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    "title": "Revisão de Pensão Alimentícia: Aumento ou Redução em 2026",
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    "content_markdown": "O valor que você paga (ou recebe) de pensão não fecha mais a conta. Isso tem solução, e ela se chama ação revisional de alimentos. O que quase ninguém explica é que a Justiça não vai olhar se o valor é justo hoje: vai olhar se alguma coisa *mudou* depois que aquele valor foi fixado. É uma diferença que decide o processo inteiro.\n\nTalvez você seja o pai que perdeu o emprego formal, está fazendo bico e viu o depósito de todo dia 5 virar uma dívida impossível. Ou a mãe que assinou um acordo em 2020, quando o filho tinha 6 anos, e hoje segura sozinha escola, transporte, aparelho ortodôntico e remédio de uso contínuo com o mesmo valor de cinco anos atrás.\n\nLeia também:\n[Pensão Alimentícia Não Paga: Prisão e Como Cobrar](https://www.ribeirocavalcante.com.br/pensao-alimenticia-nao-paga-como-cobrar-2026/)\n\nNos dois casos, a primeira tentativa costuma ser a mesma: conversar. E costuma dar errado do mesmo jeito. O outro lado diz que “não pode agora”, promete resolver no mês seguinte, e o assunto morre no WhatsApp. Quando volta, volta em forma de cobrança judicial ou de dívida acumulada.\n\nA crença errada que mais derruba esses pedidos é achar que basta explicar ao juiz que está apertado. Não basta. O art. 1.699 do Código Civil exige **mudança na situação financeira** de quem paga ou de quem recebe. Mudança se prova com papel: carteira de trabalho baixada, rescisão, laudo médico, boleto de escola, receita de medicamento, extrato bancário. Sem papel, o juiz mantém o valor antigo e você perde meses.\n\nEste texto foi escrito na ordem inversa da maioria: primeiro a regra que vale sempre, depois os casos em que ela não salva ninguém. E, no meio dele, o argumento mais forte que o outro lado vai usar contra você, escrito na versão mais dura, antes da resposta.\n\nLeia também:\n[Imposto sobre herança 2026: O que muda com o PLP 108/24](https://www.ribeirocavalcante.com.br/imposto-sobre-heranca-2026-plp-108-24/)\n\n<a id=\"qual-e-a-regra-que-decide-toda-revisao-de-pensao-alimenticia\"></a>\n## Qual é a regra que decide toda revisão de pensão alimentícia?\n\nA regra é uma só: só cabe revisão se houver fato novo, ocorrido *depois* da fixação do valor. É o que diz o art. 1.699 do Código Civil, que autoriza pedir exoneração, redução ou majoração quando muda a situação financeira de quem paga ou de quem recebe. Sem fato novo comprovado, o pedido é julgado improcedente.\n\n[Pensão alimentícia](https://www.ribeirocavalcante.com.br/guia-completo-pensao-alimenticia/) não é valor definitivo. A Lei de Alimentos (Lei 5.478/1968) prevê que a decisão sobre alimentos não faz coisa julgada no sentido comum: pode ser revista a qualquer tempo. Não existe prazo mínimo de [carência](https://www.ribeirocavalcante.com.br/carencia-inss-guia-completo/), não existe “só depois de 1 ano”, não existe “já foi decidido, acabou”. Você pode ler o [texto do Código Civil no portal do Planalto\r\n\r\n](https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10406compilada.htm) e conferir o artigo.\n\nO valor sai do chamado binômio necessidade e possibilidade: quanto o filho precisa, quanto o alimentante consegue pagar. Revisar é mostrar que um dos dois lados dessa balança mudou de peso.\n\n- **Mudou o lado da possibilidade (quem paga):** demissão, redução salarial, doença que impede o trabalho, falência do negócio, nascimento de outro filho, aposentadoria por incapacidade.\n- **Mudou o lado da necessidade (quem recebe):** entrada na escola, tratamento de saúde contínuo, diagnóstico que exige terapia, mudança de cidade que criou custo de transporte, filho que passou a estudar em período integral.\n- **Mudou o lado da possibilidade para melhor:** quem paga foi promovido, abriu empresa, passou em concurso, mudou de padrão de vida de forma visível.\n\n**Vale saber:** se o acordo previu reajuste por índice oficial (INPC ou IPCA) ou fixou a pensão em percentual do [salário mínimo](https://www.ribeirocavalcante.com.br/salario-minimo-em-2025/), o valor sobe sozinho todo ano, sem processo nenhum. Uma pensão de 20% do [salário mínimo](https://www.ribeirocavalcante.com.br/salario-minimo-em-2025/) passou de R$ 303,60 em 2025 para R$ 324,20 em 2026, com o mínimo fixado pelo Governo Federal em R$ 1.621,00.\n\n<a id=\"quando-pedir-aumento-da-pensao-alimenticia\"></a>\n## Quando pedir aumento da pensão alimentícia?\n\nPeça aumento quando a despesa do filho cresceu de forma comprovável ou quando a renda de quem paga subiu. O art. 1.699 do Código Civil chama isso de majoração. O ponto que decide o caso não é o quanto você gasta hoje, e sim a diferença entre o gasto de hoje e o gasto que existia quando o valor foi fixado.\n\nÉ aqui que a maioria dos pedidos de aumento nasce torto. A petição descreve a rotina inteira da criança, mês a mês, mas não junta o comprovante do que mudou. O juiz lê e pensa: tudo isso já existia em 2021, quando o acordo foi homologado. Resultado: mantém.\n\nMonte o pedido como uma comparação de duas colunas. De um lado, o que existia na época do acordo. Do outro, o que existe agora. E cada linha da coluna nova precisa de um documento atrás.\n\n- Boleto da escola atual e o boleto (ou a declaração de que não havia escola) na época do acordo\n- Receita médica de uso contínuo e as notas da farmácia dos últimos meses\n- Relatório de psicólogo, fonoaudiólogo ou terapeuta ocupacional, com a frequência semanal indicada\n- Comprovante de [plano de saúde](https://www.ribeirocavalcante.com.br/negativa-de-cirurgia-pelo-plano-de-saude-2026/) e do valor da mensalidade por faixa etária\n- Recibos de transporte escolar, com nome do prestador\n\n**Na prática:** imagine uma pensão fixada em R$ 800 quando a criança tinha 4 anos e ficava em casa. Hoje, aos 9, há escola de R$ 690, transporte de R$ 280 e fonoaudióloga semanal de R$ 400. A conta total do filho passa a girar em torno de R$ 2.100 mensais, e a lei manda dividir esse custo entre os dois pais, na proporção do que cada um ganha. É esse raciocínio que o juiz quer ver, não a soma bruta.\n\nQuando o motivo é o enriquecimento de quem paga, o problema muda de natureza: vira problema de prova de renda. Contracheque novo, ficha de concurso público, cartão CNPJ com data de abertura, declaração de imposto de renda. Se o outro lado é autônomo e não declara nada, o caminho passa por sinais exteriores de riqueza (veículo registrado, imóvel comprado, viagens) e por requisições judiciais de dados bancários e fiscais.\n\n> Adiar o [inventário](https://www.ribeirocavalcante.com.br/inventario-e-partilha-2026/) raramente é uma boa ideia: dívidas, impostos e a dificuldade de reunir documentos tendem a crescer com o tempo, tornando o processo mais caro e complexo.Lucas Ribeiro Cavalcante, advogado (OAB/CE 44.673)\n\n<a id=\"quando-pedir-reducao-ou-exoneracao-da-pensao\"></a>\n## Quando pedir redução ou exoneração da pensão?\n\nCabe redução quando a capacidade de pagar caiu de forma real e duradoura: demissão, doença incapacitante, queda comprovada de faturamento ou nascimento de outro filho. O art. 1.699 do Código Civil autoriza inclusive a exoneração total. O que não funciona é redução baseada em dificuldade passageira ou em escolha própria de ganhar menos.\n\n![Mulher assinando documentos em uma mesa com outra pessoa.](https://cdn.ribeirocavalcante.com.br/2026/07/pensao-alimenticia-inline-1-242276-1785411526.jpg)\n*Qual é a regra que decide toda revisão de pensão alimentícia? — Foto: Kindel Media*\n\nExiste uma armadilha específica aqui, e ela custa a liberdade de muita gente. Quem perde o emprego costuma achar que a obrigação some junto com o salário. Não some. A pensão continua vencendo todo mês, no mesmo valor, até que o juiz decida diferente. O que você deixar de pagar nesse intervalo vira dívida executável, e as três parcelas mais recentes autorizam pedido de prisão civil, segundo o rito de execução de alimentos do Código de Processo Civil.\n\n**Cuidado:** parar de depositar antes de protocolar a revisional é o erro mais caro desse tema. Deposite o que conseguir, guarde o comprovante com a identificação do pagamento e protocole a ação no mesmo mês. Se a dívida se acumular, o problema deixa de ser revisão e vira [cobrança de pensão atrasada, com risco de prisão e penhora](https://www.ribeirocavalcante.com.br/pensao-alimenticia-nao-paga-como-cobrar-2026/).\n\nO que costuma sustentar um pedido de redução, com documento:\n\n- Termo de rescisão do contrato de trabalho e carteira de trabalho com a baixa registrada\n- Extrato do [seguro-desemprego](https://www.ribeirocavalcante.com.br/seguro-desemprego-2026-quem-tem-direito/) (em 2026, entre R$ 1.621,00 e R$ 2.424,11, conforme faixas divulgadas pelo Ministério do Trabalho)\n- Laudo médico com CID e indicação de afastamento, ou carta de concessão de benefício por incapacidade do INSS\n- Certidão de nascimento do filho posterior, mais comprovantes das despesas dele\n- Declaração de imposto de renda dos dois últimos anos, mostrando a queda de faturamento\n- Extrato do [CNIS](https://www.ribeirocavalcante.com.br/cnis/), que pode ser baixado pelo [Meu INSS](https://meu.inss.gov.br) e serve para provar que não há vínculo formal ativo\n\nA exoneração completa é caso à parte. Ela costuma aparecer quando o filho atinge a maioridade e não estuda mais, quando passa a ter renda própria, ou quando a incapacidade do alimentante é total e definitiva. Mesmo aí, não é automática: a pensão do filho que virou adulto continua até decisão judicial, tema que já detalhamos em [pensão alimentícia para maior de 18 anos](https://www.ribeirocavalcante.com.br/pensao-alimenticia-maior-de-18-anos-2026/).\n\n<a id=\"o-que-o-outro-lado-vai-argumentar-contra-o-seu-pedido\"></a>\n## O que o outro lado vai argumentar contra o seu pedido?\n\nO argumento mais forte da defesa, em qualquer revisional, é a alegação de que não houve fato novo, e sim tentativa de rediscutir um valor já acertado. É um argumento bom, ancorado no art. 1.699 do Código Civil e em jurisprudência firme do STJ, e ele derruba pedidos todos os dias.\n\nNa versão mais dura, contra quem pede redução, a defesa diz assim: “O alimentante sabia da obrigação quando pediu demissão. A queda de renda é voluntária, não é fato superveniente. Ele continua morando no mesmo endereço, mantém veículo em seu nome e não apresentou uma única prova de que procurou emprego. Reduzir a pensão nesse cenário é transferir para a criança o custo de uma escolha do adulto.”\n\nContra quem pede aumento, a versão dura é esta: “As despesas citadas são as ordinárias do crescimento de qualquer criança, já embutidas no percentual acordado. Não houve alteração na capacidade econômica do alimentante, que segue com a mesma função e o mesmo empregador. O que se pretende é revisar o acordo por arrependimento, e isso a lei não permite.”\n\nA resposta a esses dois argumentos não é retórica. É documental, e tem três camadas.\n\n- **Datar o fato novo.** O documento precisa ter data posterior à sentença ou à homologação do acordo. Anexe a decisão antiga junto, para o juiz enxergar a linha do tempo sem esforço.\n- **Mostrar que a mudança não foi provocada.** Quem foi demitido junta a rescisão [sem justa causa](https://www.ribeirocavalcante.com.br/demissao-sem-justa-causa-direitos/), o requerimento do [seguro-desemprego](https://www.ribeirocavalcante.com.br/seguro-desemprego-2026-quem-tem-direito/) e prints de candidaturas a vagas. Quem adoeceu junta laudo com CID e o pedido de benefício ao INSS.\n- **Mostrar que a mudança é duradoura.** Três meses de extrato bancário dizem mais do que dez páginas de argumentação. Se a renda caiu e voltou, o juiz não mexe no valor.\n\nQuem acompanha essas ações percebe um padrão: o processo raramente se perde na tese, se perde na cronologia. Petição forte com documento de data anterior à fixação é um pedido nascido morto, e o juiz costuma escrever exatamente isso na sentença.\n\n<a id=\"da-para-revisar-por-acordo-sem-processo-judicial\"></a>\n## Dá para revisar por acordo, sem processo judicial?\n\nDá, e é o caminho mais rápido: acordo escrito, levado ao juiz apenas para homologação, costuma se resolver em semanas em vez dos meses de uma ação contestada. Mas atenção a um detalhe que muita gente ignora: acordo de pensão feito só entre as partes, sem homologação, não vale como título e não impede cobrança do valor antigo.\n\nEsse é o buraco mais comum. Pai e mãe combinam por mensagem que a pensão cai de R$ 1.200 para R$ 700 enquanto ele estiver [desempregado](https://www.ribeirocavalcante.com.br/desempregado-pode-receber-auxilio-doenca/). Ele paga R$ 700 por dois anos. Depois a relação azeda e ela executa a diferença de R$ 500 por 24 meses. O WhatsApp ajuda como indício, mas não apaga uma decisão judicial. Só outra decisão judicial faz isso.\n\nOs caminhos possíveis, com o que cada um exige de você:\n\n| Caminho | Prazo típico | Custo | O que exige de você |\n| --- | --- | --- | --- |\n| Acordo extrajudicial homologado (as duas partes concordam) | Semanas a poucos meses | Custas de homologação, honorários; possível gratuidade | Concordância expressa do outro lado e petição conjunta assinada |\n| Sessão na CEJUSC ou mediação vinculada ao fórum | Marcação em torno de 30-60 dias | Em geral sem custo na estrutura pública | Comparecer, levar documentos e aceitar negociar valores |\n| Defensoria Pública | Depende da agenda da comarca | Sem custo, para quem se enquadra na renda | Comprovar renda, agendar atendimento, levar toda a documentação |\n| Ação revisional contestada | De alguns meses a mais de um ano | Custas sobre o valor da causa (12 parcelas da diferença) e honorários | Provar fato novo com documento datado e sustentar a prova em audiência |\n\n**Atenção:** nas ações de família, o Código de Processo Civil determina audiência de conciliação antes da defesa, e o réu é citado sem receber cópia do pedido justamente para não chegar na sessão já em posição de briga. Ou seja: mesmo entrando na Justiça, a primeira parada é uma tentativa de acordo. Vá preparado com números, não com mágoa.\n\n<a id=\"como-a-justica-vem-decidindo-os-pedidos-de-revisao\"></a>\n## Como a Justiça vem decidindo os pedidos de revisão?\n\nO Superior Tribunal de Justiça firmou dois pontos que valem para praticamente todo caso. Primeiro: a revisional pode gerar exoneração, redução ou aumento, desde que demonstrada a mudança na situação financeira de quem paga ou de quem recebe, nos termos do art. 1.699 do Código Civil. Segundo: sem prova dessa alteração, não se modifica a verba.\n\nEm julgado de 2013, o STJ reconheceu ainda que a ação revisional pode alterar a própria *forma* da prestação alimentar, e não apenas o valor. Isso abre uma porta prática pouco usada: em vez de discutir só o percentual, é possível pedir que parte da obrigação seja paga in natura, com o alimentante assumindo diretamente a mensalidade da escola e o plano de saúde, e depositando o restante em dinheiro. Em famílias onde a briga é sobre destino do dinheiro, essa reformulação resolve mais que uma discussão de centavos.\n\n[\n\n![Revisão de Pensão Alimentícia: Aumento ou Redução em 2026](https://cdn.ribeirocavalcante.com.br/web-stories/poster-revisao-de-pensao-alimenticia-1782063675.webp)\n\n](https://www.ribeirocavalcante.com.br/web-stories/revisao-pensao-alimenticia-2026-2/)\n\n⚡ Web Story\n[Revisão de Pensão Alimentícia: Aumento ou Redução em 2026](https://www.ribeirocavalcante.com.br/web-stories/revisao-pensao-alimenticia-2026-2/)\n[Ver história visual ›](https://www.ribeirocavalcante.com.br/web-stories/revisao-pensao-alimenticia-2026-2/)\n\n\nNa direção oposta, decisão do STJ de 2011 deixou claro que é inviável modificar a verba alimentar sem prova de alteração na capacidade econômica do alimentante, porque a revisão depende de fato superveniente. Traduzindo: alegação sozinha não move valor. As decisões podem ser consultadas no [portal do Superior Tribunal de Justiça](https://www.stj.jus.br).\n\nHá ainda um ponto em que os tribunais estaduais ainda divergem e que vale conhecer antes de entrar: a partir de quando a nova pensão vale. A leitura mais frequente é que os efeitos retroagem à data da citação do outro lado, o que significa que o mês em que a citação acontece já entra na conta. Outras decisões limitam a retroação, sobretudo em aumento, para não criar dívida de uma só vez sobre quem já pagava. Por isso a data do protocolo importa tanto quanto o mérito: cada mês de espera é um mês pago no valor antigo.\n\n<a id=\"passo-a-passo-para-entrar-com-a-revisao-em-2026\"></a>\n## Passo a passo para entrar com a revisão em 2026\n\nA ação revisional exige advogado ou Defensoria Pública, e o valor da causa é calculado sobre 12 parcelas da diferença pretendida, conforme o Código de Processo Civil. Quem não tem condições de arcar com custas pode pedir a gratuidade de justiça no próprio processo. Antes de qualquer petição, reúna os documentos abaixo.\n\n- Cópia da sentença ou do acordo homologado que fixou a pensão (esta é a peça central: sem ela não há comparação possível)\n- Certidão de nascimento do filho e documento de identidade das partes\n- Comprovantes de renda atuais: três últimos contracheques, extrato do CNIS ou declaração de imposto de renda\n- Extratos bancários dos últimos três meses\n- Documentos do fato novo: rescisão, laudo com CID, boletos de escola, receitas médicas, certidão de nascimento de filho posterior\n- Comprovantes dos depósitos de pensão que você vem fazendo, mês a mês\n\nDepois, a sequência costuma ser esta: protocolo da petição inicial na Vara de Família da comarca onde mora o filho; citação do outro lado; audiência de conciliação, que em muitas comarcas é marcada em 30-60 dias; se não houver acordo, prazo de contestação; produção de prova (documentos, às vezes testemunhas); sentença. Quem pede redução pode requerer tutela de urgência para diminuir o valor já no início, mas o juiz só concede diante de prova forte e imediata da queda de renda.\n\nSe o seu caso envolve separação recente e outras discussões pendentes, vale ver como funciona o [divórcio litigioso em 2026](https://www.ribeirocavalcante.com.br/divorcio-litigioso-como-funciona-em-2026/), porque alimentos costumam ser decididos dentro dele. Para o panorama geral da matéria, temos um guia completo sobre [pensão alimentícia](https://www.ribeirocavalcante.com.br/pensao-alimenticia-tudo-que-voce-precisa-saber/).\n\nTrês documentos decidem quase toda revisional: a decisão que fixou a pensão, o comprovante datado do fato novo e os extratos que mostram sua renda real hoje. O erro que mais derruba pedidos nesses papéis é a data: documento anterior à fixação não prova nada, e comprovante de renda de um mês isolado não prova queda duradoura. Se quiser, mande esses três para a nossa equipe ler antes de você protocolar qualquer coisa.\n\nFale agora com um advogado especialista\n[ Falar com Advogado no WhatsApp](https://www.ribeirocavalcante.com.br/ads/wpp.html)\n\n<a id=\"perguntas-frequentes-sobre-revisao-de-pensao-alimenticia\"></a>\n## Perguntas frequentes sobre revisão de pensão alimentícia\n\n<a id=\"existe-prazo-minimo-entre-uma-revisao-e-outra\"></a>\n### Existe prazo mínimo entre uma revisão e outra?\n\nNão existe prazo legal. A Lei de Alimentos prevê que a decisão sobre alimentos pode ser revista a qualquer tempo, porque não faz coisa julgada material. Na prática, o que limita não é o calendário, é o fato novo: se você teve uma revisão negada há três meses e nada mudou desde então, um novo pedido tende a ser rejeitado pelo mesmo motivo. Mas se você foi demitido na semana passada e a última revisão foi há dois meses, o pedido é cabível.\n\n![Duas pessoas em uma reunião de trabalho discutindo documentos em uma mesa.](https://cdn.ribeirocavalcante.com.br/2026/07/pensao-alimenticia-inline-2-242276-1785411540.jpg)\n*Qual é a regra que decide toda revisão de pensão alimentícia? — Foto: RDNE Stock project*\n\n<a id=\"posso-pedir-revisao-da-pensao-que-a-justica-de-outro-estado-fixou\"></a>\n### Posso pedir revisão da pensão que a Justiça de outro estado fixou?\n\nSim. A ação revisional segue a regra de competência do domicílio de quem recebe os alimentos, e não onde o processo original tramitou. Se a criança mudou de estado com a mãe, a revisional pode ser proposta lá. Isso vale nos dois sentidos: se você paga e mora longe, provavelmente vai litigar na comarca do filho. Peça ao advogado a cópia integral do processo antigo, porque será preciso instruir a nova ação com a decisão que fixou o valor.\n\n<a id=\"se-a-pensao-e-percentual-do-salario-preciso-de-revisao-quando-eu-for-promovido\"></a>\n### Se a pensão é percentual do salário, preciso de revisão quando eu for promovido?\n\nNão. Se a decisão fixou, por exemplo, 20% dos rendimentos líquidos, o valor acompanha o salário automaticamente, e o desconto em folha se ajusta sozinho. A revisional só entraria em cena para mudar o percentual em si. O contrário também vale: quem tem pensão em percentual e perde horas extras vê a pensão cair junto, sem processo. Já a pensão em valor fixo em reais só sobe com reajuste previsto no título ou com ação revisional.\n\n<a id=\"o-que-acontece-com-a-pensao-se-o-filho-passar-a-morar-comigo\"></a>\n### O que acontece com a pensão se o filho passar a morar comigo?\n\nA mudança de guarda de fato não extingue a obrigação sozinha. Enquanto a decisão anterior estiver em vigor, o valor continua vencendo, e há casos de pai que ficou com o filho em casa e mesmo assim acumulou dívida de pensão. O caminho é pedir a alteração de guarda e a exoneração ou inversão dos alimentos, juntando provas da residência do filho: comprovante de matrícula, endereço na escola, declaração do condomínio, fotos de rotina não bastam.\n\n<a id=\"segundo-casamento-e-novos-filhos-reduzem-a-pensao-do-primeiro-filho\"></a>\n### Segundo casamento e novos filhos reduzem a pensão do primeiro filho?\n\nO nascimento de outro filho é fato novo aceito para pedir redução, porque a capacidade de pagar passa a ser dividida. Mas não gera corte automático, e o juiz não aceita que o primeiro filho seja rebaixado para sustentar o novo arranjo. O que se discute é redistribuição proporcional. Casamento novo, por si só, não reduz nada: a renda do novo cônjuge não entra na conta, e despesas de padrão de vida elevado costumam ser rejeitadas como justificativa.\n\n<a id=\"quem-recebe-pensao-e-vive-em-uniao-estavel-com-outra-pessoa-perde-o-direito\"></a>\n### Quem recebe pensão e vive em união estável com outra pessoa perde o direito?\n\nSe a pensão é do filho, não. O direito é da criança e não se extingue porque a mãe ou o pai guardião formou nova família. Se a pensão é para o ex-cônjuge, a situação muda: novo casamento ou união estável de quem recebe costuma levar à exoneração, porque desaparece o dever de assistência do antigo vínculo. Vale conferir os detalhes sobre [união estável e direitos a pensão alimentícia e meação](https://www.ribeirocavalcante.com.br/uniao-estavel-pensao-por-morte-pensao-alimenticia-divorcio/).\n\n<a id=\"preciso-pagar-a-pensao-enquanto-o-processo-de-revisao-corre\"></a>\n### Preciso pagar a pensão enquanto o processo de revisão corre?\n\nSim, integralmente, no valor antigo, até que saia decisão que altere. Este é o ponto que gera mais prisão civil no país. Enquanto não houver tutela de urgência deferida ou sentença, cada mês não pago vira parcela em aberto e as três últimas autorizam o pedido de prisão. Se o dinheiro não fecha, deposite o máximo possível, identifique o depósito com nome do filho e a expressão “[pensão alimentícia](https://www.ribeirocavalcante.com.br/guia-completo-pensao-alimenticia/)”, e guarde todos os comprovantes.\n\n<a id=\"como-garantir-seus-direitos-na-revisao-de-pensao-alimenticia\"></a>\n## Como garantir seus direitos na revisão de pensão alimentícia\n\nComece pelo papel. Localize a sentença ou o acordo que fixou o valor e veja a data exata. Depois separe o documento que prova o que mudou *depois* daquela data: rescisão, laudo com CID, boleto de escola, receita médica, certidão de nascimento de outro filho. Por último, junte três contracheques ou três extratos bancários e o CNIS, baixado no Meu INSS.\n\nSe você é quem paga, continue depositando enquanto organiza tudo isso. Se você é quem recebe, não aceite redução verbal sem homologação judicial. E não deixe o pedido para o mês que vem: os efeitos costumam ser contados da citação, então cada mês parado é um mês no valor errado.\n\nQuando você manda esses documentos para a nossa equipe, o que acontece é objetivo: lemos as datas, dizemos se há fato novo com base legal para sustentar aumento ou redução, apontamos qual documento está faltando e explicamos qual caminho cabe no seu caso, acordo homologado ou ação revisional, antes de qualquer contratação.\n\nFale agora com um advogado especialista\n[ Falar com Advogado no WhatsApp](https://www.ribeirocavalcante.com.br/ads/wpp.html)",
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    "faq": [
        {
            "question": "Quando posso pedir revisão de pensão alimentícia?",
            "answer": "Sempre que houver alteração real na necessidade de quem recebe ou na capacidade financeira de quem paga, desde que o fato tenha surgido depois da última fixação. Mudança de emprego, doença, novo filho e crescimento das despesas escolares e médicas são exemplos aceitos pelos tribunais."
        },
        {
            "question": "Existe prazo mínimo para entrar com revisão de pensão alimentícia?",
            "answer": "Não há prazo legal. A revisão pode ser pedida a qualquer momento, inclusive poucos meses após um acordo, desde que o fato novo seja posterior a ele e esteja comprovado por documentos."
        },
        {
            "question": "Preciso continuar pagando a pensão durante o processo?",
            "answer": "Sim. O valor antigo continua devido integralmente até que saia decisão judicial alterando-o. Deixar de pagar durante a ação pode gerar execução de alimentos e até prisão civil, mesmo que o pedido de redução venha a ser aceito depois."
        },
        {
            "question": "O nascimento de outro filho reduz a pensão do primeiro?",
            "answer": "Pode reduzir, porque a renda passa a ser dividida entre mais dependentes, mas não há redução automática. É preciso comprovar a certidão de nascimento, a convivência com o novo filho e a real limitação orçamentária."
        },
        {
            "question": "A partir de quando vale o novo valor definido na revisão?",
            "answer": "Em regra, os efeitos retroagem à data da citação do outro lado no processo. Por isso, adiar o pedido significa continuar pagando ou recebendo o valor defasado por mais tempo, sem possibilidade de recuperar o período anterior."
        }
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        {
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            "text": "Qual é a regra que decide toda revisão de pensão alimentícia?",
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            "text": "Quando pedir redução ou exoneração da pensão?",
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            "text": "O que o outro lado vai argumentar contra o seu pedido?",
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            "text": "Dá para revisar por acordo, sem processo judicial?",
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            "text": "Passo a passo para entrar com a revisão em 2026",
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            "text": "Perguntas frequentes sobre revisão de pensão alimentícia",
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            "text": "Posso pedir revisão da pensão que a Justiça de outro estado fixou?",
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            "text": "Se a pensão é percentual do salário, preciso de revisão quando eu for promovido?",
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            "text": "O que acontece com a pensão se o filho passar a morar comigo?",
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            "text": "Segundo casamento e novos filhos reduzem a pensão do primeiro filho?",
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