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    "content_markdown": "O pedido de saque do FGTS por doença grave quase nunca é negado por falta de direito. Ele é negado por causa de um papel errado. A pessoa chega na agência da CAIXA com o atestado que o médico escreveu no receituário, com a biópsia em mãos, e ouve do atendente que “o sistema não aceita”. Volta para casa achando que não tinha direito nenhum. Tinha. O que faltava era o formulário certo: o **“Relatório Médico de Doenças Graves para Solicitação de Saque do FGTS”**, que é um documento específico, com campos próprios, assinatura sobre carimbo com CRM/UF do médico assistente (ou certificação digital no padrão ICP-Brasil) e validade máxima de 1 ano contado da emissão.\n\nO custo desse erro é alto de duas formas. A primeira é o tempo: cada ida e volta à agência consome semanas de quem está em tratamento. A segunda é pior: muita gente desiste na primeira negativa verbal, sem nem pegar protocolo, e nunca mais tenta. O dinheiro fica parado na conta vinculada enquanto a família paga transporte para sessões de quimioterapia, medicamento fora da lista do SUS e exame particular para não esperar fila.\n\nLeia também:\n[Salário Mínimo 2026: Como Fica sua Hora Extra e Férias](https://www.ribeirocavalcante.com.br/salario-minimo-em-2025/)\n\nEste guia mostra exatamente quais doenças a lei reconhece, quais ficam de fora do balcão e só entram pela via judicial, quais documentos juntar antes de sair de casa e o que fazer quando a resposta for “indeferido”. Com valores, prazos em dias úteis e o nome de cada documento.\n\n<a id=\"o-que-diz-a-lei-sobre-o-saque-do-fgts-por-doenca-grave\"></a>\n## O que diz a lei sobre o saque do FGTS por doença grave?\n\nA base é o artigo 20 da [Lei nº 8.036/1990\r\n\r\n](https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l8036consol.htm), que lista as situações em que o trabalhador pode movimentar a conta vinculada. Doença grave está entre elas, nos incisos XI, XIII e XVIII. O saque pode ser feito mesmo com o trabalhador empregado e sem depender de demissão.\n\nO FGTS funciona como uma poupança trancada. A empresa deposita 8% do seu salário todo mês e você só abre o cofre nas hipóteses que a lei descreve. [Demissão sem justa causa](https://www.ribeirocavalcante.com.br/demissao-sem-justa-causa-direitos/) é a mais conhecida. Doença grave é a que menos gente conhece, e é exatamente a que permite sacar sem perder o emprego.\n\nLeia também:\n[Seguro-Desemprego Doméstica 2026: Regras e Como Pedir](https://www.ribeirocavalcante.com.br/seguro-desemprego-domestica-2026/)\n\nDuas leis ampliaram essa porta ao longo dos anos. A Lei nº 7.670/1988 equiparou o HIV/Aids às doenças que autorizam o saque, e isso significa que basta ser portador do vírus, sem precisar ter a doença desenvolvida. Já a Lei nº 14.615/2023 incluiu as doenças raras no artigo 20, uma mudança recente que muitos atendentes ainda tratam com insegurança no balcão.\n\n**Como funciona:** a CAIXA não decide sozinha se você tem a doença. A confirmação do diagnóstico é feita pela Perícia Médica Federal, que analisa o formulário de relatório médico, os exames e os laudos anexados. É por isso que o papel importa mais que o seu relato no guichê: quem lê o pedido não vai te ver.\n\n<a id=\"quais-doencas-dao-direito-ao-saque-do-fgts\"></a>\n## Quais doenças dão direito ao saque do FGTS?\n\nTrês grupos estão escritos na Lei 8.036/1990 e são liberados direto na CAIXA: neoplasia maligna (qualquer tipo de câncer), HIV/Aids e estágio terminal em razão de doença grave de qualquer natureza. A Lei nº 14.615/2023 acrescentou um quarto grupo: as doenças raras, definidas pelo Ministério da Saúde como as que atingem até 65 pessoas em cada 100 mil.\n\n- **Câncer (neoplasia maligna):** do trabalhador ou de dependente. Vale para tumor de mama, próstata, pulmão, intestino, leucemia, linfoma. O que a perícia quer ver é o laudo anatomopatológico (a biópsia) com o CID.\n- **HIV/Aids:** do trabalhador ou de dependente. Sorologia positiva, carga viral ou contagem de CD4 servem como prova clínica.\n- **Estágio terminal por doença grave:** o relatório médico precisa afirmar com essas palavras que o quadro é terminal. Laudo que só descreve “doença avançada” costuma voltar com pedido de complementação.\n- **Doença rara:** [esclerose lateral amiotrófica](https://www.ribeirocavalcante.com.br/ela-auxilio-doenca-invalidez/), fibrose cística, doença de Gaucher, atrofia muscular espinhal, entre centenas de outras. Aqui o CID e, quando existir, o exame genético são o centro do pedido.\n\nRepare no detalhe que muda tudo: nos casos de câncer, HIV e doença rara, o direito existe tanto para o trabalhador quanto para o **dependente**. Pai que trabalha e tem filho em tratamento oncológico pode sacar o próprio FGTS. Essa extensão ao dependente, no caso do câncer, veio pela Lei nº 8.922/1994.\n\n**Ponto-chave:** não existe exigência de tempo mínimo de contribuição, [carência](https://www.ribeirocavalcante.com.br/carencia-inss-guia-completo/) ou saldo mínimo. Se o diagnóstico está comprovado e há saldo na conta vinculada, o saque é devido, mesmo que você tenha sido contratado há poucos meses.\n\n> Reconhecimento de vínculo é uma discussão comum para quem trabalhou \"por fora\" ou como PJ apenas no papel. O que importa para a Justiça é a realidade da relação, não o rótulo do contrato.Lucas Ribeiro Cavalcante, advogado (OAB/CE 44.673)\n\n<a id=\"e-lupus-esclerose-multipla-parkinson-e-cardiopatia-grave\"></a>\n## E lúpus, esclerose múltipla, Parkinson e cardiopatia grave?\n\nEssas doenças não estão escritas no artigo 20 da Lei 8.036/1990. No balcão da CAIXA, o pedido tende a ser indeferido, porque o atendente segue o manual de movimentação da conta vinculada, que é literal. O caminho, nesses casos, é a ação judicial, sustentada por analogia com a Portaria Interministerial MPAS/MS nº 2.998/2001, que lista as doenças graves para fins de isenção de Imposto de Renda.\n\nEssa portaria inclui, entre outras, [cardiopatia grave](https://www.ribeirocavalcante.com.br/cardiopatia-grave-auxilio-doenca-invalidez/), doença de Parkinson, [esclerose múltipla](https://www.ribeirocavalcante.com.br/esclerose-multipla-doenca-invalidez/), nefropatia grave, hepatopatia grave, tuberculose ativa, alienação mental e paralisia irreversível. O argumento é simples: se o Estado reconhece que essas doenças são graves o suficiente para isentar alguém de imposto, não faz sentido negar o acesso ao próprio dinheiro de quem precisa custear o tratamento. O artigo 151 da Lei nº 8.213/1991, que dispensa carência no INSS para certas doenças, também costuma entrar no pedido.\n\n<a id=\"o-que-a-caixa-argumenta-quando-nega-e-o-que-responde-a-isso\"></a>\n## O que a CAIXA argumenta quando nega, e o que responde a isso\n\nO melhor argumento da CAIXA é sólido: a lista do artigo 20 da Lei 8.036/1990 é taxativa, e o FGTS não é poupança livre, é fundo com destinação legal definida (habitação popular, saneamento e infraestrutura). Ampliar hipóteses caso a caso, por decisão individual, fragiliza o fundo e cria desigualdade entre quem tem acesso a advogado e quem não tem.\n\nÉ um argumento honesto e precisa ser respondido no mesmo nível. A resposta não é pedir que o juiz invente uma hipótese nova. É mostrar que a finalidade do FGTS, segundo a própria lei que o criou, é proteger o trabalhador em situação de ruptura e vulnerabilidade. Diagnóstico incapacitante é ruptura. Quando a doença consta de uma lista oficial do próprio Poder Executivo como doença grave, não há criação de direito: há aplicação coerente de um conceito que o Estado já definiu.\n\nHá divergência real entre os juízos federais sobre isso, e seria desonesto dizer o contrário. Pedidos bem instruídos, com laudo que descreva incapacidade e despesa de tratamento documentada, costumam ser recebidos de forma mais favorável do que pedidos que trazem apenas o nome da doença. A diferença entre um caso e outro quase sempre está na espessura do laudo, não na tese.\n\n<a id=\"quais-documentos-a-caixa-exige-por-situacao\"></a>\n## Quais documentos a CAIXA exige, por situação?\n\nO documento central é o formulário “Relatório Médico de Doenças Graves para Solicitação de Saque do FGTS”, disponível no [portal da CAIXA](https://www.caixa.gov.br), preenchido pelo médico assistente responsável pelo tratamento, com assinatura sobre carimbo e CRM/UF ou certificação digital ICP-Brasil, e validade não superior a 1 ano da emissão.\n\n<a id=\"sempre-em-qualquer-caso\"></a>\n### Sempre, em qualquer caso\n\n- Documento de identidade com foto (RG ou CNH) e CPF\n- Carteira de trabalho ou número do PIS/NIS\n- Comprovante de residência atualizado\n- Formulário de relatório médico preenchido, assinado e dentro da validade\n- Cópia dos exames e laudos que sustentam o diagnóstico\n\n<a id=\"se-a-doenca-e-do-dependente\"></a>\n### Se a doença é do dependente\n\n- Certidão de nascimento (filho) ou certidão de casamento / declaração de união estável\n- Documento de identidade e CPF do dependente\n- Comprovação da relação de dependência (declaração de dependência no Imposto de Renda, registro no INSS ou documento equivalente)\n- Relatório médico no nome do dependente, não no seu\n\n<a id=\"por-tipo-de-diagnostico\"></a>\n### Por tipo de diagnóstico\n\n- **Câncer:** laudo anatomopatológico ou histopatológico, relatório do oncologista, CID da doença\n- **HIV/Aids:** sorologia, carga viral ou CD4, relatório do infectologista\n- **Estágio terminal:** relatório que diga expressamente “estágio terminal”, com a doença de base identificada\n- **Doença rara:** laudo com CID, exame genético quando existir, relatório do especialista descrevendo limitações\n\n**Fique atento:** laudo emitido há mais de 1 ano é indeferido sem análise de mérito, ainda que a doença esteja ativa e documentada. Antes de ir à agência, confira a data de emissão no formulário. Se passou de 12 meses, peça um novo ao médico. É o motivo de recusa mais fácil de evitar e o mais frequente.\n\n<a id=\"como-pedir-o-saque-passo-a-passo\"></a>\n## Como pedir o saque: passo a passo\n\nO saque por doença grave não é liberado pelo aplicativo FGTS, porque exige análise documental e parecer da Perícia Médica Federal. O caminho é presencial em agência da CAIXA, e a resposta costuma sair entre 5 e 15 dias úteis depois do protocolo, prazo que varia conforme a necessidade de complementação de documentos.\n\n1. **Baixe o formulário antes da consulta.** No portal da CAIXA, procure por “Relatório Médico de Doenças Graves”. Leve impresso ao médico. Pedir o formulário depois da consulta significa nova espera por vaga na agenda.\n2. **Confira o preenchimento ali mesmo.** Carimbo com CRM e UF legíveis, data de emissão, CID, assinatura. Formulário com campo em branco volta.\n3. **Junte os exames em cópia.** Biópsia, sorologia, exame genético, relatórios de internação. Leve também os originais para conferência.\n4. **Consulte o saldo no aplicativo FGTS.** Confira se todos os meses de trabalho aparecem. Se houver meses em branco, o valor liberado será menor do que o devido, e vale verificar [o FGTS não depositado](https://www.ribeirocavalcante.com.br/fgts-nao-depositado-verificar-cobrar-2026/) em paralelo.\n5. **Vá à agência e protocole.** Peça o número do protocolo e guarde. Se o atendente disser que “não tem essa opção”, insista no registro do pedido: sem protocolo, não existe recurso nem prova de que você tentou.\n6. **Acompanhe a análise.** A Perícia Médica Federal emite o parecer com base no formulário e nos exames. Se pedirem documento complementar, responda rápido: é nessa segunda solicitação que a maioria desiste.\n7. **Se for negado, exija a negativa por escrito**, com o motivo e a fundamentação. Esse papel é a peça mais importante de qualquer discussão posterior.\n8. **Avalie a via judicial.** Ações sobre FGTS contra a CAIXA tramitam na Justiça Federal. Causas de até 60 salários mínimos, hoje R$ 97.260,00 considerando o [salário mínimo](https://www.ribeirocavalcante.com.br/salario-minimo-em-2025/) de 2026 de R$ 1.621,00 fixado pelo Governo Federal, podem ir ao Juizado Especial Federal.\n\nSepare três coisas antes de qualquer conversa com advogado: o formulário de relatório médico com a data de emissão visível, a negativa da CAIXA por escrito e o extrato do FGTS tirado do aplicativo. O erro que mais derruba esses pedidos é laudo genérico, que cita a doença mas não descreve a incapacidade nem o tratamento em curso. Nossa equipe pode ler esses documentos e dizer, antes de qualquer contratação, se o problema é de direito ou de prova.\n\nFale agora com um advogado especialista\n[ Falar com Advogado no WhatsApp](https://www.ribeirocavalcante.com.br/ads/wpp.html)\n\n<a id=\"quanto-dinheiro-voce-pode-sacar-exemplos-de-calculo\"></a>\n## Quanto dinheiro você pode sacar? Exemplos de cálculo\n\nNo saque por doença grave você retira o saldo disponível da conta vinculada, não uma parcela limitada. O depósito mensal do empregador é de 8% da remuneração, conforme a Lei 8.036/1990. Quem recebe R$ 3.000 tem R$ 240 depositados por mês, mais a correção e a distribuição de resultados do fundo.\n\n**Resumo rápido:** imagine um trabalhador com salário de R$ 3.000 e 4 anos na mesma empresa. São 48 depósitos de R$ 240, o que dá R$ 11.520 em valor nominal, sem contar correção e lucro. Com o saldo liberado, esse valor sai integralmente para a conta indicada.\n\nOutro cenário hipotético: salário de R$ 1.621,00, o mínimo de 2026. O depósito mensal é de R$ 129,68. Em 3 anos de contrato, 36 depósitos, chega-se a cerca de R$ 4.668 em valor nominal. Pode parecer pouco, mas costuma cobrir meses de medicamento de alto custo ou o deslocamento para um centro de tratamento em outra cidade.\n\nSe você tem contas antigas de empregos anteriores, elas também entram. Muita gente esquece que o FGTS de contratos encerrados há anos continua lá, rendendo. Vale conferir também o [lucro do FGTS distribuído em 2026](https://www.ribeirocavalcante.com.br/lucro-do-fgts-2026/), que é creditado nas contas ativas e inativas e aumenta o saldo disponível para o saque.\n\n<a id=\"prazos-e-limites-que-voce-precisa-anotar\"></a>\n## Prazos e limites que você precisa anotar\n\nO prazo mais apertado é o da validade do relatório médico: 1 ano contado da expedição, conforme a regra operacional da CAIXA. Depois vem o prazo de análise, entre 5 e 15 dias úteis. E há os prazos de cobrança de FGTS não depositado, que são outros e correm em paralelo.\n\n| Situação | Prazo / limite |\n| --- | --- |\n| Validade do relatório médico da CAIXA | Até 1 ano da data de emissão |\n| Análise do pedido e liberação | 5 a 15 dias úteis, em média |\n| Resposta a pedido de documento complementar | Quanto antes; laudo precisa estar válido na data da reanálise |\n| Cobrar FGTS que a empresa não depositou | 5 anos retroativos, até 2 anos após o fim do contrato |\n| Teto do Juizado Especial Federal em 2026 | 60 salários mínimos = R$ 97.260,00 |\n\nSe a empresa deixou de recolher, isso reduz o valor que você vai sacar agora. A cobrança desses depósitos é discussão separada, explicada em detalhe no texto sobre [como cobrar o FGTS que a empresa não depositou](https://www.ribeirocavalcante.com.br/empresa-nao-depositou-fgts-como-cobrar/), e não impede o pedido por doença grave sobre o saldo existente.\n\n<a id=\"caixa-ou-justica-qual-caminho-seguir-no-seu-caso\"></a>\n## CAIXA ou Justiça: qual caminho seguir no seu caso?\n\nA escolha depende de uma única pergunta: a sua doença está escrita no artigo 20 da Lei 8.036/1990? Câncer, HIV/Aids, estágio terminal e doença rara seguem pelo balcão, com resposta em semanas. As demais doenças graves tendem a exigir ação na Justiça Federal, com prazo bem maior.\n\n| | Via administrativa (CAIXA) | Via judicial (Justiça Federal) |\n| --- | --- | --- |\n| Quando usar | Doença listada na lei | Doença não listada ou pedido indeferido |\n| Prazo típico | 5 a 15 dias úteis | Meses, variável por vara e por instrução |\n| Custo | Sem custo | Honorários; JEF até 60 salários mínimos tem isenção de custas |\n| O que exige de você | Formulário válido + exames + ida à agência | Negativa por escrito + laudo detalhado + comprovação de despesas |\n| Risco principal | Laudo fora do padrão ou vencido | Divergência de entendimento entre juízos |\n\nMesmo quando o caso vai para a Justiça, o pedido administrativo não é desperdício. Ele gera a negativa por escrito, e é esse documento que demonstra que você tentou pela via normal antes de acionar o Judiciário.\n\n<a id=\"perguntas-frequentes-sobre-o-saque-do-fgts-por-doenca-grave\"></a>\n## Perguntas frequentes sobre o saque do FGTS por doença grave\n\n<a id=\"quem-aderiu-ao-saque-aniversario-pode-sacar-por-doenca-grave\"></a>\n### Quem aderiu ao saque-aniversário pode sacar por doença grave?\n\nSim. A adesão ao saque-aniversário bloqueia o saque-rescisão, ou seja, você deixa de retirar o saldo integral em caso de demissão [sem justa causa](https://www.ribeirocavalcante.com.br/demissao-sem-justa-causa-direitos/), recebendo apenas a multa. As hipóteses de saque por doença grave não são afetadas por essa modalidade. Vale conferir as regras de permanência e a [carência de 25 meses do saque-aniversário](https://www.ribeirocavalcante.com.br/saque-aniversario-fgts-2026/) antes de mudar de modalidade, porque a troca tem efeito demorado e pode comprometer outros planos.\n\n<a id=\"preciso-estar-desempregado-para-sacar-por-doenca-grave\"></a>\n### Preciso estar desempregado para sacar por doença grave?\n\nNão. Essa é uma das poucas hipóteses em que o saque ocorre com o contrato de trabalho ativo. Você continua empregado, continua recebendo os depósitos de 8% todos os meses e ainda assim pode retirar o saldo acumulado. Não há exigência de afastamento pelo INSS, de atestado de incapacidade para o trabalho nem de licença médica. O que a lei exige é a comprovação do diagnóstico, do trabalhador ou do dependente, pela Perícia Médica Federal.\n\n<a id=\"o-valor-sacado-paga-imposto-de-renda\"></a>\n### O valor sacado paga Imposto de Renda?\n\nNão. Os valores do FGTS, incluindo a correção e a distribuição de resultados, são isentos de Imposto de Renda. Na declaração anual, o saque entra como rendimento isento e não tributável. Isso vale para qualquer modalidade, não só para doença grave. Guarde o comprovante de saque emitido pela CAIXA para lançar o valor corretamente e evitar questionamento da Receita Federal sobre a origem do dinheiro que entrou na sua conta.\n\n<a id=\"ja-saquei-por-doenca-grave-uma-vez-posso-pedir-de-novo\"></a>\n### Já saquei por doença grave uma vez. Posso pedir de novo?\n\nSim, desde que haja novo saldo na conta vinculada e um relatório médico dentro da validade de 1 ano. O saque não encerra o direito: ele libera o saldo existente naquele momento. Se você continuou trabalhando, os depósitos mensais formam um novo saldo, que pode ser retirado em novo pedido. O que não se aproveita é o laudo antigo. Cada solicitação precisa de formulário atualizado, com data de emissão recente e assinatura do médico assistente.\n\n<a id=\"filho-maior-de-idade-conta-como-dependente\"></a>\n### Filho maior de idade conta como dependente?\n\nDepende da comprovação. Filho com mais de 21 anos não é dependente automático, mas pode ser reconhecido quando houver prova de dependência econômica, como declaração de dependente no Imposto de Renda, inscrição como dependente no [INSS](https://www.gov.br/inss/pt-br) ou decisão judicial. Filho com deficiência ou incapacidade permanente costuma manter a condição de dependente sem limite de idade. Leve toda a documentação de vínculo e de sustento junto com o relatório médico.\n\n<a id=\"se-o-trabalhador-faleceu-a-familia-saca-o-fgts\"></a>\n### Se o trabalhador faleceu, a família saca o FGTS?\n\nSim, mas por outra hipótese do artigo 20 da Lei 8.036/1990: o saque por falecimento. O caminho é diferente. Exige-se certidão de óbito e declaração de dependentes habilitados emitida pelo INSS. Não havendo dependentes habilitados, os herdeiros precisam apresentar alvará judicial ou escritura de [inventário](https://www.ribeirocavalcante.com.br/inventario-e-partilha-2026/). Nesse cenário, o relatório médico de doença grave perde a função, porque a liberação não depende mais de confirmação de diagnóstico pela perícia.\n\n<a id=\"saque-do-fgts-por-doenca-grave-como-garantir-seu-direito-em-2026\"></a>\n## Saque do FGTS por Doença Grave: Como Garantir seu Direito em 2026\n\nO próximo passo é físico e cabe em uma tarde. Baixe o formulário “Relatório Médico de Doenças Graves para Solicitação de Saque do FGTS” no portal da CAIXA, imprima e leve na próxima consulta. Peça ao médico assistente que preencha o CID, descreva o tratamento em curso e assine sobre o carimbo com CRM e UF. Tire cópia dos exames que comprovam o diagnóstico. Abra o aplicativo FGTS e salve o extrato em PDF.\n\nCom esses três documentos na mão, vá à agência e protocole. Se a resposta for negativa, não aceite a recusa verbal: peça o indeferimento por escrito, com o motivo. Esse papel é o que determina se o caminho seguinte é corrigir um documento ou discutir o direito na Justiça Federal.\n\nSe quiser uma leitura dos documentos antes de protocolar, ou se já tem a negativa em mãos e não entendeu o motivo, mande mensagem com as fotos do formulário médico, do extrato e da resposta da CAIXA. A gente diz se o caso tem base legal e qual o caminho, antes de qualquer contratação.\n\nFale agora com um advogado especialista\n[ Falar com Advogado no WhatsApp](https://www.ribeirocavalcante.com.br/ads/wpp.html)",
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    "faq": [
        {
            "question": "Quem aderiu ao saque-aniversário pode sacar por doença grave?",
            "answer": "Sim. A adesão ao saque-aniversário bloqueia o saque-rescisão, ou seja, você deixa de retirar o saldo integral em caso de demissão sem justa causa, recebendo apenas a multa. As hipóteses de saque por doença grave não são afetadas por essa modalidade. Vale conferir as regras de permanência e a carência de 25 meses do saque-aniversário antes de mudar de modalidade, porque a troca tem efeito demorado e pode comprometer outros planos."
        },
        {
            "question": "Preciso estar desempregado para sacar por doença grave?",
            "answer": "Não. Essa é uma das poucas hipóteses em que o saque ocorre com o contrato de trabalho ativo. Você continua empregado, continua recebendo os depósitos de 8% todos os meses e ainda assim pode retirar o saldo acumulado. Não há exigência de afastamento pelo INSS, de atestado de incapacidade para o trabalho nem de licença médica. O que a lei exige é a comprovação do diagnóstico, do trabalhador ou do dependente, pela Perícia Médica Federal."
        },
        {
            "question": "O valor sacado paga Imposto de Renda?",
            "answer": "Não. Os valores do FGTS, incluindo a correção e a distribuição de resultados, são isentos de Imposto de Renda. Na declaração anual, o saque entra como rendimento isento e não tributável. Isso vale para qualquer modalidade, não só para doença grave. Guarde o comprovante de saque emitido pela CAIXA para lançar o valor corretamente e evitar questionamento da Receita Federal sobre a origem do dinheiro que entrou na sua conta."
        },
        {
            "question": "Já saquei por doença grave uma vez. Posso pedir de novo?",
            "answer": "Sim, desde que haja novo saldo na conta vinculada e um relatório médico dentro da validade de 1 ano. O saque não encerra o direito: ele libera o saldo existente naquele momento. Se você continuou trabalhando, os depósitos mensais formam um novo saldo, que pode ser retirado em novo pedido. O que não se aproveita é o laudo antigo. Cada solicitação precisa de formulário atualizado, com data de emissão recente e assinatura do médico assistente."
        },
        {
            "question": "Filho maior de idade conta como dependente?",
            "answer": "Depende da comprovação. Filho com mais de 21 anos não é dependente automático, mas pode ser reconhecido quando houver prova de dependência econômica, como declaração de dependente no Imposto de Renda, inscrição como dependente no INSS ou decisão judicial. Filho com deficiência ou incapacidade permanente costuma manter a condição de dependente sem limite de idade. Leve toda a documentação de vínculo e de sustento junto com o relatório médico."
        },
        {
            "question": "Se o trabalhador faleceu, a família saca o FGTS?",
            "answer": "Sim, mas por outra hipótese do artigo 20 da Lei 8.036/1990: o saque por falecimento. O caminho é diferente. Exige-se certidão de óbito e declaração de dependentes habilitados emitida pelo INSS. Não havendo dependentes habilitados, os herdeiros precisam apresentar alvará judicial ou escritura de inventário. Nesse cenário, o relatório médico de doença grave perde a função, porque a liberação não depende mais de confirmação de diagnóstico pela perícia."
        }
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        {
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            "text": "O que diz a lei sobre o saque do FGTS por doença grave?",
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            "text": "Quais doenças dão direito ao saque do FGTS?",
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        {
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            "text": "E lúpus, esclerose múltipla, Parkinson e cardiopatia grave?",
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        {
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            "text": "O que a CAIXA argumenta quando nega, e o que responde a isso",
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            "text": "Quais documentos a CAIXA exige, por situação?",
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