União estável: 4 formas de formalizar, de R$ 0 a R$ 1.000

E só uma resiste quando alguém decide brigar

Por Lucas Ribeiro Cavalcante — OAB/CE 44.673

Vocês assinaram um contrato em casa, guardaram na gaveta e acharam que estava resolvido. Anos depois, o INSS diz que a data pode ter sido escrita depois. E aí começa o problema.

O papel não cria a união estável. Ele só serve de prova antes de você precisar dela.

O art. 1.723 do Código Civil exige convivência pública, contínua, duradoura e com objetivo de constituir família. Nenhum desses requisitos é papel. Mas o documento decide outra coisa importante.

✘ Mito

Mito: só tem união estável depois de 2 ou 5 anos juntos

✓ Verdade

Verdade: não existe prazo mínimo. 10 meses já pode contar

Contrato particular: R$ 0, força fraca

Registro em Títulos e Documentos

Escritura pública no Tabelionato

R$ 1.000

Custo aproximado somando tudo no caminho mais completo, variando por estado

Dica

O passo que quase ninguém dá: levar a escritura pública ao Livro E do Registro Civil. É esse averbamento que dá publicidade e derruba o argumento de que o documento foi feito às pressas.

Precisamos morar juntos para ter união estável?

Não. O STJ já reconheceu uniões de casais com endereços separados, pelo objetivo de família.

Escolha hoje o caminho certo e evite três anos de ação judicial depois.

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