limpeza, carrego baldes, esfrego piso 8 horas por dia”. Assim ele tem como concluir.\n\n**Cuidado:** não leve só laudos novos, emitidos na semana da perícia. O INSS costuma tratar documentação recém-produzida com desconfiança e pode fixar a data de início da incapacidade na data da perícia, o que reduz os valores atrasados. Histórico antigo, receitas de anos anteriores e atestados de afastamento passados valem ouro para provar que o problema é longo.\n\n<a id=\"como-pedir-o-beneficio-passo-a-passo-pelo-meu-inss\"></a>\n## Como pedir o benefício passo a passo pelo Meu INSS\n\nO pedido é feito pelo aplicativo ou site [Meu INSS\r\n\r\n](https://meu.inss.gov.br), com login gov.br. Leva cerca de 10 minutos. Depois do envio, o sistema agenda a perícia médica federal e gera um protocolo. O prazo legal de resposta administrativa é de 45 dias, prorrogável, conforme a Lei do Processo Administrativo Federal.\n\n- **1.** Entre no Meu INSS e clique em “Novo Pedido”. Digite “incapacidade temporária” (para auxílio-doença) ou “Benefício Assistencial à Pessoa com Deficiência” (para BPC).\n- **2.** Confira seus dados e anexe os documentos em PDF ou foto legível. O sistema aceita vários arquivos, use isso: anexe todo o histórico, não só o último laudo.\n- **3.** Guarde o número do protocolo. É por ele que você acompanha tudo.\n- **4.** Se houver perícia presencial, leve os **originais** dos laudos e exames numa pasta. Perito pede para ver.\n- **5.** Acompanhe em “Consultar Pedidos”. O resultado aparece ali antes de chegar qualquer carta.\n\n<a id=\"documentos-para-separar\"></a>\n### Documentos para separar\n\n- RG e CPF;\n- carteira de trabalho e/ou carnês de contribuição (GPS);\n- extrato CNIS (sai no próprio Meu INSS);\n- laudo médico detalhado, conforme a lista acima;\n- exames, receitas e relatórios de fisioterapia;\n- comprovantes de compra de medicação (importam muito no BPC);\n- para empregados: atestados e comunicação de afastamento da empresa; se foi acidente de trabalho, a **CAT**;\n- para BPC: CadÚnico atualizado e comprovantes de renda de todos os moradores.\n\nTrês documentos decidem a maior parte dos casos de M89.0: o laudo que descreve a limitação funcional (e não só o diagnóstico), o extrato CNIS que mostra se você ainda é segurado, e, quando houve negativa, a carta de indeferimento com o motivo. O erro que mais derruba pedido é o laudo sem uma linha ligando a limitação à sua profissão, e o CNIS com período de graça já vencido sem ninguém perceber. Se quiser, mande esses papéis para a nossa equipe ler antes de você protocolar ou recorrer.\n\nFale agora com um advogado especialista\n[ Falar com Advogado no WhatsApp](https://www.ribeirocavalcante.com.br/ads/wpp.html)\n\n<a id=\"o-inss-negou-o-que-fazer-agora\"></a>\n## O INSS negou. O que fazer agora?\n\nVocê tem duas rotas. A administrativa: recurso à Junta de Recursos do CRPS, com prazo de **30 dias** contados da ciência da decisão, feito pelo próprio Meu INSS. E a judicial: ação na Justiça Federal, onde causas de até 60 salários mínimos (R$ 97.260,00 em 2026) correm no Juizado Especial Federal, sem custas iniciais.\n\nPrimeiro, baixe a **carta de concessão/indeferimento** no Meu INSS. Nela vem o motivo. Leia com atenção qual é:\n\n- **“Não constatada incapacidade laborativa”**: o problema é a prova médica. Aqui não adianta recorrer com o mesmo laudo. Precisa de relatório novo, mais completo, com limitação funcional descrita.\n- **“Não cumprimento de carência”** ou **“perda da qualidade de segurado”**: é questão de contribuições. Confira o CNIS, veja se falta lançar algum vínculo, período de trabalho informal ou contribuição em atraso.\n- **“Renda per capita superior ao limite”** (no BPC): revise o CadÚnico e reúna os gastos com saúde.\n\nNa via judicial, existe um ponto decisivo em casos de dor crônica: o juiz nomeia um **perito judicial**, que não tem vínculo com o INSS. Você pode apresentar quesitos (perguntas) para ele responder, e é onde se pergunta objetivamente sobre amplitude de movimento, alodínia e compatibilidade com a profissão. Muita negativa administrativa cai nessa etapa.\n\nA fricção real do processo é outra: entre a distribuição da ação e a perícia judicial costumam se passar meses, e nesse intervalo o juiz frequentemente pede novos documentos ou esclarecimentos. É aí que parte das pessoas perde prazo ou abandona. Mantenha contato com quem cuida do seu caso e responda rápido às intimações.\n\nVale saber que a jurisprudência do [Superior Tribunal de Justiça](https://www.stj.jus.br) já firmou que o juiz não fica preso à conclusão do laudo pericial: pode considerar as condições pessoais e sociais do segurado, como idade, escolaridade e histórico profissional. Para quem tem 55 anos, ensino fundamental e vida inteira de trabalho manual, isso muda o jogo. O mesmo raciocínio aparece em pedidos por [auxílio-doença por Parkinson](https://www.ribeirocavalcante.com.br/beneficios-inss-por-doenca/cid-g20-doenca-de-parkinson/).\n\n<a id=\"perguntas-frequentes-sobre-cid-m89-0-e-beneficios-do-inss\"></a>\n## Perguntas frequentes sobre CID M89.0 e benefícios do INSS\n\n<a id=\"se-a-sdrc-apareceu-depois-de-um-acidente-de-trabalho-muda-algo\"></a>\n### Se a SDRC apareceu depois de um acidente de trabalho, muda algo?\n\nMuda bastante. Se a origem é acidente ou doença do trabalho, o benefício é o auxílio por incapacidade temporária **acidentário** (espécie 91). A diferença prática: garante estabilidade de 12 meses no emprego após o retorno, o FGTS continua sendo depositado durante o afastamento, e não se exige carência. Para isso a empresa precisa emitir a CAT (Comunicação de Acidente de Trabalho). Se ela se recusar, você, o médico, o sindicato ou um familiar podem emitir. Guarde o número da CAT: é ele que caracteriza o nexo com o trabalho.\n\n<a id=\"posso-receber-bpc-e-auxilio-doenca-ao-mesmo-tempo\"></a>\n### Posso receber BPC e auxílio-doença ao mesmo tempo?\n\nNão. O BPC é inacumulável com qualquer outro benefício da Previdência Social ou de outro regime, salvo a pensão especial de natureza indenizatória e a assistência médica. Se você recebe auxílio-doença, não pode receber BPC. E o contrário também vale: quem recebe BPC e depois consegue contribuir e se qualificar para um benefício previdenciário precisa optar pelo mais vantajoso. Uma exceção útil: quem recebia BPC como pessoa com deficiência e volta a trabalhar pode pedir o auxílio-inclusão, de R$ 810,50 em 2026, equivalente a metade do BPC.\n\n<a id=\"recebo-auxilio-doenca-posso-ser-demitido\"></a>\n### Recebo auxílio-doença. Posso ser demitido?\n\nDurante o recebimento do benefício o contrato de trabalho fica suspenso, e a [demissão sem justa causa](https://www.ribeirocavalcante.com.br/demissao-sem-justa-causa-direitos/) nesse período é considerada inválida pela Justiça do Trabalho. Se o benefício foi acidentário (espécie 91), há ainda estabilidade de 12 meses depois da alta, prevista na Lei 8.213/91. Cuidado com um cenário comum: o INSS dá alta, a empresa manda o médico do trabalho dizer que você está inapto, e você fica no “limbo previdenciário”, sem salário e sem benefício. Nesse caso guarde o atestado de inaptidão da empresa: ele é a prova central.\n\n<a id=\"quem-tem-m89-0-pode-sacar-o-fgts-ou-ficar-isento-de-imposto-de-renda\"></a>\n### Quem tem M89.0 pode sacar o FGTS ou ficar isento de Imposto de Renda?\n\nPelo nome da doença, não. A SDRC não consta na lista de doenças graves para saque do FGTS nem na lista da Lei 7.713/88 para isenção de Imposto de Renda sobre proventos de aposentadoria. O caminho possível é indireto: se a SDRC gerou uma condição listada, ou se você foi aposentado por incapacidade permanente, existem hipóteses de saque do FGTS por invalidez e discussões sobre isenção. Cada situação exige análise dos seus laudos, porque aqui o enquadramento é feito por doença nomeada em lei, não por sintoma.\n\n<a id=\"vou-ter-que-passar-em-pericia-todo-ano\"></a>\n### Vou ter que passar em perícia todo ano?\n\nNo auxílio por incapacidade temporária, sim: o INSS reavalia periodicamente, e a cada fim de DCB você precisa pedir prorrogação. Na aposentadoria por incapacidade permanente também existe revisão a cada dois anos, com duas dispensas previstas na Lei 8.213/91: quem tem 60 anos ou mais está dispensado, e quem tem 55 anos ou mais está dispensado após 15 anos recebendo o benefício. Em 2026 o INSS segue realizando o Programa de Revisão de Benefícios, então mantenha seus laudos atualizados mesmo já recebendo.\n\n<a id=\"quanto-tempo-o-inss-demora-para-responder\"></a>\n### Quanto tempo o INSS demora para responder?\n\nO prazo legal é de 45 dias para análise, prorrogável mediante justificativa. Na realidade, o tempo depende da fila de perícia da sua agência, que pode ser de semanas ou meses. Se o pedido passar muito do prazo sem resposta, cabe reclamação na Ouvidoria do INSS pelo 135 ou pelo portal [gov.br/inss](https://www.gov.br/inss), e, em casos de demora excessiva, ação judicial para obrigar a análise. Anote sempre o número de protocolo de cada contato: sem ele, a reclamação não tem lastro.\n\n<a id=\"cid-m89-0-e-inss-os-proximos-passos-para-garantir-seu-beneficio\"></a>\n## CID M89.0 e INSS: os próximos passos para garantir seu benefício\n\nComece hoje por três coisas físicas. Primeira: entre no Meu INSS e baixe o seu extrato CNIS, para saber se você ainda é segurado ou se o caminho é o BPC. Segunda: marque consulta e leve ao seu médico, por escrito, a descrição da sua função no trabalho, para que o laudo diga por que a limitação é incompatível com ela. Terceira: se já houve negativa, baixe a carta de indeferimento. Ela é a peça mais importante que você tem, porque diz exatamente qual argumento precisa ser derrubado.\n\nSe quiser conversar, o que acontece é simples: você manda os documentos pelo WhatsApp, a gente lê o laudo, o CNIS e a negativa, e diz se o caso tem base legal, qual dos três benefícios se aplica à sua situação e qual o caminho, administrativo ou judicial. Isso é dito antes de qualquer contratação, com franqueza, inclusive quando a resposta é que falta prova e o melhor é reunir documentação antes de protocolar.\n\nFale agora com um advogado especialista\n[ Falar com Advogado no WhatsApp](https://www.ribeirocavalcante.com.br/ads/wpp.html)",
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        {
            "question": "CID M89.0 aposenta por invalidez?",
            "answer": "Pode aposentar, mas só quando a perícia reconhece incapacidade total e definitiva para qualquer trabalho, sem chance de reabilitação. Na maioria dos casos de SDRC o INSS concede primeiro o benefício temporário e só converte em permanente após reavaliações que mostrem piora ou dor refratária a tratamento."
        },
        {
            "question": "Quantos meses de contribuição preciso ter para receber por CID M89.0?",
            "answer": "A regra geral exige 12 contribuições mensais de carência, além de manter a qualidade de segurado. A carência é dispensada quando a síndrome decorre de acidente de trabalho ou de acidente de qualquer natureza, situação em que o benefício pode ser acidentário e dar estabilidade no emprego."
        },
        {
            "question": "O INSS negou meu pedido com CID M89.0. O que fazer?",
            "answer": "Baixe a carta de indeferimento no Meu INSS para saber o motivo exato da negativa. A partir dela cabe recurso administrativo à Junta de Recursos em 30 dias ou ação judicial, normalmente com perícia médica determinada pelo juiz, que costuma ser mais detalhada que a do INSS."
        },
        {
            "question": "Quem nunca contribuiu tem direito a algum benefício com síndrome dolorosa regional complexa?",
            "answer": "Sim, pelo BPC/LOAS, que não exige contribuição. É preciso comprovar deficiência com impedimento de longo prazo (dois anos ou mais) e renda familiar per capita inferior a 1/4 do salário mínimo, com Cadastro Único atualizado."
        },
        {
            "question": "Que documentos e laudos convencem a perícia no caso de CID M89.0?",
            "answer": "O laudo precisa descrever a limitação funcional, e não apenas o diagnóstico: força de preensão, amplitude de movimento, alterações vasomotoras, alodinia, tratamentos já feitos e prognóstico. Some a isso exames, receitas de analgésicos e bloqueios, extrato CNIS e a descrição escrita das tarefas do seu trabalho."
        }
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        {
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            "text": "O CID M89.0 garante benefício automático do INSS?",
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            "text": "Quem tem SDRC tem direito ao auxílio por incapacidade temporária?",
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            "text": "Quando a SDRC leva à aposentadoria por incapacidade permanente?",
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            "text": "E se eu não tenho qualidade de segurado? O BPC/LOAS para SDRC",
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            "text": "Qual caminho serve para o seu caso?",
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            "text": "O que trava o pedido de quem tem M89.0 (e como evitar)",
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            "text": "O que um laudo forte precisa ter",
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            "text": "Como pedir o benefício passo a passo pelo Meu INSS",
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            "text": "Documentos para separar",
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            "text": "Se a SDRC apareceu depois de um acidente de trabalho, muda algo?",
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