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    "title": "CID T07 dá Direito a Auxílio-Doença? Como Pedir em 2026",
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    "content_markdown": "Você sofreu um acidente grave, saiu do hospital com um laudo que traz o **CID T07 (politraumatismo, traumatismos múltiplos não especificados)** e agora não consegue voltar ao trabalho. Talvez já tenha pedido o [auxílio-doença](https://www.ribeirocavalcante.com.br/auxilio-doenca/) pelo Meu INSS e recebido aquela mensagem seca: “não constatada incapacidade laborativa”. Ou nem chegou a pedir, porque alguém disse que você “não tem tempo de contribuição suficiente”.\n\nA resposta curta é esta: sim, o politraumatismo pode dar direito a benefício do INSS. Mas não é o código CID T07 que garante o benefício. É a **incapacidade para o trabalho** que ele provoca, comprovada na perícia médica. O INSS não paga por diagnóstico, paga por limitação funcional demonstrada.\n\nLeia também:\n[Benefícios do INSS por Doença: Como Pedir em 2026](https://www.ribeirocavalcante.com.br/beneficios-inss-por-doenca/)\n\nE existe um detalhe que a maioria das pessoas com CID T07 desconhece e que muda tudo: como o politraumatismo quase sempre vem de um **acidente** (trânsito, queda, trabalho, acidente doméstico), a lei dispensa a carência de 12 contribuições. Ou seja, mesmo quem contribuiu por 2 ou 3 meses pode ter direito, desde que tenha [qualidade de segurado](https://www.ribeirocavalcante.com.br/qualidade-segurado-periodo-de-graca/) na data do acidente.\n\nNeste artigo você vai entender os três caminhos possíveis (auxílio por incapacidade temporária, BPC/LOAS e aposentadoria por incapacidade permanente), como montar o laudo que a perícia realmente lê, quais documentos separar e o que fazer quando o pedido é negado. Tudo com os valores de 2026 e sem juridiquês.\n\n<a id=\"o-cid-t07-garante-o-auxilio-doenca-automaticamente\"></a>\n## O CID T07 garante o auxílio-doença automaticamente?\n\nNão. Nenhum CID, sozinho, garante benefício do INSS. O que a Lei 8.213/91 exige, nos artigos 59 a 63, é a comprovação de incapacidade para o trabalho habitual por mais de 15 dias consecutivos. O CID T07 é apenas a etiqueta do diagnóstico. Sem descrição da limitação funcional, o perito nega mesmo com o código correto no laudo.\n\nLeia também:\n[CID F72 dá Direito a BPC/LOAS e Auxílio-Doença em 2026](https://www.ribeirocavalcante.com.br/beneficios-inss-por-doenca/cid-f72-deficiencia-intelectual-grave/)\n\nEssa é a crença errada que mais derruba pedido de politraumatismo: a pessoa acha que basta levar o papel com “T07” e o benefício sai. Não sai. O perito do INSS tem uma pauta apertada e vai olhar três coisas: o que você fazia no trabalho, o que você não consegue mais fazer e por quanto tempo essa limitação deve durar.\n\nPolitraumatismo é um quadro que combina lesões em regiões diferentes do corpo. Uma fratura de fêmur com trauma torácico e lesão em membro superior, por exemplo, não é a soma de três problemas isolados: é uma limitação global de mobilidade, força e resistência. Se o laudo não traduz isso em linguagem funcional, o perito enxerga só fragmentos.\n\nOs tribunais reforçam esse raciocínio. A Turma Nacional de Uniformização (TNU), em precedentes como o PEDILEF 0053990-73.2012.4.03.6301, firmou que não cabe conceder auxílio-doença ou [aposentadoria por invalidez](https://www.ribeirocavalcante.com.br/aposentadoria-por-invalidez/), inclusive em casos de politraumatismo, quando o segurado não apresenta incapacidade para as atividades habituais. A doença existe, mas se ela não impede o trabalho, não há benefício.\n\n**Importante:** a incapacidade é avaliada em relação à *sua* profissão, não a um trabalho genérico. Um pedreiro com fratura consolidada de tornozelo e limitação para permanecer em pé pode estar incapaz para a função dele e apto para uma função administrativa. Isso muda o benefício devido e precisa estar escrito no laudo.\n\n<a id=\"preciso-ter-12-contribuicoes-para-receber-por-politraumatismo\"></a>\n## Preciso ter 12 contribuições para receber por politraumatismo?\n\nEm regra sim, o art. 25, inciso I, da Lei 8.213/91 exige 12 contribuições mensais de carência. Mas o art. 26, inciso II, da mesma lei **dispensa a carência quando a incapacidade decorre de acidente de qualquer natureza**. Como o politraumatismo quase sempre nasce de um acidente, essa isenção é a regra prática nos casos de CID T07.\n\n“Acidente de qualquer natureza” é expressão ampla. O Decreto 3.048/99 e a prática administrativa incluem acidente de trânsito, queda em casa, acidente com arma, agressão, acidente de trabalho e acidente de trajeto. Não precisa ser acidente laboral para valer a isenção.\n\nO art. 151 da Lei 8.213/91 traz ainda uma lista de doenças graves isentas de carência (tuberculose ativa, neoplasia maligna, [cardiopatia grave](https://www.ribeirocavalcante.com.br/cardiopatia-grave-auxilio-doenca-invalidez/), entre outras). O politraumatismo não está nessa lista, e é exatamente por isso que muita gente é orientada errado. O caminho da isenção, aqui, é o do **acidente**, não o da lista de doenças graves.\n\n**Atenção:** a isenção de carência não dispensa a **qualidade de segurado**. Você precisava estar filiado ao INSS na data do acidente (trabalhando com carteira assinada, contribuindo como autônomo, ou dentro do [período de graça](https://www.ribeirocavalcante.com.br/qualidade-segurado-periodo-de-graca/), que costuma ser de 12 meses após parar de contribuir, podendo chegar a 24 ou 36 meses em situações específicas).\n\nSe o acidente foi de trabalho ou de trajeto, existe outra camada: o benefício deveria ser **acidentário (B91)**, e não previdenciário (B31). A diferença é concreta. No B91 a empresa continua depositando o FGTS durante o afastamento e você tem estabilidade de 12 meses ao voltar. Nesses casos, cobre a emissão da CAT (Comunicação de Acidente de Trabalho) pela empresa. Se ela se recusar, o próprio sindicato, o médico ou você mesmo pode emitir.\n\n<a id=\"quanto-o-inss-paga-por-politraumatismo-em-2026\"></a>\n## Quanto o INSS paga por politraumatismo em 2026?\n\nO auxílio por incapacidade temporária corresponde a 91% da média dos salários de contribuição, nunca abaixo do piso de R$ 1.621,00 ([salário mínimo](https://www.ribeirocavalcante.com.br/salario-minimo-em-2025/) de 2026 fixado pelo Governo Federal) nem acima do teto do INSS, de R$ 1.621,00. Já o BPC/LOAS paga valor fixo de um salário mínimo, sem 13º.\n\nPara a **aposentadoria por incapacidade permanente** (a antiga aposentadoria por invalidez), a regra geral após a Emenda Constitucional 103/2019 é 60% da média dos salários de contribuição, mais 2% por ano que exceder 20 anos de contribuição (homem) ou 15 anos (mulher).\n\nMas atenção ao ponto que mais impacta quem tem CID T07: quando a invalidez decorre de **acidente de qualquer natureza** ou de doença profissional/do trabalho, o valor é **100% da média**, sem o redutor de 60%. Isso é dinheiro real todo mês, e é um dos itens que mais passam batido em pedido feito sem orientação.\n\n**Exemplo prático:** imagine um segurado com média de salários de contribuição de R$ 3.000,00. No auxílio por incapacidade temporária, receberia 91%, cerca de R$ 2.730,00. Se ficar permanentemente incapaz por causa do acidente, a aposentadoria sairia por 100% da média, R$ 3.000,00, e não pelos 60% (R$ 1.800,00) da regra comum. Números hipotéticos, apenas para ilustrar a diferença.\n\nExiste ainda o **adicional de 25% da Grande Invalidez**, previsto no art. 45 da Lei 8.213/91, para quem precisa de assistência permanente de outra pessoa (para se alimentar, se locomover, fazer higiene). Ele incide só sobre a aposentadoria por incapacidade permanente e pode ultrapassar o teto. Uma aposentadoria de R$ 4.000,00 com o adicional chegaria a R$ 5.000,00.\n\n<a id=\"e-se-eu-nao-tiver-qualidade-de-segurado-o-bpc-loas-resolve\"></a>\n## E se eu não tiver qualidade de segurado? O BPC/LOAS resolve?\n\nPode resolver. O BPC/LOAS, previsto no art. 20 da Lei 8.742/93, paga um salário mínimo (R$ 1.621,00 em 2026) para a pessoa com deficiência de baixa renda que **não precisa ter contribuído nunca**. O critério de renda é familiar per capita inferior a 1/4 do salário mínimo, ou seja, R$ 405,25 por pessoa em 2026.\n\n![Pessoa em cadeira de rodas em um ambiente molhado, sugerindo necessidade de auxílio.](https://cdn.ribeirocavalcante.com.br/2026/08/cid-t07-politraumatismo-afastamento-auxilio-doenca-e-aposentadoria-inline-1-530219-1785762967.jpg)\n*O cid t07 garante o auxílio-doença automaticamente? — foto: stevepb*\n\nEsse é o caminho para quem estava [desempregado](https://www.ribeirocavalcante.com.br/desempregado-pode-receber-auxilio-doenca/) há anos, nunca contribuiu ou já perdeu o período de graça quando sofreu o acidente. Aqui não se fala em “incapacidade temporária”: exige-se **impedimento de longo prazo**, de natureza física, mental, intelectual ou sensorial, com efeitos por pelo menos 2 anos.\n\nPara calcular a renda per capita, some tudo que entra na casa (salários, pensões, bicos declarados) e divida pelo número de pessoas do grupo familiar. Numa família de 4 pessoas, o teto de renda total seria R$ 1.621,00 (4 x R$ 405,25). Alguns benefícios são excluídos do cálculo, como outro BPC recebido por idoso da mesma casa.\n\n**Dica de ouro:** antes de pedir BPC, atualize o **Cadastro Único (CadÚnico)** no CRAS do seu município. Pedido de BPC com CadÚnico desatualizado ou com composição familiar diferente da real costuma ser indeferido logo na triagem, antes mesmo da perícia. Leve documento de todos que moram na casa.\n\nNo BPC há duas avaliações: a médica e a **social**, feita por assistente social do INSS. Na avaliação social perguntam sobre barreiras do dia a dia: se você sobe escada, se depende de alguém para tomar banho, se consegue usar transporte público, se a casa tem degrau na entrada. Responda com o que é real no seu pior dia, não no melhor.\n\n<a id=\"auxilio-doenca-ou-aposentadoria-por-invalidez-qual-pedir\"></a>\n## Auxílio-doença ou aposentadoria por invalidez: qual pedir?\n\nDepende de a incapacidade ser reversível ou não. O auxílio por incapacidade temporária (art. 59 da Lei 8.213/91) vale enquanto há expectativa de recuperação ou reabilitação. A aposentadoria por incapacidade permanente (art. 42) exige incapacidade **total e insuscetível de reabilitação** para qualquer atividade que garanta sustento.\n\nEm politraumatismo, esse é o ponto onde o pedido mais escorrega. O TRF3, no processo 0008535-33.2017.4.03.9999, julgado em 2021, deixou claro que em moléstias ortopédicas e politraumatismos o que separa um benefício do outro é a **irreversibilidade** da incapacidade, e que deve ser negada a aposentadoria quando não demonstrada incapacidade total e permanente.\n\nExiste ainda um cenário intermediário, muito comum em quem sofreu acidente grave: a pessoa fica **parcial e permanentemente** incapaz, não volta à função antiga, mas poderia exercer atividade mais leve. Nesse caso o TRF3, no processo 0006639-40.2013.4.03.9999, decidiu que é devido o auxílio-doença, e não a aposentadoria, com a cessação condicionada ao procedimento de reabilitação profissional do art. 62 da Lei 8.213/91.\n\nTraduzindo: o INSS não pode simplesmente cortar seu benefício dizendo “você pode trabalhar sentado”. Ele precisa te encaminhar para a reabilitação profissional e manter o pagamento até que você seja reabilitado ou considerado definitivamente incapaz.\n\nOutro ponto que aparece com frequência: a Súmula 53 da TNU trata da incapacidade preexistente ao reingresso no regime. Se a pessoa voltou a contribuir já incapacitada, o benefício é indevido. Por isso a **data do acidente** e a data do vínculo precisam estar documentadas com clareza.\n\n<a id=\"qual-caminho-seguir-no-meu-caso\"></a>\n## Qual caminho seguir no meu caso?\n\nA escolha depende de três variáveis: se você tem qualidade de segurado, se o acidente foi de trabalho e se a incapacidade é reversível. A tabela abaixo resume os caminhos, com os valores de 2026 e o que cada um exige de você em documentos e prazo.\n\n| Caminho | Quando serve | Valor em 2026 | O que exige de você |\n| --- | --- | --- | --- |\n| Auxílio por incapacidade temporária (B31) | Segurado do INSS, incapaz por mais de 15 dias, com chance de recuperação | 91% da média (piso R$ 1.621,00 / teto R$ 8.157,41) | Laudos funcionais, exames, CNIS; sem carência se foi acidente |\n| Auxílio acidentário (B91) | Acidente de trabalho ou de trajeto | Mesmo cálculo do B31, com FGTS depositado e estabilidade de 12 meses no retorno | CAT emitida, comprovação do nexo com o trabalho |\n| Aposentadoria por incapacidade permanente (B32) | Incapacidade total e sem reabilitação possível | 60% da média + 2% por ano extra; 100% da média se por acidente | Laudos de longo prazo, histórico de tratamentos, perícia detalhada |\n| BPC/LOAS | Sem qualidade de segurado e baixa renda | R$ 1.621,00 fixos, sem 13º | CadÚnico atualizado, renda per capita abaixo de R$ 405,25, impedimento de 2+ anos |\n\nSe você tem dúvida entre dois caminhos, uma orientação prática: peça primeiro o benefício por incapacidade. O INSS, ao analisar, pode reconhecer o direito ao BPC se identificar que não há qualidade de segurado, mas o contrário raramente acontece de forma automática. Entender melhor cada modalidade ajuda, e reunimos a visão geral em nosso guia sobre [benefícios do INSS por doença e como pedir em 2026](https://www.ribeirocavalcante.com.br/beneficios-inss-por-doenca/).\n\n<a id=\"como-comprovar-a-incapacidade-na-pericia-do-inss\"></a>\n## Como comprovar a incapacidade na perícia do INSS?\n\nCom laudo que descreva **limitação funcional**, não apenas diagnóstico. Um laudo útil diz o que você não consegue fazer, por quanto tempo, e por quê. Um laudo inútil diz apenas “paciente com CID T07, afastar por 90 dias”. A perícia dura poucos minutos: o documento precisa falar por você.\n\nPeça ao seu médico que o relatório contenha, em texto:\n\n- CID principal (T07) e os CIDs das lesões específicas (fraturas, lesões nervosas, sequelas)\n- Data do acidente e histórico do tratamento (cirurgias, internações, fisioterapia)\n- Quais movimentos estão limitados e em que grau (por exemplo: não permanece em pé por mais de 20 minutos, não eleva o braço acima da linha do ombro, não carrega peso acima de 5 kg)\n- Se usa muleta, órtese, cadeira de rodas ou depende de terceiros\n- Prognóstico: tempo estimado de recuperação ou afirmação de que as sequelas são definitivas\n- Relação expressa com a sua profissão (“incapaz para a função de motorista de caminhão, que exige permanência sentado por longos períodos e manuseio de carga”)\n\nLeve os exames de imagem originais, não só o laudo digitado. Radiografias, tomografias e ressonâncias com fraturas, placas e parafusos têm peso concreto na análise. Organize em ordem cronológica, do acidente até hoje, com o mais recente por cima.\n\n[\n\n![CID T07 dá direito a auxílio-doença? Guia 2026](https://cdn.ribeirocavalcante.com.br/web-stories/poster-cid-t07-da-direito-a-auxilio-d-1785763554.webp)\n\n](https://www.ribeirocavalcante.com.br/web-stories/cid-t07-politraumatismo-auxilio-doenca-2026/)\n\n⚡ Web Story\n[CID T07 dá direito a auxílio-doença? Guia 2026](https://www.ribeirocavalcante.com.br/web-stories/cid-t07-politraumatismo-auxilio-doenca-2026/)\n[Ver história visual ›](https://www.ribeirocavalcante.com.br/web-stories/cid-t07-politraumatismo-auxilio-doenca-2026/)\n\n\nNa experiência de quem acompanha esses pedidos, o padrão que mais aparece nas negativas de politraumatismo é o laudo que fala em “fratura consolidada”. Para o perito, consolidada significa curada. Se ainda há dor, encurtamento, perda de força ou marcha alterada, isso precisa estar escrito no mesmo documento, com essas palavras.\n\n**Cuidado:** não minimize seus sintomas na perícia por educação ou vergonha. É frequente a pessoa dizer “estou melhorzinho, doutor” e o perito registrar melhora clínica. Descreva o pior dia da semana, o que você deixou de fazer em casa e no trabalho, e mencione as medicações em uso.\n\n<a id=\"passo-a-passo-como-pedir-o-beneficio-pelo-meu-inss\"></a>\n## Passo a passo: como pedir o benefício pelo Meu INSS\n\nTodo o pedido é feito online, sem ir à agência, pelo aplicativo ou site [Meu INSS\r\n\r\n](https://meu.inss.gov.br), com a conta gov.br. O INSS tem prazo legal de 45 dias para decidir, embora a espera real pela perícia costume ser maior em várias regiões. Guarde o número do protocolo desde o primeiro clique.\n\n- **1.** Entre no Meu INSS com CPF e senha gov.br (nível prata ou ouro).\n- **2.** Clique em “Novo Pedido” e busque “Benefício por Incapacidade Temporária” (ou “Benefício Assistencial à Pessoa com Deficiência” para o BPC).\n- **3.** Informe a data de início do afastamento, que deve ser a data do acidente ou da alta hospitalar.\n- **4.** Anexe os documentos médicos em PDF ou foto legível. O sistema aceita vários arquivos.\n- **5.** Se tiver laudo completo e atual, marque a opção de análise documental (Atestmed), quando disponível para o seu caso.\n- **6.** Agende a perícia e anote data, hora e endereço. Falta sem justificativa arquiva o pedido.\n- **7.** Acompanhe o resultado na aba “Consultar Pedidos”. A carta de concessão ou indeferimento fica disponível para download.\n\nDocumentos para separar antes de começar:\n\n- RG, CPF e comprovante de residência atualizado\n- Carteira de trabalho (física ou digital) e extrato do CNIS, que você baixa no próprio Meu INSS\n- Todos os laudos, atestados, receituários e relatórios de alta hospitalar\n- Exames de imagem e resultados laboratoriais\n- Boletim de ocorrência do acidente, se houver (é a prova mais forte da isenção de carência)\n- CAT, se foi acidente de trabalho ou de trajeto\n- Comprovante de gastos com tratamento e transporte, úteis na avaliação social do BPC\n\nAntes de protocolar, tenha em mãos três peças: o **laudo médico com descrição funcional**, o **boletim de ocorrência ou a CAT** e o **extrato do CNIS**. O erro que mais derruba pedido de CID T07 é o laudo genérico, sem data do acidente e sem dizer o que a pessoa deixou de conseguir fazer na função dela. Se quiser, nossa equipe lê esses documentos e aponta o que está faltando antes de você protocolar.\n\nFale agora com um advogado especialista\n[ Falar com Advogado no WhatsApp](https://www.ribeirocavalcante.com.br/ads/wpp.html)\n\n<a id=\"o-inss-negou-por-politraumatismo-o-que-fazer-agora\"></a>\n## O INSS negou por politraumatismo: o que fazer agora?\n\nVocê tem 30 dias, contados da ciência da decisão, para apresentar **recurso administrativo** ao Conselho de Recursos da Previdência Social, pelo próprio Meu INSS. Alternativamente, é possível pedir nova perícia depois de 30 dias do indeferimento ou ingressar direto com ação judicial nos Juizados Especiais Federais.\n\n![Médico em consultório usando equipamento de marcação em documento.](https://cdn.ribeirocavalcante.com.br/2026/08/cid-t07-politraumatismo-afastamento-auxilio-doenca-e-aposentadoria-inline-2-530219-1785762981.jpg)\n*O cid t07 garante o auxílio-doença automaticamente? — foto: https://kaboompics. Com/*\n\nPrimeiro passo, antes de qualquer recurso: baixe a **carta de indeferimento** e leia o motivo. Ele aparece de forma padronizada, e cada motivo pede uma resposta diferente:\n\n- **“Não constatada incapacidade laborativa”**: o problema é a prova médica. Recorra com laudo novo, funcional, e exames posteriores à perícia.\n- **“Não cumprida a carência”**: aqui está o erro clássico nos casos de acidente. Junte boletim de ocorrência, prontuário ou CAT para acionar a dispensa do art. 26, II, da Lei 8.213/91.\n- **“Perda da qualidade de segurado”**: prove vínculos não registrados no CNIS, recolhimentos avulsos ou situação de desemprego que estende o período de graça.\n- **“Incapacidade anterior ao ingresso no RGPS”**: mostre que o acidente é posterior ao vínculo, com data do boletim ou da internação.\n\nNo recurso, não repita os mesmos documentos que já foram recusados. Documento novo é o que muda a análise. Um relatório do ortopedista emitido depois da perícia, descrevendo evolução ou sequela definitiva, pesa mais do que dez atestados antigos idênticos.\n\nNa via judicial, quem decide não é o perito do INSS, mas um perito nomeado pelo juiz. E aí entra o que o TRF3 destacou no processo 0001381-54.2019.4.03.6327, julgado em 2022: em politraumatismo, a análise deve considerar o conjunto probatório e as **condições pessoais do segurado**, como idade, escolaridade e histórico profissional. Um trabalhador braçal de 55 anos com baixa escolaridade tem realidade diferente de um jovem de 25 anos com curso superior, mesmo com a mesma lesão.\n\n**Lembre-se:** o texto integral da [Lei 8.213/91 está disponível no portal do Planalto](https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l8213cons.htm). Vale abrir os artigos 25, 26, 42, 45 e 59 antes de recorrer: eles cabem em poucas páginas e são a base de tudo que o INSS decide.\n\n<a id=\"perguntas-frequentes-sobre-cid-t07-e-beneficios-do-inss\"></a>\n## Perguntas frequentes sobre CID T07 e benefícios do INSS\n\n<a id=\"posso-trabalhar-recebendo-auxilio-por-incapacidade-temporaria\"></a>\n### Posso trabalhar recebendo auxílio por incapacidade temporária?\n\nNão. Se o INSS identificar vínculo ativo ou recolhimento durante o afastamento, o benefício é cessado e você pode ser cobrado a devolver os valores. A exceção é o segurado com mais de um emprego ou atividade: ele pode receber pela atividade em que está incapaz e continuar na outra, desde que a incapacidade não alcance ambas. Isso precisa ser informado no pedido, com o laudo indicando qual função está comprometida. Trabalho informal durante o afastamento também é detectado, por cruzamento de dados e denúncia.\n\n<a id=\"quem-recebe-aposentadoria-por-incapacidade-permanente-pode-ser-convocado-para-nova-pericia\"></a>\n### Quem recebe aposentadoria por incapacidade permanente pode ser convocado para nova perícia?\n\nPode. O INSS realiza revisões periódicas, e a aposentadoria por incapacidade permanente não é definitiva no sentido literal. A Lei 8.213/91 dispensa da reavaliação obrigatória o segurado com 60 anos ou mais, e há regra especial após 55 anos com 15 anos de benefício. Se for convocado, compareça: falta gera suspensão do pagamento. Leve laudos atualizados, mesmo que a sequela seja evidente. Muita cessação acontece por ausência de documentação recente, não por melhora real do quadro.\n\n<a id=\"recebo-bpc-loas-se-eu-voltar-a-trabalhar-perco-o-beneficio-para-sempre\"></a>\n### Recebo BPC/LOAS. Se eu voltar a trabalhar, perco o benefício para sempre?\n\nNão perde definitivamente. A Lei 8.742/93 prevê que o BPC da pessoa com deficiência é suspenso, e não cancelado, quando ela ingressa no mercado de trabalho. Encerrado o contrato, o benefício pode ser reativado por requerimento no Meu INSS, sem necessidade de nova avaliação médica e social, desde que dentro do prazo previsto na regra. Guarde a [rescisão de contrato](https://www.ribeirocavalcante.com.br/rescisao-trabalhista-2026/) e a baixa na carteira. É esse documento que o INSS pede para restabelecer o pagamento.\n\n<a id=\"a-indenizacao-do-seguro-dpvat-ou-do-processo-contra-o-motorista-atrapalha-o-beneficio\"></a>\n### A indenização do seguro DPVAT ou do processo contra o motorista atrapalha o benefício?\n\nNão. São origens diferentes e cumuláveis. O benefício do INSS decorre da relação previdenciária; a indenização por acidente de trânsito decorre de responsabilidade civil ou de seguro obrigatório. Receber uma não impede a outra, e o INSS não pode descontar. O único ponto de atenção é o BPC: valores recebidos podem entrar no cálculo de renda familiar em determinados períodos, dependendo da natureza e da periodicidade. Se for indenização única, guarde o comprovante e informe a origem quando questionado.\n\n<a id=\"quem-paga-os-15-primeiros-dias-de-afastamento\"></a>\n### Quem paga os 15 primeiros dias de afastamento?\n\nA empresa, no caso do empregado com carteira assinada. O INSS só paga a partir do 16º dia de afastamento, conforme a Lei 8.213/91. Já o contribuinte individual (autônomo, MEI) e o segurado facultativo recebem do INSS desde a data de início da incapacidade, se requererem em até 30 dias do afastamento. Se pedir depois desse prazo, o benefício começa na data do requerimento, e você perde os dias anteriores. Por isso, protocole cedo, mesmo com documentação incompleta.\n\n<a id=\"politraumatismo-com-sequela-neurologica-muda-alguma-coisa-no-pedido\"></a>\n### Politraumatismo com sequela neurológica muda alguma coisa no pedido?\n\nMuda bastante, porque acrescenta CIDs específicos e amplia a chance de reconhecimento de incapacidade total. Trauma craniano com déficit cognitivo, lesão medular ou lesão de nervos periféricos exigem laudo de neurologista, além do ortopedista. A lógica de comprovação é a mesma de outras condições neurológicas, como se vê nos casos de [aposentadoria por invalidez após AVC](https://www.ribeirocavalcante.com.br/beneficios-inss-por-doenca/cid-i69-sequelas-de-avc/) e no [auxílio-doença por doença de Parkinson](https://www.ribeirocavalcante.com.br/beneficios-inss-por-doenca/cid-g20-doenca-de-parkinson/): o que convence é a descrição da perda funcional, não o nome da lesão.\n\n<a id=\"cid-t07-como-garantir-seu-beneficio-antes-que-o-prazo-passe\"></a>\n## CID T07: Como Garantir seu Benefício Antes que o Prazo Passe\n\nComece hoje pela ordem física das coisas. Separe uma pasta e coloque dentro, nesta sequência: boletim de ocorrência ou CAT do acidente, relatório de alta hospitalar, laudos e exames em ordem de data, carteira de trabalho e extrato do CNIS baixado no Meu INSS. Se o benefício já foi negado, a carta de indeferimento é a peça mais importante de todas, porque é ela que diz exatamente qual buraco precisa ser tapado.\n\nDepois, ligue para o consultório do seu médico e peça um relatório novo, com data recente, que descreva o que você não consegue fazer na sua profissão. Não aceite o atestado padrão de três linhas. Diga que é para perícia do INSS: a maioria dos médicos entende o recado e detalha.\n\nSe quiser conversar antes de dar qualquer passo, mande uma mensagem com esses documentos. A gente lê, diz se o caso tem base legal, aponta qual dos caminhos (auxílio temporário, aposentadoria por incapacidade permanente ou BPC/LOAS) se encaixa na sua situação e explica o que seria feito, antes de qualquer contratação.\n\nFale agora com um advogado especialista\n[ Falar com Advogado no WhatsApp](https://www.ribeirocavalcante.com.br/ads/wpp.html)",
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            "question": "O CID T07 dá direito a auxílio-doença automaticamente?",
            "answer": "Não. O código apenas descreve traumatismos múltiplos; o benefício depende de o perito reconhecer que as lesões impedem o exercício da sua profissão por mais de 15 dias."
        },
        {
            "question": "Preciso de 12 contribuições para receber por politraumatismo?",
            "answer": "Em regra sim, mas a carência é dispensada quando a incapacidade decorre de acidente de qualquer natureza, inclusive de trânsito ou de trabalho. Basta manter a qualidade de segurado na data do acidente."
        },
        {
            "question": "Quanto o INSS paga em 2026 no caso de CID T07?",
            "answer": "O auxílio por incapacidade temporária equivale a 91% da média dos salários de contribuição, com piso de R$ 1.621,00 e teto de R$ 8.157,41. A aposentadoria por incapacidade permanente paga 100% dessa média."
        },
        {
            "question": "O INSS negou meu pedido por politraumatismo. O que fazer?",
            "answer": "Cabe recurso administrativo em 30 dias pelo Meu INSS ou ação judicial. Antes, baixe a carta de indeferimento para saber o motivo exato e junte laudo médico recente que descreva as limitações funcionais, não só o diagnóstico."
        },
        {
            "question": "Quem paga os 15 primeiros dias de afastamento?",
            "answer": "No empregado com carteira assinada, a empresa arca com os 15 primeiros dias; a partir do 16º o INSS assume. Autônomos e contribuintes individuais recebem do INSS desde o início da incapacidade."
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