# Vzom Negado pelo SUS: Como Conseguir com Liminar em 2026

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[Direito da Saúde](https://www.ribeirocavalcante.com.br/direito-civil/direito-da-saude/) 16 min de leitura Por: [Amanda Ribeiro Cavalcante](https://www.ribeirocavalcante.com.br/autor/amanda/) | OAB/CE 51.361

# Vzom Negado pelo SUS: Como Conseguir com Liminar em 2026

Publicado em: 15/09/2026

Conteúdo revisado por Amanda Ribeiro Cavalcante, advogada — OAB/CE 51.361, em 15/09/2026 Facebook WhatsApp Compartilhar **Breve resumo** Mesmo fora da RENAME, o Vzom pode ser obrigatório: é preciso laudo médico fundamentado indicando a necessidade e a ineficácia das alternativas do SUS, prova de que você não consegue custear o tratamento e registro do medicamento na Anvisa. Com esses três requisitos (Tema 106 do STJ), a liminar costuma sair em dias.

Você saiu do consultório com a prescrição do Vzom na mão. O médico foi claro: sem esse medicamento, a doença crônica que você trata avança. Você levou o papel na farmácia de alto custo da sua cidade, esperou na fila, e o atendente disse a frase que você não queria ouvir: “esse medicamento não é fornecido aqui”. Talvez tenham te dado um papel com o carimbo do posto. Talvez nem isso: só uma resposta verbal e um “procure a Secretaria de Saúde”. E agora você está pesquisando no Google porque o valor do tratamento é impossível de bancar com o salário que entra todo mês. A resposta curta é: a negativa não é o fim da linha. Nem no SUS, nem no [plano de saúde](https://www.ribeirocavalcante.com.br/negativa-de-cirurgia-pelo-plano-de-saude-2026/). O acesso a medicamento tem base direta na Constituição Federal, que no artigo 196 diz que a saúde é direito de todos e dever do Estado. E o Superior Tribunal de Justiça já fixou requisitos objetivos para obrigar o poder público a fornecer remédio que não está nas listas oficiais. O que costuma derrubar o pedido não é a falta de direito. É a falta de dois papéis: a negativa por escrito e um laudo médico que explique, com nome e sobrenome técnico, por que só o Vzom serve no seu caso. Este artigo mostra exatamente como conseguir esses dois documentos, para onde levá-los e o que esperar de prazo em cada caminho. Conteúdo da página

## Por que o SUS negou o Vzom para você?

Na prática, a recusa do Vzom vem por um de três motivos: o remédio não consta nas listas oficiais de dispensação (RENAME), a CONITEC ainda não aprovou a incorporação no SUS, ou existe alternativa padronizada no protocolo clínico do Ministério da Saúde. Nenhum desses três motivos, por si só, encerra o seu direito.

### “O medicamento não está na RENAME”

A RENAME é a Relação Nacional de Medicamentos Essenciais, a lista do que o SUS distribui de rotina. É uma lista de mínimos, não de máximos. Se o Vzom não está lá, a farmácia realmente não tem estoque, e o funcionário do balcão não tem poder para liberar. Isso não significa que o Estado esteja isento de fornecer.

### “A CONITEC ainda não incorporou”

A CONITEC é a comissão que avalia se uma tecnologia entra no SUS, analisando eficácia e custo. Esse processo é lento e depende de pedido da indústria ou de entidades. Um detalhe importante: essa análise vale para a rede pública e não vincula planos de saúde privados. Se sua recusa veio de operadora, a discussão é outra, regida pela Lei dos Planos de Saúde (Lei 9.656/98).

### “Existe outro medicamento no protocolo”

Esse é o argumento mais forte do outro lado, e você precisa encará-lo de frente. O gestor público vai dizer que o protocolo clínico prevê o medicamento A, que ele está disponível, e que a Justiça não deve escolher entre remédios. Se o seu médico não explicar por escrito que você já usou o A e não respondeu (ou teve efeito adverso grave), o pedido tende a cair.

**Atenção:** Peça sempre a negativa POR ESCRITO, com data e identificação da unidade. Se recusarem, registre a solicitação na Ouvidoria do SUS pelo 136 e anote o número do protocolo. Sem prova de que você pediu e foi negado, o juiz pode entender que não havia necessidade urgente.

## O Vzom é de fornecimento obrigatório? O que dizem a lei e o STJ

Sim, na maioria das situações, desde que preenchidos requisitos. O STJ, no julgamento do Tema 106 dos Recursos Repetitivos, fixou três exigências para obrigar o SUS a fornecer medicamento fora das listas: laudo médico fundamentado provando a imprescindibilidade e a ineficácia das alternativas do SUS, incapacidade financeira de custear, e registro do medicamento na Anvisa.

Traduzindo para o seu caso. Primeiro requisito: o laudo do seu médico precisa dizer que o Vzom é imprescindível e que os medicamentos padronizados no SUS não funcionaram ou não servem para você. Um atestado genérico de duas linhas não cumpre isso.

Segundo requisito: você precisa mostrar que não tem como pagar sem comprometer o próprio sustento. Isso não exige miséria. Exige demonstrar que o custo mensal do tratamento é incompatível com a sua renda. Com o [salário mínimo](https://www.ribeirocavalcante.com.br/salario-minimo-em-2025/) de 2026 fixado pelo Governo Federal em R$ 1.621,00, um tratamento de alto custo consome várias vezes a renda de uma família média.

Terceiro requisito: registro na Anvisa. Se o Vzom tem registro válido no país, esse ponto está resolvido. Medicamento sem registro é regra bem mais restritiva, discutida pelo STF no Tema 500, e só em situações excepcionais.

**Importante:** Se a negativa veio de plano de saúde e não do SUS, o argumento muda. A Lei 9.656/98 e o Rol da ANS entram em cena, e o Rol é entendido como lista de cobertura mínima obrigatória, admitindo exceções fundamentadas quando há prescrição médica e ausência de alternativa eficaz no Rol. Consulte o [portal oficial da ANS](https://www.gov.br/ans/pt-br) para verificar a cobertura atual.

Vale registrar: decisões recentes do STJ têm reforçado que negar medicamento de alto custo quando não existe substituto eficaz atinge a dignidade da pessoa humana. Você pode consultar a jurisprudência diretamente no [site do Superior Tribunal de Justiça](https://www.stj.jus.br).

> Em urgência médica, a Justiça costuma analisar pedidos liminares com rapidez. Ter em mãos o relatório do médico e a negativa por escrito do plano acelera muito a decisão.Lucas Ribeiro Cavalcante, advogado (OAB/CE 44.673)

## Como recorrer da negativa antes de ir à Justiça

Existe caminho administrativo, e ele é rápido e sem custo. A Ouvidoria do SUS atende pelo telefone 136, funciona 24 horas e gera protocolo. Em paralelo, o pedido formal deve ser feito na Secretaria Municipal ou Estadual de Saúde, com laudo, receita e documentos. A resposta costuma levar de 15 a 60 dias, dependendo do estado.

Passo a passo do que fazer nesta semana:

- Volte ao seu médico e peça um laudo detalhado, não um simples atestado. Ele deve conter: diagnóstico com CID, histórico do tratamento, quais medicamentos do SUS já foram tentados, o resultado de cada um, a dose e a duração prevista do Vzom, e o risco concreto de não iniciar.
- Peça a receita em duas vias, com validade recente e assinatura e CRM legíveis.
- Protocole o pedido administrativo na Secretaria de Saúde. Guarde o número e a data. Exija cópia protocolada, não solte o original.
- Registre reclamação na Ouvidoria do SUS pelo 136 ou pelo canal do [Ministério da Saúde](https://www.gov.br/saude/pt-br).
- Se a recusa foi do plano de saúde, registre na ANS pelo 0800 701 9656 e também no [consumidor.gov.br](https://www.consumidor.gov.br), que dá 10 dias para a empresa responder.
- Procure a Defensoria Pública do seu estado ou um advogado, se o prazo aperta.

Um padrão que se repete nesses atendimentos: entre o pedido e a resposta da Secretaria aparece uma segunda solicitação de documentos, quase sempre pedindo o laudo “mais detalhado” ou uma justificativa técnica adicional. É exatamente nessa etapa que a maioria das pessoas desiste, achando que foi negado de novo. Não desista, responda e mantenha o protocolo vivo.

## Via administrativa ou ação judicial: qual caminho escolher?

Depende de uma coisa: quanto tempo a sua doença permite esperar. O caminho administrativo é sem custo, mas a resposta pode levar 60 dias ou mais. A ação judicial com pedido de liminar pode obter decisão em 24 a 72 horas em casos de urgência comprovada, conforme prevê o Código de Processo Civil sobre tutela de urgência.

| Critério | Pedido administrativo | Ação judicial com liminar |
| --- | --- | --- |
| Custo | Sem custo | Isento com gratuidade de justiça; Defensoria não cobra honorários |
| Prazo típico de resposta | 15 a 60 dias, sem garantia | Liminar em 24 a 72 horas nos casos urgentes |
| O que exige de você | Laudo, receita, documentos pessoais e protocolo | Os mesmos documentos + negativa por escrito + prova de renda |
| Força da decisão | Depende da disponibilidade orçamentária | Ordem judicial, com multa ao Estado em caso de descumprimento |
| Melhor para | Casos estáveis, sem risco imediato | Doença em progressão, risco de internação ou sequela |

**Cuidado:** Não aceite a orientação de “comprar por conta e pedir o reembolso depois”. O ressarcimento é possível em algumas situações, mas você precisará provar cada nota fiscal e a urgência que justificou a compra. É um processo mais longo e mais incerto do que pedir o fornecimento direto.

## Como funciona a ação judicial para conseguir o Vzom

A ação é movida contra o Município, o Estado e/ou a União, que respondem de forma solidária pelo direito à saúde, segundo entendimento consolidado do Supremo Tribunal Federal. O advogado pede tutela de urgência, e o juiz pode determinar a entrega do medicamento antes de ouvir o outro lado, sob pena de multa diária ou bloqueio de verba pública.

Na prática, o juiz costuma encaminhar o caso ao NAT-JUS, um núcleo técnico que emite parecer sobre a indicação médica em poucos dias. É por isso que a qualidade do laudo pesa tanto: o parecer técnico lê o seu laudo e responde se há evidência científica para o uso do Vzom no seu quadro.

### Documentos que você precisa separar

| Documento | Para que serve |
| --- | --- |
| Laudo médico detalhado e recente | Prova a imprescindibilidade e a falha das alternativas do SUS (Tema 106 do STJ) |
| Receita médica com CRM | Comprova a prescrição, dose e duração |
| Negativa por escrito ou protocolo do 136 | Prova que você tentou pela via administrativa |
| Exames e relatórios anteriores | Mostram a evolução da doença crônica |
| RG, CPF e comprovante de residência | Identificação e definição do juízo competente |
| Comprovante de renda (holerite, extrato do INSS, CadÚnico) | Demonstra a incapacidade financeira e sustenta a gratuidade de justiça |
| Orçamentos ou consulta de preço do medicamento | Dimensiona o custo mensal frente à sua renda |

**Exemplo prático:** Imagine que a renda familiar seja de dois salários mínimos, ou R$ 3.242,00 em 2026, e que o tratamento mensal custe várias vezes esse valor. Esse contraste, colocado em números no processo, é o que sustenta o requisito de incapacidade financeira do Tema 106. Não basta escrever “sou pobre”: mostre a conta.

Sobre custos: quem não tem condições de pagar custas e honorários pede gratuidade de justiça, prevista no Código de Processo Civil. Basta declaração de hipossuficiência, e o juiz pode pedir documentos complementares. A Defensoria Pública atende quem se encaixa nos critérios de renda dela.

Antes de protocolar qualquer coisa, junte três peças: o laudo médico detalhado, a receita e a negativa por escrito (ou o protocolo do 136). O erro que mais derruba pedidos como esse é o laudo que só diz “paciente necessita do medicamento Vzom” sem explicar quais alternativas do SUS já foram tentadas e por que falharam. Se quiser, mande esses documentos para nossa equipe ler antes de você seguir adiante.

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## O que os tribunais vêm decidindo em casos de medicamento negado

O cenário é favorável ao paciente quando os requisitos estão documentados. Segundo o Conselho Nacional de Justiça, a judicialização da saúde movimenta centenas de milhares de processos no país, e o STJ pacificou o tema no Tema 106 dos Repetitivos justamente para dar critérios uniformes. Cumpridos os três requisitos, a tendência das decisões é o deferimento.

O que se observa no dia a dia dos tribunais estaduais é uma linha bem definida. Quando o laudo demonstra que o paciente já usou os medicamentos padronizados e não respondeu, as liminares saem. Quando o laudo apenas afirma preferência do médico por um produto novo, sem justificar a falha do protocolo, os pedidos são negados ou remetidos à perícia.

Nas negativas de plano de saúde, o Tribunal de Justiça de São Paulo consolidou entendimento em súmulas sobre saúde suplementar no sentido de que a operadora não pode negar tratamento prescrito pelo médico sob o argumento de ser experimental ou de estar fora do Rol, quando há indicação para a doença coberta pelo contrato. E o STJ tem súmula reconhecendo dano moral quando a recusa indevida de cobertura agrava a situação de aflição do paciente.

**Dica de ouro:** Peça ao seu médico que cite no laudo as diretrizes ou estudos que embasam o uso do Vzom no seu diagnóstico. Laudo com referência técnica atravessa a análise do NAT-JUS muito melhor do que laudo baseado só em opinião clínica.

## Perguntas frequentes sobre a negativa do Vzom

### Se eu já comprei o Vzom do meu bolso, consigo receber esse dinheiro de volta?

É possível pedir o ressarcimento, mas o caminho é mais trabalhoso. Você precisa provar três coisas: que houve pedido e negativa (ou omissão) do poder público, que a compra era necessária e urgente, e o valor efetivamente gasto, com notas fiscais no seu nome. Guarde todos os cupons, boletos e comprovantes bancários. Sem nota fiscal, o pedido de reembolso perde força. E atenção: se você comprou sem nunca ter pedido ao SUS, a defesa vai alegar que não houve recusa a ser reparada.

### Preciso ter renda baixa para conseguir o medicamento pelo SUS na Justiça?

Você precisa demonstrar que não consegue pagar o tratamento sem prejudicar o próprio sustento, e isso é diferente de estar na miséria. O critério do Tema 106 do STJ é a incapacidade financeira frente ao custo do medicamento, não um limite fixo de renda. Uma pessoa que recebe três salários mínimos e enfrenta um tratamento de alto custo mensal cumpre esse requisito com folga. O que importa é a comparação entre a sua renda comprovada e o valor real do tratamento pelo tempo prescrito.

### Posso trocar de médico para conseguir um laudo melhor?

Pode, e às vezes é o passo mais eficiente. Mas cuidado com um detalhe: o laudo de um especialista que acompanha você há tempo e tem o seu histórico registrado pesa mais do que um relatório de médico que te viu uma vez. Se o seu médico atual escreveu algo curto, o melhor caminho é voltar e explicar exatamente o que o processo exige: alternativas já tentadas, resultado de cada uma, e risco de não usar o Vzom. A maioria dos médicos refaz o documento quando entende para que ele serve.

### A liminar foi concedida, mas o Estado não entregou o Vzom. E agora?

Isso acontece com frequência e tem solução dentro do próprio processo. O advogado ou a Defensoria peticiona informando o descumprimento e requer o bloqueio de valores na conta do ente público, para que o medicamento seja comprado diretamente, além de multa diária. Juízes de saúde costumam deferir esse bloqueio quando há prova da entrega não realizada. Guarde qualquer comprovante da tentativa: protocolo da farmácia, e-mail da Secretaria, mensagem do atendente. Documentar a espera é o que sustenta o pedido de bloqueio.

### Existe prazo para eu entrar na Justiça depois da negativa?

Para pedir o fornecimento do medicamento, não existe prazo de decadência: enquanto a necessidade médica persistir, o direito pode ser exigido. O prazo importa em duas situações. Para cobrar ressarcimento de valores gastos contra o poder público, aplica-se o prazo prescricional de cinco anos previsto na legislação de ações contra a Fazenda Pública. Para indenização por danos em relação de consumo com plano de saúde, o [Código de Defesa do Consumidor](https://www.ribeirocavalcante.com.br/codigo-de-defesa-do-consumidor-2026/) prevê cinco anos. Na dúvida, não espere: quanto mais recente o laudo, mais fácil provar a urgência.

### Tenho plano de saúde e uso o SUS. Contra quem eu entro?

Depende de quem negou e do tipo de medicamento. Se o Vzom é de uso domiciliar oral e há previsão de cobertura na saúde suplementar, o caminho natural é acionar a operadora, com base na Lei 9.656/98 e no [Código de Defesa do Consumidor](https://www.ribeirocavalcante.com.br/codigo-de-defesa-do-consumidor-2026/). Se o medicamento é de aplicação hospitalar e você foi negado nas duas portas, é possível acionar cada um pelo fundamento correspondente. Ter plano de saúde não retira o seu direito ao SUS, já que o artigo 196 da Constituição não faz essa distinção.

### O juiz pode mandar entregar um medicamento sem registro na Anvisa?

Em regra, não. O registro na Anvisa é um dos requisitos fixados pelo STJ, e o STF tratou do tema em repercussão geral, admitindo o fornecimento de remédio sem registro apenas em hipóteses excepcionalíssimas, como demora irrazoável da própria agência na análise ou medicamento órfão para doença rara com uso já autorizado no exterior. Se o Vzom tem registro válido no Brasil, esse ponto não será obstáculo no seu caso. Vale conferir a situação do registro antes de protocolar a ação.

## Vzom negado pelo SUS: o próximo passo que você pode dar hoje

Comece pelo papel. Separe a receita, o laudo do seu médico, os exames que mostram a evolução da doença e a negativa por escrito. Se a negativa foi apenas verbal, ligue no 136 hoje mesmo, registre a solicitação e anote o número do protocolo. Esse número vale como prova.

Depois, junte o comprovante de renda de quem mora com você e uma consulta de preço do medicamento. Com esse conjunto, dá para avaliar em pouco tempo se o seu caso preenche os requisitos do Tema 106 do STJ ou se falta reforçar o laudo antes de qualquer providência.

Se você mandar mensagem para o escritório, o que acontece é isso: a gente lê os documentos, diz se existe base legal para o pedido, aponta o que está faltando no laudo e explica qual caminho faz mais sentido, administrativo ou judicial, antes de qualquer contratação. Se o caso não tiver fundamento, você vai ouvir isso também.

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