Atualizada 2026 - Portaria 22/2022

Tabela CID INSS 2026
Doenças que Aposentam

Consulte os códigos CID-10 que dão direito a auxílio-doença e aposentadoria por invalidez. Descubra quais doenças dispensam carência.

220+
CIDs catalogados
17
Dispensam carência
4,1M
Afastamentos em 2025

O que é o CID-10 e sua importância para benefícios do INSS

O CID-10 (Classificação Internacional de Doenças, 10ª revisão) é o sistema padrão utilizado mundialmente para classificar doenças e condições de saúde. No âmbito do INSS, o código CID-10 é fundamental, pois é utilizado nos atestados, laudos médicos e perícias para identificar a doença que causa a incapacidade do segurado.

Os benefícios por incapacidade do INSS dividem-se em duas categorias principais: o auxílio-doença (benefício por incapacidade temporária), concedido quando a incapacidade é temporária e há expectativa de recuperação; e a aposentadoria por invalidez (benefício por incapacidade permanente), concedida quando a incapacidade é total e permanente para qualquer atividade profissional.

A Portaria Interministerial MTP/MS 22/2022 lista 17 categorias de doenças que dispensam o período de carência de 12 contribuições mensais, incluindo tuberculose ativa, hanseníase, câncer, alienação mental, cegueira, paralisia irreversível, cardiopatia grave, doença de Parkinson, espondilite anquilosante, nefropatia grave, hepatopatia grave, AIDS, contaminação por radiação, doença de Paget, esclerose múltipla, AVC agudo e abdome agudo cirúrgico.

Importante

O CID isoladamente não garante a concessão de nenhum benefício. É imprescindível a comprovação de incapacidade laborativa por perícia médica do INSS. Duas pessoas com o mesmo CID podem ter resultados diferentes, pois o que importa é o impacto da doença na capacidade de trabalho, considerando a função exercida, idade, escolaridade e possibilidade de reabilitação. Para orientação jurídica personalizada, consulte um advogado especialista em Direito Previdenciário.

Utilize a tabela interativa abaixo para pesquisar códigos CID por nome da doença, código, categoria ou tipo de benefício. As linhas destacadas em verde indicam doenças que dispensam o período de carência.

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CID-10 ▲▼ Doença ▲▼ Categoria ▲▼ Benefício Dispensa Carência ▲▼ Observacoes
Dispensa carência (Art. 151)
Não* - Pode dispensar por decisão judicial (Tema 220 TNU)

Entenda as Categorias de Doenças e o INSS

Informações detalhadas sobre as principais categorias de doenças relacionadas a benefícios por incapacidade.

Doenças que Dispensam Carência

A Portaria Interministerial MTP/MS 22/2022 ampliou de 14 para 17 as doenças que dispensam o período de carência de 12 contribuições. Isso significa que o segurado não precisa ter contribuido por 12 meses para ter direito ao benefício, bastando ter qualidade de segurado.

As 17 categorias incluem: tuberculose ativa, hanseníase, alienação mental, neoplasia maligna (câncer), cegueira, paralisia irreversível, cardiopatia grave, doença de Parkinson, espondilite anquilosante, nefropatia grave, doença de Paget, AIDS, contaminação por radiação, hepatopatia grave, esclerose múltipla, AVC agudo e abdome agudo cirúrgico.

Conforme o Tema 220 da TNU, essa lista não é taxativa, admitindo interpretação extensiva por decisão judicial quando demonstrada gravidade da doença.

Transtornos Mentais e o INSS

Os transtornos mentais são atualmente a categoria com maior crescimento em afastamentos pelo INSS, com 440.000 afastamentos registrados recentemente, o dobro de 10 anos atras. Burnout triplicou de 1.760 para 6.985 casos.

Os CIDs mais frequentes incluem: F41 (transtornos de ansiedade - 141.414 afastamentos), F32 (episódios depressivos - 113.604), F33 (depressão recorrente - 52.627) e F31 (transtorno bipolar - 51.314). Esquizofrenia (F20) e demencias (F00-F03) dispensam carência por configurar alienação mental.

Doenças Ortopedicas e da Coluna

As doenças osteomusculares são historicamente as maiores causas de afastamento do trabalho no Brasil. A dorsalgia (M54) lidera com 237.113 afastamentos, seguida pelos transtornos de disco intervertebral (M51) com 208.727.

Hérnia de disco, lombalgia, cervicalgia, artrose, artrite reumatoide e lesões do ombro (síndrome do manguito rotador) estão entre os principais diagnósticos. A espondilite anquilosante (M45) e a doença de Paget (M88) dispensam carência. Fibromialgia (M79.7) pode dispensar por decisão judicial conforme Tema 220 da TNU.

Câncer e Neoplasias

Todos os tipos de neoplasia maligna (CID C00 a C97) dispensam carência para benefícios por incapacidade no INSS, conforme Art. 151 da Lei 8.213/91. O segurado precisa apenas ter qualidade de segurado no momento do diagnóstico.

Os tipos mais frequentes incluem câncer de mama (C50), prostata (C61), pulmao (C34), colorretal (C18-C20), leucemias (C91-C92) e linfomas (C81-C85). O benefício pode ser auxílio-doença durante o tratamento ou aposentadoria por invalidez em casos de incapacidade permanente.

Doenças Cardiovasculares

A cardiopatia grave é uma das 17 doenças que dispensam carência. Insuficiência cardíaca (I50), cardiomiopatias (I42), valvulopatias (I05-I08, I34-I35) e doença isquêmica crônica (I25) podem configurar cardiopatia grave.

O AVC agudo (I60-I64) foi adicionado pela Portaria 22/2022 como doença que dispensa carência, quando há evolução aguda com risco iminente de morte. Hipertensão (I10), infarto (I21) e arritmias (I48-I49) também podem gerar afastamento, mas exigem carência.

Doenças Neurologicas

A doença de Parkinson (G20), esclerose múltipla (G35) e paralisia cerebral/hemiplegia/paraplegia/tetraplegia (G80-G83) dispensam carência. A esclerose múltipla foi incluída pela Portaria 22/2022.

Epilepsia (G40), ELA (G12.2), Alzheimer (G30), síndrome do tunel do carpo (G56.0) e neuropatias periféricas também são causas frequentes de afastamento. A ELA e o Alzheimer podem dispensar carência por analogia, conforme interpretação extensiva admitida pelo Tema 220 da TNU.

Doenças Respiratorias, Renais e Hepaticas

DPOC (J44), enfisema (J43), asma grave (J45) e fibrose pulmonar (J84) são causas comuns de afastamento. A insuficiência respiratoria crônica pode gerar aposentadoria por invalidez.

A nefropatia grave (N17-N19) e a hepatopatia grave (K70-K76) dispensam carência. Doença renal crônica estágio 5 com diálise (N18.5) geralmente resulta em aposentadoria por invalidez. Cirrose hepática (K74) e insuficiência hepática (K72) também dispensam carência.

Deficiencias Sensoriais e Jurisprudencia

Cegueira (H54.0, H54.1) dispensa carência e geralmente resulta em aposentadoria por invalidez. A visão monocular foi reconhecida como deficiência pela Lei 14.126/2021. Glaucoma (H40), degeneração macular (H35.3) e retinopatia diabetica (H36.0) podem levar a cegueira.

Surdez bilateral (H90.3) pode gerar aposentadoria por invalidez ou aposentadoria da pessoa com deficiência. Conforme o Tema 220 da TNU e a Súmula 78 da TNU, a lista de doenças graves não é taxativa: comprovada a incapacidade, o julgador não está adstrito a doenças listadas.

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Perguntas Frequentes

Tire suas duvidas sobre CIDs e benefícios por incapacidade do INSS.

O CID-10 (Classificação Internacional de Doenças, 10ª revisão) é o sistema padrão utilizado mundialmente para classificar doenças. No INSS, o código CID-10 é utilizado nos atestados e laudos médicos para identificar a doença que causa a incapacidade do segurado, sendo fundamental na perícia médica para concessão de auxílio-doença ou aposentadoria por invalidez.
A Portaria Interministerial MTP/MS 22/2022 lista 17 doenças que dispensam o período de carência de 12 contribuições: tuberculose ativa, hanseníase, transtorno mental grave (alienação mental), neoplasia maligna (câncer), cegueira, paralisia irreversível e incapacitante, cardiopatia grave, doença de Parkinson, espondilite anquilosante, nefropatia grave, doença de Paget (estágio avançado), AIDS, contaminação por radiação, hepatopatia grave, esclerose múltipla, AVC agudo e abdome agudo cirúrgico.
Não. O CID isoladamente não garante nenhum benefício. O INSS exige comprovação de incapacidade laborativa através de perícia médica. Duas pessoas com o mesmo CID podem ter resultados diferentes, pois o que importa é o impacto da doença na capacidade de trabalho, considerando a função exercida, idade, escolaridade e possibilidade de reabilitação.
O auxílio-doença (benefício por incapacidade temporária) é concedido quando a incapacidade é temporária e há expectativa de recuperação. A aposentadoria por invalidez (benefício por incapacidade permanente) é concedida quando a incapacidade é total e permanente para qualquer atividade profissional, sem possibilidade de reabilitação.
Não. Conforme o Tema 220 da Turma Nacional de Uniformização (TNU), a lista de doenças do Art. 151 da Lei 8.213/91 NÃO é taxativa, admitindo interpretação extensiva. Isso significa que outras doenças graves, mesmo não listadas, podem dispensar carência quando demonstrada gravidade e especificidade que mereça tratamento particularizado, mediante decisão judicial.
Segundo dados de 2024-2025, as maiores causas de afastamento são: dorsalgia/dores nas costas (CID M54 - 237.113 afastamentos), transtornos de discos intervertebrais/hérnia de disco (CID M51 - 208.727), transtornos de ansiedade (CID F41 - 141.414), episódios depressivos (CID F32 - 113.604) e transtorno depressivo recorrente (CID F33 - 52.627). Os transtornos mentais apresentaram crescimento de 68% nos últimos anos.
Sim, desde que comprovada a incapacidade laborativa. Episódios depressivos (CID F32) e transtornos de ansiedade (CID F41) estão entre as maiores causas de afastamento do INSS. Para aprovação, é necessário laudo médico detalhado demonstrando o impacto funcional da doença, relatório de tratamento e confirmação por perícia médica.
Depende do caso. A hérnia de disco (CID M51) é a segunda maior causa de afastamento do INSS, mas não garante automaticamente aposentadoria por invalidez. É necessário comprovar que a condição causa incapacidade total é permanente para qualquer atividade profissional. Muitos casos são concedidos como auxílio-doença (incapacidade temporária). A gravidade, tipo de trabalho e possibilidade de reabilitação são fatores determinantes.
Sim. Qualquer tipo de neoplasia maligna (códigos CID C00 a C97) dispensa o período de carência para concessão de benefícios por incapacidade no INSS, conforme o Art. 151 da Lei 8.213/91 e Portaria Interministerial MTP/MS 22/2022. O segurado precisa apenas ter qualidade de segurado (estar filiado ao RGPS) no momento do diagnóstico.
A Portaria Interministerial MTP/MS 22/2022 substituiu a antiga Portaria 2.998/2001 e ampliou de 14 para 17 as doenças que dispensam carência, adicionando: esclerose múltipla, AVC agudo e abdome agudo cirúrgico. Para AVC e abdome agudo, a dispensa só se aplica quando há evolução aguda com risco iminente de morte ou perda de função orgânica.

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