CID G11: o laudo sozinho não garante auxílio-doença
O que o INSS exige de verdade em 2026
Por Lucas Ribeiro Cavalcante — OAB/CE 44.673
CID G11: o laudo sozinho não garante auxílio-doença
O que o INSS exige de verdade em 2026
Por Lucas Ribeiro Cavalcante — OAB/CE 44.673
Você saiu do neurologista com o CID G11 no papel, foi à perícia do INSS e ouviu: não há incapacidade. Saiu de lá sem entender o que faltou. Faltou uma coisa específica.
“
O INSS não paga por diagnóstico. Paga por incapacidade para o trabalho.
✘ Mito
Ataxia leve, marcha preservada, trabalho administrativo: perito pode considerar capaz
✓ Verdade
Ataxia de marcha, disartria e quedas frequentes: forte argumento de incapacidade
Qualidade de segurado ativa
Carência de 12 contribuições
Incapacidade por mais de 15 dias
12 meses
Período de graça padrão. Pode chegar a 24 ou 36 meses conforme histórico e desemprego
Dica
O laudo que diz só o nome da doença perde a perícia. Peça ao médico que descreva o que você deixou de fazer: subir escadas, segurar objetos, falar com clareza, andar sem apoio.
E se eu não tenho contribuições suficientes?
Existe o BPC/LOAS: 1 salário mínimo, R$ 1.621,00 em 2026, para quem cumpre o critério de renda
A ataxia do CID G11 é progressiva: a incapacidade se instala em degraus. Quando ela se torna definitiva, o caminho deixa de ser o auxílio temporário e passa a ser a aposentadoria permanente.
Um laudo bem construído muda o resultado da perícia. Não desista na primeira negativa.