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    "content_markdown": "Você saiu do consultório com uma receita de Plexeden na mão, o médico explicou que aquele é o medicamento indicado para a sua doença crônica de alto custo, você protocolou o pedido na farmácia de alto custo do Estado ou na unidade de saúde, e a resposta veio seca: negado. Talvez tenha vindo num papel curto, com a frase “medicamento não padronizado” ou “não consta nos protocolos do Ministério da Saúde”. Talvez nem papel tenha vindo, só a informação verbal de um atendente dizendo que “não tem no sistema”.\n\nA resposta curta, e é ela que você precisa levar daqui: a negativa administrativa do SUS não é a palavra final. O acesso a medicamento de alto custo pelo SUS é garantido pela Constituição Federal, que trata a saúde como direito de todos e dever do Estado, e existe um caminho concreto para exigir o Plexeden quando ele é o único tratamento adequado ao seu quadro. Esse caminho passa por dois pedidos administrativos, uma reclamação formal e, se nada resolver, uma ação judicial com pedido de liminar.\n\nLeia também:\n[Bimzelx negado pelo SUS: como conseguir com liminar](https://www.ribeirocavalcante.com.br/bimzelx-negado-pelo-sus-como-conseguir-com-liminar/)\n\nNeste texto você vai entender por que o pedido foi recusado, quais documentos derrubam o caso quando estão mal preenchidos (isso é o que mais acontece), como funciona o pedido de urgência na Justiça e o que os tribunais têm decidido em situações semelhantes. Vamos falar também da diferença entre negativa do SUS e negativa de [plano de saúde](https://www.ribeirocavalcante.com.br/negativa-de-cirurgia-pelo-plano-de-saude-2026/), porque as duas exigem estratégias diferentes e muita gente perde tempo batendo na porta errada.\n\n<a id=\"por-que-o-sus-negou-o-plexeden-os-4-motivos-que-aparecem-no-papel\"></a>\n## Por que o SUS negou o Plexeden? Os 4 motivos que aparecem no papel\n\nNa maioria dos casos a recusa se apoia em quatro justificativas: o medicamento não está incorporado ao SUS pela Conitec, não há Protocolo Clínico e Diretriz Terapêutica (PCDT) do Ministério da Saúde para aquela indicação, o laudo médico está incompleto, ou o custo é alto e a unidade alega falta de previsão orçamentária. Nenhuma dessas razões, isoladamente, encerra o seu direito.\n\n**Medicamento não incorporado.** A distribuição pública de remédios segue listas oficiais (as RENAME e os componentes do Componente Especializado da Assistência Farmacêutica). A entrada de um remédio novo nessas listas depende de avaliação da [Conitec, a comissão do Ministério da Saúde que analisa incorporação de tecnologias\r\n\r\n](https://www.gov.br/conitec/pt-br). Se o Plexeden ainda não foi avaliado ou foi avaliado sem recomendação, o balcão simplesmente não tem o produto para entregar.\n\nLeia também:\n[Lamotrigina pelo SUS Negada? Como Conseguir na Justiça](https://www.ribeirocavalcante.com.br/lamotrigina-pelo-sus-negada-como-conseguir-na-justica/)\n\n**Ausência de protocolo para a sua indicação.** Aqui a situação é diferente e mais comum do que parece: o remédio pode até existir no SUS, mas só para um determinado estágio da doença, uma faixa de idade ou depois de o paciente falhar em outro tratamento. Se o seu laudo não mostra que você já passou por essas etapas, o pedido é indeferido por “não atendimento aos critérios do PCDT”.\n\n**Laudo incompleto.** Esse é o motivo silencioso. O LME (Laudo para Solicitação, Avaliação e Autorização de Medicamentos) exige CID, descrição do quadro, posologia, tempo de tratamento e justificativa. Falta um campo, o processo volta.\n\n**Alegação de custo.** É a justificativa mais frágil juridicamente. Falta de recurso orçamentário, sozinha, não costuma ser aceita como razão para negar tratamento necessário à vida do paciente.\n\n**Atenção:** se o atendente disse apenas “não tem” e não entregou nada por escrito, insista em protocolo. Peça o número do processo administrativo e o nome de quem atendeu. Uma negativa verbal, sem registro, é o que mais enfraquece o pedido depois, porque a outra parte pode alegar em juízo que você nunca pediu nada.\n\n<a id=\"o-sus-e-obrigado-a-fornecer-plexeden-mesmo-fora-das-listas-oficiais\"></a>\n## O SUS é obrigado a fornecer Plexeden mesmo fora das listas oficiais?\n\nPode ser obrigado, sim, mas o direito não é automático. O Supremo Tribunal Federal e o Superior Tribunal de Justiça já firmaram entendimento de que o fornecimento de medicamento fora das listas do SUS depende do cumprimento de requisitos objetivos, principalmente laudo médico fundamentado, comprovação de que os tratamentos disponíveis no SUS não servem ao seu caso e registro do medicamento na Anvisa.\n\nTraduzindo para o mundo real: não basce o médico escrever “necessito Plexeden”. O relatório precisa contar uma história clínica. Precisa dizer qual é a doença (com CID), quais medicamentos padronizados já foram tentados, por quanto tempo, com qual resultado, e por que o Plexeden é a alternativa adequada agora. Precisa dizer o risco concreto de não iniciar o tratamento: perda funcional, progressão da doença, internação, risco de morte.\n\nO registro na Anvisa é o segundo pilar. Medicamento sem registro no Brasil tem tratamento jurídico muito mais restrito, e o STF já sinalizou que o fornecimento de fármaco sem registro é excepcional. Então a primeira coisa a checar no site da Anvisa é se o Plexeden tem registro válido no país e para qual indicação. Se tem registro, o caminho fica bem mais curto.\n\n<a id=\"se-o-problema-for-o-plano-de-saude-e-nao-o-sus\"></a>\n### Se o problema for o plano de saúde, e não o SUS\n\nMuita gente que chega com esse problema tem plano de saúde e SUS ao mesmo tempo, e recebeu negativa dos dois. As regras são diferentes. Para operadoras privadas vale a [Lei 9.656/98, a Lei dos Planos de Saúde](https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9656.htm), que impede a recusa de cobertura de tratamentos previstos no contrato e no Rol de Procedimentos da ANS, salvo exceções legais.\n\nE o Rol da ANS não é uma parede. A Súmula 102 do Tribunal de Justiça de São Paulo diz com todas as letras: “Havendo indicação médica, é abusiva a negativa de cobertura de tratamento sob a alegação de sua natureza experimental ou de não estar previsto no rol da ANS.” Ou seja: existindo prescrição do médico assistente, a operadora tem pouco espaço para dizer que o remédio está “fora da lista”.\n\nVale lembrar também dos prazos regulatórios. Segundo a normativa da ANS sobre prazos máximos de atendimento, procedimentos de alta complexidade e cirurgias eletivas devem ser autorizados em até 21 dias úteis. Estourou o prazo sem resposta, isso por si só já é descumprimento.\n\n> O rol da ANS é uma referência, não necessariamente um limite absoluto. Há situações em que tratamentos fora da lista são discutíveis quando há prescrição médica e ausência de alternativa eficaz.Lucas Ribeiro Cavalcante, advogado (OAB/CE 44.673)\n\n<a id=\"o-erro-que-mais-derruba-pedidos-de-plexeden-e-como-evitar\"></a>\n## O erro que mais derruba pedidos de Plexeden (e como evitar)\n\nO erro campeão é o relatório médico genérico. Um laudo de cinco linhas, sem CID, sem histórico de tratamentos anteriores e sem descrição do risco, é o que faz um pedido bom parecer frágil. Como os tribunais exigem demonstração de que as opções do SUS não atendem ao paciente, o relatório é a peça central: sem ele, o resto não sustenta.\n\nAo longo do trabalho com pacientes de doenças crônicas de alto custo, um padrão se repete: o processo não trava por falta de direito, trava por falta de papel. O paciente tem a doença, tem a indicação, tem a negativa, mas o documento que deveria provar tudo isso está incompleto. E aí o pedido de urgência é analisado com desconfiança.\n\nO segundo erro é aceitar a negativa verbal e ir embora. Sem documento de recusa, você não consegue mostrar que houve resistência do Estado ao seu pedido. Isso pode levar à discussão sobre a própria necessidade de acionar a Justiça.\n\nO terceiro erro é comprar o medicamento por conta própprópria sem guardar nada. Se você já gastou com o Plexeden, as notas fiscais podem servir de base para pedir o reembolso depois. Sem nota, não há o que devolver.\n\n**Cuidado:** não peça ao médico para “trocar o remédio no papel” para se encaixar num protocolo do SUS. Isso muda o tratamento indicado, atrasa o seu quadro e pode inviabilizar o pedido pelo medicamento correto depois. O relatório precisa refletir exatamente o que o médico considera necessário para você.\n\n<a id=\"o-que-fazer-antes-de-acionar-a-justica-5-passos-praticos\"></a>\n## O que fazer antes de acionar a Justiça: 5 passos práticos\n\nAntes do processo, existem quatro portas administrativas que costumam resolver parte dos casos e, quando não resolvem, produzem prova. São elas: novo protocolo com laudo completo, ouvidoria do SUS (Disque Saúde 136), reclamação na Defensoria Pública ou no Ministério Público estadual e, no caso de plano de saúde, ANS pelo 0800 701 9656 e consumidor.gov.br.\n\n- **Passo 1: peça a negativa por escrito.** Vá ao mesmo local onde protocolou e solicite o documento com a justificativa e a data. É o papel mais importante de todos.\n- **Passo 2: refaça o laudo com o seu médico.** Pedido de CID, histórico de medicamentos já usados, resultado de cada um, dose e duração do Plexeden, e o risco de não tratar.\n- **Passo 3: registre na ouvidoria.** Pelo Disque Saúde 136 ou na ouvidoria da Secretaria de Saúde. Anote o número do protocolo.\n- **Passo 4: se houver plano de saúde envolvido**, registre também na [ANS pelo portal oficial](https://www.gov.br/ans/pt-br) e no [consumidor.gov.br](https://www.consumidor.gov.br), onde a empresa tem 10 dias para responder.\n- **Passo 5: procure a Defensoria ou um advogado de direito à saúde.** Muitos Estados têm núcleos que analisam o pedido antes de judicializar.\n\n| Caminho | Prazo típico de resposta | Custo para você | O que exige de você |\n| --- | --- | --- | --- |\n| Novo protocolo administrativo no SUS | Dias a semanas, varia por Estado | Sem custo | Laudo LME completo e receita |\n| Ouvidoria / Disque Saúde 136 | Em geral até 30 dias | Sem custo | Número do protocolo anterior |\n| Reclamação na ANS (só plano de saúde) | Até 10 dias úteis na NIP | Sem custo | Negativa por escrito ou protocolo |\n| consumidor.gov.br (só plano) | 10 dias | Sem custo | Cadastro e documentos digitalizados |\n| Ação judicial com liminar | Decisão de urgência costuma sair em poucos dias | Pode haver gratuidade de justiça | Laudo, receita, negativa, documentos pessoais |\n\nTrês documentos decidem o rumo do seu caso: o relatório médico detalhado, a receita com nome do princípio ativo e posologia, e a negativa por escrito do SUS ou do plano. O erro que mais aparece é o relatório que não explica por que os tratamentos já disponíveis não servem para você, e é exatamente esse ponto que o juiz procura primeiro. Se quiser, mande esses três documentos para a nossa equipe ler antes de você dar qualquer passo.\n\nFale agora com um advogado especialista\n[ Falar com Advogado no WhatsApp](https://www.ribeirocavalcante.com.br/ads/wpp.html)\n\n<a id=\"como-funciona-o-pedido-de-liminar-para-conseguir-o-plexeden\"></a>\n## Como funciona o pedido de liminar para conseguir o Plexeden\n\nA ação para obtenção de medicamento é ajuizada contra o ente público (Município, Estado ou União, conforme o caso) com pedido de tutela de urgência, prevista no Código de Processo Civil. O juiz pode determinar a entrega do Plexeden antes de ouvir a outra parte quando há risco à saúde, e essas decisões saem em dias, não em anos.\n\nNa prática, o advogado reúne a documentação, protocola a petição eletronicamente e o processo cai numa vara com competência para saúde pública. Em muitas comarcas o juiz encaminha o caso ao NAT-JUS, o núcleo de apoio técnico do Judiciário criado no âmbito do [Conselho Nacional de Justiça](https://www.cnj.jus.br), que emite um parecer técnico sobre a eficácia e a existência de alternativa no SUS.\n\nEsse parecer é um momento decisivo e pouca gente sabe disso. Se o relatório do seu médico não responder às perguntas que o NAT-JUS faz (existe alternativa padronizada? o paciente já tentou? há evidência científica para essa indicação?), o parecer sai desfavorável e a liminar pode ser negada. É por isso que insistimos tanto no laudo detalhado.\n\n<a id=\"documentos-que-voce-precisa-separar\"></a>\n### Documentos que você precisa separar\n\n- RG, CPF e comprovante de residência atualizado\n- Cartão SUS e, se houver, carteirinha do plano de saúde\n- Relatório médico detalhado, assinado, com CRM e CID\n- Receita do Plexeden com dose, frequência e duração\n- Exames que comprovam o diagnóstico e a evolução\n- Negativa por escrito ou número do protocolo administrativo\n- Comprovante de renda e da despesa mensal, para pedir gratuidade de justiça\n- Orçamento ou notas fiscais do medicamento, se você já comprou\n\n**Importante:** quem não tem condições de pagar custas e honorários pode pedir a gratuidade de justiça, prevista no Código de Processo Civil. Basta declarar a hipossuficiência e juntar comprovantes de renda. Isso significa que a falta de dinheiro para custas não é motivo para desistir do processo.\n\n**Exemplo prático:** imagine que o tratamento mensal custe R$ 12.000 e a renda familiar seja de dois salários mínimos, ou R$ 3.242,00 pelo valor do [salário mínimo](https://www.ribeirocavalcante.com.br/salario-minimo-em-2025/) de 2026 fixado pelo Governo Federal em R$ 1.621,00. Nesse cenário hipotético, o custo do medicamento consome quase quatro vezes a renda do mês, e essa desproporção é justamente o que se demonstra ao juiz para reforçar a urgência e a impossibilidade de custeio próprio.\n\n<a id=\"o-que-o-estado-e-as-operadoras-alegam-para-nao-fornecer\"></a>\n## O que o Estado e as operadoras alegam para não fornecer\n\nVale conhecer o argumento do outro lado na versão forte dele. A defesa do poder público costuma sustentar três pontos: a reserva orçamentária (o dinheiro é finito e uma decisão individual desorganiza a fila coletiva), a existência de alternativa padronizada com eficácia comparável, e a ausência de avaliação da Conitec sobre custo-efetividade do medicamento pedido.\n\nEsses argumentos não são ridículos. Eles têm respaldo em decisões dos tribunais superiores, que reconheceram limites à judicialização da saúde justamente para preservar as políticas públicas. É por isso que pedidos mal instruídos são negados: o juiz precisa de razão concreta para abrir exceção à política pública.\n\nA virada acontece quando o seu caso mostra individualidade. O que convence é a demonstração de que aquele paciente específico já tentou o que o SUS oferece e não respondeu, ou apresentou reação adversa, ou tem contraindicação documentada. Quando isso está no papel, o argumento orçamentário perde força diante do direito à vida.\n\nNo caso das operadoras privadas, o discurso é outro: “não está no rol”, “é uso off-label”, “é experimental”, “não há previsão contratual”. A Súmula 102 do TJSP e a jurisprudência consolidada sobre abusividade de cláusulas restritivas, apoiadas no [Código de Defesa do Consumidor](https://www.ribeirocavalcante.com.br/codigo-de-defesa-do-consumidor-2026/), atacam exatamente esses três primeiros argumentos.\n\n<a id=\"plexeden-negado-o-que-os-tribunais-vem-reconhecendo\"></a>\n## Plexeden negado: o que os tribunais vêm reconhecendo\n\nA linha dominante nos tribunais brasileiros favorece o paciente quando há prescrição médica fundamentada. O [Superior Tribunal de Justiça](https://www.stj.jus.br) firmou requisitos para o fornecimento de medicamento não incorporado ao SUS, e o Supremo Tribunal Federal reconhece a responsabilidade solidária de União, Estados e Municípios nas ações de saúde, o que permite acionar qualquer um deles.\n\nNa prática, isso significa três coisas úteis para você. Primeira: você não precisa descobrir “de quem é a culpa” antes de processar, porque os três entes respondem juntos. Segunda: laudo médico bem feito é tratado como prova central, e não como opinião a ser superada. Terceira: a alegação genérica de falta de verba costuma ceder quando existe risco concreto de agravamento.\n\nNo campo dos planos de saúde, a jurisprudência é ainda mais consolidada. Tribunais estaduais reconhecem como abusiva a recusa de medicamento prescrito para doença coberta pelo contrato, e a Súmula 102 do TJSP é citada com frequência nessas decisões. Também é comum o reconhecimento de dano moral quando a negativa agrava o sofrimento do paciente em momento de fragilidade.\n\nNada disso garante resultado no seu caso. O que garante é a prova. Dois pacientes com a mesma doença e o mesmo remédio podem ter desfechos diferentes, e a diferença quase sempre está na qualidade do relatório médico e na comprovação da tentativa prévia com o que o SUS oferece.\n\n<a id=\"perguntas-frequentes-sobre-medicamento-negado-pelo-sus\"></a>\n## Perguntas frequentes sobre medicamento negado pelo SUS\n\n<a id=\"preciso-esgotar-todos-os-recursos-administrativos-antes-de-entrar-na-justica\"></a>\n### Preciso esgotar todos os recursos administrativos antes de entrar na Justiça?\n\nNão. A Constituição garante acesso ao Judiciário sem exigir esgotamento da via administrativa em casos de saúde. Mas ter feito o pedido e recebido a negativa fortalece muito o processo, porque comprova a resistência do Estado ou da operadora. Se o seu quadro é grave e não permite espera, o advogado pode ajuizar a ação de imediato, usando como prova o relatório médico que descreve o risco. Em situações de emergência, esperar 30 dias por resposta de ouvidoria pode ser exatamente o que você não pode fazer.\n\n<a id=\"consigo-reembolso-do-que-ja-gastei-comprando-o-plexeden\"></a>\n### Consigo reembolso do que já gastei comprando o Plexeden?\n\nÉ possível pedir, sim, desde que você tenha provas do gasto e da negativa. O pedido de ressarcimento acompanha a ação principal, e o que sustenta esse valor são as notas fiscais no seu nome, a receita da época e a comprovação de que o fornecimento foi recusado. Sem nota fiscal, o valor fica sem base. Guarde inclusive comprovantes de transporte e exames pagos por causa da falta do medicamento, porque em alguns casos também entram no cálculo.\n\n<a id=\"posso-ser-processado-por-pedir-medicamento-na-justica\"></a>\n### Posso ser processado por pedir medicamento na Justiça?\n\nNão. Buscar tratamento pela via judicial é exercício regular de um direito, não é crime nem gera punição. Também não existe qualquer risco de perder atendimento no SUS por ter processado o Estado. O que pode acontecer, em caso de derrota, é a condenação em custas e honorários da outra parte, e é justamente para isso que existe o pedido de gratuidade de justiça para quem comprova não ter condições de pagar sem prejuízo do próprio sustento.\n\n<a id=\"quanto-tempo-o-estado-tem-para-entregar-o-medicamento-apos-a-liminar\"></a>\n### Quanto tempo o Estado tem para entregar o medicamento após a liminar?\n\nO próprio juiz fixa o prazo na decisão, e é comum ver determinações entre 24 horas e 15 dias, com multa diária em caso de descumprimento. Se o prazo passar e nada chegar, o advogado peticiona informando o descumprimento e pode requerer bloqueio de valores da conta do ente público para compra direta do medicamento. Esse mecanismo é usado com frequência, então não aceite a informação de que “a liminar existe mas o remédio não chegou” como algo definitivo.\n\n<a id=\"tenho-plano-de-saude-posso-pedir-o-plexeden-pelo-sus-tambem\"></a>\n### Tenho plano de saúde. Posso pedir o Plexeden pelo SUS também?\n\nPode. Ter plano de saúde não retira o seu direito de usar o SUS, porque a saúde pública é universal. Na prática, o mais eficiente é atacar quem tem obrigação mais clara no seu caso: se o medicamento é aplicado em ambiente hospitalar e a doença é coberta pelo contrato, o caminho contra a operadora costuma ser mais direto. Se o remédio é de uso domiciliar contínuo e o plano não tem essa cobertura, o pedido ao poder público faz mais sentido.\n\n<a id=\"o-medico-do-sus-precisa-ser-quem-prescreve-ou-vale-receita-de-medico-particular\"></a>\n### O médico do SUS precisa ser quem prescreve, ou vale receita de médico particular?\n\nVale receita de médico particular. Os tribunais aceitam prescrição de profissional habilitado, independentemente de ser da rede pública. O que importa é o CRM, a assinatura e a fundamentação clínica. Ainda assim, ter um relatório complementar de médico da rede pública ou de serviço de referência ajuda, porque reduz a alegação de que a indicação foi feita sem conhecimento das alternativas disponíveis no SUS. Se der para juntar os dois documentos, junte.\n\n<a id=\"a-negativa-pode-gerar-indenizacao-por-dano-moral\"></a>\n### A negativa pode gerar indenização por dano moral?\n\nEm casos de plano de saúde, sim, com certa frequência: os tribunais reconhecem dano moral quando a recusa indevida agrava o sofrimento do paciente já debilitado. Contra o poder público a indenização é mais rara e depende de demonstração de dano concreto causado pela demora, como piora clínica documentada. Em qualquer hipótese, o pedido principal continua sendo o medicamento, porque é ele que resolve o seu problema, e a discussão indenizatória é acessória.\n\n<a id=\"plexeden-negado-pelo-sus-qual-e-o-seu-proximo-passo-hoje\"></a>\n## Plexeden negado pelo SUS: qual é o seu próximo passo hoje\n\nComece pelo físico, hoje mesmo. Primeiro: separe a receita do Plexeden e o relatório do seu médico. Segundo: procure o papel da negativa, e se não tiver, volte ao local do protocolo e exija o documento por escrito com data e justificativa. Terceiro: junte RG, CPF, comprovante de residência, cartão SUS e o último comprovante de renda.\n\nSe a negativa veio por escrito, ela é a peça mais importante da pasta. É esse papel que transforma uma reclamação em prova. E se o relatório médico tiver menos de meia página, converse com o seu médico antes de qualquer outra coisa: peça que ele inclua o CID, os tratamentos já tentados e o risco de não iniciar o Plexeden agora.\n\nQuando você mandar mensagem para a nossa equipe, o que acontece é simples: lemos os documentos, dizemos se o caso tem base legal, apontamos o que está faltando no relatório e explicamos qual caminho faz sentido, administrativo ou judicial, antes de qualquer contratação. Sem promessa de resultado e sem enrolação sobre prazo.\n\nFale agora com um advogado especialista\n[ Falar com Advogado no WhatsApp](https://www.ribeirocavalcante.com.br/ads/wpp.html)",
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            "question": "Tenho plano de saúde e ele negou: posso pedir o Plexeden pelo SUS também?",
            "answer": "Pode. Os caminhos são independentes e podem ser usados em paralelo. Na via do plano de saúde, a recusa indevida de medicamento prescrito ainda pode gerar indenização por dano moral, o que não costuma ocorrer contra o poder público."
        }
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    "table_of_contents": [
        {
            "level": 2,
            "text": "Por que o SUS negou o Plexeden? Os 4 motivos que aparecem no papel",
            "anchor": "por-que-o-sus-negou-o-plexeden-os-4-motivos-que-aparecem-no-papel"
        },
        {
            "level": 2,
            "text": "O SUS é obrigado a fornecer Plexeden mesmo fora das listas oficiais?",
            "anchor": "o-sus-e-obrigado-a-fornecer-plexeden-mesmo-fora-das-listas-oficiais"
        },
        {
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            "text": "Se o problema for o plano de saúde, e não o SUS",
            "anchor": "se-o-problema-for-o-plano-de-saude-e-nao-o-sus"
        },
        {
            "level": 2,
            "text": "O erro que mais derruba pedidos de Plexeden (e como evitar)",
            "anchor": "o-erro-que-mais-derruba-pedidos-de-plexeden-e-como-evitar"
        },
        {
            "level": 2,
            "text": "O que fazer antes de acionar a Justiça: 5 passos práticos",
            "anchor": "o-que-fazer-antes-de-acionar-a-justica-5-passos-praticos"
        },
        {
            "level": 2,
            "text": "Como funciona o pedido de liminar para conseguir o Plexeden",
            "anchor": "como-funciona-o-pedido-de-liminar-para-conseguir-o-plexeden"
        },
        {
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            "text": "Documentos que você precisa separar",
            "anchor": "documentos-que-voce-precisa-separar"
        },
        {
            "level": 2,
            "text": "O que o Estado e as operadoras alegam para não fornecer",
            "anchor": "o-que-o-estado-e-as-operadoras-alegam-para-nao-fornecer"
        },
        {
            "level": 2,
            "text": "Plexeden negado: o que os tribunais vêm reconhecendo",
            "anchor": "plexeden-negado-o-que-os-tribunais-vem-reconhecendo"
        },
        {
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            "text": "Perguntas frequentes sobre medicamento negado pelo SUS",
            "anchor": "perguntas-frequentes-sobre-medicamento-negado-pelo-sus"
        },
        {
            "level": 3,
            "text": "Preciso esgotar todos os recursos administrativos antes de entrar na Justiça?",
            "anchor": "preciso-esgotar-todos-os-recursos-administrativos-antes-de-entrar-na-justica"
        },
        {
            "level": 3,
            "text": "Consigo reembolso do que já gastei comprando o Plexeden?",
            "anchor": "consigo-reembolso-do-que-ja-gastei-comprando-o-plexeden"
        },
        {
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            "text": "Posso ser processado por pedir medicamento na Justiça?",
            "anchor": "posso-ser-processado-por-pedir-medicamento-na-justica"
        },
        {
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            "text": "Quanto tempo o Estado tem para entregar o medicamento após a liminar?",
            "anchor": "quanto-tempo-o-estado-tem-para-entregar-o-medicamento-apos-a-liminar"
        },
        {
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            "text": "Tenho plano de saúde. Posso pedir o Plexeden pelo SUS também?",
            "anchor": "tenho-plano-de-saude-posso-pedir-o-plexeden-pelo-sus-tambem"
        },
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            "text": "O médico do SUS precisa ser quem prescreve, ou vale receita de médico particular?",
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        },
        {
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            "text": "A negativa pode gerar indenização por dano moral?",
            "anchor": "a-negativa-pode-gerar-indenizacao-por-dano-moral"
        },
        {
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            "text": "Plexeden negado pelo SUS: qual é o seu próximo passo hoje",
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        {
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        {
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            "title": "Lei 9.656/98, a Lei dos Planos de Saúde",
            "url": "https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9656.htm"
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        {
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            "url": "https://www.stj.jus.br"
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        {
            "title": "Conitec, a comissão do Ministério da Saúde que analisa incorporação de tecnologias",
            "url": "https://www.gov.br/conitec/pt-br"
        },
        {
            "title": "ANS pelo portal oficial",
            "url": "https://www.gov.br/ans/pt-br"
        },
        {
            "title": "consumidor.gov.br",
            "url": "https://www.consumidor.gov.br"
        }
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            "title": "Risperidona negada pelo SUS: como conseguir na Justiça",
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