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    "excerpt": "CID N20 (cálculo renal) não garante benefício automático: veja os requisitos do auxílio-doença, documentos da perícia e o que fazer se o INSS negou.",
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    "content_markdown": "Você está com cálculo renal (CID N20), recebeu atestado do urologista, ficou dias no hospital com cólica, talvez já tenha feito litotripsia ou cirurgia, e agora o INSS negou seu [auxílio-doença](https://www.ribeirocavalcante.com.br/auxilio-doenca/) dizendo que “não foi constatada incapacidade laborativa”. Ou pior: você nem conseguiu abrir o pedido porque está sem contribuir há meses. Essa é a situação de quem chega até aqui.\n\nVamos direto à resposta: o CID N20 (calculose do rim e do ureter) não garante benefício nenhum por si só. O INSS não paga por diagnóstico, paga por **incapacidade comprovada para o seu trabalho**. É o que diz o art. 59 da Lei 8.213/91. Dois segurados com o mesmo CID N20 podem ter resultados opostos: quem trabalha sentado em escritório com um cálculo pequeno tende a ser indeferido; um ajudante de obra com litíase recorrente, hidronefrose e duas cirurgias no mesmo ano tem chance real de reconhecimento.\n\nLeia também:\n[Benefícios do INSS por Doença: Como Pedir em 2026](https://www.ribeirocavalcante.com.br/beneficios-inss-por-doenca/)\n\nA crença que mais derruba pedidos é essa: achar que basta levar o atestado com o código. O perito do INSS olha o CID por três segundos e passa para a pergunta que importa, você consegue ou não exercer sua função? Se o seu laudo não responde isso com limitação funcional descrita, o resultado vem negativo mesmo com a doença existindo.\n\nNeste texto você vai entender as três portas possíveis (auxílio por incapacidade temporária, BPC/LOAS e aposentadoria por incapacidade permanente), o que travar cada uma delas, quais documentos montar e o que fazer com uma negativa na mão. Se quiser o panorama geral de todas as doenças, veja também nosso guia sobre [benefícios do INSS por doença e como pedir em 2026](https://www.ribeirocavalcante.com.br/beneficios-inss-por-doenca/).\n\n<a id=\"quem-tem-calculo-renal-cid-n20-tem-direito-a-auxilio-doenca\"></a>\n## Quem tem cálculo renal (CID N20) tem direito a auxílio-doença?\n\nTem direito quem cumpre três requisitos ao mesmo tempo: estar na [qualidade de segurado](https://www.ribeirocavalcante.com.br/qualidade-segurado-periodo-de-graca/), ter pelo menos 12 contribuições mensais de carência (art. 25 da Lei 8.213/91) e comprovar incapacidade para o trabalho habitual. Em 2026 o benefício tem piso de R$ 1.621,00 ([salário mínimo](https://www.ribeirocavalcante.com.br/salario-minimo-em-2025/) fixado pelo Governo Federal) e teto de R$ 1.621,00, conforme tabela do INSS.\n\nLeia também:\n[CID G95.0 Dá Direito a Auxílio-Doença? Veja as Regras 2026](https://www.ribeirocavalcante.com.br/beneficios-inss-por-doenca/cid-g95-0-siringomielia/)\n\nVamos destravar cada perna desse tripé.\n\n<a id=\"1-qualidade-de-segurado\"></a>\n### 1. Qualidade de segurado\n\nÉ estar “dentro” do sistema. Se você é CLT e está trabalhando, tem. Se parou de contribuir, ainda fica protegido por um tempo, o chamado [período de graça](https://www.ribeirocavalcante.com.br/qualidade-segurado-periodo-de-graca/): em regra 12 meses após a última contribuição, podendo ir a 24 meses se já tiver mais de 120 contribuições, e com acréscimo de 12 meses se tiver registro de desemprego comprovado.\n\nAutônomo, MEI, diarista e dona de casa só têm qualidade de segurado se recolheram. Em 2026, pelo valor do mínimo: MEI paga R$ 81,05 por mês (5%), facultativo de baixa renda inscrito no CadÚnico também R$ 81,05, contribuinte individual no plano simplificado R$ 178,31 (11%) e na alíquota cheia R$ 324,20 (20%).\n\n<a id=\"2-carencia-de-12-contribuicoes\"></a>\n### 2. Carência de 12 contribuições\n\nO cálculo renal **não** está na lista de doenças que dispensam carência. Essa lista (prevista no art. 26 da Lei 8.213/91 e detalhada em portaria interministerial) traz quadros como neoplasia maligna, tuberculose ativa, [esclerose múltipla](https://www.ribeirocavalcante.com.br/esclerose-multipla-doenca-invalidez/), [cardiopatia grave](https://www.ribeirocavalcante.com.br/cardiopatia-grave-auxilio-doenca-invalidez/) e **nefropatia grave**. Atenção a esse último item: nefropatia grave não se presume pelo CID N20. Ela exige avaliação própria, normalmente quando há perda significativa de função renal (quadro que no CID aparece como N18.3 a N18.5) ou obstrução com dano ao rim.\n\n**Importante:** se o seu quadro evoluiu de pedra simples para hidronefrose (CID N13) ou doença renal crônica (CID N18), isso muda o jogo. Peça ao médico que registre também esses códigos e o estágio da função renal, porque é aí que se discute dispensa de carência.\n\n<a id=\"3-incapacidade-para-o-seu-trabalho\"></a>\n### 3. Incapacidade para o seu trabalho\n\nAqui a profissão pesa mais que a doença. Litíase recorrente em quem carrega peso, trabalha em pé por 8 horas, dirige rotas longas sem acesso a banheiro ou atua exposto ao calor gera limitação muito maior do que no trabalho administrativo. O perito precisa ler no laudo que *você* não consegue fazer *aquilo*.\n\nNão existe prazo fixo de afastamento por CID N20. Pode ser de poucos dias (cálculo eliminado espontaneamente) a vários meses (litíase bilateral recorrente, múltiplos procedimentos, stent ureteral, infecção associada). Quem é CLT tem os primeiros 15 dias de afastamento pagos pela empresa; a partir do 16º dia é que o INSS entra (art. 60 da Lei 8.213/91).\n\n<a id=\"o-que-trava-o-pedido-por-calculo-renal-no-inss\"></a>\n## O que trava o pedido por cálculo renal no INSS?\n\nTrês coisas travam na prática: atestado com diagnóstico mas sem limitação funcional, perícia agendada num dia em que você está sem crise, e ausência de histórico documentado de recorrência. Segundo o próprio INSS, a avaliação é feita pela conclusão do perito médico federal no dia do exame, não pelo CID do atestado.\n\nO primeiro travamento é o laudo genérico. O documento chega assim: “Paciente portador de CID N20. Necessita de afastamento por 30 dias.” Isso não diz nada ao perito. Falta o essencial: desde quando, quantas crises nos últimos 12 meses, quais exames confirmam (ultrassom, tomografia, urografia), quais procedimentos já foram feitos, se usa stent, quais medicamentos de uso contínuo e, sobretudo, o que você está impedido de fazer.\n\nO segundo travamento é a natureza do problema. Cálculo renal é doença de crise. No intervalo entre as cólicas, o exame físico pode estar normal. Quem acompanha esse tipo de pedido percebe um padrão: o indeferimento quase sempre vem quando o segurado chega à perícia só com o atestado do dia da emergência e nada que mostre a história da doença ao longo do tempo. Documentar a *recorrência* é mais importante do que documentar a crise isolada.\n\nO terceiro travamento é o silêncio sobre a profissão. O perito não tem obrigação de adivinhar sua rotina. Se você é motorista de caminhão e o laudo não diz que viagens longas, vibração e falta de hidratação adequada agravam o quadro, a conclusão será “capaz para a atividade habitual”.\n\n**Dica de ouro:** peça ao médico que escreva no laudo a frase funcional, não só o código. Algo como: “paciente apresenta crises recorrentes documentadas em (datas), com indicação de evitar esforço físico intenso, exposição ao calor e jornadas sem acesso a hidratação e banheiro”. É essa linha que o perito consegue usar.\n\n<a id=\"e-se-eu-nao-tiver-qualidade-de-segurado-o-bpc-loas-e-opcao\"></a>\n## E se eu não tiver qualidade de segurado? O BPC/LOAS é opção?\n\nPode ser, mas com critérios bem mais rígidos. O BPC/LOAS paga 1 salário mínimo (R$ 1.621,00 em 2026), não exige nenhuma contribuição, porém exige renda familiar por pessoa de até 1/4 do mínimo, ou seja R$ 405,25, e impedimento de longo prazo com efeitos por no mínimo 2 anos, conforme a Lei Orgânica da Assistência Social.\n\nEsse é o caminho de quem nunca contribuiu, perdeu a qualidade de segurado ou é contribuinte informal sem recolhimento. Mas repare na dificuldade: cálculo renal isolado raramente configura impedimento de longo prazo de 2 anos. O BPC por N20 costuma ser viável quando o quadro evoluiu, perda de função renal, necessidade de diálise, múltiplas internações, associação com outras doenças, ou quando há combinação de limitações que, somadas, impedem a vida independente e o trabalho.\n\nComo a renda é calculada: soma-se tudo que entra na casa e divide pelo número de pessoas do grupo familiar. Entram cônjuge, pais, filhos solteiros e irmãos solteiros que moram juntos.\n\n**Exemplo prático:** imagine uma família de 4 pessoas em que só a esposa trabalha, recebendo R$ 1.621,00. A renda por pessoa fica em R$ 405,25, exatamente no limite. Se ela ganhasse R$ 1.700,00, a divisão daria R$ 425,00 e o pedido seria indeferido por renda, sem sequer discutir a doença.\n\nEm situações específicas, gastos comprovados com tratamento, medicamentos e fraldas podem ser deduzidos, e há discussão judicial sobre elevar o corte para 1/2 do mínimo (R$ 810,50) em casos de vulnerabilidade demonstrada. Isso não é automático: depende de prova documental dos gastos e, com frequência, de ação judicial.\n\nPara o BPC, o CadÚnico atualizado é pré-requisito. Sem inscrição atualizada no Cadastro Único, o requerimento é bloqueado antes de chegar à perícia e à avaliação social. Você faz a atualização no CRAS do seu município.\n\n<a id=\"calculo-renal-pode-dar-aposentadoria-por-invalidez\"></a>\n## Cálculo renal pode dar aposentadoria por invalidez?\n\nPode, mas é a hipótese mais rara. A aposentadoria por incapacidade permanente exige incapacidade total e insuscetível de reabilitação para qualquer atividade que garanta a subsistência, nos termos do art. 42 da Lei 8.213/91. Pedra recorrente, cirurgia ou litotripsia repetida não geram esse direito automaticamente. O valor mínimo é R$ 1.621,00 e o máximo R$ 8.157,41 em 2026.\n\nO que realmente abre essa porta é a evolução do quadro. Litíase que destruiu a função de um rim, nefrectomia com comprometimento do rim remanescente, doença renal crônica avançada com necessidade de diálise, infecções urinárias graves de repetição com internações. Nesses cenários não se fala mais só em N20, e sim em um conjunto de diagnósticos.\n\nAntes da aposentadoria, o INSS tende a oferecer **reabilitação profissional**. É o programa em que o segurado é encaminhado para outra função compatível. Muita gente se assusta, mas o encaminhamento à reabilitação é sinal de que a incapacidade para a função antiga foi reconhecida. O ponto de defesa é discutir se a reabilitação é viável diante da idade, escolaridade e histórico profissional. Um trabalhador de 58 anos com ensino fundamental incompleto e 30 anos de serviço braçal tem realidade diferente de um jovem de 25.\n\nSe a incapacidade permanente for reconhecida e você precisar de assistência permanente de outra pessoa, existe o acréscimo de 25% sobre o valor do benefício. Sobre o funcionamento dessa modalidade em quadros graves, vale ver como se resolve na prática a [aposentadoria por invalidez em casos de sequelas de AVC](https://www.ribeirocavalcante.com.br/beneficios-inss-por-doenca/cid-i69-sequelas-de-avc/), onde os critérios de reabilitação aparecem com clareza.\n\n<a id=\"qual-caminho-seguir-no-seu-caso-comparativo-das-tres-portas\"></a>\n## Qual caminho seguir no seu caso: comparativo das três portas\n\nA escolha depende de uma pergunta objetiva: você tem contribuições válidas? Se tem, o caminho é o auxílio por incapacidade temporária (B31). Se não tem e a renda familiar por pessoa é de até R$ 405,25, o caminho é o BPC. A tabela abaixo organiza prazo, valor e exigência de cada um.\n\n| Critério | Auxílio por incapacidade temporária | BPC/LOAS | Aposentadoria por incapacidade permanente |\n| --- | --- | --- | --- |\n| Precisa ter contribuído? | Sim, 12 contribuições + qualidade de segurado | Não | Sim, 12 contribuições + qualidade de segurado |\n| Limite de renda familiar | Não existe | Até R$ 405,25 por pessoa | Não existe |\n| Tipo de incapacidade exigida | Temporária, para o trabalho habitual | Impedimento de longo prazo (mínimo 2 anos) | Total e permanente, sem reabilitação possível |\n| Valor em 2026 | R$ 1.621,00 até R$ 8.157,41 | R$ 1.621,00 fixo, sem 13º | R$ 1.621,00 até R$ 8.157,41 |\n| Exige CadÚnico? | Não | Sim, atualizado | Não |\n| É revisado? | Sim, com data de cessação fixada | Sim, a cada 2 anos | Sim, até os 60 anos |\n\nUm detalhe que gera confusão: o BPC não gera 13º salário, não deixa [pensão por morte](https://www.ribeirocavalcante.com.br/pensao-por-morte-2026/) e não permite acumular com outro benefício previdenciário. Já o auxílio-doença e a aposentadoria por incapacidade entram no cálculo de outros direitos. Por isso, quando há contribuições recuperáveis, quase sempre vale organizar o CNIS antes de desistir da via previdenciária.\n\n**Cuidado:** não peça BPC “para tentar” enquanto tem qualidade de segurado ativa. O indeferimento assistencial não serve como prova no pedido previdenciário e você perde semanas de prazo. Verifique primeiro seu extrato CNIS no Meu INSS.\n\n<a id=\"como-dar-entrada-no-pedido-e-quais-documentos-levar\"></a>\n## Como dar entrada no pedido e quais documentos levar\n\nO pedido é feito pelo [Meu INSS\r\n\r\n](https://meu.inss.gov.br) ou pelo telefone 135, sem precisar ir à agência. O INSS tem 30 dias para analisar e 45 dias para conceder benefícios assistenciais, conforme prazos fixados em lei para processos administrativos. Passado o prazo sem resposta, cabe medida judicial para exigir a análise.\n\nPasso a passo:\n\n- Acesse o site ou aplicativo Meu INSS com sua conta gov.br (nível prata ou ouro).\n- Clique em “Novo pedido” e digite “Benefício por incapacidade temporária” (ou “Benefício assistencial à pessoa com deficiência”, se for BPC).\n- Anexe os documentos médicos em PDF ou foto legível, antes de concluir. Documento anexado depois da perícia costuma não ser considerado.\n- Anote o número do protocolo. Ele é a sua DER (data de entrada do requerimento), a data que define a partir de quando o benefício é devido.\n- Acompanhe o agendamento da perícia em “Consultar pedidos”. O resultado aparece na mesma tela, com o código do motivo quando é negado.\n\nDocumentos para separar agora:\n\n- RG e CPF.\n- Carteira de trabalho e/ou carnês de contribuição (GPS).\n- Extrato CNIS, baixado no próprio Meu INSS.\n- Laudo médico recente e detalhado, com CID, histórico, exames e limitação funcional descrita.\n- Atestados de todos os afastamentos anteriores, inclusive os de 2 ou 3 anos atrás.\n- Exames de imagem (ultrassom, tomografia) com as datas visíveis.\n- Relatórios de internação, relatórios cirúrgicos de litotripsia ou ureteroscopia, prescrições de uso contínuo.\n- Declaração do empregador ou descrição da função, se o trabalho exige esforço físico.\n- Para BPC: CadÚnico atualizado, comprovantes de renda de todos os moradores e comprovantes de gastos com saúde.\n\nNa prática, os três papéis que decidem o caso são: o laudo com limitação funcional escrita, o extrato CNIS (que prova carência e qualidade de segurado) e a carta de indeferimento, se já houver. O erro que mais derruba esses pedidos é laudo que só repete o código N20 e extrato com lacunas de contribuição que a pessoa nem sabia que existiam. Se quiser, nossa equipe lê esses documentos antes de você protocolar ou recorrer, para apontar o que está faltando.\n\nFale agora com um advogado especialista\n[ Falar com Advogado no WhatsApp](https://www.ribeirocavalcante.com.br/ads/wpp.html)\n\n<a id=\"o-inss-negou-meu-beneficio-o-que-fazer-agora\"></a>\n## O INSS negou meu benefício. O que fazer agora?\n\nVocê tem duas saídas, e elas não são excludentes. A primeira é o recurso administrativo à Junta de Recursos, com prazo de 30 dias contados da ciência da decisão. A segunda é a ação judicial no Juizado Especial Federal, que julga causas de até 60 salários mínimos, hoje R$ 97.260,00, e não exige pagamento de custas iniciais.\n\nPrimeiro, pegue a carta de concessão/indeferimento no Meu INSS. Nela aparece a frase que define o caminho. Se vier “não constatada incapacidade laborativa”, o problema é prova médica: o recurso deve vir com laudo novo e mais detalhado. Se vier “não cumprida a carência” ou “perda da qualidade de segurado”, o problema é contributivo: a discussão é sobre o CNIS, contribuições em atraso, vínculos não registrados ou período de graça estendido por desemprego.\n\nEssa distinção muda tudo. Recorrer de uma negativa por carência levando mais exames médicos é desperdício de 30 dias. E recorrer de negativa médica sem nenhum documento novo também, porque a Junta vai analisar o mesmo acervo que já foi rejeitado.\n\nEntre o recurso e a resposta, é comum surgir uma nova exigência de documentos ou uma segunda perícia. É nesse ponto que a maioria desiste, e é exatamente o ponto em que não se deve desistir. Na via judicial, a perícia é feita por médico nomeado pelo juiz, que não é servidor do INSS, e o juiz pode considerar aspectos que a perícia administrativa ignora, idade, escolaridade e profissão. Esse entendimento, de que a incapacidade deve ser analisada em conjunto com as condições pessoais e sociais do segurado, é consolidado nos enunciados da Turma Nacional de Uniformização, como a Súmula nº 78.\n\nOutro ponto útil: a Súmula nº 53 da TNU reconhece que a falta de prova da incapacidade na data exata não impede o reconhecimento quando o conjunto dos documentos aponta a doença preexistente. Em cálculo renal recorrente, isso é relevante, porque o histórico de crises antigas pode sustentar o pedido mesmo sem crise no dia da perícia.\n\nSe o benefício foi cessado e você ainda está incapaz, existe o pedido de prorrogação, que deve ser feito nos 15 dias anteriores à data de cessação (DCB) prevista. Perdido esse prazo, o caminho é novo requerimento ou pedido de reconsideração. O texto completo da lei que rege tudo isso está disponível no [portal do Planalto, Lei 8.213/91](https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l8213cons.htm).\n\n<a id=\"perguntas-frequentes-sobre-cid-n20-e-inss\"></a>\n## Perguntas frequentes sobre CID N20 e INSS\n\n<a id=\"quem-tem-calculo-renal-pode-ser-demitido-durante-o-afastamento\"></a>\n### Quem tem cálculo renal pode ser demitido durante o afastamento?\n\nEnquanto o contrato está suspenso pelo recebimento do auxílio por incapacidade temporária, a [demissão sem justa causa](https://www.ribeirocavalcante.com.br/demissao-sem-justa-causa-direitos/) não pode ocorrer. O contrato volta a correr quando o benefício cessa e você é liberado para o trabalho. Importante: cálculo renal comum não gera estabilidade acidentária de 12 meses, porque essa estabilidade depende de o afastamento ter sido reconhecido como de natureza ocupacional (B91). Se o seu trabalho contribuiu para o agravamento, por exemplo exposição ao calor extremo e desidratação crônica, essa natureza pode ser discutida.\n\n<a id=\"quanto-tempo-de-afastamento-o-inss-costuma-dar-por-calculo-renal\"></a>\n### Quanto tempo de afastamento o INSS costuma dar por cálculo renal?\n\nNão existe prazo tabelado por CID. O perito fixa uma DCB (data de cessação do benefício) com base no quadro apresentado, e em cálculo renal os prazos tendem a ser curtos, frequentemente de 30 a 90 dias, por ser considerada condição de resolução rápida. Quando há stent ureteral, cirurgia programada, infecção associada ou cálculo bilateral, o prazo pode ser maior. Se a DCB chegar e você continuar incapaz, use o pedido de prorrogação nos 15 dias anteriores à data marcada, pelo Meu INSS ou pelo 135.\n\n<a id=\"posso-trabalhar-em-outra-funcao-enquanto-recebo-o-beneficio\"></a>\n### Posso trabalhar em outra função enquanto recebo o benefício?\n\nNão. O auxílio por incapacidade temporária pressupõe que você está impedido de trabalhar. Exercer atividade remunerada durante o recebimento gera cessação imediata e cobrança dos valores recebidos, além de possível apuração de fraude. O caminho legal para mudar de função é a reabilitação profissional do INSS, em que o próprio órgão avalia, treina e emite certificado para outra atividade. Se a empresa quiser realocar você internamente, isso deve passar pelo INSS, não ser combinado por fora.\n\n<a id=\"tenho-direito-a-isencao-de-imposto-de-renda-por-calculo-renal\"></a>\n### Tenho direito a isenção de imposto de renda por cálculo renal?\n\nCálculo renal não consta na lista de doenças graves que garantem isenção de imposto de renda sobre aposentadoria e pensão. Essa lista é taxativa e inclui, entre outras, neoplasia maligna, cardiopatia grave, Parkinson, esclerose múltipla e nefropatia grave. A porta possível é justamente a nefropatia grave: se a litíase evoluiu para perda relevante de função renal, o laudo da medicina oficial pode reconhecer o enquadramento. Caso semelhante acontece em outros quadros, como se vê no [benefício por incapacidade na doença de Parkinson](https://www.ribeirocavalcante.com.br/beneficios-inss-por-doenca/cid-g20-doenca-de-parkinson/).\n\n<a id=\"perdi-a-pericia-agendada-perdi-o-pedido\"></a>\n### Perdi a perícia agendada. Perdi o pedido?\n\nNão necessariamente, mas o requerimento é indeferido por “não comparecimento”. Você pode reagendar pelo Meu INSS dentro do mesmo pedido, se o sistema permitir, ou apresentar justificativa com documento (internação, por exemplo). O problema é que, se precisar abrir requerimento novo, a DER muda e você pode perder meses de retroativo. Guarde qualquer comprovante que explique a ausência: relatório de atendimento de emergência no dia, laudo de internação, declaração do hospital.\n\n<a id=\"preciso-de-advogado-para-pedir-no-inss\"></a>\n### Preciso de advogado para pedir no INSS?\n\nPara o requerimento administrativo, não. Qualquer pessoa pede sozinha pelo Meu INSS, e isso é gratuito. Advogado passa a ser necessário na via judicial, e é bastante útil antes dela, para montar o conjunto probatório e evitar o indeferimento previsível por laudo insuficiente. Para ações no Juizado Especial Federal com valor de até R$ 97.260,00 em 2026, a representação por advogado é a prática recomendada, pela complexidade da prova pericial.\n\n<a id=\"calculo-renal-cid-n20-como-garantir-seu-beneficio-sem-perder-prazo\"></a>\n## Cálculo Renal (CID N20): Como Garantir Seu Benefício Sem Perder Prazo\n\nO próximo passo é físico e você pode dar hoje. Separe três coisas em uma pasta: o extrato CNIS baixado no Meu INSS, todos os laudos e exames com data visível dos últimos 3 anos, e a carta de indeferimento, se já houve negativa. Essa carta é a peça mais importante, porque é nela que está escrito o motivo real da recusa, e o motivo define se o caso se resolve com documento médico ou com discussão de contribuições.\n\nDepois, volte ao médico com um pedido específico: um laudo que descreva a recorrência das crises com datas, os procedimentos já realizados e a limitação funcional em relação à sua profissão. Não aceite atestado de três linhas com só o CID.\n\nSe quiser ajuda, mande mensagem com esses documentos. O que acontece em concreto: lemos o motivo da negativa, verificamos sua carência e qualidade de segurado no CNIS, e dizemos se o caso tem base legal, qual das três vias se aplica (temporário, BPC ou permanente) e qual o prazo que está correndo. Tudo isso antes de qualquer contratação, para você decidir com informação na mão.\n\nFale agora com um advogado especialista\n[ Falar com Advogado no WhatsApp](https://www.ribeirocavalcante.com.br/ads/wpp.html)",
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            "name": "INSS negou auxílio-doença",
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    "faq": [
        {
            "question": "Quem tem CID N20 tem direito a auxílio-doença?",
            "answer": "Somente se cumprir os três requisitos ao mesmo tempo: estar contribuindo ou dentro do período de graça, ter 12 contribuições de carência e comprovar na perícia que as cólicas ou os procedimentos impedem o trabalho. Trabalhos pesados e litíase recorrente têm maior chance de concessão."
        },
        {
            "question": "Quantos dias de afastamento o INSS dá por cálculo renal?",
            "answer": "Não há prazo fixo por CID. O prazo é definido pelo perito conforme o quadro clínico, variando de poucas semanas após litotripsia até meses em casos de cirurgia, obstrução ou crises repetidas. Se o prazo acabar e você seguir incapaz, peça prorrogação nos 15 dias finais."
        },
        {
            "question": "O INSS negou meu pedido por CID N20. O que fazer?",
            "answer": "Peça a carta de concessão/indeferimento para saber o motivo real. Se foi falta de incapacidade, cabe recurso à Junta de Recursos em 30 dias com laudo detalhado; se foi carência ou perda da qualidade de segurado, a solução passa por revisar o CNIS ou ingressar na Justiça."
        },
        {
            "question": "Cálculo renal pode gerar aposentadoria por invalidez?",
            "answer": "É raro, mas possível quando a litíase evolui para perda de função renal, insuficiência renal crônica ou necessidade de diálise, tornando a incapacidade total e permanente para qualquer atividade."
        },
        {
            "question": "Quais documentos levar na perícia do INSS por cálculo renal?",
            "answer": "Leve documento com foto, carteira de trabalho ou comprovantes de contribuição, laudo médico com CID, datas das crises e limitação funcional, exames de imagem (ultrassom, tomografia), relatórios de internação, litotripsia ou cirurgia e receitas em uso."
        }
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        {
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            "text": "Quem tem cálculo renal (CID N20) tem direito a auxílio-doença?",
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            "text": "2. Carência de 12 contribuições",
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            "text": "3. Incapacidade para o seu trabalho",
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            "text": "O que trava o pedido por cálculo renal no INSS?",
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            "text": "E se eu não tiver qualidade de segurado? O BPC/LOAS é opção?",
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            "text": "Cálculo renal pode dar aposentadoria por invalidez?",
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        {
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            "text": "Qual caminho seguir no seu caso: comparativo das três portas",
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            "text": "Como dar entrada no pedido e quais documentos levar",
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            "text": "O INSS negou meu benefício. O que fazer agora?",
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            "text": "Perguntas frequentes sobre CID N20 e INSS",
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            "text": "Quanto tempo de afastamento o INSS costuma dar por cálculo renal?",
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            "text": "Posso trabalhar em outra função enquanto recebo o benefício?",
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            "text": "Tenho direito a isenção de imposto de renda por cálculo renal?",
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